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Part II- DC Power Flow Simulations of the European Power System using PSST (2020 and 2030)

17 Dry Year and High Wind Scenario

A formação do casal conjugal geralmente acontece com base no mito do amor (“que seja infinito enquanto dure” – Soneto de fidelidade; Vinícius de Moraes, 1957), e também no mito de que “sejam felizes para sempre”, como trazem os contos de fadas. Atualmente, os casais ainda aderem ao discurso moderno e pós-moderno do romantismo, que prega o amor independente, a manutenção da individualidade, a cumplicidade, entre tantas outras teorias.

Os casais vivem também em meio a uma porção de conceitos, preconceitos, mitos, crenças, emoções e sentimentos muitas vezes contraditórios, o que é explicável, diante de tantos conflitos, dúvidas e inseguranças que permeiam as relações entre um homem e uma mulher. Acredita-se que um casal moderno cumpra socialmente os preceitos da modernidade, a qual enfatiza a relação liberada de qualquer preconceito, aberta e flexível, e coloca como ápice desse casamento uma relação em que existe respeito à individualidade e crescimento pessoal de cada um.

Pode-se observar que muitos padrões se repetem, em relação a décadas anteriores, e, a cada dia, o que é mostrado no contexto desses casais é que o casamento ocorre sempre com a eterna ilusão de que a profecia se instale em suas vidas e que “sejam felizes para sempre”, mesmo que seja uma combinação que siga junto a eles por anos a fio.

Certamente esta frase caracteriza uma utopia, porque as diferenças começam a aparecer a cada dia que eles vivem juntos, o que torna muito difícil “ser feliz para sempre”, eternamente. O aspecto mais importante a ser considerado na relação conjugal é o que cada um traz em sua bagagem individual. Deve-se considerar toda a história de vida de cada um, sua família, seus sonhos, seus desejos, suas metas, para que a relação possa solidificar-se.

Cerveny e Berthoud (1997), em estudo centralizado na Família Paulista dizem que esta fase caracteriza-se por aquisições do casal, há um predomínio da tarefa de adquirir, tanto no âmbito material, como no emocional e psicológico.

De acordo com Minuchin&Fishman (2003), “...no primeiro estágio, os padrões transicionais que formam a estrutura do holon conjugal são desenvolvidos. As fronteiras que governam a relação da nova unidade às famílias de origem, aos amigos, ao mundo do trabalho, à vizinhança e a outros contextos significativos devem ser negociados. O casal deve definir padrões de se relacionar com outros.” (Minuchin&Fishman, 2003. p.32)

As expectativas do casal devem ser conciliadas, e é importante que desenvolvam formas peculiares de processar as informações e maneiras diferentes de lidar com o afeto. O desenvolvimento de regras sobre proximidade e

hierarquias e o entendimento dos valores de cada um é importante ser negociado neste momento.

Segundo Mônica McGoldrick, pesquisadora norte-americana que evidenciou o ciclo vital das famílias, numa importante obra científica: “...o significado do casamento na nossa época é profundamente diferente do seu significado em toda a história anterior, quando ele estava firmemente inserido na estrutura econômica e social da sociedade. A mudança no papel da mulher e a crescente mobilidade da nossa cultura, juntamente com os dramáticos efeitos dos contraceptivos amplamente disponíveis, estão nos forçando a redefinir o casamento.” (McGoldrick, 1995. p.184).

Para se formar um vínculo tão estreito com alguém, na vida adulta, é necessária, principalmente, grande disponibilidade para se entregar e acolher o outro, levando-se em consideração toda uma história de vida, dos vínculos feitos, desfeitos e refeitos na infância de cada um.

De acordo com Berthoud (1997), “...nascemos com uma profunda predisposição para nos apegar de maneira definitiva a um outro ser humano que nos acolha e se disponha a se relacionar conosco. E é desta tão íntima e particular história vivida nos primeiros dias e meses das nossas vidas que será impressa em nós uma marca profunda e indelével que influenciará para sempre todas as outras histórias de amor que vamos viver vida afora.” (Berthoud, 1997. p.54).

