4 FILOSOFISK PRAKSIS
4.1 A RVEN ETTER S OKRATES
Para o desenvolvimento da investigação que aqui se apresenta partiu-se de quatro questões fundamentais:
▪ Está a Universidade Pública Portuguesa a gerir a informação que produz / acumula (o seu sistema de informação)?
▪ Como é que o faz?
▪ Como equacionar esta ação fundadora e de modelação informacional que ocorre na Universidade?
▪ Como operacionalizar a Gestão da Informação (GI) na Universidade? O campo científico em que se situa esta investigação é o da ainda recente Ciência da Informação (CI) cuja natureza e identidade científica “[…] são, ainda hoje, problemáticos, uma vez que a sua construção disciplinar não ocorreu simultaneamente e da mesma forma em todos os países e contextos, tornando, portanto, muito variável o seu
1 Cf. definição desenvolvida por Silva e outros (1999) e a constante no DELTCI : Dicionário Electrónico de Terminologia em Ciência da Informação. Verbete Informação. [Em linha]. [Consult. 18 Ago. 2011]. Disponível em www:<url:http://www.ccje.ufes.br/arquivologia/deltci/def.asp?cod=45> .
grau de desenvolvimento e dificultando um entendimento unívoco sobre o próprio campo disciplinar” (RIBEIRO, 2010c)2.
A CI é, pois, assumida como “[...] uma ciência social que investiga os problemas, temas e casos relacionados com o fenómeno infocomunicacional perceptível e cognoscível através da confirmação, ou não, das propriedades inerentes à génese do fluxo, organização e comportamento informacionais (origem, colecta, organização, armazenamento, recuperação, interpretação, transmissão, transformação e utilização da informação). Ela é trans e interdisciplinar [...]” (SILVA, 2006: 141) e propicia as interações disciplinares e científicas que suportam a abordagem de uma área de estudos transversal e interdisciplinar como é o da Gestão da Informação (GI), que se pretende abordar no seio da CI.
Este estudo é, também, o ponto de confluência de um percurso profissional realizado desde a década de 80 do século XX: inicialmente com o envolvimento na informatização em curso no universo empresarial; depois, na modernização administrativa decorrente das primeiras ações no âmbito do governo/administração eletrónica e do foco na qualidade na administração pública, com as iniciativas nacionais e europeias para a efetivação da Sociedade da Informação; e, já no âmbito académico e investigativo, dos estudos centrados na GI no contexto da atuação diacrónica e sincrónica de instituições e organizações, desenvolvidos de uma forma mais sistemática ao longo da última década3.
A problemática das TIC e a sua mediação no fenómeno infocomunicacional, com os decorrentes problemas associados à informação e comunicação em contexto institucional e organizacional, corporizada na emergência do novo binómio código binário/meio digital, têm, pois, acompanhado este percurso e suscitado, desde cedo, inúmeras interrogações. Neste equacionamento reflete-se muito do confronto
2 Ver a nota de Ribeiro (2010) “A cartografia do campo científico da CI foi esquematizada num diagrama e explicitada num ensaio epistemológico, que serviu de base à construção do modelo formativo em CI, assumido pela Universidade do Porto […]. Esse diagrama foi, posteriormente, redesenhado e aperfeiçoado por Armando Malheiro da Silva no âmbito de um ensaio teórico sobre a Informação, publicado em 2006 (ver: SILVA, Armando Malheiro da. ‘A Informação: da compreensão do fenómeno e construção do objecto científico’. Porto : Edições Afrontamento; CETAC.COM, 2006. ISBN 972-36-0859-3. p. 28)”.
