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ÅR MED PARLAMENTARISK KONTROLL AV DE HEMMELIGE TJENESTENE

In document Dokument 7:1 (2011–2012) (sider 14-19)

II. OVERSIKT OVER UTVALGETS VIRKSOMHET I 2011

III. 15 ÅR MED PARLAMENTARISK KONTROLL AV DE HEMMELIGE TJENESTENE

Na fase de pós-intervenção passei um questionário final, com algumas perguntas iguais às do questionário inicial, com o intuito de comparar resultados e de conseguir medir o impacto do meu projeto de intervenção (o enunciado deste questionário pode ser consultado inteiramente no anexo 3).

As questões deste questionário eram de resposta fechada, com uma escala que variava entre nada, pouco, bastante e muito e as respostas deveriam ser assinaladas conforme a frequência ou intensidade de cada tópico apresentado atendendo à escala referida.

17 Anexo 13: 3 planificações diferentes com os respetivos matérias e reflexão pós aula. São apenas um

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Este questionário final foi dividido em três grupos. O primeiro grupo continha três perguntas feitas no questionário inicial com o intuito de comparar respostas antes e depois da intervenção. Este grupo referia-se à aprendizagem do espanhol. O segundo grupo tinha oito perguntas referentes à compreensão e interação oral e o terceiro grupo, com três perguntas tratava do uso do diário de aprendizagem.

A análise desse questionário permitiu-me perceber que trabalhar estratégias de aprendizagem com os alunos os ajuda a tornarem-se mais conscientes da sua própria aprendizagem.

As estratégias afetivas contribuíram para aumentar a confiança dos alunos e para diminuir ansiedade e bloqueios. As estratégias compensatórias abriram caminhos para ultrapassar limitações de vocabulário, por exemplo.

A abordagem metacognitiva do ensino cria um maior grau de consciência das dificuldades e das evoluções no processo de ensino aprendizagem.

Apresento de seguida a análise detalhada das respostas obtidas ao questionário final.

Grupo I: aprendizagem do Espanhol

Gráfico 17: Preferências para aprender espanhol

As preferências dos alunos continuam a ser as atividades audiovisuais. Em relação ao primeiro questionário o ponto que se refere à aprendizagem através de

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“conversa com os colegas e com a professora” aumentou, pois 17 em 19 alunos referem que gostam muito desta forma de praticar a língua espanhola. Na observação direta ao longo das aulas foi também possível verificar que os alunos intervinham na aula em espanhol com entusiasmo e sem receio de possíveis bloqueios linguísticos.

A escrita aumentou também uma vez que 12 alunos refere agora que gostam de escrever em espanhol, facto possível de comprovar também nas atividades desenvolvidas na sala de aula. As conclusões a tirar em relação a esta primeira pergunta referem-se ao facto de as atividades desenvolvidas ao longo da intervenção terem contribuído para aumentar o gosto pela escrita na língua alvo através das atividades propostas, assim como pela conversa, ou seja, pela interação com a professora e com os alunos.

Gráfico 18: Atividades preferidas para aprender espanhol

Em relação a esta segunda pergunta as preferências são semelhantes às demonstradas no primeiro questionário. As predileções dos alunos relativamente à forma de trabalhar na sala de aula continuam a ser o trabalho de pares, o trabalho de grupo, as atividades de interação, as pesquisas fora de sala de aula e as atividades

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extracurriculares. Conforme se pode consultar no gráfico acima apresentado os alunos preferem atividades colaborativas e de interação. As aulas expositivas e o trabalho individual são as metodologias de trabalho menos apreciadas pelos discentes. Foi possível verificar isso mesmo durante as aulas. O envolvimento dos alunos era maior em atividades de grupo e de pares.

