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Air quality standards and limit values

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Part 1: The Monitoring Programme

11 Air quality – the air we breathe

11.1 Air quality standards and limit values

A realização da análise foi dividida em duas partes, de acordo com o desenvolvimento da investigação. A 1a parte da análise será apresentada no capítulo V e na 2a parte do capítulo VI.

Em ambas as partes utilizei um método estatístico para tratamento de dados multidimensionais denominado classificação hierárquica de similaridade. Esta é realizada, especificamente, com o “cruzamento de sujeitos (ou

 

objetos) e variáveis (propriedades ou atributos) binárias, ordinais ou numéricas” (ALMOULOUD, 2007, p. 306).

Para o autor o método permite

estudar e depois interpretar em termos de tipologia e de semelhança (dessemelhança) decrescente, classes de variáveis constituídas significativamente a certos níveis de uma árvore de similaridade e se opondo a outros, nestes mesmos níveis (ibid, p. 307).

Este método também é utilizado em diferentes áreas e, no Brasil tem sido ressignificado em diversas pesquisas no campo das tecnologias aplicadas à educação, conforme apresentam as pesquisas a seguir.

Almeida et al (2013), no relatório da Fundação Victor Civita, analisou com este método a oferta, as características e as tendências dos cursos de licenciatura em Pedagogia na modalidade de Educação a distância.

Ribeiro (2012), na tese de doutorado, investigou com o método os caminhos para práticas pedagógicas inovadores de ensino e aprendizagem, a partir da análise dos eventos I e II Seminário Web Currículo. Na pesquisa, integrou as análises com o uso de mapa de nuvem, produzido no portal Manyeyes3.

Ono (2010), com o método, analisou o processo de construção do conhecimento por meio das tecnologias no contexto da conexão sem fio.

Saldanha (2009) utilizou o método em sua dissertação de mestrado para apontar os indicadores para um currículo flexível no uso de computadores portáteis na educação.

Prado (2003b), em sua tese de doutorado, analisou com esse método a educação a distância na formação do professor a fim de identificar concepções de aprendizagem.

Almeida (2000), em sua tese de doutorado, utilizou esta metodologia para investigar o computador na escola para contextualizar a formação de professores.

Com base neste método e nas pesquisas realizadas, optei pelo uso de variáveis binárias que originaram um conjunto composto de 60 indicadores emergentes, identificados na 1a parte da pesquisa, a partir dos extratos das COP

online investigadas em Portugal e no Brasil.

                                                                                                               

3

 

Os indicadores foram analisados pelo critério de ocorrência ou não, ou seja, pela presença ou ausência do indicador emergente. Para gerar as árvores de similaridade utilizei a versão 3.5 do software CHIC - Classificação Hierárquica, implicativa e Coesitiva (ALMOULOUD, 1992).

Na preparação dos dados para ser inseridos no CHIC, realizei a codificação dos indicadores de potencial em variáveis. Para cada indicador de potencial atribuí uma sigla correspondente ao código. No quadro 10 é mostrada a codificação de cada indicador de Potencial e sua definição.

Quadro 10 Codificação e definição dos indicadores de potencial

Os indicadores emergentes também foram codificados como variáveis e seguiram a organização de (X)IP(Y). A variação de X é crescente e iniciada em 01 algarismo arábico, a variação em Y é crescente e corresponde a algarismo romano, referente ao indicador de potencial. Assim, o código 01IPI é o primeiro indicador emergente do indicador do potencial I. Esta regra é válida para os demais indicadores emergentes.

