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8 PARTIKULARISME OG TYKK INTUISJONISME

8.2 Tykk intuisjonisme

8.2.5 Ytterligere forsvar for tykk intuisjonisme

No programa de EAD alvo deste estudo, a competência tutorial desses professores se manifestou pela necessidade de se estabelecer prioridades e rotinas na realização de seu trabalho. Embora não tenha sido observada uma exigência institucional quanto ao que deve ser prioritário, percebeu-se a atenção que os depoentes dão ao retorno das dúvidas ou

dificuldades apresentadas pelos alunos no que se refere ao estudo das disciplinas. Além disso, faz parte do trabalho tutorial o envio de mensagens com alertas sobre atividades e prazos, presença ou ausência no atendimento online, manutenção de um ambiente acolhedor; atividades características da tutoria online que eles podem dividir com a função de professor- responsável. Outra ação que se mostrou importante foi a correção das atividades avaliativas, cujo resultado deve ser disponibilizado pelo professor-tutor online conforme o prazo institucional. Assim, a administração do fluxo de trabalho tutorial se mostrou uma medida para evitar o acúmulo de atividades que podem atrasar as respostas esperadas pelos alunos.

A elaboração de feedback se mostrou parte significativa e importante das ações desempenhadas no cotidiano do trabalho desses professores-tutores online. No programa de EAD em estudo, essa atividade está também condicionada ao atendimento do tutor em diferentes disciplinas cursadas por alunos de diferentes áreas de formação. Para organizar o fluxo de trabalho realizado na mediação pedagógica na sala de aula online, os participantes desta pesquisa se manifestaram conforme a seguir:

No meu dia a dia como professora-tutora online, a primeira coisa que eu faço é entrar no e-mail institucional, porque pode vir alguma novidade ou alguma alteração. Essa é a primeira coisa que eu faço. Após, eu já vou para o Tira- dúvidas. Agora, se tem o SAE, em que o aluno encaminha uma dúvida que necessita de uma resposta mais imediata; para mim, já se torna prioridade, porque eu tenho 24 horas para dar o retorno. De modo geral, eu inicio com o e-mail; depois, entro na visão do tutor online e, se tem o SAE, eu primeiro respondo; depois, eu vou para o Tira-dúvidas e para a Central de Mensagens. A gente também tem a ‘Palavra do Tutor’. Toda segunda-feira, encaminho uma mensagem de alerta: “Fique atento a prazos. A terceira semana está iniciando...”. Eu sempre olho na página do aluno e faço algum alerta, alguma chamadinha. Próximo do final de semana, eu sempre dou um feedback geral para todos; uma mensagem com ‘bom final de semana’, ‘qualquer dúvida’... Se tem, por exemplo, um feriado prolongado, eu também coloco: “Estarei ausente nesse período, nesses dias por causa do feriado...”. Depois, eu vou para as questões avaliativas e correções. Conciliando tudo para não atrasar. ...Quando as questões abertas estão disponíveis para avaliação, eu sempre tenho que ser rápida, ágil demais. Antes das questões abertas, dos TCC e dos projetos, que são muitos, eu acho que fica um pouco mais fácil para acompanhar. Mas questão aberta, projetos, TCC e várias dúvidas, eu preciso agir mais, eu sinto que parece que eu tenho que trabalhar o final de semana para dar conta. (P1)

Quando chego para trabalhar, a primeira que faço é acessar a Central de Mensagens e o Tira-dúvidas, porque o aluno precisa de uma resposta rápida. A prioridade é essa. Depois, corrijo relatório de estágio, TCC... Vou corrigindo essas atividades. De repente, não dá para ir montando a semana de algum conteúdo de uma vez; então, vou montando na sequência e dando andamento no meu trabalho. Mas a prioridade é o atendimento ao aluno e resolver os problemas de aprendizagem; de alguma dúvida que ele tenha. (P2)

