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Activity 2.2: Fault tree analysis

5.3 R ISK IDENTIFICATION

5.3.2 Activity 2.2: Fault tree analysis

Durante uma aula de Educação Física o aluno A corre e desvia de uma bola, o B diz que ao desviar assim seu colega jamais sofreria um acidente, enquanto que C pergunta ao professor como alguém pode desviar assim como fez A sem perder o equilíbrio e cair no chão.

Na mesma cena o movimento realizado por A possibilitou diferentes formas de aprendizagem relacionados ao movimentar-se.

A ao realizar a ação está envolvido em aprender como fazer o movimento; B ao comentar a ação fez um julgamento de valor sobre o movimento realizado; C ao questionar queria conhecer como dado movimento é possível.

Portanto são três diferentes formas de conhecimentos relacionadas ao movimento, Neste caso, A está envolvido com a aprendizagem do movimento ou conhecimento relacionado a procedimentos, a como fazer o movimento para conseguir seu objetivo, desviar da bola, ou seja um conhecimento/aprendizagem relacionada ao saber fazer;

B está envolvido na aprendizagem para o movimento, um conhecimento relacionado com a atitude, ao incorporar valores para serem aplicados em sua vida cotidiana quando realizar ou qualificar uma ação, um conhecimento/aprendizagem relacionada ao ser.

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C está envolvido na aprendizagem sobre o movimento, um conhecimento relacionado as explicações de como realizar o movimento e suas implicações conceituais, ou seja, um conhecimento/aprendizagem relacionada ao saber.

Neste sentido em concordância com Coll (1996, p.165) aprender fatos, conceitos e princípios significa:

Ser capaz de identificar, reconhecer, classificar, descrever e comparar objetos, acontecimentos ou ideias. Aprender um princípio é ser capaz de identificar, reconhecer, classificar, descrever e comparar as relações entre os conceitos ou fatos aos quais o princípio se refere.

Aprender um procedimento significa “ser capaz de utilizá-lo em diversas situações e de diferentes maneiras para resolver os problemas colocados e atingir as metas fixadas” (COLL, 1996, p.165-6).

E aprender um valor significa:

ser capaz de regular o próprio comportamento de acordo com o princípio normativo estipulado por esse valor. Aprender uma norma significa ser capaz de comportar-se de acordo com a mesma. Aprender uma atitude significa mostrar uma tendência consistente e perseverante a comportar-se de determinada maneira perante situações, objetos, acontecimentos ou pessoas. (COLL, 1996, p.166)

Considerando, pois, que o aluno, na escola deve aprender conhecimentos para saber como, quando e porque se utilizar de movimentos, a aprendizagem relacionada ao movimentar- se na escola pode ser caracterizada da seguinte maneira:

(1) Aprendizagem do movimento:

que deve acontecer, principalmente, na pré-escola e nas primeiras séries do Ensino Fundamental, através de experiências motoras bem estruturadas associadas a informações ou a situações da vida da criança. (FREIRE, E. S.; SORIANO, J.B.; DE SANTO, D.L., 1998, p.231).

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desenvolvida principalmente nas séries intermediárias do ensino fundamental, uma vez que a criança encontra-se em estágios mais maduros do desenvolvimento cognitivo [...] caracterizada pelo fornecimento de conhecimentos teóricos e práticos sobre implicações na escolha de uma atividade e não de outras, consequências do trabalho muscular para os sistemas respiratório e vascular [...] saber sobre movimento implica a aprendizagem de conceitos, fatos e princípios, ou seja, nesse período há o predomínio de conhecimentos conceituais. (FREIRE, E. S.; SORIANO, J.B.; DE SANTO, D.L., 1998, p.231).

(3) Aprendizagem para o movimento:

deve ser desenvolvida de forma mais enfática nas [...] três séries do ensino médio. Nessa fase, deve ser assegurado que a criança e o adolescente tenham condições de demonstrar/exteriorizar não só o potencial motor, mas também, os conhecimentos que assimilou. Nesse período, os principais conhecimentos a serem ensinados aos alunos são os valores e as atitudes necessárias para a realização de atividades motoras. (FREIRE, E. S.; SORIANO, J.B.; DE SANTO, D.L., 1998, p.231).

(4) A aprendizagem através do movimento, não necessariamente está relacionada ao conhecimento relacionado ao movimento em si, neste caso o movimento passa a ser o meio pela qual qualquer conteúdo escolar pode ser aprendido. O conteúdo em questão pode ser de alguma disciplina em particular, por exemplo, um professor de matemática ao ensinar a manipular dados estatísticos relacionados a um jogo de basquete ministrado em sua aula, ou algum outro conteúdo relacionado à escola de maneira geral (Cf. FREIRE, E. S.; SORIANO, J.B.; DE SANTO, D.L., 1998).