Gráfico 19: Competências da língua em que o aluno sente mais dificuldade

Relativamente a esta terceira pergunta, 10 alunos referem que não sentem dificuldade na expressão/interação oral e 9 referem que sentem pouca dificuldade. Este número é superior ao apresentado no questionário inicial. Os alunos demonstram nesta fase final do projeto de intervenção maior confiança na interação e na expressão oral. Estes dados do questionário são coincidentes com a evolução que verifiquei ao longo do período de intervenção, na observação direta em contexto de sala de aula.

De referir que poucos alunos dizem sentir muitas dificuldades em qualquer uma das competências enunciadas. Na realidade tratava-se de uma turma com um nível de língua coincidente com aquele em que se inseriam, o nível A2/B1. Nunca evidenciaram muitas dificuldades em qualquer das competências. Demonstravam alguma dificuldade, pela falta de confiança e de estratégias, em interagir e em expressar-se oralmente, razão pela qual o projeto de intervenção incidiu sobretudo nessas competências.

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Grupo II: compreensão e interação oral

O segundo grupo do questionário é composto por oito perguntas relativas à compreensão e à interação oral. Este grupo permitiu-me aferir com maior detalhe o impacto das atividades e estratégias levadas a cabo para promoção da oralidade.

Gráfico 20: Avaliação das competências de comunicação oral em língua espanhola

As competências de comunicação dos alunos, através da análise dos gráficos apresentados parecem ter melhorado relativamente ao questionário inicial. Em nenhum dos itens os alunos responderam “nada”, o que evidencia confiança para comunicar oralmente. Para além da análise destes gráficos também os dados recolhidos na análise dos diários de aprendizagem e na observação direta permitiram aferir esse aumento de confiança que foi surgindo gradualmente ao longo da intervenção18.

18 A entrada 2 do diário de aprendizagem do aluno, anexo 7.1, comprova o aumento de confiança dos

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Gráfico 21: Circunstâncias em que o aluno fala Espanhol

Através da análise deste gráfico verifica-se que os alunos referem que falam Espanhol em praticamente todas as situações propostas, alguns referem que o fazem até mesmo fora da sala de aula. Este facto pôde ser observado diretamente também durante as aulas19.

Gráfico 22: Atividades de interação oral preferidas

As atividades propostas ao longo do projeto de intervenção parecem ter sido do agrado dos alunos. O caráter lúdico e o facto de serem atividades diferentes das

19 Ver entrada de diário do professor do dia 31/01/2014 onde faço referência ao uso crescente que os

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habitualmente propostas estimularam a participação dos alunos. Foi possível verificar cada vez que uma atividade era proposta que os alunos demonstravam interesse e satisfação em conseguirem realizar atividades que nunca tinham experimentado nesta língua estrangeira. As opções bastante e muito são as que reuniram a maior parte das respostas dos discentes.

Gráfico 23: Objetivos alcançados com as atividades de interação oral

Pelas respostas dadas, a grande maioria dos alunos parece acreditar que as atividades propostas serviram para aumentar a sua autoconfiança, a sua motivação, a sua fluência, para melhorar a pronúncia e o ritmo do discurso e ainda para ganhar um maior controlo sobre o discurso oral. Esta perceção dos alunos coincide com o que pude observar ao longo da intervenção e também com os dados recolhidos na análise dos diários de aprendizagem20.

20 Através da análise das entradas dos vários diários de aprendizagem dos alunos, anexos 6 a 9.1, é

possível verificar, através da análise das reflexões, os objetivos que os alunos dizem que têm alcançado com as atividades de interação oral.

64 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 Dificuldade em entender o que é dito Dificuldade em expressar-me em Espanhol Dificuldade em controlar o meu discurso oral Medo de errar em frente aos meus

colegas Desconhecimento de estratégias de aprendizagem que me permitam ultrapassar as minhas limitações Falta de vocabulário e incapacidade de dizer o que pretendo de outra forma

8. Quais os motivos que, na tua opinião, podem condicionar a tua participação em atividades de interação em contexto de sala de aula?

nada pouco bastante muito

Gráfico 24: Condicionantes a participação do aluno em atividades de oralidade na sala de aula