Quando chego na segunda-feira, eu já sei o que vou fazer. Agora, vou passar um outro lado da educação a distância, pelo menos comigo. Sei que isso ocorre com alguns colegas; com outros, eles conseguem se organizar para resolver os problemas na universidade – eu não consigo. Trabalho muito em casa assim como eu trabalhava muito no presencial em que eu levava coisas para corrigir, coisas para preparar. O mesmo continua ocorrendo. Vejo que esse é um papel do professor. Vejo que a educação a distância também te faz levar coisas para casa. Então, abro a máquina na minha casa praticamente todos os dias para ficar atenta, para adiantar trabalho. O que eu procuro é não acumular; então, todos os dias, tenho X de tarefas que me proponho a fazer. Se é dia da ‘Palavra do Tutor’, se são só ‘Tira-dúvidas’, se é período de elaboração de questão ou se é período de elaboração de videoaula... [...] Tenho segunda, terça e quarta-feira como dias fixos de trabalho na universidade. (P3)

Tem os momentos de emergência. Mas, na medida, assim, em que você estabelece, eu começo por essa parte de relacionamento, responder às dúvidas, Central de Mensagens, Tira-dúvidas, que é mais dinâmico, né. Aí, feito isso, que você conseguiu adiantar, você vai partir para a correção de questões e a elaboração. (P5)

Uma das atribuições mais importantes na mediação pedagógica online dos professores-tutores desse programa de EAD é o acompanhamento e o retorno das dúvidas dos cursistas que são encaminhadas por meio de uma ferramenta do AVA criada para esse fim. Nela, a permissão para abrir a mensagem é dada ao estudante; enquanto, ao tutor online, cabe o encaminhamento do feedback para a mensagem recebida. Para facilitar o trabalho tutorial, antes de entrar em sua sala de aula online, o professor-tutor se depara com indicadores mostrando o tipo e a quantidade de atendimentos que o estão aguardando: correio eletrônico, correção de atividades, serviço de atendimento ou dúvidas. Este último se mostra recorrente por se relacionar a questionamentos pertinentes aos estudos e às atividades acadêmicas sendo realizados. É um meio destinado a agilizar orientações para a aprendizagem, portanto existe a expectativa do estudante quanto à resposta de seu professor-tutor para a dúvida postada. A ciência disso pode justificar a referência dessa atribuição pelos participantes da pesquisa. A seguir, tem-se um exemplo de interação entre uma aluna que encaminhou uma dúvida para P1, sua professora-tutora:

DISCIPLINA PROJETO DE PESQUISA – SEMESTRE 6 Dúvida da aluna

Boa tarde professora, essa parte do projeto chamada ‘problema’ que pelo que li na orientação e naquele livro de leitura e produção de texto fala que é o mesmo que introdução, certo? São necessárias quantas páginas e o projeto tem uma determinada quantidade de laudas tbm? Muitissimo obrigada pela atenção bjs.

Resposta da tutora Olá! Bom dia!

Quanto ao problema vem em forma de pergunta. Veja o anexo por favor.

O projeto não tem um número fechado de laudas mas deve ter todas as partes conforme orientações anexas.

Abraços e bom trabalho.

[Tutora enviou anexadas orientações adicionais para elaboração de projeto].

Em seu depoimento, P1 relatou ter atendimentos diários na EAD. É possível considerar que o retorno dado a essa aluna tenha ocorrido no intervalo de um dia a julgar pelas saudações que abrem as mensagens da cursista – “Boa tarde professora” – e da professora-tutora online – “Olá! Bom dia!”. Segundo Abreu-e-Lima e Alves (2011), o tempo de resposta é crucial para que o aluno se sinta atendido em suas necessidades de estudo, mas eles acrescentam que a quantidade de informação e a linguagem usadas no feedback são igualmente importantes. No corpo da mensagem, P1 foi objetiva ao esclarecer o que é um problema em um projeto de pesquisa, mas também encaminhou anexado um material de apoio. A elaboração de um material dessa natureza pode ser uma estratégia de trabalho do professor-tutor, pois sua experiência lhe permite antecipar dúvidas recorrentes, que, ao serem contempladas em materiais adicionais, agilizam o retorno dado ao cursista. A linguagem cordial empregada por P1 (re)estabelece a aproximação com a cursista pelo uso de sinais de pontuação como a exclamação ou de expressões como “olá”, “por favor”, “abraços”, “bom trabalho”. Ao mesmo tempo, pode-se admitir a reciprocidade dessa aluna com sua professora- tutora pelo uso do superlativo – “muitíssimo obrigada” – e da saudação final – “bjs”.

