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Vurdering av alternativene etter valgte kriterier

13 Vurdering av alternativene

13.3 Vurdering av alternativene etter valgte kriterier

Na década de 20 do século passado, Charles Spearman criou um procedimento estatístico usado em pesquisas de mercado designado por “Análise Factorial.” A partir deste estudo, Cattell (1965) desenvolveu dezesseis fatores básicos que descrevem a personalidade das pessoas. (Kotler, 1997) Segundo Kotler (ibidem), deveria ser realizado um estudo semelhante aplicado aos utilizadores de automóveis, cujo resultado seria uma diversificação de segmentos distintos. Os utilizadores poderiam ser identificados por factores como:

 Gosto pelos carros desportivos;

 Preocupação com a segurança dos seus filhos;

 Utilização e baixo custo, pois usam o veículo simplesmente como meio de transporte;

 Despender mais por veículos luxuosos;

 Gosto por ter sempre os modelos mais novos;

 Não possuir garagem e por isso têm que investir em carros mais seguros.

O resultado dos perfis do utilizador ou dos segmentos encontrados pelo estudo possibilitaria as empresas enquadrar o posicionamento de cada produto, de modo a:

 Captar determinado segmento;

 Produzir outro produto para responder a um segmento novo;

 Reposicionar alguns de seus produtos ou reformular os existentes e realizar as estratégias de marketing específicas para seu produto (idem, ibidem).

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A constante procura de novos atributos aplicados ao automóvel, a inovação tecnológica e a sua utilização intensa nas grandes cidades, deram origem a partir dos anos 70 a um aumento de normas e regulamentações que procuravam aumentar a segurança do automóvel e reduzir o impacto no meio ambiente. A evolução dos seus atributos veio facilitar a adopção e a aceitação da forma de vida do automóvel. (Observador Cetelem 2013)

A figura 2.06 apresenta uma cronologia sobre a evolução da informação disponibilizada nos mostradores do automóvel.

Figura 2.06: Informação disponibilizada ao condutor

Fonte: Gkouskus, D., Normark, C. & Lundgren, S., 2014, “What Drivers Really Want: Investigating Dimensions in Automobile User Needs”, International Journal of Design [online]

Vol. 8, <http://www.ijdesign.org/ojs/index.php/IJDesign/article/viewFile/1319/601>, consultado em 8 Julho 2014

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It is time for a change. Let's have reviewers who do not dwell on the latest exterior design details, horsepower, or acceleration. Let's have reviews addressed to real people and families, reviews that emphasize the environment and the health and safety of both drivers and passengers. Time to enter the 21st Century10. (Nielsen

Norman Group, 2012)

A definição dos segmentos dos automóveis ligeiros de passageiros foi fundamental para identificar a compra com base na dimensão do automóvel e comparar com outras marcas e modelos. Para os fabricantes de automóveis, os primórdios da segmentação estavam condicionados às categorias designadas por grandes, intermédias e compactas. Actualmente, os consumidores possuem uma vasta selecção de automóveis e, deste modo, foi necessário subdividir as segmentações principais, dando origem a segmentos como: minicarros, subcompactos, compactos, utilitários, médios, grandes, desportivos e monovolumes. (Keegan, 2014)

Em 2004, a ACRISS foi nomeada pela Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) para conduzir o processo de uniformização da informação nas diversas actividades do sector automóvel e introduzir alterações na classificação da segmentação.

Em 2006, A ACRISS implementou o novo sistema de classificação com base nas novas exigências do mercado, em paralelo com o sistema anterior, numa versão de teste de usabilidade e de formação dos parceiros.

Em 2007, foi implementada a versão final da classificação e os membros da ACRISS foram os pioneiros na sua utilização. O sistema permite que cada empresa adapte e coordene os conteúdos conforme a especificidade do mercado em que opera. A indústria do sector automóvel ainda não tem um programa de implementação, mas as empresas podem aderir e adoptar a matriz da ACRISS.

10T.L. - É hora de mudança. Procuremos utilizadores que não se importem com os detalhes do design

exterior, potência ou aceleração. Procuraremos opiniões de pessoas reais e famílias, opiniões que enfatizem o ambiente , a saúde e a segurança dos condutores e passageiros. É o momento de entrar no século XXI.

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O reconhecimento da actividade da ACRISS deu origem à criação de um sub- grupo nos EUA para aplicar a matriz e envolver novos membros. A ACRISS incentiva a participação de não membros para melhorar a qualidade da informação do sistema de classificação e aumentar a escolha do consumidor. (ACRISS, 2014)

Enquadrado pelos objectivos e princípios da evolução dos segmentos e da uniformização da informação no sector automóvel, a Comissão Europeia lançou, em 2005, o programa CARS 2111. A competição para a regulamentação

do sistema automóvel do século XXI12 pretendia estabelecer contacto com

todos os interessados em participar no debate sobre o reforço da competitividade industrial automóvel na Europa. 0 programa CARS 21 foi criado para fortalecer a competitividade e o emprego no sector automóvel e, em 2010, foi relançado para coordenar as iniciativas da indústria em resposta à crise económica. (ACEA, 2012)

O relatório final do programa CARS 21, foi publicado em Junho de 2012 por um conjunto de Comissários da UE, CEOs13 da indústria automóvel, fornecedores,

sindicatos, líderes comerciais e da sociedade civil uma lista de parâmetros que podem ajudar a fortalecer o futuro da indústria automóvel na Europa. (idem) O programa CARS 21 recomenda:

 Redução de emissões e de segurança rodoviária, incentivando todas as partes interessadas, incluindo a indústria, governos, empresas;

 Melhores princípios de regulamentação;

 Acordos comerciais recíprocos multilaterais e bilaterais;

 Renovação da frota e limitar os custos finais para os consumidores, de modo a promover a circulação dos automóveis mais limpos e mais seguros nas estradas;

11Competitive Automotive Regulatory System for the 21st Century – T.L. - competição para a

regulamentação do sistema automóvel do século XXI

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 Mais harmonização internacional via UNECE;

 Prazos para a indústria implementar mudanças na regulamentação;

 Avaliações de impacto exaustivas e consulta prévias à indústria.