Acredita-se que, na sociedade atual, o casamento é considerado a finalização de uma fase de encontro, conhecimento e reconhecimento dos parceiros, muito além do que na realidade uma fase longa e difícil de transição.

Formar um casal e constituir uma família vem a ser uma possibilidade para o ser humano de reconstruir vínculos duradouros, nascendo assim o contexto emocional do núcleo familiar. Trata-se de um processo difícil, que vai objetivar a construção de vínculos afetivos que possam propiciar apego e cumplicidade e, de certa maneira, independência e autonomia emocional. Num casal apegado de maneira saudável, um serve como base para o outro, como uma fonte inesgotável que, a cada dia, tem condições de abastecer o outro em diversos aspectos.

“O grande desafio para o casal é conseguir conciliar valores e padrões familiares e individuais, re-construindo e re-elaborando suas idealizações de vivência conjugal, de forma a estabelecerem novos padrões, adotando aqueles que considerem coerentes com a referência de casal que estão construindo”. (Berthoud, 2002. p.47)

Entre especialistas em famílias é natural a discussão em torno do fato de que essa fase é uma das mais difíceis para o casal enfrentar, principalmente se for levado em consideração alguns aspectos relacionados à vida de cada um, às crenças, aos desejos, aos mitos, aos valores, às expectativas, e outros.

“O equilíbrio na relação do novo casal só acontece quando eles conseguem uma diferenciação emocional. Diferenciação emocional de suas próprias famílias de origem e diferenciação emocional enquanto indivíduos e enquanto casal”. (Cerveny; Berthoud, 1997.p. 57).

Pode-se observar que vários aspectos são importantes para que se avalie a construção da identidade do casal. Aspectos como: a história de vida de cada um, os valores das famílias, a cultura em que cada um estava inserido, as afinidades, as diferenças.

McGoldrick diz que: “...tornar-se um casal é uma das tarefas mais complexas e difíceis do ciclo de vida familiar. Entretanto, juntamente com a transição para a condição de pais, que há muito tempo isto simboliza, é considerada a mais fácil e mais feliz...” (McGoldrick, 1995. p.184).

Segundo Minuchin (2003), “...o subsistema conjugal é vital para o crescimento dos filhos. Constitui seu modelo para relações íntimas, como se expressam nas relações cotidianas. No subsistema conjugal a criança vê meios de expressar afeto, de se relacionar com um parceiro em dificuldades de lidar com o conflito com iguais. O que ela vê se tornará parte de seus valores e expectativas, entrar em contato com o mundo superior.” (Minuchin&Fishman, 2003.p. 27)

Os casais podem se unir porque se gostam, por amor, para construir uma família, para ser feliz; ou podem se unir para chocar a sociedade, desafiar as famílias. Tudo isso pode ser importante para mostrar que tipo de relação o casal poderá construir ao longo da vida conjugal.

2.2 Famílias com filhos pequenos

Dando continuidade às mudanças no ciclo de vida familiar, a fase seguinte é a da família com filhos pequenos. Uma fase onde o casal passa por uma série de mudanças significativas na dinâmica conjugal.

“A decisão de ter um bebê é o início de um afastamento em relação ao eixo horizontal de um casamento, para um realinhamento com o impulso vertical das gerações do futuro e do passado.” (McGoldrick, 1995. p.213).

Tornar-se um progenitor também é uma situação difícil e apresenta mudanças na associação e no funcionamento das famílias. Certamente, a chegada de um filho neste estágio da vida do ser humano é a situação que mais mudanças proporcionam ao indivíduo. De fato, ser um progenitor pode ser um resultado psicológico e social, criando um vínculo entre duas gerações, e modificando o equilíbrio entre trabalho, amigos, irmãos e pais.

Minuchin&Fishman (2003), situam esta fase como um período de reorganização do casal para lidar com novas tarefas e um momento onde devem negociar novas regras dentro da família. Nesta reorganização a criança recém- nascida tem uma atenção e cuidados especiais pela sua dependência.

