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WBM vs. OBM under HPHT conditions

3 HPHT well control

3.1 HPHT challenges

3.1.2 WBM vs. OBM under HPHT conditions

A pesquisa que originou a presente dissertação toma, como base teórica, referenciais de tecnologia social e de autogestão, e, em consonância com tais perspectivas, adota, na trajetória metodológica, os seguintes procedimentos e fases:

Fase 1 – Visitas exploratórias. Momentos que viabilizaram a aproximação e familiarização do pesquisador com o objeto da pesquisa. Esta fase incluiu duas visitas in loco narradas no tópico 4.1, tais visitas foram organizadas pela incubadora OASIS/UFRN, que disponibilizou condução e equipe composta por quatro integrantes (três dos quais estudantes de graduação em Administração) incluindo o autor deste estudo. Essas visitas à Associação, em 2011, ocorreram no dia 14 de maio, cujo local de encontro foi a unidade produtiva, no

período das 08:30 horas às 15:00 horas; e no dia 17 de agosto, cujo local escolhido para o encontro foi a Escola Municipal Maria do Livramento, no período das 08:00 às 16:00 horas.

Fase 2 – Aplicação de técnica de Diagnóstico Rápido Participativo (DRP): a forma de apreensão da realidade do empreendimento objeto deste estudo se pautou em metodologias participativas, com destaque para a pesquisa participante. Neste aspecto, uma das técnicas utilizadas foi o Diagnóstico Rápido Participativo (DRP). A letra “R” desta sigla originalmente significa “Rural”, utilizada para fazer referência à sua origem, pois, segundo Faria (2006) muitos dos diagramas utilizados na técnica foram desenvolvidos no âmbito das ciências agrárias, na década de 1970. No entanto, as duas formas de leitura se aplicam, importando mais a utilização prática do DRP, que segundo Verdejo (2010, p. 12) “é um conjunto de técnicas e ferramentas que permite que as comunidades façam o seu próprio diagnóstico e a partir daí comecem a autogerenciar o seu planejamento e desenvolvimento”. É, portanto, uma técnica que potencializa a interação entre os sujeitos envolvidos e que segundo Freitas, Freitas e Dias (2012, p.72)

Pode configurar um processo de aprendizagem, tanto sobre a realidade regional quanto sobre a interação entre as pessoas. Neste caso, o diagnóstico é considerado participativo, por que possibilita ao grupo tomar parte, expressar visões, falar e refletir sobre sua realidade, experiências, conhecimentos, expectativas, desejos e necessidades mais imediatas. Essa participação ajuda a construir um plano de ações mais próximo da realidade vivenciada e das necessidades prioritárias, além de propiciar a interação e o intercâmbio de saberes.

Aplicação do DRP neste estudo se deu em função da necessidade de conhecer mais a fundo as dificuldades narradas nos encontros realizados na fase 1. A aplicação do DRP ocorreu em dois momentos: no dia 16 de junho, no qual foram realizadas as etapas contidas nos itens “a” e “b” abaixo e no dia 23 de junho, no qual foram realizadas as etapas seguintes (itens de “c” a “e” abaixo). Para a aplicação do DRP a equipe foi composta por quatro integrantes incluindo o autor desta pesquisa e o local escolhido pelos sócios da APABV foi a Escola Municipal Maria do Livramento. Portanto, a aplicação do DRP teve o intuito de: a) identificar problemas do empreendimento, realizado pelo coletivo de sócios do

empreendimento, objeto do estudo, a partir de roda de conversa em grupos, seguida de discussão ampliada com todos e posterior sistematização das informações coletadas, sob a forma de painel;

b) entrevista coletiva para conhecer conquistas alcançadas e desafios vencidos, que proporcionam que o coletivo identifique como seus pontos fortes;

c) reunião em grupo para discussão de respostas para os problemas identificados; d) definição de instituições e responsabilidades dos sócios na resposta aos problemas;

e) definição de cronograma pactuado entre todos os sócios;

Fase 3 – Intervenção. Esta fase contemplou a observação participante, inicialmente, sequenciada pela aplicação da formação em tecnologia social de gestão econômico-financeira e formação de preço, a partir dos custos de produção.

A observação participante se propõe a compreender a percepção da realidade da comunidade e aproveitar as possibilidades de compartilhar alguns momentos do quotidiano com os membros dessa comunidade (VERDEJO, 2006). Esta técnica foi utilizada nos momentos iniciais desta pesquisa, compartilhando de momentos de atividades produtivas dos membros da APABV em seus ambientes de trabalho, tanto na produção rural, quanto na produção e beneficiamento dos produtos (na fábrica, mesmo que em momentos de baixa produção) e no processo de gestão, em especial os relacionados aos controles de base econômico-financeira. Na fase de intervenção, a observação se deu de maneira específica, na percepção de como se fazia o controle do movimento financeiro, os registros das planilhas e a posterior geração de informações financeiras e de resultados econômicos. Nessa etapa foi necessário realizar a análise de documentos da APABV, que segundo Gil (2010, p. 147) “são considerados documentos não apenas os escritos utilizados para esclarecer determinada coisa, mas qualquer objeto que possa contribuir para a investigação de determinado fato ou fenômeno”. Os documentos pesquisados se referem às atas de AG’s, estatuto, extratos bancários, dentre outros.

O curso de tecnologia social de gestão econômico-financeira ocorreu no dia 10 de outubro de 2012, na Escola Municipal Maria do Livramento, o curso formação de preço, a partir dos custos de produção ocorreu no dia 17 de novembro de 2012, no mesmo local do curso anterior. A metodologia adotada em ambos os cursos foi de imersão de um dia, em dois períodos (vespertino e matutino) com intervalos para almoço e lanches. Os cursos iniciaram com apresentação teórica contida no material disponibilizado aos participantes. Todos os exemplos utilizados nos cursos foram extraídos da observação do cotidiano da APABV, bem como da leitura de suas Atas e extratos bancários, tornando a ministração da formação dialogada, por tratar de conteúdo informacional sobre o empreendimento.

A utilização de todas as técnicas e métodos descritos até aqui serão mais bem compreendidos e visualizados no capítulo seguinte, pois trata da análise dos dados e seus resultados. Vale salientar que os referidos métodos e técnicas foram se constituindo de acordo com a necessidade apresentada a partir da primeira visita exploratória.

4 ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS