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Universitetet i Oslo

2. Vurdering av status a. Studiekvalitet

Na turma de Espanhol, foi possível observar uma exposição oral (apresentação pessoal) feita na língua estrangeira.

Os alunos descreviam-se fisicamente e expressavam os seus gostos pessoais em relação aos tempos livres. Toda a apresentação tinha obrigatoriamente de ser feita na língua espanhola. Utilizei, assim como para Português, a grelha de observação oral individual (Anexo II), onde pude detetar as principais falhas dos alunos.

Posteriormente, com o objetivo de aferir mais em pormenor informações sobre os discentes, sobre o tipo de atividades que tinham mais facilidade em realizar (se em grupo, em pares ou individualmente), quando utilizavam a Língua Materna ou a Língua Estrangeira, o nosso

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núcleo de estágio elaborou um questionário inicial (Anexo III). Este foi criado com o intuito de conhecer melhor as motivações que estimulavam os alunos e saber em que competências tinham mais dificuldades no ensino de uma língua estrangeira. O questionário apresenta uma divisão tripartida: a primeira parte é de âmbito pessoal, onde se procurou conhecer melhor os discentes e de que forma organizam o seu estudo; a segunda, onde foram abordadas as preferências e expetativas, e através da qual pretendíamos conhecer as preferências dos alunos na hora de trabalhar a língua estrangeira; e, por último, procurou-se conhecer os hábitos e preferências dos alunos no que respeita à gramática, à escrita, à oralidade e ao léxico. Neste último ponto foram abordadas todas as competências que iam ser trabalhadas pelo núcleo de estágio, pelo que se pretendeu conhecer a melhor forma de trabalhar com os discentes todas as competências.

No que diz respeito à minha investigação em particular, moveu-me a vontade de saber de que forma é que os alunos encaravam a exposição oral, quais as dificuldades visíveis perante esta competência, e quais as atividades que mais os motivavam.

Inicialmente, quando questionados sobre os motivos que os levaram a aprender Espanhol, uma grande percentagem dos alunos justificava a sua opção com o gosto pelo contacto com novas línguas e pela facilidade da língua em si, no entanto, alguns referiam também que, quando eram confrontados com as restantes opções de língua estrangeira, estas não lhes agradavam, e por isso escolhiam o Espanhol.

Questionados sobre as formas mais apelativas de aprender a língua, os alunos manifestaram preferência pelos métodos mais interativos, nomeadamente músicas, vídeos, filmes e, curiosamente, conversas, o que revela o interesse por parte dos aprendentes em praticar a língua, falando-a. No entanto, uma percentagem massiva da turma assumiu usar ativamente a língua sobretudo quando isso lhes é solicitado pelos professores, ou seja, poucas ou raras vezes o fazem por iniciativa própria, para colocar uma dúvida, por exemplo. Assim, expôs-se aos alunos um conjunto de fatores responsáveis pela pouca participação oral voluntária nas aulas, cujas respostas são reveladas no seguinte gráfico.

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Gráfico 1: Fatores condicionantes da participação oral nas aulas por parte dos alunos

Esta questão foi elaborada com o intuito de conhecer as dificuldades dos alunos na participação oral na sala de aula. Os discentes apontaram como principais dificuldades a timidez, o medo de dar erros e o receio de ser avaliado. As opções menos escolhidas como entrave a comunicação oral foram a falta de interesse pelos temas lecionados e a falta de oportunidade de falar. Podemos concluir desta questão que os alunos não participam mais oralmente nas aulas porque têm receio de dar erros e de ser avaliados sempre que o fazem.

Falta de treino da oralidade. Falta de ideias. Receio de ser avaliado. Falta de vocabulário. Dificuldades em compreender a professora. Dificuldade em construir frases. Dificuldades de pronúncia. Timidez, não me sinto confortável com os meus

colegas.

Falta de oportunidade para falar. Medo errar (gosto de ter a certeza do que vou dizer). Dificuldades em compreender as actividades. Falta de interesse pelos temas. Dicção. Gramática. Fluidez. Argumentação.

Dos vários fatores apresentados quais são os que mais

dificultam a tua participação oral nas aulas?