Outra atribuição presente no cotidiano de trabalho desses professores-tutores online é a avaliação das atividades discursivas dos discentes. Nos cursos de licenciatura a distância em estudo, o aluno pode ser requisitado a desenvolver textos escritos de diferentes natureza e

complexidade como parte do seu processo de aprendizado: análise, resumo, resenha, relatório, resolução de problemas, roteiro de leitura, plano de aula etc. A avaliação da aprendizagem nesse contexto educacional tem conduzido os professores-tutores participantes desta pesquisa a reflexões sobre suas práticas docentes nessa ação.

No processo de avaliar as atividades dos estudantes postadas na sala de aula online, o depoimento de P2 trouxe à discussão aspectos relativos a procedimentos de correção e ao tempo de disponibilização do feedback e do resultado obtido pelo cursista:

Demoro na correção das atividades, porque gosto de corrigir. Gosto de usar aquele marcador amarelo. Geralmente, uso o marcador amarelo quando a palavra está errada; e o “risquinho”... Talvez, vocês vão me criticar, mas eu faço isso. Coloco do lado o que é certo, porque, às vezes, não dá tempo de reelaborar. Procuro mostrar os erros que o aluno cometeu, mas, também, procurando mostrar que o que ele escreveu é considerado. O que ele construiu, eu vou considerar. Entra aquela questão: o nível de conhecimento; o que o aluno é capaz de fazer... A gente tem que ter isso; levar isso em conta. Não posso querer um padrão de resposta. Porque entra aquela questão... Quando elaboramos uma questão, colocamos um padrão de resposta, mas, quando você vai corrigir, aquele padrão cai por terra. Você precisa considerar o que o aluno fez, da forma como ele fez e pontuar aquilo que você acha que é conveniente, que é relevante, que você acha que deve pontuar. Mas o aluno precisa sentir que, pelo menos, aquilo que ele construiu é importante. (P2)

Outra questão é o ponto de referência que o aluno da EAD tem. Esse aluno pensa que você está ali para atendê-lo, que não tem outros colegas... “Postei a questão e, até agora, o professor não corrigiu? Como assim?” Ele já manda a reclamação. Mas eu também não posso falar para ele... “Não é só você!” Não posso falar isso. Então, tenho que contornar... “Sua questão será corrigida até tal data. Por favor, aguarde. Fique tranquilo.” Você tem essa dimensão; o aluno não. Essa é uma grande diferença, porque, no presencial, você pode olhar para o aluno e dizer... “Estou corrigindo provas de cinco turmas. Aguarde o resultado da sua prova”. É muito mais fácil convencer o aluno. À distância, não tem essa possibilidade. (P2)

Ao afirmar que “gosta de corrigir as atividades dos alunos”, pode-se admitir que P2 reconheça a necessidade de indicar para seu cursista o que foi alcançado e o que deve ser revisto na resposta apresentada. Apesar do receio da crítica, ela demonstrou utilizar as ferramentas dos editores de texto como recursos didáticos para intervenção e orientação na escrita do aluno. Para além da competência tecnológica que a permite incorporar recursos gráficos do AVA, como destaques coloridos ou grifos sobre palavras, auxiliando no entendimento relativo ao desempenho em uma atividade discursiva; é necessário também se atentar à competência didático-pedagógica ao se definir o que cada um deles indica – correção já realizada pelo professor-tutor ou reformulação a ser feita pelo cursista, por exemplo.

Quanto ao fator tempo, Abreu-e-Lima e Alves (2011) atestam sua importância na elaboração e na disponibilização do feedback para atividades de cursos a distância. Embora os autores o considerem crucial para que o aluno se sinta “ouvido”, eles admitem a dificuldade em delimitar prazos ideais para o retorno dessa avaliação. No tempo da sala de aula online, um dos obstáculos enfrentados por P2 é lidar com a ansiedade dos cursistas quanto à divulgação de resultados. Além disso, investigações conduzidas por Abreu-e-Lima e Alves (2011) apontaram que de 60% a 70% do tempo de trabalho do professor-tutor é gasto com a elaboração de feedback.