Com base nestas recomendações, a Comissão Europeia lançou em Novembro de 2012, um novo plano de acção para a indústria, CARS 2020. (idem)

As oscilações do mercado e as alterações das necessidades dos consumidores obrigam a indústria automóvel a adaptar, todos os anos, os seus produtos. A variedade e a qualidade dos automóveis dos segmentos têm vindo a despertar no consumidor uma tendência para a escolha de veículos mais eficientes no consumo de combustíveis. (Keegan, 2010)

O consumidor tem por hábito considerar que todos os automóveis são equivalentes devido à uniformização da oferta no mercado. Os grandes construtores generalistas devem responder à dificuldade de se distinguirem da concorrência e não podem continuar a contentar-se em segmentar pelas expectativas do mercado. (Observador Cetelem, 2007)

As rupturas são fundamentais para relançar o crescimento nos mercados saturados. A ruptura pode ter origem no conceito, como é, por exemplo, o caso do Renault Twizy. Este veículo urbano caracteriza-se pela lotação de dois lugares, é 100% elétrico e dispensa a carta de condução. A sua comercialização poderá tornar-se num produto de sucesso de vendas. Este conceito pretende concorrer com o mercado dos motociclos oferecendo mais conforto, segurança, economia e prazer de condução. (Observador Cetelem, 2013)

O crescimento populacional e económico expandiu as cidades e impeliu muitas pessoas para os subúrbios. Por vezes, o automóvel é o único meio de transporte capaz de servir nas suas deslocações entre a casa e o trabalho. Deste modo, as preocupações em torno do meio ambiente e do tráfego nas grandes cidades, têm forçado os designers a desenvolver soluções completas com alternativas eficazes para a mobilidade urbana. Actualmente, cerca de 80% dos condutores viajam sozinhos e os veículos não são adaptáveis a esta

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nova realidade. Os designers têm a oportunidade de contribuir com o seu conhecimento e explorar novos conceitos de veículos ou sistemas de transporte, recorrendo a energias mais limpas, veículos mais pequenos e modulares, tecnologias de informação em tempo real, entre outras possibilidades de mobilidade alternativa e inovadora. (Stuart Macey, 2014) De acordo com estudo “O automóvel na Europa: 5 alavancas para o relançamento”, o design pode fazer toda a diferença tornando os automóveis mais arrojados, inovadores e bem concebidos, podendo gerar um aumento na procura e no volume de vendas. Apesar da crise económica na Europa, alguns construtores de automóveis obtiveram um bom desempenho “graças à audácia daqueles que os conceberam, à criatividade dos seus designers e ao desempenho dos seus distribuidores.” (Basílio, 2013)

For each mode, bicycles, motorcycles, electric scooters, neighbourhood electric vehicles, the list is endless, there is an opportunity for designers to create exciting looking, (…) Car designers have abundant possibilities to apply their skills and passions to cars, as well as all of these other kinds of transportation products14. (Stuart Macey, 2014, p.259)

No início de cada processo criativo, no que diz respeito ao desenvolvimento de um conceito de design automóvel, o enquadramento do automóvel é classificado por categorias. Para cada uma das categorias existe uma legislação específica que é aplicada por cada um dos países. Essa legislação pode variar segundo critérios que dizem respeito a políticas fiscais que podem impor padrões para as emissões de gases poluentes, aumentar o imposto de circulação ou interesses de outra ordem que estão associados a organizações

14 T.L. - Para cada modo, bicicletas, motocicletas, scooters elétricas, veículos eléctricos, a lista é interminável, há uma oportunidade para os designers criarem algo emocionante, (…) Os designers de automóveis têm a possibilidade de aplicar os seus conhecimentos e paixão nos automóveis, bem como em todos os tipos transportes.

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do sector automóvel e a interesses ocultos à população onde os governos pretendem controlar a venda de automóveis. (Stuart Macey, 2014)

“(...) O estilo de vida reflete atividades, interesses e opiniões de uma pessoa. As pessoas usam modelos como estilo de vida para analisar os eventos que acontecem em torno de si e para interpretar, conceituar e prever eventos, assim como para reconciliar seus valores com os eventos. Valores são relativamente duradouros; estilos de vida mudam rapidamente.” (Engel; Blackwell; Miniard, 1995, p. 279).

O reconhecimento das capacidades do designer enquanto potenciador, organizador e comunicador de visões sobre um mundo mais sustentável, aliado ao domínio tecnológico tem permitido delimitar o seu espaço de intervenção, a prática multidisciplinar do seu ofício e fazer jus à sua missão ética no sentido de contribuir para a melhoria da qualidade do mundo material. Os conhecimentos técnicos e a linguagem são a fonte à qual o design vai buscar o estímulo para planear, e são também a base da organização dos meios que constituem a prática do design. (Manzini, 1993)

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