Código Indicador de Potencial Definição do Indicador de Potencial

IPI Interesse em compartilhar experiências pedagógicas

O professor participa das atividades na comunidade e explicita as próprias experiências

IPII Construção de relações mútuas ao participar da comunidade

O professor apresenta empenho, expõe suas ideias e faz comentários sobre as ideias dos membros

IPIII Formação pedagógica e profissional em uma comunidade de prática

O professor soluciona os problemas do cotidiano com informações advindas da comunidade, reflete sobre as atividades realizadas no contexto de atuação, adquire habilidades pedagógicas e profissionais ao participar da comunidade

IPIV Benefícios da participação em uma comunidade de prática

O professor ao ser membro de uma comunidade ressignifica as próprias práticas e tem desenvolvimento profissional

IPV Recontextualização dos conhecimentos construídos na comunidade em sua realidade

O professor planeja suas aulas, a partir das experiências compartilhadas

IPVI Sentido de participar de uma comunidade para a sua formação pedagógica e profissional

O professor expõe os benefícios de participação na comunidade à sua prática

IPVII Atendimento às expectativas do professor pelos membros da comunidade

O professor continua sua participação na comunidade

 

No quadro 11, a seguir, são apresentados os indicadores de potencial com as respectivas codificações organizadas em 7 conjuntos de indicadores emergentes.

IPI: Interesse em compartilhar experiências pedagógicas

Código Indicadores Emergentes Definição

01IPI Ocorre partilha e diálogo sobre suas experiências O professor dialoga com os colegas 02IPI Conhece novas práticas pedagógicas O professor observa as práticas

expostas na comunidade

03IPI Identifica o funcionamento da comunidade O professor compreende a dinâmica da comunidade

04IPI Constrói conhecimento sobre projetos

O professor constrói conhecimentos a partir de projetos compartilhados na comunidade

05IPI Participa de debates sobre tecnologias e educação O professor interage nas ferramentas de interação da comunidade

IPII: Construção de relações mútuas ao participar da comunidade

06IPII Identifica práticas pedagógicas O professor estabelece relações com sua prática diária

07IPII Define identidades de forma mútua O professor se identifica com a comunidade

08IPII Interage com os participantes O professor participa de debates na comunidade

09IPII Ocorre a colaboração entre os pares O professor contribui e auxilia os colegas na construção de práticas 10IPII Percebe o acolhimento de profissionais de diferentes

áreas

O professor se sente acolhido ao participar da comunidade

11IPII Define estudos de forma mútua sobre o tema de interesse

O professor escolhe de forma coletiva o tema de seu interesse

12IPII Identifica problemas do contexto O professor compreende melhor os problemas do contexto

13IPII Recebe devolutiva do grupo O professor reflete sobre as sugestões dadas por colegas

14IPII Melhora o desempenho enquanto professor O professor ganha autonomia para planejar práticas

IPIII: Formação pedagógica e profissional na comunidade de prática

15IPIII Desenvolve habilidade pedagógica O professor cria novas estratégias de ensino

16IPIII Desenvolve estilos de compartilhamento conjunto O professor cria novos caminhos para o compartilhamento de práticas 17IPIII Expõe práticas pedagógicas de uso das TDIC O professor debate sobre sua prática

aos colegas

18IPIII Participa dos fóruns de discussão O professor interage com os colegas ao enviar mensagens no fórum 19IPIII Identifica estratégias pedagógicas O professor reconhece práticas dos

colegas

20IPIII Socializa sua experiência em reuniões presenciais O professor expõe sua prática pedagógica aos colegas

21IPIII Participa de discussão para o empreendimento do grupo O professor colabora com os colegas 22IPIII Participa de eventos acadêmicos O professor busca desenvolvimento

profissional a partir de eventos 23IPIII Visita instituições que apresentam projetos de TDIC O professor realiza visita em

instituições

24IPIII Estabelece relações de parceria na comunidade O professor constrói relações de parceria com os colegas

25IPIII Planeja novas práticas a partir de atividades propostas na comunidade

O professor recontextualiza sua prática diária

26IPIII Reflete sobre a sua prática pedagógica O professor reflete ao criar sua prática

 