Haley (1991), diz que “...a chegada de uma criança cria mães, pais, avós, tios, tias e produz repercussões em todo o sistema familiar. A criança pode ser uma adição bem-vinda ou uma dificuldade, e pode cimentar ou dissolver um casamento.” (Haley, 1991.p.175)

No livro “Visitando a família ao longo do ciclo vital”, Cerveny e Berthoud, situam nesta fase alguns fenômenos que acontecem com o casal: “...descobrindo novos sentimentos é o conceito que explica as diferentes vivências pessoais e conjugais que ocorrem uma vez que a decisão por ter um filho foi assumida. Desde a gravidez até o nascimento do bebê, o casal geralmente vive emoções controversas, ora sentindo-se próximos um do outro, ora sentindo que a experiência que estão vivendo os distancia. Em geral, a mulher sente-se fragilizada, sensível, tanto na gravidez como no período pós-parto. Já o homem,

sente a vinda do filho, como um grande desafio a ser enfrentado.” (Cerveny. Berthoud. 2004.p.52)

Muitas mudanças ocorrem na vida do casal, principalmente no que se refere ao âmbito profissional. O que realmente percebemos na prática clínica, em terapia com casais novos é que a mulher sente-se bastante angustiada pelo exercício do novo papel e teme não conseguir dar conta de criar filhos e trabalhar ao mesmo tempo. Temos encontrado mulheres muito tensas e que não sabem separar estas questões começando a deixar que esta angústia se apodere também do casal conjugal.

McGoldrick (1995) diz que nos Estados Unidos é muito comum os casais novos conciliarem os empregos lucrativos, que normalmente ficam longe de casa, com o exercício de cuidar dos filhos. Este mundo profissional caberia às mulheres, e o mundo doméstico às crianças e aos velhos.

No Brasil este movimento começou a ser evidenciado a partir do Séc. XX, onde as mulheres, na luta pela igualdade, começaram a buscar os caminhos direcionados à realização profissional. Observa-se que em todas as classes sociais as mulheres têm saído em busca do trabalho, para sentir-se valorizada dentro do casal conjugal e para terem seu dinheiro próprio e não se sentirem dependentes dos maridos.

“Quando um casal passa a ser um grupo de três, fica clara a colisão entre os sexos, assim como entre as instituições familiares e societal. Quando a questão é cuidar de uma criança, encontramos ao mesmo tempo o maior desafio à igualdade sexual e talvez a questão fundamental para a resolução da desigualdade.” (McGoldrick1995.p.208)

Alguns aspectos devem ser considerados, quando se fala de formação de uma família, caracterizando-se a entrada de uma nova criança na vida de um casal. Pode-se dizer que se tornar um progenitor é um contexto esperado social e psicologicamente e que constitui mais do que uma ligação entre duas gerações. Muito mais que isso, esse novo estágio da vida do casal evidencia um significado muito importante, principalmente na vida da mulher.

A visão da teoria sistêmica, aquela que enfoca a família como um sistema, composta de subsistemas, tem uma perspectiva diferente diante do

desenvolvimento humano, pois caracteriza o desenvolvimento da criança na riqueza do seu contexto global de relacionamentos multigeracionais, assim como no seu contexto social e cultural.

A transição para a paternidade é uma transição chave no ciclo vital da família. É acompanhada da diminuição geral da satisfação conjugal, de uma reversão de papéis sexuais mais tradicionais e diminuição da auto-estima nas mulheres.

Na atualidade, fala-se muito sobre maridos e mulheres assistirem a aulas, ou fazerem cursos pré-natais e preparatórios para o parto. Realmente o que percebemos é que os homens começam a se preparar para dividirem com a esposa a tarefa de criar e educar os filhos.

Viver com filhos pequenos é uma tarefa desafiadora para os pais. Neste desafio, Cerveny e Berthoud dizem que deve acontecer uma reorganização do núcleo familiar a cada nova fase de desenvolvimento dos filhos, com o objetivo de atender as demandas que surgem. Neste momento do ciclo vital acontece uma reformulação das funções e papéis, que são reformulados e re-negociados ao longo dos anos.