Outro aspecto que pode interferir no tempo de encaminhamento do feedback ao estudante é a quantidade e a complexidade de disciplinas acompanhadas pelo tutor online, conforme relato de P1:

Eu tinha 12 disciplinas como tutora online. Algumas dessas disciplinas me exigiam mais, como orientar TCC, orientar o aluno a construir um projeto de pesquisa. Quando é da minha área, Pedagogia ou Letras, torna-se um pouco mais fácil; principalmente a Pedagogia, que é a minha prática e o curso em que eu trabalho. (P1)

... nós chegamos em um momento na instituição em que nos é solicitada a escolha das disciplinas em que queremos atuar. Então, eu quis colocar disciplinas que eu não deveria ter colocado. Agora, chega uma disciplina para mim e eu me embaraço um pouquinho; mas eu fui a culpada, porque eu fui assinalando tudo o que eu via na frente por entender que era o momento para aprender... O material está ali, as orientações estão ali, só que não tinha tempo de ler e de estudar tudo relacionado à disciplina para depois orientar. (P1)

À época do relato, uma medida recém-adotada pela IES campo do estudo foi a solicitação para que o professor-tutor indicasse as disciplinas que desejaria acompanhar. Consoante o depoimento de P1, sua aprendizagem na docência online lhe mostrou que suas escolhas devem privilegiar disciplinas mediadas ao longo de sua vivência profissional e acadêmica, em acordo com Tardif (2000). Desprezar isso pode trazer consequências para o acompanhamento docente na tutoria, pois a insegurança no tratamento do conteúdo e o volume de trabalho podem tornar a mediação pedagógica inapropriada tanto do ponto de vista do tempo quanto da relevância para a formação profissional do cursista, segundo Archer, Crispim e Cruz (2016). Além disso, Brod e Rodrigues (2016) acrescentam que a mediação pedagógica na tutoria online deve ser permeada pela abordagem do conteúdo; nessa perspectiva, esse deve ser o momento de aprendizagem do aluno, e não do professor-tutor.

No trabalho tutorial em EAD, a avaliação das atividades acadêmicas realizadas pelos cursistas é uma ação pedagógica que requer atenção e cuidado. Além de suas implicações para

a aprendizagem, ela pode influenciar no relacionamento interpessoal do grupo de estudantes, conforme apontado por P1:

... procuro ler o texto do aluno para ter a visão do todo. Depois, eu retomo essa produção. Ao voltar, se o texto está bom, eu falo que o texto está coerente, está muito bem-elaborado, muito bem-organizado; então, eu dou os parabéns e anoto os pontos positivos que eu percebi; a linguagem clara... Eu já tenho o meu “roteirinho” pronto para evitar esquecer. Às vezes, o feedback que eu dou para um aluno, não é o mesmo que eu dou para outro; isso evita a comparação entre eles... Eles podem morar na mesma cidade ou, às vezes, têm um grupo de estudos no polo... (P1)

Para que possa se posicionar objetivamente ante a questionamentos referentes à avaliação do desempenho de seus alunos, essa professora-tutora contou se apoiar em instrumento de criação própria que a auxilia na elaboração do feedback a ser encaminhado aos cursistas. Aquilo que ela chamou de “roteirinho” pode ser entendido como a definição de critérios a serem examinados na atividade sob avaliação. Para Baldovinotti e Carlini (2010), outro benefício do estabelecimento de parâmetros para correção é que eles facilitam a revisão das ações empreendidas pelo discente na realização da tarefa, dando-lhe uma dimensão mais definida da propriedade de seu trabalho.

Conforme pontuado por P1, mesmo na graduação a distância, os cursistas podem manter contato entre si fora de seu espaço educacional institucionalizado, conversando sobre assuntos diversos relativos à sua vida acadêmica; sendo um deles, o desempenho nas atividades avaliativas. Assim, um roteiro de avaliação preparado pelo professor-tutor, capaz de promover um feedback apoiado em critérios claros e objetivos (ABREU-E-LIMA; ALVES, 2011), pode, além de evitar mal-entendidos provocados pela distância temporal entre a entrega da atividade e o retorno da avaliação, facilitar a percepção de que o ato avaliativo se pautou na individualidade de cada aluno.