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Conclui-se, além disso, que os alunos não deixam de participar por falta de interesse na aula ou nos temas abordados.

Na opinião dos discentes, falar Espanhol nas aulas é importante porque os ajuda aprender mais e melhor a Língua Estrangeira. Estes também têm a opinião de que a expressão oral é bastante praticada nas aulas de Espanhol. Treze alunos disseram que se sentem, frequentemente, confortáveis a falar Espanhol, simplesmente não gostam muito de o fazer em público (cinco escolheram a opção nunca e onze às vezes).

0 5 10 15 20

Emissões de rádio. Diálogos entre espanhóis …

Programas de televisão. Filmes. Canções. Entrevistas.

Tens dificuldades em entender espanhol em que

situações?

Sempre Frequentemente Às vezes Nunca

Gráfico 3: Situações comunicativas com mais falhas na compreensão oral em Espanhol Gráfico 2: Opinião dos discentes relativamente ao uso do Espanhol

Achas que praticas a expressão oral nas aulas de Espanhol?

Achas que falar Espanhol na aula te ajuda a aprender?

Gostas de falar em Espanhol? Sentes-te confortável ao falar Espanhol?

Assinala com uma cruz (x) a resposta que corresponde à

tua opinião:

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O gráfico 3 demonstra as diversas situações comunicativas em que os alunos se sentem menos à vontade. Verifica-se, assim, que os discentes têm dificuldades em compreender o Espanhol nos diálogos entre nativos, possivelmente devido à rapidez com que falam, ao próprio sotaque, e talvez até ao desconhecimento de alguns vocábulos. As emissões de rádio também estão entre as principais dificuldades apresentadas pelos alunos, ao contrário das canções, em que as dificuldades na compreensão da Língua Estrangeira são menores.

Relativamente às atividades mais produtivas e motivadoras para desenvolver a oralidade nas aulas de Espanhol, os alunos destacaram as canções, os jogos, a os vídeos. Segundo estes discentes, a atividade menos produtiva para desenvolver a oralidade é o teatro.

Este processo de recolha de informação foi muito interessante, pois permitiu ao núcleo de estágio ter um conhecimento prévio da turma onde iria realizar a intervenção. Foi possível

Canções Jogos. Diálogos. Exercícios de Matching. Completar espaços. Role play. Audição de gravações. Visualização de vídeos. Leitura de textos. Teatro.

Que atividades consideras mais produtivas e

motivadoras para trabalhar a oralidade e o léxico na

aula de Espanhol?

Sempre Frequentemente Às vezes Nunca

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identificar os gostos, as motivações e as estratégias com que melhor trabalhariam e que originariam, portanto, um melhor desempenho.

Em todas as aulas de Espanhol, trabalhei a competência oral, para que fosse possível fazer um bom trabalho no desenvolvimento da intervenção. Não descurei, no entanto, todas as outras competências essenciais ao progresso dos alunos.

Trabalhei com o método enfoque por tarefas, o que permitiu aos alunos adquirirem uma aprendizagem gradual. Começávamos sempre por atividades mais simples, para que no final fosse possível a realização de uma atividade mais completa, que envolvesse tudo o que foi lecionado no decorrer da aula. No caso da minha intervenção, procurei que esta última atividade fosse sempre direcionada para o exercício da oralidade, quer se tratasse de interação, o que exigia diálogo entre os alunos ou entre eles e o professor, quer consistisse um exercício de exposição, atividade que se baseava na apresentação oral individual de determinados conteúdos.

A intervenção assentou também no enfoque comunicativo da língua, onde as atividades desenvolvidas tinham como objetivo criar situações autênticas, para que os discentes utilizassem a língua em contextos similares aos quotidianos.

Serve como exemplo o tema das aulas de Espanhol, a comida. Nelas foram desenvolvidas atividades o mais semelhantes possível às do quotidiano, nomeadamente uma ida às compras. A atividade consistiu numa ida ao mercado, através da qual os alunos realizaram a compra de produtos necessários para a confeção de uma receita. Foi criado, na sala, um “mercado”, uma situação real, com produtos e com dinheiro, também ele criado para a atividade, o que permitiu ver como os discentes interagiam oralmente.