Nesta fase, torna-se comum o aparecimento exarcebado dos mitos familiares, muitas vezes divergentes nas famílias de origem do casal, o que poderá tornar-se um canal de conflitos e negociações. Esse é o momento ideal para que haja uma mudança de postura por parte dos pais, e isso vai requerer um espaço de tempo com as crianças, quando as esposas estiverem presentes, a fim de que, aos poucos, aprendam a assumir responsabilidades primárias em relação aos filhos e lhes proporcionem um desenvolvimento afetivo mais eficaz.

A responsabilidade pela criação dos filhos ainda fica muito ligada à mãe, mesmo quando elas trabalham fora. São as mães que suportam a maior parte da responsabilidade com os filhos, incluindo levar as crianças ao médico, problemas escolares, dinheiro para o lanche e atividades pós-escolares. Supõe-se que, dada à extensão da influência do novo sistema patriarcal, ainda observa-se uma tendência a encorajar algumas atividades para os meninos e uma certa dependência da família para as meninas.

Nessa fase do ciclo vital, é importante ficarem evidenciados alguns aspectos a respeito das responsabilidades em casa: o manejo das finanças, condições de educação e cuidado com os filhos. Os homens que não desenvolvem relacionamentos íntimos com seus filhos, enquanto eles crescem, acharão difícil modificar o padrão, mais tarde. É importante o casal ser conscientizado de que o papel que a mulher desempenha na família é tão importante quanto o papel do homem, e que ambos precisam ter interesse para aprender quais as melhores formas de desempenhá-los.

Nas famílias com filhos pequenos, é interessante que haja uma interação similar na participação, responsabilidade dos pais durante a educação dos filhos. É função dos pais abrir novas perspectivas de mudanças junto aos filhos, em relação ao significado de suas vidas. No núcleo dessas famílias, é possível que aconteça uma construção onde os pais valorizem uma educação unificada, para que eles possam trabalhar os valores adquiridos em suas famílias de origem de forma harmoniosa com os valores do seu parceiro. É interessante que tenham uma postura delineada e segura, respeitando os limites que o casal possui na inter-relação.

2.3 Famílias com filhos adolescentes

As famílias com filhos adolescentes sofrem mudanças no momento da entrada da criança nessa fase vital. Essas mudanças acontecem em um contexto social mais amplo, e que se torna, a cada dia, mais complexo.

A fase adolescente, segundo Cerveny e Berthoud (2002) “...caracteriza- se pela profunda transformação de todos os membros da família, visto que neste momento do ciclo vital, crises evolutivas geram uma forte necessidade de mudanças e readaptações familiares, em um movimento complexo e homeostático.” (Cerveny;Berthould, 2002. p.61)

Minuchin&Fishman (2003) descrevem esta fase como um período onde a família tem que se relacionar com um sistema novo, que passa por uma reorganização, onde é necessário que se desenvolvam novos padrões e regras.

Nas sociedades altamente tecnológicas, a maior função da família foi transformada, de função de unidade econômica, em função de sistema de apoio emocional. Pode-se enfocar, portanto, a transformação global que a família experimenta ao tentar dominar as tarefas da adolescência.

McGoldrick diz que: “...a adolescência exige mudanças estruturais e renegociação de papéis nas famílias, envolvendo pelo menos três gerações de parentes.” Complementa dizendo que: “...por serem tão intensas, as demandas adolescentes freqüentemente são como catalisadores para reativar questões emocionais, e acionam os triângulos que são formados no contexto familiar.” (McGoldrick, 1995. p.223)

Esta fase do ciclo vital das famílias encontra-se bastante estigmatizada pelo fato de que as pessoas já rotulam o adolescente como “figura-problema” dentro do contexto familiar. É interessante repensar sobre as possíveis mudanças de conotação que os pais podem dar ao filho adolescente, porque se houver uma mudança de postura dos pais e uma tentativa de trazer o filho para junto de si, pode-se conseguir uma adolescência mais fácil e com alguns limites necessários.

Cerveny (1997) estabeleceu um novo conceito em relação à adolescência, onde evidencia um movimento que acontece na dinâmica dos pais e dos filhos neste momento do ciclo vital. Mostra que a família em fase adolescente é uma família que “adolesce”, onde acontece um movimento onde os pais e filhos experimentam mudanças significativas no processo evolutivo da família. Simultaneamente, acontece o fenômeno da entrada dos filhos na adolescência, coincidentemente com os pais, passando por uma transição do momento de adulto jovem para adulto maduro.