IPIV: Benefícios de participação em uma comunidade de prática

27IPIV Ocorre o encontro de professores com as mesmas preocupações

O professor identifica diferentes cenários

28IPIV Constrói conhecimento em sua área de atuação O professor constrói conhecimento 29IPIV Identifica o reconhecimento do seu trabalho O professor se sente motivado com o

reconhecimento de seu trabalho 30IPIV Diversifica a forma de trabalhar com o uso das TDIC O professor reconstrói sua prática

pedagógica

31IPIV Troca de experiência entre diferentes profissionais O professor compartilha suas experiências

32IPIV Adquire habilidades profissionais em sua área de atuação O professor desenvolve habilidades profissionais

33IPIV Desenvolve a reflexão sobre a prática cotidiana O professor reflete sobre o seu fazer pedagógico

34IPIV Recebe estímulo e suporte ao uso das TDIC O professor recebe incentivos para o uso das TDIC

35IPIV Compreende o uso das TDIC como ferramenta de representações e de outros artefatos culturais

O professor integra as TDIC no contexto

36IPIV Ocorre a tomada de decisão O professor reflete sobre sua pratica 37IPIV Reflete sobre os problemas encontrados no contexto O professor identifica os problemas

do contexto e busca soluções

IPV: Recontextualização dos conhecimentos construídos na comunidade em sua realidade

38IPV Aplica estratégias em situações de sala de aula O professor contextualiza sua prática 39IPV Expande suas experiências para os outros profissionais

da escola que atuam

O professor busca participar de eventos em outras instituições 40IPV Oferece cursos de formação para outros profissionais O professor oferta cursos aos colegas 41IPV Recontextualiza as práticas apresentadas pelos colegas

no próprio contexto

O professor aplica as práticas dos colegas em seu contexto

42IPV Debate sobre os temas propostos com os colegas O professor participa de debates na comunidade

IPVI: Sentido de participar de uma comunidade à sua formação pedagógica e profissional

43IPVI Conhece diferentes contextos e culturas O professor identifica outros contextos educacionais

44IPVI Aprende diferentes práticas pedagógicas com os membros

O professor constrói diferentes práticas

45IPVI Interage com membros e profissionais do trabalho O professor se comunica e interage com outros membros

46IPVI Publica as atividades dos participantes O professor publica suas práticas para os demais colegas

47IPVI Identifica e integra culturas locais O professor reconhece diferentes culturas locais

48IPVI Desenvolve aprendizagem de forma mútua O professor constrói conhecimento de forma mútua

49IPVI Percebe mudanças pedagógicas O professor identifica mudanças pedagógicas

50IPVI Amplia sua rede de comunicação O professor agrega parceria na comunidade

51IPVI Apropriação tecnológica

O professor assimila e integra o uso das TDIC em seu contexto de atuação

52IPVI Amplia suas reflexões sobre as práticas pedagógicas O professor manifesta e expõe suas reflexões aos colegas

IPVII: Atendimento às expectativas do professor pelos membros da comunidade

53IPVII Estabelece relações mútuas, harmônicas ou conflituosas O professor participa de debates na comunidade

54IPVII Desenvolve habilidade para compartilhar suas práticas pedagógicas

Expõe suas práticas para o grupo 55IPVII Acesso contínuo às atividades e com os membros Mantem contato com outros membros

 

56IPVII Delineia ações pedagógicas Organiza e planeja suas ações 57IPVII Desenvolve estilos para integrar o uso das TIC em

práticas pedagógicas

Constrói práticas não vistas antes 58IPVII Constrói identidades na comunidade O professor se identifica com o grupo 59IPVII Conhece ferramentas tecnológicas e artefatos

pedagógicos

O professor tem autonomia para selecionar a ferramenta necessária 60IPVII Aperfeiçoa a própria prática pedagógica O professor cria outras estratégias de

ensino

Após a codificação dos indicadores de potencial e dos indicadores emergentes, na análise da 1a parte da pesquisa, elaborei 7 (sete) planilhas no

software Excel com extensão do arquivo .CSV com dupla entrada. Na primeira linha

da planilha, inseri o conjunto de indicadores emergentes referente a cada indicador de potencial, e, em seguida, na primeira coluna os extratos textuais codificados.

