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Vurdering og siling av linjer og krysstyper

Nessa perspectiva, ainda histórica, referente a estudos sobre a memória, desenvolvidos ao longo dos últimos séculos do tempo moderno, tem sido possível diferenciar três processos básicos de memória: a descodificação, o armazenamento e a recuperação de informações semânticas. A descodificação abarca processos que facultam identificar a informação codificada e transformar suas formas físicas em representação na memória, ou seja, quando essas formas são captadas como ondas sonoras, inscritas na linearidade das letras – sempre combinadas em sílabas, morfemas ou vocábulos, sob a forma de sinais visuais ou auditivos. Tal identidade é implica remissão a esquemas fonográficos representados como traços distintivos por meio dos quais esses esquemas asseguram distinções entre significados: dado X tato; pato X bato, etc.

O armazenamento e a recuperação de informações, no século XX, resultam em pesquisas orientadas por dois enfoques: o conducionista que, após a década de 1960, aproximadamente, torna-se objeto de críticas e passa a ser revisto pelos estudiosos da psicologia cognitivista que pontuam serem os primeiros simplistas e rígidos. Assim, o conducionismo focaliza as informações memorizadas por relações associativas entre estímulos e respostas, postulando que quanto maior o grau de aderência entre relações associativas, maior a quantidade e a extensão de informações memorizadas. O baixo grau de aderência teria como causa a inibição dos ―mecanismos‖ associativos necessários e, ainda, dessa frouxidão entre conexões associativas resultaria o esquecimento.

Nesse mesmo tempo, os estudos desenvolvidos no campo da linguagem – situados entre eles aqueles referentes ao campo da Inteligência Artificial – passam a pontuar resultados insatisfatórios das pesquisas de caráter conducionistas. Dentre essas posições críticas situam-se aquelas cujas afirmações pontuam que o conducionismo não se faz suficiente para assegurar a compreensão dos processos referentes à

produção textual de outros-novos sentidos. Assim, a psicolinguística vai se desenvolvendo por questões problemáticas colocadas por esses dois campos de estudos: a psicologia e a linguagem propriamente dita, de sorte a diferenciar armazéns para o tratamento das questões mnemônicas. Assim, essa posição crítica se faz extensiva entre as décadas de 1960 e 1970 do século XX e, por ela, os avanços vão se fazendo cada vez mais acentuados, de sorte a se poder diferenciar e considerar resultados significativos para a compreensão da produção de sentidos.

Na década de 1970, os estudos se voltam para as estratégias utilizadas pelos sujeitos para organizar e recuperar informações, estocadas nos armazéns de suas memórias, por um lado. Por outro, nas décadas de 1980 e 1990, do século XX, o esforço é despendido por estudos que tratam da organização e representação do conhecimento por esquemas típicos ou prototípicos. Acrescem a esses estudos aqueles voltados para os processos de produção de textos: pontuam que a significações de seus enunciados constitutivos dependem do ―que‖ e do ―como‖ o indivíduo armazena conhecimentos em suas memórias e do funcionamento delas.

Passa-se a pontuar diferentes armazéns, observados: a) o funcionamento da percepção de novas informações;

b) o tratamento dado a elas, no fluxo de seus processamentos que têm por ancoragem modelos de organização de outros-velhos conhecimentos;

c) a ativação desses modelos que respondem pelas transformações de informações em conhecimentos;

d) a flexibilidade desses modelos de que resultam a extensionalidade desses velhos saberes.

Assim e ao longo desses anos, os psicolinguistas constroem uma distinção entre três armazéns, interconectados entre si, nos quais se inscrevem os registros de informações na memória que facultam atribuir sentidos a um texto. Esses armazéns são denominados: de ―longo prazo‖, de ―curto prazo‖ e de ―trabalho‖ ou operacionalização, pontuando-se o fato de os arquivos inscritos na memória de longo prazo se qualificarem pela permansividade das informações semânticas – de caráter episódico (memória episódica), ou não – diferentemente da de curto prazo que se tipifica por um tempo de baixa permansividade. Operacional ou memória de

trabalho é assim denominada por ativar os esquemas cognitivos da memória de longo prazo ou da episódica para com eles processar as informações temporárias de curto prazo.

Esses estudos registrados por Sebastián (1983) são considerados por pesquisadores como Kato (1987), Silveira (2002) e Turazza (2005) para ampliarem a compreensão sobre o processamento de informações formalizadas pelo uso de recursos da linguagem verbal. Observa-se, assim, que na memória de curto prazo são armazenadas informações, organizadas por pequenos números de palavras – essas sempre empregadas em situações enunciativas; portanto, inscritas sob a forma de registros de falas verbais, em contextos de interações orais ou escritas. O processamento dessa pequena quantidade de registros está sujeito a lembranças e à ativação de esquemas de ordenação e organização de conhecimentos do longo tempo, quando tais registros dão entrada na memória de curto prazo e possibilitam ativar os esquemas da memória de longo prazo, por meio de repetições.

Assim, as novas informações têm por ancoragem as velhas que nelas e por elas são repetidas, de sorte que sequências exaustivas ou de grande extensões dificultam ou impedem as condições para a operacionalização da memória de trabalho, a não ser que elas sejam agrupadas por esquemas mais amplos capazes de reter mais informações já ordenadas por modelos episódicos, mais genéricos, por exemplo. Observa-se que a capacidade limitada de armazenagem da memória de curto prazo não ultrapassa informações de, no máximo, sete dígitos, por meio dos quais são construídas informações mais genéricas ou amplas: por exemplo, dada uma sequência numérica como 356891958426, esta é agrupada como: 356 - 891 – 958 – 426.

Nesse sentido, embora essa memória tenha capacidade limitada de armazenagem, quando exigida, ela pode ultrapassar os limites da capacidade, acima exemplificada; pois, tem-se exigido crescente aumento dessa quantidade de informações para compor os aparelhos eletrônicos que operam pela telefonia moderna. Contudo, pela recodificação dessas formas, inscritas nos arquivos da memória de curto prazo, responde a memória de trabalho, cuja função é operacionalizar com os significados a elas atribuídos socialmente e não com a superficialidade desses sinais formais de

vocábulos ou termos isolados. Logo, esses significados, referentes a esses agrupamentos e organização dos mesmos, remetem-se ao(s) conteúdo(s) significativo(s) dessas formas de reordenações de informações linguísticas que, compreendidas como proposições enunciativas, asseguram as condições para armazenagem na memória de longo prazo.

A memória semântica do longo tempo, assim concebida, responde pela organização de todo o conhecimento de mundo, ou saber enciclopédico, nele inclusos os linguísticos, conceitos, modelos cognitivos globais, fatos generalizados, por um lado e, por outro lado, os episódicos, individuais, experienciados em nossas práticas cotidianas, denominados por conhecimentos locais. Em se tratando dos conhecimentos linguísticos, esses abarcam o domínio de regras e de seus usos estratégicos, implicados em conhecimentos instrumentais e não instrumentais entrelaçados na produção de informações referentes aos usos dos elementos léxico- gramaticais. Por conseguinte, os conhecimentos léxico-gramaticais são concebidos como conjunto de palavras adquiridas pelos seus usuários, nele inclusas todas as restrições sintático-semânticas, propostas por uma dada língua, de forma a projetar possibilidades de esses usuários representarem seus conhecimentos de mundo, formalizando-os significativamente.