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Activity 5.1: Identification of treatment options

5.6 R ISK TREATMENT

5.6.1 Activity 5.1: Identification of treatment options

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Vale recuperar a ideia de que a combinação entre locomover e manipular objetos é uma característica humana de movimentar-se no cotidiano. Ao projetar a vida cotidiana de um indivíduo seguramente suas tarefas diárias passarão por habilidades combinadas de locomoção, como andar, correr e saltar e/ou de manipulação, como carregar um objeto, utilizar alguma ferramenta, utensílio ou equipamento. Ao passar pela escola quais foram as experiências que permanecem no cotidiano dos entrevistados?

(A1) Eu tenho andado de bicicleta porque é uma coisa que eu gosto [...] eu faço coisas, movimentos que fazem sentido para mim, tipo andar de bicicleta, eu fazia ioga uma coisa boa [...] Antes eu vinha (para a escola) de ônibus, agora eu mudei de casa [...] eu venho de carro, só que eu volto de ônibus [...] eu gosto de arrumar a casa [...]

(A2) O que eu faço de movimento é ir para a escola de carro. Na escola fico sentada, no recreio eu como e fico sentada. Na hora de ir embora eu vou até o ponto de ônibus da Raposo [...] À tarde eu durmo [...] à noite faço as lições de casa, leio, mas se a diarista não vem em casa eu lavo a louça, tiro o lixo. Às sextas-feiras eu faço o teatro, que é o momento mais esperado da semana, apesar de ser desgastante porque já estou cansada da semana toda e fico até cinco e meia da tarde aqui.

(A3) Humm, a primeira coisa que me vem na cabeça é ir voltar pra casa [...] ando, pego ônibus, vou pro metro [...] minha vó a gente briga com ela prá ela fazer uma hidroginástica e fazer alguma coisa assim, ela fala “não eu limpo a casa todo dia, não sei o que”, mas é diferente você ter um propósito de limpar a casa e como consequência mexer o seu corpo e outra coisa você ter o propósito de mexer o seu corpo e como consequência melhor seu condicionamento físico, de não ser um sedentário [...] A gente aprendeu na escola, a ter uma Educação Física ser acostumado a uma vez ou duas por semana você fazer, você se mexer, você parar, sair da cadeira e ir lá correr, e fazer uma coisa e minha vó não, ela estudou a 1ª e 2ª série só [...] ela não enxerga essa necessidade que, que a gente tem hoje, que é colocada na nossa vida, tipo toda criança que vai para a escola faz Educação Física, ela precisa brincar, ela precisa correr, ela precisa se exercitar.

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(A4) Eu sempre gostei de esporte [...] eu sonhava ser jogador de futebol [...] Aí com 15 anos eu entrei pro kung fu [...] Eu gosto de caminhar, então às vezes à tarde depois das lições às vezes antes de ir prá academia eu dou uma andada pelo bairro, faço uma caminhada [...] depois da caminhada eu vou para a academia ... me sinto bem andando, não é questão de saúde nem nada, eu sei que é saudável e tudo, mas eu gosto de andar, de ver o mundo, sabe?

(A5) O movimento é constante na minha vida cotidiana, nada do eu faça não exige movimento motor [...] mas o movimento no meu cotidiano ajuda bastante a fazer atividades de lazer [...] eu faço aula de bateria, agora que veio na minha mente eu percebo porque na bateria você usa os 4 membros, e o professor costuma dizer que o movimento da cabeça influencia na maneira que você vai tocar uma música dependendo da velocidade dela, e são 4 movimentos que embora ligados são totalmente independentes [...] é outro momento que eu sinto que eu estou explorando a minha capacidade motora. Já quando questionados sobre quais as perspectivas futuras do movimentar-se do ser- humano e a relação com a tecnologia contemporânea eles projetaram pontos positivos como:

(A1) [...] a gente vai conseguir fazer coisas incríveis [...] e dar saltos imensos e ter uma inteligência, pessoas que são paraplégicas começarem a se mexer [...] Eu sei pouco, eu sei o que passa no jornal, tipo o cara que chutou a bola na Copa [...]