3 Referências relativas a publicações (PINTO, 2001a, 2001b, 2003, 2004, 2005a, 2005b, 2007a, 2007b, 2008a, 2008b, 2009a, 2009b; 2013; 2014, 2015; PINTO e SILVA, 2005; PINTO e RIBEIRO, 2009; FERNANDES e PINTO, 2010; ARAÚJO e PINTO, 2012; GAVINA e PINTO, 2014; OLIVEIRA, H. e PINTO, 2014; MAGALHÃES e PINTO, 2014; RAMOS, FREITAS e PINTO, 2014). A estas são de acrescer as mais recentes dissertações orientadas no Mestrado em Ciência da Informação (MCI - FEUP), no Mestrado em Engenharia de Serviços e Gestão (MESG – FEUP) (PEREIRA, 2013; ARAUJO, 2013; SOUSA, 2013; GAVINA, 2014; OLIVEIRA, H. 2014; FERNANDES, I. A., 2014; MAGALHÃES, 2014), bem como no Mestrado em Gestão de Serviços (FEP), orientação em curso, e que também se insere neste domínio.
multiopcional de desafios e oportunidades que a Era da Informação (CASTELLS, 2002- 2003) vem colocando a indivíduos e a grupos, nos seus diferentes papéis, funções e atividades e, de forma particular, no domínio da GI.
Foi este o contexto de que se partiu para o estudo exploratório4 realizado entre 2007-2008 em torno da preservação da informação digital que, por sua vez, conduziu à proposta de uma visão da preservação da informação à luz do novo paradigma pós- custodial e cientifico-informacional (SILVA et al, 1999; SILVA e RIBEIRO, 2002a) e a sua referenciação como variável da GI (PINTO, 2008a, 2009a, 2009b, 2013; ARAÚJO e PINTO, 2012). Um ponto de vista que defende a preservação da informação como uma função estratégica que deve acompanhar todo(s) o(s) fluxo(s) da informação em contexto humano/individual ou social/coletivo e a subjacente GI, determinando e condicionando, entre outros vetores, a conceção, funcionamento e uso das plataformas tecnológicas que os suportam.
Aí se reitera a urgência dos estudos e do centrar de atenções na GI, o que se refletiu no percurso investigativo sistematizado nesta tese, com a ampliação do âmbito, foco teórico-conceptual e mesmo metodológico da linha investigativa definida para o projeto de doutoramento entretanto iniciado.
Acresce que a evolução ocorrida na primeira década do século XXI vinha reforçando a nossa convicção da importância de centrar atenções, em termos investigativos, num universo cada vez mais importante para a sociedade contemporânea na Era da Informação - a Universidade – e num dilema concreto: a encruzilhada em que se encontra a Universidade Pública Portuguesa, na sequência de um longo período caracterizado como de “crise”, e que se configurou como ponto de partida desta investigação em torno de uma “Instituição” que se perspetivou e procurou compreender na relação dialética da “existência” da “Instituição” secular com a “realidade/ação” como “Organização” na Era denominada “da Informação e do Conhecimento”.
Este dilema atraiu-nos não só pela sua proximidade, atualidade e relevância para o desenvolvimento socioeconómico socialmente reconhecido, mas, sobretudo, pela “completude” da Universidade, que reúne em si a possibilidade do fazer ciência e ser objeto dessa ciência, como pela sua complexidade enquanto Instituição, corporizando uma identidade - um self - orgânica, complexa, institucionalmente diferenciada,
4 Cujos resultados constituíram o trabalho de síntese apresentado nas Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em Ciência da Informação, realizadas pela doutoranda na FLUP em 2008, e publicado em 2009 (Cf. PINTO 2008a e 2009a).
organizacionalmente diversificada e que não se resume apenas à existência de uma comunidade, nem à soma das partes que a integram (estruturam), refletindo-se, necessariamente, essa complexidade no sistema de informação que produz e acumula e que não está imune ao impacto da utilização das tecnologias e do meio digital, bem como da influência dos demais contextos e ambiente que enquadram a ação da Universidade.
