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Part II- DC Power Flow Simulations of the European Power System using PSST (2020 and 2030)

12 Grid reinforcement scenarios

12.2 Sweden

Neste tópico a estrutura dos livros foi caracterizada de acordo os seguintes aspectos: a) ano de publicação e número de edições; b) autor (es) que apresentam a abordagem e c) espaço reservado à sua descrição (inserção em capítulo ou trechos dentro de unidade).

O Livro 1, publicado em 2004, é composto por seis capítulos; cada um deles discorre sobre uma abordagem (A contribuição da Psicanálise à Educação, a Criança

Concreta, Completa e Contextualizada: a Psicologia de Henri Wallon, A Psicanálise Lacaniana e a Educação, Behaviorismo, Análise do Comportamento e Educação, A Escola de Vygotsky e Contribuições da Psicologia e Epistemologia Genéticas para a Educação). Cada capítulo específico de uma abordagem foi elaborado por um autor (ou autores) diferente. O responsável por um determinado capítulo foi apresentado no início do livro quanto à formação e instituição a que estava vinculado. A abordagem behaviorista radical foi descrita no capítulo quatro que foi dividido em dois tópicos,

Princípios Básicos da AEC3 e AEC e Educação: Controvérsias e Novas Perspectivas, sendo que este último foi foco de análise do presente estudo.

Frente à estrutura apresentada pelo Livro 1, podemos supor que há maior probabilidade das abordagens serem descritas com precisão, uma vez que, como citado na apresentação do livro, os capítulos foram elaborados por profissionais com experiência teórica sobre o assunto de que tratam. Outra característica importante diz respeito ao fato de uma abordagem específica ser apresentada em um capítulo, indicando que o livro não priorizou uma ou outra abordagem, mas abriu espaço para que cada autor a apresentasse da forma que julgasse mais apropriada.

Quanto à estrutura do Livro 2, constatou-se que sua primeira edição foi no ano de 1990, a segunda em 2003 e a terceira, objeto do presente estudo, em 2010. Todo o conteúdo do livro foi escrito pelas duas autoras, o que, diferentemente do Livro 1, poderia indicar maior possibilidade de ocorrência de tendenciosidade em relação a uma

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ou outra abordagem e/ou maior precisão e aprofundamento teóricos nas abordagens adotadas pelas autoras. Diferentemente do Livro 1, o Livro 2 não reservou um capítulo específico a cada abordagem, sendo composto por quatro unidades. A leitura de trechos do livro ao longo das unidades permitiu identificar as referências a alguns autores e suas concepções teóricas como Freud, Piaget, Vygotsky, E. J. J. Rousseau e Skinner indicando possivelmente as abordagens freudiana, piagetiana, sócio-histórica, inatista e behaviorista (definida pelas autoras como ambientalista), respectivamente.

As concepções inatista, ambientalista (trecho em que Skinner e o behaviorismo são citados), piagetiana e de Vygotsky são apresentadas na Unidade II - A criança: ser

em transformação no segundo tópico dessa unidade: 1. Concepções de

desenvolvimento: correntes teóricas e repercussões na escola. Observou-se, como já referido, que um maior espaço (descrições nesta unidade e nas demais) foi dedicado as concepções de Vygotsky quando comparado com o espaço reservado à descrição das concepções inatista (quatro páginas de um total de 143) e ambientalista (sete páginas de um total de 143) indicando provavelmente maior precisão e aprofundamento teóricos na abordagem adotada pelas autoras e também como indicado por elas no prefácio do livro, sem desconsiderar os outros autores.

Tem-se como hipótese que a descrição das concepções teóricas da psicologia (abordagens) não foi autoria de profissionais da respectiva abordagem, e que o fato de que o espaço destinado à abordagem se constituir de poucas páginas pode levar a uma maior possibilidade de imprecisões no conteúdo do livro devido a uma descrição reduzida e incompleta. Nesse sentido, os vieses aqui indicados poderiam ser considerados como ausência de imparcialidade teórica.

O Livro 3 foi publicado em 1997 e esta publicação foi objeto do presente estudo. Nela são apresentadas quatro unidades, cada uma é composta por capítulos. A primeira unidade é composta por seis capítulos, dentre os quais foram apresentadas as abordagens (Capítulo 2 ao 5): Capítulo 2 - A abordagem inatista-maturacionista;

Capítulo 3 - A abordagem comportamentalista; Capítulo 4 - A abordagem piagetiana e Capítulo 5 - A abordagem histórico-cultural. Todas as abordagens foram descritas pelas duas autoras que também sinalizaram na apresentação do Livro que a opção teórico conceitual adotada no livro foi a teoria piagetiana e a sócio-cultural de Vygotsky. Esses autores (Piaget e Vygotsky) foram defendidos como teóricos que explicam a relação da criança com situações de aprendizagem (“palavra, jogo, desenho e escrita”). Da mesma

forma que analisado no Livro 2, isso implicaria também possibilidade de imprecisão e incompletude teórico-conceitual.

No Livro 3 - Capítulo 3, que trata da abordagem behaviorista radical, é reservado um tópico que discorre sobre a influência da abordagem na escola –

Desenvolvimento, aprendizagem e educação: a influência do comportamentalismo na escola. Há no final do capítulo (como em todos os outros que compõem o livro) sugestões de atividades sobre a proposta do behaviorismo radical ao professor que ministraria a disciplina sobre a psicologia da educação.

De interesse também para a presente caracterização é o Capítulo 6, uma vez que seu título refere-se aos objetivos do presente Estudo (As abordagens sobre

desenvolvimento e aprendizagem e a prática pedagógica). Neste capítulo, embora as autoras apropriadamente afirmem que “as teorias constituem um corpo de conhecimento sistematizado sobre a realidade, uma espécie de lentes através das quais se olha o mundo” (p.69) e defendam que cada abordagem traz contribuições diferentes e importantes para o desenvolvimento e a aprendizagem da criança, não parecem estruturar o livro seguindo essas premissas.

A estrutura apresentada por cada livro nos permite ainda levantar outras suposições. Os Livros 2 e 3, ao terem todas as abordagens descritas por duas autoras, podem apresentar vieses, supostamente por sua formação teórico-conceitual, e mesmo imprecisões em suas descrições. Segundo Luna (2000),

A literatura de Skinner proveniente de não-analistas do comportamento é, de um modo geral, catastrófica, para dizer o melhor. Não há nada de (muito) errado em evitarmos posições e abordagens que desconhecemos ou não analisamos a fundo (...). Inadmissível é que pessoas escrevam críticas sem darem ao trabalho de estudar a obra criticada, que se escrevam textos em que se afirmam posições de Skinner que ele passou anos negando (p. 147).

Os três livros, mesmo publicados/reeditados em anos diferentes permanecem em circulação. A partir disso, pressupõe-se que podem servir como referência bibliográfica ou livro texto aos professores que trabalham em suas disciplinas as diferentes abordagens da psicologia relacionando-as com a educação. Assim, retomando o questionamento do presente estudo, em que tipo de material os

profissionais da educação se pautam para transmitir as diferentes abordagens da psicologia, especificamente a behaviorista radical?

A análise das referências bibliográficas a seguir poderá nos fornecer mais dados de modo a apontar possíveis respostas a este questionamento e fundamentar nossas conclusões.