(A3) A única coisa que me veio à cabeça foi o cara da Copa, o exoesqueleto, que não deram muita importância, mas pra pessoa que tava ali dando um passo ela paraplégica, foi [...] bom [...] eu acho que vai ajudar àqueles que realmente precisam [...]

(A4) Eu acho que o ser humano vai conseguir fazer coisas fantásticas [...] eu acho que é fantástico, uma pessoa tetraplégica que pouco andou na vida, se movimentou, de repente está dentro de um exoesqueleto.

(A5) Máquinas [...] é quase sinônimo para tecnologia. Eu percebo que tem pontos positivos e pontos negativos [...] uma prótese ou alguma parte mecânica, elétrica, eletrônica implantada no seu corpo que te permita vida

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ou que te permita o movimento de alguma parte que você perdeu o movimento, eu acho que neste sentido é extremamente positivo [...]

E pontos negativos:

(A1) [...] eu acho que cada vez a gente vai perder o sentido corporal, a gente vai perder o sentido da gente porque a gente vai virar uma máquina [...] a gente vai virar mente, a gente não vai virar mente e corpo. Outro dia eu estava pensando, eu sou a cabeça ou eu sou meu corpo [...] perder a mágica da vida, porque vai ser tão fácil [...]

(A2) Eu imagino que vai ser possível acontecer o que foi retratado no Wall-E (filme da Disney e Pixar), sabe? Que as pessoas perdem os ossos e as ligações, ficando uma peça única. Isso porque a gente está preso muito a uma realidade totalmente teórica, tudo o que você tem que fazer é intelectual tem que fazer com a cabeça e o seu corpo vai perdendo importância [...] Tentativa de juntar mais essas duas coisas, eu não consigo ver muito bem trabalho intelectual e físico juntos somente em alguns.

(A3) [...] o que me veio à cabeça foi aquele filme do Wall-E, que ficam aqueles gordinhos sentados nas cadeiras, que não é uma coisa ligada ao corpo, mas eles não andam, é ligado [...] A máquina é a bateria de sua vida, sabe, e não é isso, você tem que se mexer, fazer suas coisas, senão você não vai conseguir fazer mais nada, se acabar a luz, se não tiver luz não vai ter máquina e não vai ter como você depender disso [...]

(A4) [...] eu acho que a gente está evoluindo [...] prá o homem ter que fazer cada vez menos esforço físico [...]

(A5) [...] o celular, o smartphone, que a sedentarização da vida pode chegar ao nível extremo hoje em dia [...] a partir do momento que a humanidade perde a capacidade de se comunicar frente a frente, ao vivo e a cores muitos dos propósitos da vida a gente vai perdendo né? [...] acredito que ao vivo seja a melhor opção mesmo em meio a tantas tecnologias que propiciam a relação entre pessoas [...]

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Neste paradoxo dois deles foram afirmativos ao descrever o futuro de maneira mais negativa que positiva:

(A1) Eu tenho um pouco de medo do futuro [...] Eu tenho medo das máquinas assim, bastante [...] a gente não sabe mais o que é realidade, o que é realidade [...] passa na tela, isso me assusta.

(A5) [...] Eu acredito que o lado negativo esteja ganhando um pouco justamente neste sentido de sedentarização, individualismo extremo [...] Além das considerações mais pessimistas sobre o futuro, também levantaram a questão econômica envolvida no acesso às tecnologias das maquinas que se beneficiariam as pessoas:

(A1) [...] pessoas que tem mais dinheiro vão poder se mexer melhor [...] (A4) [...] Tem que ver só prá quem que vai ter acesso, né? Acessibilidade prá comprar [...] obviamente não é qualquer um que pode comprar um exoesqueleto, talvez ficará restrito.

(A5) [...] se você tiver dinheiro e os equipamentos necessários você pode não se mexer para mais nada, eu posso fazer muitas coisas daqui sentado...

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2.4.3. Quadros de convergências e divergências dos dados analisados