Esta não só é chamada a formar mais e melhores licenciados, mestres e doutores, a participar em novos modelos de ensino/aprendizagem e a garantir o ensino/aprendizagem ao longo da vida, como também lhe é solicitado apoio para promover e desenvolver a capacidade para gerar conhecimento, competências e aptidões fundamentais para responder a problemas cada vez mais complexos, bem como para propiciar abordagens pluridisciplinares que só a Universidade pode desenvolver e implementar, “construindo sobre a diversidade” que a caracteriza e que é potenciada pelas relações com os vários sistemas que a convocam a interagir com as suas comunidades- alvo, num ambiente globalizado e de rápidas mudanças.
De facto, pretende-se da Universidade uma participação ativa e proativa no novo “modo de desenvolvimento informacional”, que radica na centralidade da informação e do conhecimento enquanto fontes primordiais da produtividade e competitividade, na “nova economia baseada no conhecimento”, na intervenção de reestruturação e desenvolvimento da economia nacional, na intensificação da interação com a comunidade, o que se traduz numa só palavra, “mudança”, a acontecer a dois níveis: promovendo-a no seu seio e alavancando-a no exterior.
Uma mudança que é indissociável de um ambiente e de contextos internos e externos sistemicamente complexos. Isto é, do fenómeno da globalização e consequente internacionalização que caracteriza a época em que vivemos e que começa dentro da própria Universidade, mas que depende também de estratégias resultantes da adequação nacional aos quadros definidos, desde logo, ao nível de uma União Europeia (UE) em concorrência direta com potências como os Estados Unidos e o Japão e, naturalmente, acrescidas, ao nível nacional, com as especificidades regionais que a expansão do Ensino Superior (ES) nos anos 70 e 80 do século XX obriga a não esquecer.
Acresce que, no Ocidente, a Universidade é herdeira de um percurso de nove séculos (Bolonha, 1088) registando, em Portugal, sete séculos de história (Lisboa, 1290) que a tornam única no universo institucional, nomeadamente entre as instituições que integram, a um nível geral, a Administração Pública (AP) e, a um nível mais específico,
o âmbito do ES e da ciência/investigação, podendo a encruzilhada em que se encontra ser objetivada com a especificação de seis facetas:
1. quanto à sua missão nos dias de hoje (enunciando-se aqui um primeiro conjunto de variáveis de aplicação específica ou identitárias, neste caso, institucional, constituído por: ensino, investigação e disseminação do conhecimento e serviço à comunidade);
2. enquanto instituição, sua natureza jurídica e estruturação e consequentes re(construções) do sistema jurídico-administrativo que regula o seu funcionamento;
3. em termos de funcionamento organizacional e modelo de gestão, muito particularmente nas repercussões que provoca no modelo (ou na sua inexistência) que suporta a GI, cada vez mais sob a pressão dos domínios científicos ligados à “Gestão” e às “Organizações” com a consequente perspetivação pela via económica, pela Teoria Organizacional e no âmbito da mais recente Gestão do Conhecimento (GC), enquanto, a montante, ocorre o impacto na estrutura organizacional, atores, processos organizacionais e plataformas tecnológicas;
4. quanto ao equilíbrio que empiricamente se nos apresenta como muito precário e que envolve, no âmbito do Sistema de Informação Organizacional (SIO), as variáveis informacionais (intrínsecas, propriedades da informação; e extrínsecas, a organicidade, a funcionalidade e a memória), as sociais e humanas (a situação, o contexto e o ambiente) e as variáveis de gestão/processamento (a estrutura, as pessoas, os processos, os fluxos e a tecnologia);
5. no que se refere ao seu referencial sistémico, nomeadamente o posicionamento nos diversos sistemas nacionais em que se integra, maioritariamente recentes mas objeto de constantes (re)construções, nomeadamente:
▪ no Sistema Educativo (SE), ou Sistema de Educação e Formação, e no (Sub)sistema de Ensino Superior (SsES);
▪ no Sistema Científico (SC), variando a designação com os diversos contextos de uso5;
5 Também designado por Sistema de Ciência e Tecnologia (SC&T), ou Sistema Científico Nacional, ou Sistema Científico e Tecnológico Nacional, ou Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia (SCN / SNC&T / SC&TN).