A falta de vocabulário e incapacidade de dizer o que pretendem de outra forma parece ser o item que mais condiciona os alunos, pois 4 alunos referem que isso os condiciona muito e 5 bastante. Todos os restantes itens apresentados têm um valor nada ou pouco significativo nas atividades de interação oral. Através da observação direta e da análise do diário de aprendizagem percebi que o “medo de errar em frente aos colegas” era um fator que inibia a participação de muitos alunos. Depois de termos falado em estratégias que permitiam ultrapassar as dificuldades de comunicação os alunos que sentiam limitações de vocabulário ou tentavam reformular ou usavam a palavra pretendida em português esperando que a professora ou um colega pudesse ajudar21.

21 Ao longo das várias entradas no diário de aprendizagem foi pedido aos alunos que refletissem sobre

as estratégias usadas para desenvolvimento da oralidade e é possível verificar essa reflexão em todas as entradas, no entanto no anexo 8.1, correspondente à entrada 3 do diário de aprendizagem, é possível comprovar o que foi aferido no questionário acima analisado.

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Gráfico 25: Estratégias para superar dificuldades de compreensão

A maioria dos alunos recorre à ajuda da professora ou de um colega quando não percebe o que é dito em espanhol. Doze alunos referem que recorrem pouco à língua materna para pedir esclarecimentos. Dez alunos dizem tentar bastante perceber a mensagem mesmo que não percebam todas as palavras e quatro fazem-no muitas vezes. Os alunos evidenciam o uso de estratégias que foram trabalhadas durante a intervenção para evitar quebras na sua compreensão. Inicialmente se não percebessem alguma palavra desinteressavam-se pela atividade. Isso foi mudando ao longo da intervenção e foi visível também nas reflexões que efetuaram nos diários de aprendizagem.

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Todas as estratégias potenciadoras de melhoria na expressão oral enunciadas no gráfico acima apresentado são utilizadas pelos alunos. De entre estas estratégias destaca-se a reformulação de ideias, com 13 alunos a referir que o fazem bastante e 5 alunos a dizer que o fazem muito. Num universo de 19 alunos apenas 1 diz utilizar pouco esta estratégia. Cruzando estes dados com a observação direta da oralidade é possível comprovar que os alunos utilizaram as estratégias apresentadas para superar dificuldades de interação e de expressão oral. Isso mesmo é também referido nos diários de aprendizagem.

Gráfico 27: Estratégias utilizadas para superar dificuldades na interação oral

Na interação oral, as estratégias que os alunos dizem utilizar mais é pedir ajuda ao seu interlocutor, utilizar frases simples e reformular os enunciados. Estas respostas evidenciam um conhecimento das estratégias que potenciam uma melhor interação evitando falhas de comunicação.

Relativamente à compreensão e interação oral as respostas dadas neste grupo demonstram um maior conhecimento e maior uso por parte dos alunos relativamente às estratégias que potenciam a sua comunicação.

A análise destes primeiros grupos do questionário, conjuntamente com o cruzamento dos dados obtidos na observação direta da oralidade em contexto de sala de aula e na análise dos diários de aprendizagem permite-me concluir que o projeto de intervenção aumentou a confiança dos alunos na oralidade. As estratégias trabalhadas parecem ter servido para que os alunos se sintam mais confiantes para comunicar oralmente. 0 2 4 6 8 10 12 14 Peço ajuda à pessoa com quem

estou a interagir Peço ajuda ao professor Recorro à língua materna Utilizo frases simples Reformulo as ideias 11. Que estratégias utilizas para superar dificuldades de interação oral?

