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ANALISIS DE LA SITUACIÒN NARRATIVA EN LAS DOS NOVELAS. LA MUJER HABITADA Y EL INTENSO CALOR DE LA LUNA

2.4. El narrador y sus voces narrativas

2.4.1. Las voces narrativas y la focalización

As práticas da comunicação, em sua produção nos laboratórios, dão a oportunidade de aprendizado no contato direto com os meios, proporcionando satisfação e segurançacomo a de um padre do interior do Nordeste: “Hoje, tenho um novo olhar com relação ao rádio, ao vídeo e ao jornal impresso, fruto do que aprendi no SEPAC”. A associação dos saberes também favorece o crescimento, conforme um professor de ensino médio: “adquiri técnicas de aperfeiçoamento e até mesmo pude melhorar aquelas que já possuía, por causa do que desenvolvia pastoralmente”.

A mudança descrita se dá no modo de produzir, passando a ser mais dinâmico e com a participação de ouvintes e representantes regionais, conforme esta cursista descreve em relação ao seu programa de rádio:

Antes era um programa que acolhia algumas pessoas das paróquias

repassando notícias das festas das padroeiras ou outros eventos que iriam acontecer na comunidade. Após o curso, o programa passou a ter uma nova roupagem com a participação sistemática de correspondentes de cada Região Episcopal da nossa Arquidiocese de Fortaleza (09 regiões), como também Setor Juventude e Pastorais Sociais, resultado do meu projeto.

Para a docente Carla Schwingel, “o cursista do SEPAC tem um interesse diferenciado. Geralmente sabe o que quer, tem clareza de seus valores e atuação social”. O processo desenvolvido no laboratório é descrito pelo professor Ricardo Lulai:

O cursista invariavelmente recepciona os conteúdos com considerável interesse e perplexidade perante a complexidade e os meios de operação nesse ambiente. Em um primeiro momento ele não acredita ser possível a realização das propostas diante das dificuldades e do tempo disponível, contudo, no encadeamento do curso ele verifica que paulatinamente os objetivos vão sendo atingidos.

Os laboratórios “facilitam o exercício profissional no dia a dia”, conforme uma produtora de televisão em uma diocese. Também pessoas que não tiveram contato com a prática se surpreendem positivamente, como um padre diretor de rádio: “eu necessitava da prática laboratorial, a teoria foi ótima e necessária, mas a prática deu qualidade, organicidade e produtividade profissional àquilo que eu já fazia, mas necessitava fazer melhor, com profissionalismo”. É frequente também a afirmação de que os laboratórios ajudaram a “aprimorar aquilo que eu já fazia, e agora faço com profissionalismo; o laboratório de rádio é um deles, por exemplo, hoje faço produção, edição e locução de programas”, afirma um seminarista, responsável pela programação religiosa de uma emissora. Um jovem padre do Nordeste dá seu depoimento:

Fiz três laboratórios: teatro, rádio e internet. Neles tive a oportunidade de aprimorar meus conhecimentos e minhas habilidades no manuseio destes três meios de comunicação. A maior contribuição foi a obtenção de know how para lidar com eles na minha realidade local. Para isso contamos sempre com professores bem preparados que nos faziam tirar o máximo proveito na assimilação de saberes técnicos e operacionais desses meios. A parte prática nos deu um preparo condizente com a realidade, habilitando-nos concretamente para usar, no meu caso, o teatro, o rádio e a internet a favor do trabalho pastoral e educacional.

O objetivo dos laboratórios, percorrendo o processo de produção que envolve o pensar e planejar a realização tem em vista capacitar as lideranças para que, com a visão do processo, possam coordenar suas equipes. A professora Carla confirma: “Acredito

que os alunos são habilitados a coordenar equipes para a produção/elaboração de conteúdos para a web ao término do laboratório”.

O aproveitamento dos laboratórios vai além da produção, conforme uma jovem religiosa que fala da apropriação do conhecimento, nas entrevistas que dá: “a técnica do laboratório de Rádio me ajuda sempre nos programas e entrevistas nas rádios e as técnicas para falar em público foram fundamentais e também, é claro, o conteúdo teórico respondeu muito mesmo às minhas expectativas”. Outra cursista fala da sua experiência: “A partir da oficina de rádio que participei no curso passei a ser produtora de dois programas que realizo na rádio Dom Bosco. O programa “Iluminados pela fé” vai ao ar diariamente das 21 às 23 horas e o “Vida Missionária”, aos sábados, das 7 às 8 horas. Conforme os depoimentos percebe-se que a satisfação do cursista resulta da percepção de seu próprio crescimento na aquisição de novas linguagens que o ajudam a dar uma resposta mais satisfatória à sua comunidade quanto ao pensar e produzir comunicação integrada à realidade.

Em relação ao corpo docente, manifestam-se positivamente, como um padre e professor: “O curso superou as minhas expectativas. Professores competentes, dedicação das diretoras e coordenadoras do curso”. A metodologia e a capacidade dos docentes de irem ao encontro das necessidades e do lugar onde está o cursista, é avaliada também por um doutor em teologia e professor: “A parte prática também é de alto nível. Os professores têm a capacidade de partir do nível onde os alunos estão e conseguem fazer os alunos crescerem e se entusiasmarem com a experiência prática que se faz”. Trabalhar a partir do cursista é tratá-lo como sujeito do processo, despertando nele não só o potencial, mas o gosto e a alegria de crescer e ter entusiasmo pelo que faz sendo protagonista do processo educativo-libertador da comunicação.

A apreciação dos profissionais e o aproveitamento pessoal também são colocados por um padre do interior do Nordeste: “Com profissionais capacitados nos orientando, percebemos que não é difícil trabalhar na prática a comunicação. Depois do SEPAC já consegui organizar alguns folhetins e o site de minha Diocese, que eu mesmo administro”. Para Maria Luiza Rinaldi, professora do laboratório de rádio, o que mais lhe dá satisfação “é perceber o quanto os alunos são capazes de aprender e se desenvolver. Além, é claro, do enorme interesse; algo que não vivencio ou percebo em outra instituição”. Anderson Zotesso, também professor do laboratório de rádio, reforça sua satisfação em perceber “o processo de desenvolvimento dos alunos ao longo do

curso. Ver cada um ultrapassar limites sequer imaginados”, o que confirma que a metodologia desafia a trabalhar a partir da realidade dos cursistas.

As respostas sobre o aprendizado teórico e prático leva a analisar a postura de quem se apropria de conhecimentos teóricos e práticos numa área de conhecimento necessária para certa autonomia no exercício da própria liderança que possibilita novas experiências. Esta capacidade de criar algo novo mediante a apropriação de conhecimentos, recorda que todo trabalho requer e nele “[...] existe um mínimo de qualificação técnica, isto é, um mínimo de atividade intelectual criadora” (GRAMSCI, 1985, p. 7).