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How do the work groups fit together

Essa edificação está localizada próxima ao centro administrativo municipal em Uberlândia e consiste na ampliação de um complexo de compras e hotelaria. O que resultou em um edifício comercial de 06 pavimentos, sendo 03 níveis de sub-solos e os outros distribuídos como áreas de lojas e convenções, incluindo um heliponto no topo

do edifício (FIG.4.42). Tal obra foi realizada em estrutura metálica, com vedações externas em painéis pré-moldados de concreto armado e vedações internas em painéis de gesso acartonado e alvenaria com blocos de concreto celular. As lajes de piso foram executadas em painéis pré-moldados de concreto armado.

a)

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FIGURA 4.42 – Vista externa do edifício

a) Conjunto – torre hotel e prédio shopping b) Entrada do “Center Shopping”

O empreendimento foi realizado, em 1998/2000, sob administração e coordenação do grupo ARCOM e Center Shopping Empreendimentos. Foram contratadas empresas de grande porte para montagem e execução das várias etapas da obra. A compatibilização de projetos e organização da logística do canteiro de obras foi responsabilidade da equipe de engenharia do Grupo Center Shopping, que mantém equipe enxuta de profissionais na área. Dessa forma, quase que a totalidade dos serviços foram terceirizados para empresas especializadas.

A obra foi concebida inicialmente em concreto e pré-moldados, sendo adaptada para estrutura metálica posteriormente. Além dessa adaptação de sistema estrutural, houve

modificações de programa e distribuição de espaço que resultaram em outras adaptações estruturais. A flexibilidade oferecida pelo sistema estrutural em aço foi marcante no processo de execução desse empreendimento. A realização de tantas modificações, inclusive de carga da estrutura, só foi possível devido ao trabalho conjunto de equipes multidisciplinares, já que todas as equipes de projetos trabalharam juntas buscando soluções casadas e racionais. Todo o trabalho foi monitorado pelo empreendedor que assumiu o papel de coordenador dos vários sistemas contratados a serem associados.

O processo construtivo foi definido através de visitas técnicas e de estudos junto a fornecedores, havendo três diretrizes básicas: necessidades de programa e projeto, cumprimento de cronograma e minimização de custos. O grupo empreendedor tinha interesse em racionalizar a obra e chegar na melhor relação custo/benefício possível, o que levou à escolha da estrutura em aço e sistemas complementares industrializados.

A execução da obra começou pela adoção do sistema de paredes diafragma, o que permitiu a escavação dos sub-solos, que prolongam-se sob as três ruas contíguas a obra, sem qualquer tipo de revestimento (FIG.4.43). A montagem começou pela estrutura metálica, que foi seguida pelas lajes pré-moldadas modulares de pequena espessura. Depois de encaixadas, essas lajes foram solidarizadas à estrutura e foi feito capeamento adequado (FIG.4.44). As vedações externas foram executadas com painéis de concreto com miolo em poliestireno expandido, em faixas horizontais (FIG.4.45). Esses painéis foram fixados externamente à estrutura, através de “inserts” metálicos parafusados de pilar a pilar, de modo a garantir movimentação diferenciada dos dois sistemas (FIG.4.46). Os painéis foram montados de baixo para cima, em faixas horizontais devido a suas dimensões e definições de cálculo. Além desses painéis, houve a utilização de grandes panos de vidro fixo com características termo-acústicas especiais. Depois de fechados os pavimentos, foram executadas as vedações internas em blocos de concreto celular autoclavado e em painéis de gesso acartonado (FIG.4.47). Nos níveis de convenções, foram utilizados, também, painéis acústicos removíveis. Tubulações e fiações foram executadas de acordo com a sincronia dos sistemas de vedação e suas necessidades, e só então a etapa de acabamentos foi acionada.

FIGURA 4.43 – Vigas para reconstrução de arruamento e paredes diafragma FONTE – foto cedida pela ARCOM, 2000

a)

b) c)

FIGURA 4.44 – Colocação e solidarização das lajes pré-moldadas e estrutura metálica a) Colocação das placas pré-moldadas

b) Detalhe da armação da laje c) Capeamento da laje

FIGURA 4.45 – Montagem dos painéis externos

a)

b)

FIGURA 4.46 – Fixação dos painéis externos na estrutura a) Fixação do painel de pilar a pilar

b) “Inserts” de fixação dos painéis FONTE – foto cedida pela ARCOM, 2000

FIGURA 4.47 – Placas de gesso acartonado colocadas

Os maiores problemas enfrentados durante o processo de execução da obra foram a compatibilização perfeita dos sistemas e projetos, as adaptações feitas a partir de mudanças definidas durante o processo de construção e a organização da logística da obra. Além da questão de sua interferência no entorno urbano, já que a edificação aproveitou o sub-solo de três ruas adjacentes a ela, por se tratar da ampliação de um centro comercial e de hotelaria (FIG.4.48), a execução da obra teve muitos limitantes. Nesse sentido, foram necessários cuidados especiais para a reconstituição perfeita da malha urbana e a garantia de preservação das condições de uso dos equipamentos existentes na área. No que diz respeito a aspectos físico-construtivos, houve flechas maiores que as previstas nas lajes de um dos níveis de garagem, o que levou à necessidade da permanência de um sistema de escoramento para minimizar o problema. No tocante às vedações externas, alguns problemas de prumo na estrutura metálica causaram dificuldades na fixação dos painéis externos. Entretanto, todas as questões foram contornadas e obteve-se um resultado positivo.

FIGURA 4.48 – Obra em andamento e vista do Hotel existente FONTE – foto cedida pela ARCOM, 2000

A utilização da estrutura metálica, simultaneamente com outros sistemas industrializados, permitiu a realização da obra dentro de um prazo relativamente curto e com o mínimo de interferência na vizinhança e no Shopping, que já existia e não podia parar seu funcionamento. Houve um máximo de racionalização do processo construtivo e um mínimo de desperdícios. O custo final foi compensado pelo prazo de execução e pelo nível de qualidade final.