▪ no Sistema de Inovação ou “Sistema de Investigação, Desenvolvimento e Inovação” (SIn/SIDI), em articulação com o Sistema Empresarial (SEm) e demais agentes;
6. quanto à sua necessidade de crescente participação nas redes nacionais e internacionais, incontornável na “sociedade das redes” e da “rede global”. O facto de pertencermos a esta comunidade – ES/Universidade – e a possibilidade de, por diversas e oportunas razões, nos ter sido possível conhecer progressivamente e de forma ativa o funcionamento e o processo de mudança em curso na nossa instituição6 - Universidade do Porto -, numa ótica que designamos de investigação-ação, no âmbito de grupos de trabalho e projetos concretos, permitiu-nos assumir a possibilidade de realização de uma análise e diagnóstico sustentados numa abordagem teórico-aplicada desta encruzilhada em que se encontra a Universidade e, em particular, a Universidade do Porto.
Uma aproximação que foca a GI no contexto da Universidade Pública Portuguesa e a perspetiva na sua transversalidade como área de estudos em CI, enquadrando o processo investigativo delineado e não decorrendo a sua especificação de análises centradas, por exemplo, na Organização, na gestão estratégica ou na estratégia organizacional, nos percursos de aprendizagem nas organizações, na gestão das tecnologias, na gestão financeira ou dos ativos intangíveis, na cadeia-de-valor, no cliente/mercado ou na marca, na qualidade, no processo de ensino-aprendizagem ou no processo de “transferência do conhecimento”.
Esta investigação abarca, assim, as últimas quatro décadas e com ela procura-se valorizar aspetos que, quer no âmbito institucional e organizacional (com diferente construção matricial mas sempre complexos), quer no âmbito do fenómeno e processo infocomunicacional (que a sua dinâmica quotidiana sustenta em diversificadíssimas vertentes), alicerçaram e deram profundidade analítica a um projeto que começou por se centrar na análise dos desafios que o meio digital estava a colocar a organizações e instituições no domínio da GI.
6 Não só pelas funções como docente e investigadora mas também enquanto elemento da coordenação do projeto SI@P- FLUP - Sistema de Informação Ativa e Permanente da FLUP, direcionado à Gestão do Sistema de Informação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, iniciado em 2005; início da participação, em 2007, nos grupos de trabalho da Reitoria (Universidade Digital) da Universidade do Porto: - Gestão de Documentos Eletrónicos (elemento da coordenação do grupo de trabalho), Repositório Aberto da U.Porto, Arquivo Digital; em 2009 no grupo de trabalho de Armazenamento e Preservação da Informação”; desde 2010 na estruturação e coordenação da Unidade de Apoio à
Prestação de Serviços da FLUP; e, em 2011, na Comissão de Acompanhamento do módulo SIGARRA "Projetos de I&D".
De facto, vinha assumindo particular relevância na Universidade o problema do impacto da proliferação de repositórios digitais, a par de bibliotecas e arquivos digitais ou mesmo das “bases de conhecimento” organizacional. Estava-se perante factos que ocorrem na mesma instituição e de forma “autónoma”, possuindo como traços comuns:
1. “conterem” informação digitalizada e nado-digital que necessita ser gerida e disponibilizada; e
2. tenderem para uma gestão “autónoma”, quer entre si, quer no que se refere à gestão dos tradicionais acervos e serviços de informação prestados no seio de uma mesma instituição.