Caso a escola em seus processos (tempo, espaço, saberes) não organizar a aprendizagem relacionada ao movimentar-se nas quatro dimensões citadas acima poderá incorrer em um equívoco bastante comum, permanecer apenas na primeira dimensão da aprendizagem motória, a aprendizagem do movimento, o fazer descontextualizado do compreender o que se faz, para que se faz, quando se faz, porque se se faz.

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Se formos entender que na aula de Educação Física alguém vai aprender movimento eu diria que vamos cair naquela crítica de que aprender movimento relaciona-se também com adestramento de pessoas. Da mesma forma que o ser humano aprende movimento, o urso aprende, o elefante a prende, a foca aprende.

Neste sentido o aluno não vai aprender a andar, a correr, a saltar na escola, mas é na escola, especificamente nas aulas relacionadas ao movimentar-se (Educação Física), que este aluno aprenderá as implicações dos movimentos de correr, de saltar, em todas as suas dimensões, o que é oposto de ir andar na escola, correr na escola, saltar na escola, até porque estas ações ocorrem deliberadamente na vida cotidiana da criança dentro e fora do ambiente escolar.

Com relação a aprendizagem através do movimento é de responsabilidade da escola organizar espaços e tempos para selecionar alguns conteúdos que posam ser ensinados utilizando como estratégia o movimento, através de tipificação de brincadeiras, jogos, danças, expressões, comunicações não verbais.

Valorizar esse tipo de aprendizagem possibilita a escola criar momentos para que o aluno interaja com outros ambientes escolares, tenha mais momentos de socialização com o grupo, explore suas possibilidades e potencialidades, tenha momentos de criação e expressão individual ou coletiva, deixando para trás a letargia da permanecia em uma posição semiestática sentado na cadeira dentro de uma sala por longos períodos de tempo.

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II. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO

2.1 Delineamento

Reiterando o já exposto na Introdução, este trabalho tem como objetivo investigar como qualificam suas experiências escolares jovens que passaram pelo sistema de Educação Básica, na cidade de São Paulo relativas ao movimentar-se, quais suas implicações para suas vidas cotidianas, especificamente ao investigar que a compreensão os alunos fazem da relação entre o movimentar-se do ser-humano e a história da cultura segundo suas experiências e saberes escolares, como vivenciaram o movimentar-se no ambiente da Unidade Escolar (U.E) levando em consideração a organização curricular (espaços, tempos e conhecimentos), que relação fazem entre suas experiências escolares com o movimentar-se em suas vidas cotidianas atuais, e em relação ao futuro da humanidade, levando em consideração a relação entre o ser humano e as tecnologias (ferramentas, equipamentos e máquinas).

Considerando o movimentar-se do ser-humano, conforme exposto anteriormente, como um elemento não uniforme, mas ao contrário como tema complexo, o método de investigação utilizado para este estudo tem como característica uma abordagem qualitativa com características exploratórias, já que esta abordagem envolve estratégias, procedimentos e materiais empíricos variados.

Investigar as experiências escolares relativas ao movimentar-se dos alunos é penetrar na complexidade da educação, valores, princípios educacionais e seus fundamentos filosóficos, psicológicos, sociais e biológicos. É um projeto de pesquisa, que significa um pequeno recorte de um projeto para uma trajetória de vida acadêmico-profissional.

2.2 Modalidade

Para este estudo foi utilizado o método fenomenológico de investigação, que registra o que o entrevistado mostra, verbal e gestualmente - sem interferência de referências teóricas, ou de ideologia preestabelecida.

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Masini (1989) lembra que tal enfoque de pesquisa caracteriza-se por etapas de compreensão e interpretação do fenômeno que se abre a novas interpretações. Isso diz respeito ao inacabamento da Fenomenologia, que propõe um recomeçar incessante de um enfoque que não aceita cristalizações em sistemas acabados e fechados. Nessa ação, o pesquisador mostra sua maneira de estar no mundo, interrogando-o. “O mundo não é aquilo que eu penso, mas aquilo que eu vivo; sou aberto ao mundo, comunico-me indubitavelmente com ele, mas não o possuo, ele é inesgotável” (MERLEAU-PONTY, 2011, p.14).

Neste sentido o que a Fenomenologia possibilita ao pesquisador não é a resposta pronta, mas ao contrário, possibilita o ponto de partida, qual seja, voltar-se para a vida humana e buscar seus significados no mundo da vida, o cotidiano (Cf. Masini, 1993), percurso que corresponde à proposta deste trabalho.