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Offentlige høringsinstanser

12 Høringsprosess

12.1 Offentlige høringsinstanser

No mercado global, a segmentação dos produtos ou dos clientes é uma consequência de factores como o clima, a região, a densidade populacional, o custo, a ecologia, a segurança, o volume de vendas, os impostos ou a legislação e influenciam directamente os projectos de design. (Stuart Macey, 2014) O automóvel tem contribuído para o desenvolvimento das sociedades, sempre em torno de uma complexa rede de interesses culturais, sociais, económicos, tecnológicos e políticos (figura 2.03). Nas duas últimas décadas temos assistido à globalização dos mercados e da informação. Hoje pode-se falar de design desenvolvido para os mercados europeu, asiático ou americano, significando uma orientação de estilo para cada um dos mercados, independentemente do país de origem da marca (Marcelino, 2008).

Figura 2.03: Posicionamento e relação entre os grupos de construtores de automóveis Fonte: <http://www.sabahanews.com/world/fascinating-graphics-show-who-owns-all-the-

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A indústria e o comércio de automóveis diferenciam os veículos por segmentos, com base em especificações concretas. A segmentação dos produtos é feita pela identificação de subconjuntos com características semelhantes entre si e que se distinguem dos demais (figura 2.04). Entre os diferentes tipos de critérios para definir o segmento de cada veículo, é possível distingui-los por características tais como:

 Comprimento do veículo;  Preço de compra;  Tipo de carroçaria;  Número de portas;  Potência do motor;  Imagem de marca.

Os fabricantes tendem a prever a procura de veículos em termos de volumes e de tipologias como os modelos, versões ou opções. Este tipo de oferta do produto vigora desde o início da indústria automóvel. (Coutinho & Branco, 2001)

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Figura 2.04: Segmentação - tipo de carroçaria

Fonte: <http://www.carsonelove.com/wp-content/uploads/2014/01/Car-Body-Types-1.jpg>, Consultado em 24 Agosto 2014

Segundo Macey (2014) nenhum veículo é projectado sem que exista uma pesquisa de mercado sobre os veículos da concorrência e uma definição da estratégia com o qual irão competir ou distanciar-se.

Para realizar esse estudo, Macey desenvolveu um esquema que posiciona os diferentes segmentos de automóveis ligeiros de passageiros.

A figura 2.05 apresenta uma composição organizada em quatro segmentos de referência para o sector automóvel. No topo do esquema surgem os veículos de todo-o-terreno e na base os veículos de estrada. Na lateral esquerda aparecem os veículos económicos e na lateral direita os veículos de luxo. Os segmentos intermédios posicionam-se entre as suas referências funcionais e formais. A relação entre os referidos segmentos permite evitar conflitos de conceito com a concorrência e deixa sobressair alguns espaços vazios que podem traduzir-se em oportunidades para desenvolver novos conceitos de veículos (Macey, 2014).

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Figura 2.05: Esquema de posicionamento de segmentos de veículos

Fonte: Macey, S., 2014, H-Point: The fundamentals of car design and packaging, Art Center College of Design, Design Studio Press, California, p.68.

Check all local legislation and think about how the environment and climate may affect the vehicle’s architecture and classification.9

(Stuart Macey, 2014, p.102)

A consulta de referências bibliográficas possibilitou desenvolver o quadro 2.08 e apresentar alguns dos sistemas de classificação de segmentação do automóvel ligeiro de passageiros com maior relevância no sector automóvel mundial.

9T.L. - Verifique toda a legislação local e pense sobre como o ambiente e o clima podem afectar a

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Quadro 2.08: Segmentação do automóvel ligeiro de passageiros (compilação de vários sistemas de classificação)

Fonte: OICA, 2013, SMMT, 2013, JAMA, 2013, SIAMINDIA, 2013, ACRISS, 2011, ACAP, 2013. (Adaptado pelo autor).

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Matt Keegan (2010), membro da Associação de Jornalismo Automóvel de Washington descreve os segmentos da seguinte forma:

 Segmento A – automóvel mais pequeno do mercado destinado à circulação nas cidades. O automóvel de referência para este segmento é o Smart ForTwo;

 Segmento B – automóvel mais pequeno do mercado até ao aparecimento do Smart ForTwo. Em todos as outras marcas de automóveis continua a ser o segmento mais pequeno da gama de modelos;

 Segmento C – automóvel compacto, designado também por utilitário devido às suas características funcionais, versatilidade e dimensões;

 Segmento D – automóvel de dimensões superiores ao segmento anterior e mantém as características funcionais e a versatilidade. Tendencialmente, é o segmento que apresenta maior variedade de carroçarias;

 Segmento E – automóvel de qualidade e de grandes dimensões;

 Segmento F – automóvel de luxo e de grandes dimensões;

 Segmento S – automóvel desportivo;

 Segmento M – monovolume;

 Segmento J – SUV.

Segundo Stuart Macey (2014), a segmentação automóvel é um sistema ambíguo, inadaptado e pouco universal. Definir o automóvel através da sua dimensão coloca-o em segmentos distintos, consoante a origem. As diferenças de um micro carro são substanciais quando se compara os mercados Europeus, Japonês e dos Estados Unidos da América. A evolução dos mercados tem influenciado a dimensão dos automóveis devido aos requisitos impostos pela segurança e pelas expectativas dos consumidores para o espaço, desempenho e utilidade. Os automóveis, geralmente, são projectados para responder a requisitos específicos de desempenho técnico e/ou dimensionais, encaixando-se num determinado segmento.

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Este autor (ibidem), descreve seis tipos de segmentação, de acordo com os seus critérios, utilizados no desenvolvimento dos projectos de design automóvel:

 Micro carro – é o mais pequeno automóvel de passageiros autorizado a conduzir em todas as estradas. Normalmente têm apenas dois lugares, duas portas laterais e uma traseira e uma quantidade mínima de espaço de carga. A carroçaria é projectada para ser leve, de baixo custo e de grande produção em série;

 Carro económico – representa o maior número de automóveis no mercado e engloba os segmentos B, C e D. Tem como objectivo principal o transporte de cinco passageiros e respectiva carga. Os designers tentam obter o maior espaço interior possível, dentro das menores dimensões exteriores para minimizarem o peso e os custos. A produção é realizada em grandes séries;

 Carro de luxo – é referido também como executivo ou segmento E. O espaço interior é privilegiado, assim como o requinte, o conforto, a velocidade e a aparência de prestígio. A carroçaria é de alta qualidade, de elevada rigidez estrutural e com uma aerodinâmica optimizada;

 Carro de alto desempenho - os principais objectivos para este segmento são o alto desempenho e o design exótico. A motorização, a estrutura da carroçaria, a suspensão, os pneus, a aerodinâmica e o baixo centro de gravidade são prioridades no desenvolvimento do projecto. O espaço interior para o ocupante é minimizado e o espaço de bagagens é muito reduzido. A produção é realizada em pequenas séries e quase sempre são construídos manualmente. O preço de venda é muito elevado;

 Monovolumes – é um segmento recente no mercado e é ideal para grandes famílias. Tem capacidade para sete ou oito passageiros e um espaço razoável para espaço de carga. Geralmente possui portas laterais traseiras deslizantes e permite reconfigurar ou retirar os bancos;

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 SUV – é um segmento recente e tem crescido rapidamente nos últimos anos. Transmite a sensação de segurança, a carroçaria é robusta e é elevada como um automóvel de todo-o-terreno. Possui quatro rodas motrizes, mas parte dos SUV’s são projectados para a condução em estrada das grandes cidades.

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