Nas Universidades esta realidade emerge nos finais da década de 90 do século XX com a criação de bibliotecas e arquivos digitais nos tradicionais serviços de informação (bibliotecas e arquivos)7 expandindo-se, não necessariamente com o apoio destes, a
Faculdades/Escolas, Departamentos, Centros de Recursos e Unidades de Investigação e Desenvolvimento (UI&D), verificando-se, no início do século XXI, o seu enorme crescimento envolvendo:
1. não apenas o mais conhecido e comummente designado “Repositório Institucional”, ligado à iniciativa internacional do Acesso Aberto e à produção de informação científica e técnica das Universidades e entidades ligadas à investigação (caso do Repositório Aberto na U.Porto);
2. mas também o “Repositório de e-Learning”, para disponibilizar conteúdos de aprendizagem, nomeadamente os materiais de suporte/utilizados no e-learning a partir de Soluções de Gestão da Aprendizagem, ou plataformas de e-learning, como o Web-CT, e, posteriormente, o MOODLE (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment);
3. seguindo-se o “Repositório de Dados” Científicos, para armazenar e permitir o (re)uso de dados de investigação – raw data – (o primeiro caso experimental português é criado na U.Porto integrando o Repositório da U.Porto8);
4. a par do genericamente designado “Repositório Digital”, para garantir, por exemplo e em casos pontuais/específicos, a autenticidade e integridade da
7 São referência incontornável as Bibliotecas do MIT (MIT Libraries - Massachusetts Institute of Technology), indissociáveis da plataforma tecnológica DSPACE (que, ainda hoje, sustenta o maior número de repositórios a nível mundial (Cf. [Em linha]. [Consult. 18 Ago. 2012]. Disponível em www:<url:http://libraries.mit.edu/ e http://www.dspace.org/.
8 Resultado de um estudo em parceria envolvendo a Universidade do Porto (U.Porto), o Repositório Cientifico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) e a Universidade do Minho (UM).Cf. RCAAP; UPORTO; UM, 2011. V..
informação administrativa nado-digital, e que interopera com as aplicações informáticas de gestão, nomeadamente de gestão académica (caso do DIGITARY na U.Porto), mas que passa praticamente despercebido no quotidiano de serviços e utilizadores;
5. ou do mais recente “Repositório de Conhecimento”, que acompanha o movimento internacional de construção de Knowledges Bases, Datasets e Datasets Archives9 (para suporte à análise estatística, à Business Intelligence, ao Data Mining, aos Analytics10 ou aos chamados algoritmos de Knowledge Discovery)que se começa a desenhar internacionalmente com a valorização do chamado “conhecimento tácito” e do processo da sua “conversão” em “conhecimento explícito” e consequente gestão (caso da GC).
Configura-se, pois, uma complexa diversidade de infraestruturas e serviços digitais passível de ser encontrada numa mesma entidade – a Universidade – e cuja simples enunciação deixa antever, de imediato, os desafios que coloca e continuará a colocar no futuro, não só ao seu nível, mas convocando necessariamente outras realidades, das quais “parecem” estar naturalmente afastados.
Na nossa perspetiva, estes “contentores e disseminadores” de informação digital não poderiam ser assumidos de forma simplista e por si só, sendo indissociáveis, a título exemplificativo e apenas no contexto interno da instituição:
1. da existência e papel desempenhado e a desempenhar pela rede de serviços e atores “prossumidores” (simultaneamente produtores e consumidores11) de
informação;
9 Ver, por exemplo: a Stanford Large Network Dataset Collection In [Em linha]. [Consult. 18 Ago. 2012]. Disponível em www:<url:http://snap.stanford.edu/data/.
1) Social networks: online social networks, edges represent interactions between people;
2) Networks with ground-truth communities: ground-truth network communities in social and information networks; 3) Communication networks: email communication networks with edges representing communication;
4) Citation networks: nodes represent papers, edges represent citations;
5) Collaboration networks: nodes represent scientists, edges represent collaborations (co-authoring a paper); 6) Web graphs: nodes represent webpages and edges are hyperlinks;
7) Amazon networks: nodes represent products and edges link commonly co-purchased products; 8) Internet networks: nodes represent computers and edges communication;
9) Road networks: nodes represent intersections and edges roads connecting the intersections; 10) Autonomous systems: graphs of the internet;
11) Signed networks : networks with positive and negative edges (friend/foe, trust/distrust); 12) Location-based online social networks: Social networks with geographic check-ins; 13) Wikipedia networks and metadata: Talk, editing and voting data from Wikipedia; 14) Twitter and Memetracker: Memetracker phrases, links and 467 million Tweets; 15) Online communities: Data from online communities such as Reddit and Flickr; 16) Online reviews: Data from online review systems such as BeerAdvocate and Amazon.