O código dos extratos segue a mesma lógica da codificação dos indicadores, ou seja, o código (X)EIP(Y) para os extratos das COP online investigadas e (X)EIP(Y)CF para os extratos da COPFUCA. O extrato 01EIPI se refere ao extrato da COP online e 05EIPIICP se refere ao extrato da COPFUCA.

As planilhas foram compiladas no software CHIC, com o fim de visualizar as 7 (sete) árvores de similaridades referentes as 7 (sete) planilhas criadas. A interpretação dessas árvores de similaridades é apresentada no capítulo V.

O exemplo de planilha elaborada pode ser visualizada no quadro 12.

 

01IPI   02IPI   03IPI   04IPI   05IPI      -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   60IPVII   01EIPI   1   0   0   0   0   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   1   02EIPI   1   1   1   0   0   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   0   03EIPI   1   1   0   1   1   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   1   04EIPI   0   1   0   1   1   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   1   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   -­‐-­‐-­‐-­‐-­‐   1   181EIPVII   0   1   0   0   0   1   0  

Na 2a parte da pesquisa, com o propósito de verificar se a COPFUCA possuía as mesmas particularidade das COP online investigadas, fiz a relação dos nós significativos apresentados nas 7 (sete) árvores com os extratos dos dados da COPFUCA. No total foram utilizados 15 nós significativos expressos nas 7 (sete) árvores e 41(quarenta e um) extratos da COPFUCA.

Quadro 11 Codificação de indicadores emergentes

 

Para tal, criei uma nova planilha no Microsoft Excel, no formato CSV, com dupla entrada, na primeira linha foram inseridas as variáveis que se formaram com os nós significativos; e na primeira coluna os extratos dos dados da COPFUCA. O detalhamento da análise desta parte é apresentado no capítulo VI.

Neste processo, foi possível construir uma única árvore de similaridade no CHIC que serviu de aporte para novas descobertas na COPFUCA. Ao empregar o software no processo de análise, pude me deparar com significados, semelhanças ou contradições apresentadas pelos dados, desvendando as concepções dos professores sobre o uso das TDIC no processo educacional e o significado atribuído por eles na participação de uma COP online para a sua formação e profissionalização.

Nas árvores de similaridades da 1a e 2a partes, foram identificados Grupos compostos de Subgrupos, ou seja, Classes e Subclasses de indicadores de potencial e de indicadores emergentes, correspondentes a variáveis. Nos grupos e subgrupos foram identificados os nós significativos.

Vale salientar que, em uma árvore de similaridade, o nó é considerado significativo ou mais forte quando o software CHIC destaca na cor vermelha. Este nó poderá se localizar em qualquer um dos níveis de similaridade.

A interpretação dos nós significativos nos grupos e nos subgrupos se construiu de acordo com os níveis de similaridade, do mais forte para o mais fraco.

Os níveis de similaridade nesta tese foram constituídos em uma sequência, conforme os números 1o, 2o, 3o, 4o e, assim por diante. Na árvore de similaridade o nó em 1o nível estará localizado mais próximo à base da árvore. Quanto mais o nó se distanciar da base da árvore, o seu nível de similaridade será enfraquecido, passando para os níveis seguintes, 2o, 3o etc. Considera-se que, a base da árvore de similaridade, é a linha composta pelos indicadores emergentes, de onde partem as relações.

O detalhamento da interpretação e análise dos dados, conforme anunciado anteriormente, serão apresentados nos capítulos V e VI desta tese.

 

Capítulo IV:

Contexto da Pesquisa

No capítulo IV, apresento o contexto investigado na 1a e 2a parte de desenvolvimento da pesquisa, as COP online que serviram como objetos de estudo, a unidade escolar investigada e a COFUCA.

 

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