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Grupo III: o uso do diário de aprendizagem

Gráfico 28: Vantagens na utilização do diário de aprendizagem

O último grupo do questionário é composto por três perguntas e diz respeito ao uso do diário de aprendizagem. Com estas perguntas pretendo medir o impacto que teve para os alunos o uso desta ferramenta de trabalho. Catorze alunos consideram que o diário de aprendizagem os ajudou a refletir sobre a sua aprendizagem bastante ou muito. Segundo a análise do gráfico posso concluir que foi uma ferramenta que contribuiu para a autonomia dos alunos e que lhes permitiu perceber que estratégias resultam melhor para a sua aprendizagem. Permitiu ainda uma maior consciência sobre a importância da interação oral na aquisição de uma língua estrangeira. Quanto ao uso desta ferramenta no futuro, oito alunos referem que gostariam bastante de voltar a utilizá-lo e cinco gostariam muito. Creio que o impacto do uso desta ferramenta foi positivo na aprendizagem dos alunos e isso é evidenciado pelas respostas dadas a este questionário e na forma empenhada como realizaram as suas reflexões no diário de aprendizagem.22

22 Anexo 9.1 no item de reflexão relativo ao uso do diário de aprendizagem e anexo 10, diário do

professor, na reflexão após entrada 4 do diário de aprendizagem dos alunos.

0 2 4 6 8 10 12 14 Ajudou-me a refletir sobre a minha aprendizagem Permitiu-me ter consciência dos meus pontos fracos e dos meus pontos fortes Fez-me pensar sobre a forma como tinha trabalhado em cada unidade Ajudou-me a ser mais autónoma(o) Permitiu-me perceber que estratégias de aprendizagem melhor resultam para mim Permitiu-me refletir sobre a forma como interajo oralmente Permitiu-me refletir sobre a importância da interação oral na aprendizagem da LE Gostaria de voltar a usá-lo no futuro 12. Ao longo do plano de intervenção utilizaste o diário de aprendizagem.

Que vantagens encontras na utilização deste instrumento?

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Gráfico 29: Eficácia do feedback dado aos diários de aprendizagem

A forma como o diálogo professora/aluno era feita nestes diários de aprendizagem foi ao encontro daquilo que os alunos manifestaram como preferência no questionário inicial. Depois de enviar as questões de reflexão para o email da turma, cada aluno respondia individualmente e enviava as suas respostas da sua conta de correio eletrónico por uma questão de maior privacidade. Nesse mesmo documento que me enviavam eu comentava o que tinha lido e dava sugestões de melhorias. Pela análise do gráfico posso concluir que o feedback foi útil para os alunos pois permitiu o reforço

0 2 4 6 8 10 12 14 O feedback permitiu o reforço de estratégias de aprendizagem O feedback dado permitiu-me refletir sobre a minha aprendizagem e aumentar a minha autonomia O feedback dado permitiu aumentar a minha autoconfiança para utilizar a língua espanhola em atividades de oralidade A comunicação por escrito utilizada nos diários de aprendizagem, como era vista apenas por mim e

pela professora estagiária, ajudou-

me a expressar a minha opinião sem

ter receio dos comentários dos

colegas

13. O feedback dado aos diários de aprendizagem pareceu-te eficaz?

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das estratégias de aprendizagem, promoveu a reflexão e serviu para aumentar a autoconfiança dos alunos no uso da língua espanhola.

A décima quarta pergunta era para que os alunos deixassem um comentário sobre a minha intervenção pedagógica e as respostas foram reveladoras da empatia criada entre mim e a turma que proporcionou um bom ambiente de trabalho e envolvimento nas atividades por parte dos alunos.

As respostas são uma amostra do envolvimento dos alunos com a temática desenvolvida durante a intervenção pedagógica.23 Essas respostas evidenciam a mudança que os alunos sentiram em relação à metodologia seguida: “as suas aulas são diferentes, são aquelas em que acima de tudo interagimos e comunicamos”; “foi graças ao diário de aprendizagem que sinto que cresci e tornei-me mais autónoma”; “graças aos diários sinto mais autoconfiança do que tinha antes” (testemunhos dos alunos que podem ser lidos no anexo 15). Este envolvimento com algo que para os alunos era totalmente desconhecido começou por ser algo que não entendiam muito bem e tornou- se numa ferramenta que os ajudou e melhorou a sua aprendizagem.

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