10 Análise de padrões.
11 O conceito de prossumidor estará estreitamente ligado à GI. Tendo sido criado por Alvin Toffler em 1980 (“A Terceira Onda”), indicia o novo papel do consumidor na sociedade pós-moderna, identificando, no âmbito
2. do modelo de gestão que enquadra a sua atuação;
3. da enunciação do que existe no ainda não controlado universo “analógico” e que pode, ou não, conter informação duplicada e/ou relacionada com a digital, envolvendo diversificados suportes materiais (maioritariamente papel), técnicas de registo, tipologias informacionais, contextos de produção e uso; 4. da perspetivação e inserção no todo sistémico da produção, acumulação e uso
de informação na Instituição;
5. da emergência e papel desempenhado, e a desempenhar, pelos mais recentes serviços de TI/Informática, naturalmente identificados com a tecnologia/meio digital e a sua gestão (hardware, software e informação);
6. da existência e do papel desempenhado, e a desempenhar, pelos tradicionais serviços de informação, nomeadamente Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentação e mesmo Museus.
Delimitou-se, assim, a amplitude do problema percecionado e que se constatou necessitar de um urgente diagnóstico e análise (SILVA e RIBEIRO, 2009), para prover a uma GI sustentada numa visão holística, sistémica, sistemática e ativa e num processo de modelação que considere, não apenas as diversas componentes, eixos e variáveis, mas também as complexas relações que se estabelecem entre elas, o que não só manteve como reforçou o vetor matricial da análise pretendida e tema central desta tese:
- fazer o diagnóstico, estudar e contribuir para uma modelação teórica e aplicada em GI, centrados na gestão do sistema de informação organizacional, no contexto específico das universidades públicas portuguesas – instituições seculares complexas em confronto com a exigência da “gestão organizacional” na pós- modernidade – e, de uma forma particular, na Universidade do Porto (U.Porto), num período que consideramos das maiores mudanças ocorridas neste universo em Portugal, não deixando de ter a sua componente digital – resultante da mediação das TIC – um especial enfoque.
informacional, o consumidor que produz informação, ou seja, o “produtor + consumidor” (prosumer = producer + consumer ou professional + consumer), que, não só contribui para o processo de criação de produtos e serviços (quando fala, escreve, tweeta, retweeta, posta, cria uma tag, produz vídeo, etc.), como também, no contexto da gestão da informação organizacional e institucional, tem de ser assumido no duplo papel de produtor e consumidor da informação. Uma característica produtora que a bibliografia destaca como tendo começado a ser desenvolvida através da utilização da Internet, quando o consumidor deixa de ser passivo e de aceitar informação apenas de um emissor, descobrindo a facilidade de comunicar e partilhar a informação que produz, com base em múltiplas fontes, através deste novo meio e das redes que tem ao seu dispor, mas que é intrínseca ao processo de produção de informação, do mais simples ao mais complexo e, portanto, passível de natural transposição em termos de referenciação de um dos principais papeis âmbito da GI e dos processos que lhe estão associados.
Um estudo que beneficiará com o contributo da investigação desenvolvida nos domínios situados no nível intercientífico e interdisciplinar mas que não deve ficar confinado apenas, e por exemplo, ao delinear do modelo sociológico, do modelo tecnológico, do modelo “gestionário” ou mesmo de um modelo organizacional sob o qual se equacione o modelo informacional e os subjacentes processos de negócio12.