Macedo(1998) diz que: “....a regulação da autonomia dos filhos/alunos é um exemplo típico do movimento homeostático nos sistemas em foco. Cada membro do sistema, incluindo os filhos menores na família, executa determinadas ações que mantêm o filho maior dentro de certos limites.” (In Oliveira, 1998. p. 160).

McGoldrick diz que: “...quando o adolescente entra em conflito com um dos pais, os esforços para diminuir a tensão freqüentemente repetem antigos padrões de relacionamento da família de origem dos pais. Os pais que fizeram um

esforço consciente para educar seus filhos de modo diferente, evitando os mesmos “erros” que seus pais cometeram, muitas vezes têm um brusco despertar”. (McGoldrick, 1995. p.224).

Os pais são acometidos de alguns impactos interessantes, quando observam o crescimento emocional do seu filho naturalmente e percebem a contribuição que foi dada por eles nesse processo. É natural que o estresse e a tensão normais provocados na família por um adolescente causem aos pais uma insatisfação que os leva a fazer mudanças em si mesmos.

Segundo McGoldrick (1995): “...a flexibilidade é a chave do sucesso para as famílias neste estágio. Por exemplo, aumentar a flexibilidade das fronteiras familiares e modular a autoridade paterna permitem maior independência e desenvolvimento para os adolescentes.” (McGoldrick, 1995. p.225)

Algumas tarefas importantes da adolescência devem ser levadas com seriedade pelos pais. A capacidade que o adolescente tem de diferenciar-se dos outros depende de quão bem eles manejam os comportamentos sociais esperados, para expressar as intensas emoções precipitadas pela puberdade.

Para sentir que podem estabelecer certa autonomia, os adolescentes precisam tornar-se cada vez mais responsáveis por suas próprias decisões e, ao mesmo tempo, seguir com segurança a orientação dos pais. O sucesso das famílias, nesse estágio, depende da flexibilidade que se estabelece para o adolescente, permitindo-lhe maior independência e desenvolvimento.

Muitos pais, na tentativa de buscar novas soluções para essa fase, colocam-se em atitudes extremas: ora puxam as rédeas, ora retiram-se emocionalmente, evitando os conflitos. Outros aceitam o adolescente, ou o rejeitam. Essa permeabilidade de comportamento faz com que não existam confiança e segurança na relação entre pais e filhos, e sim, dúvidas. Neste caso, é importante que os pais consigam adotar uma postura única em relação à educação, com o objetivo de não confundir os filhos adolescentes dentro do contexto do que é certo e errado, do que pode e não pode.

O adolescente reage num esforço tremendo para abrir seu caminho, recorre a ataques de raiva, retrai-se emocionalmente, por trás das portas fechadas, busca apoio nos avós, ou apresenta intermináveis exemplos de amigos

com mais liberdade. A puberdade não só compreende a mudança física como também é um marco para o início da transição psicológica da infância para a idade adulta.

Os modelos internalizados pelos pais podem ajudá-los ou não a ter uma postura adequada na condução da educação de seus filhos adolescentes. Em geral, os pais que tiveram experiências positivas em casa e com os companheiros durante a transformação sexual estarão mais inclinados a proporcionar experiências semelhantes a seus filhos, do que aqueles que foram negligenciados, rejeitados ou sexualmente molestados. Isso não significa que todos os pais que passaram por essas experiências negativas repetirão o padrão, mas, na prática clínica, não é incomum observar estes comportamentos nas famílias: a repetição do abuso, negligência ou rejeição, assim como a recorrência da gravidez adolescente e de filhos nascidos fora do casamento.

Uma outra suposição muito discutida, entretanto, é a de que eles competem em função de suas percepções conflitantes dos papéis de gênero apropriados. Portanto, a luta global durante a adolescência pode ser mais intensa com o progenitor do mesmo sexo, que normalmente serve como principal modelo