Para apreender tal dimensão, P1 relatou que adota como procedimento, após a leitura integral da produção apresentada, o exame de aspectos específicos do trabalho do cursista. Abreu-e-Lima e Alves (2011) argumentam que a avaliação deve partir da observação do aluno em sua totalidade para o dimensionamento de seu potencial e a demonstração de como a atividade realizada representou seu crescimento. Quanto ao destaque de pontos positivos, segundo narrado pela depoente, os mesmos autores reconhecem sua utilidade para a motivação nos estudos a distância, mas ponderam que elogios devem reforçar e indicar atitudes, comportamentos e habilidades que auxiliem o aluno em sua formação.

Essas experiências sobre avaliação nas práticas educativas online revelaram as buscas desses professores-tutores na constituição de um processo avaliativo pautado no

esclarecimento do que consideram pertinente para a aprendizagem do estudante. As dificuldades ainda se fazem presentes no que se refere a como abordar o conteúdo na sala de aula online e como gerenciar o tempo de retorno. A avaliação de P4 indicou que falta aos cursistas o entendimento acerca dos processos envolvidos na avaliação das atividades a distância e do significado dessa ação, pois “[a] maior parte dos alunos entra em contato para questionar nota ou para questionar uma correção que ainda não foi realizada [...]” ou “[...] pedem correção antes de postarem para garantir a nota; não a aprendizagem”. Apesar de algumas especificidades, assim como no ensino superior presencial, essas questões também se fazem presentes na formação universitária a distância.

Apesar de reconhecerem a relevância da organização de uma rotina para o exercício da tutoria online, foi relatada a possibilidade de que a carga horária de trabalho seja insuficiente para o alcance daquilo que o professor-tutor estabeleça como meta, sendo a continuidade do trabalho em casa a alternativa para a realização do que foi pretendido. Outra ocorrência que pode justificar o atendimento tutorial online fora da instituição de ensino é o fato de que, pela carga horária contratada, alguns professores-tutores cumpram as horas docentes em apenas alguns dias, e esse afastamento também pode levar ao acúmulo ou à espera nas demandas a serem respondidas.

O hábito ou a necessidade de estender o trabalho para além do tempo institucionalizado poderiam ser avaliados em momentos de formação, pois, tomando-se o contexto de tutoria na UAB, Abreu-e-Lima e Alves (2011) afirmam que a produtividade da tutoria online aumenta quando o tutor acessa o AVA diariamente, mesmo que por pouco tempo. Em pesquisa feita com professores atuantes no ensino presencial e a distância de uma instituição educacional, Mill (2015) encontrou que apenas 5,33% deles afirmou não realizar trabalho docente online em casa e 20% daqueles que trabalhavam na docência online em casa disseram fazê-lo para não acumular trabalho. Sobre essas questões, os professores-tutores se manifestaram:

Antes das questões abertas, dos TCC e dos projetos, que são muitos, eu acho que fica um pouco mais fácil para acompanhar. Mas questão aberta, projetos, TCC e várias dúvidas, eu preciso agir mais, eu sinto que parece que eu tenho que trabalhar o final de semana para dar conta. (P1)

Vejo que a educação a distância também te faz levar coisas para casa. Então, abro a máquina na minha casa praticamente todos os dias para ficar atenta, para adiantar trabalho. O que eu procuro é não acumular; então, todos os dias, tenho X de tarefas que me proponho a fazer. (P3)

... ele [o aluno] pode me perguntar uma coisa que ele não entendeu ou ele pode buscar o vídeo no YouTube. Ele busca o vídeo no YouTube, porque é mais rápido. Nem sempre que ele me perguntar eu vou responder, porque não estou online. Meu horário na instituição é de quarta a sexta. Se ele me perguntar na sexta, vou responder na quarta à tarde. (P4)

Por sua vez, em uma forma de educação que almeja o diálogo e a interação, é da competência tutorial do docente online a abertura para receber feedback e adaptar-se ao novo. No relato a seguir, P1 expressou seus sentimentos e suas inquietações diante de uma ferramenta que permite ao cursista avaliar a relevância das mensagens e das orientações postadas pelo seu professor-tutor, atribuindo-lhe de uma a cinco estrelas e a possibilidade de deixar um breve comentário:

Agora, os alunos também dão o feedback da nossa atuação, da nossa mediação. Lá no AVA, tem umas estrelinhas... Eu sempre acompanho e, quando eu tenho muitas estrelinhas, eu fico feliz! Quando tem poucas, eu penso no que eu preciso melhorar,