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ANALISIS DE LA SITUACIÒN NARRATIVA EN LAS DOS NOVELAS. LA MUJER HABITADA Y EL INTENSO CALOR DE LA LUNA

2.3. Historia, relato y narración en La mujer habitada y El intenso calor de la luna

A primeira e a segunda questão versaram sobre as razões da busca do curso e da necessidade da formação continuada na área da comunicação. As respostas foram diversificadas, podendo ser agrupadas em alguns eixos como: a busca de conhecimento de qualidade, de forma integrada e interdisciplinar; conhecimento no campo de comunicação e Igreja; as referências institucionais de seriedade e competência; refletir sobre teoria e prática; o período de férias e modalidades acessíveis. As outras questões do questionário serão desenvolvidas em outros tópicos.

6.2.1 Necessidade de atualizar-se perante as mudanças da sociedade

Entre os motivos que levaram a buscar o curso do SEPAC são repetidas as expressões como: adquirir conhecimento, reciclar, ampliar o conceito e a reflexão sobre comunicação, expressões repetidas 25 vezes. A consciência da inserção da comunicação e da importância da cultura em mudança é um desafio percebido na formação continuada, conforme o depoimento de uma advogada65: “Não estar inserido no contexto da comunicação em pleno século XXI é estar fechado para as mudanças significativas que acontecem na sociedade. É imprescindível para qualquer profissional”. As rápidas mudanças fazem com que as pessoas busquem mais formação, conforme esse religioso: “Dadas às rápidas mudanças sociais e tecnológicas e o relevo crescente que a comunicação tem adquirido no mundo, na vida e na missão da Igreja, percebo que, neste campo, precisamos caminhar sempre e buscar sempre aprimoramento”.

O fato de perceber as mudanças que acontecem e a necessidade de acompanhar as discussões e reflexões e continuar dialogando com a sociedade, sobretudo com os jovens, reflete-se nas expressões dessa religiosa, atuante no Norte do Brasil: “pela preocupação em adentrar na cultura da comunicação, presente em todos os âmbitos de

nossa vida pessoal e das instituições. E, especificamente, nesse contexto atual, buscar alternativas para dialogar com o jovem no mundo atual dentro e fora da Igreja”, mostra o quanto os educadores estão percebem a mudança cultural que afeta os jovens e procuram soluções. Uma religiosa, educadora, do Norte do Brasil, expressa suas razões:

Antes de tudo, para entender melhor o “mundo digital, onde os jovens estão inseridos. Fui induzida, principalmente, observando o interesse dos jovens (meus alunos) pelos meios de comunicação; na leitura dos documentos da Igreja, que nos ajudam a enxergar a importância da Comunicação Social hoje para a Evangelização. Com isso, senti a necessidade urgente de conhecer para compreender a influência positiva e negativa que trazem os meios de comunicação social não só para os jovens, mas também para nós religiosos.

A necessidade de compreender as novas gerações e estabelecer o diálogo entre fé e cultura revela-se um desafio que se busca vencer a cada momento, por meio do conhecimento e do acesso às novas linguagens, de acordo com esse religioso educador: “Trabalho especificamente com jovem e a evolução na área de comunicação cresce assustadoramente. A necessidade da formação continuada é justamente por não acompanhar e perceber o pensamento cibernético do jovem contemporâneo”. Esse é um desafio para educadores, preocupados com as mudanças que os jovens apresentam, entretanto as mudanças culturais vão muito além e não podem ser reduzidas aos “valores dos inovadores tecnológicos [...] mas a fontes de valores que moldaram comportamentos e a organização social” (CASTELLS, 2001, p. 46).

A procura pelo curso é também devida à necessidade da formação continuada de educadores como observa essa professora: “para reciclar meus conhecimentos, pois já havia sete anos que me formara; porque desejava obter o título de pós-graduação; porque tinha a ver com minha área de atuação, uma vez que sou docente de Língua Portuguesa”. A interdisciplinaridade é outro aspecto mencionado pelos cursistas como revela esse professor e radialista com formação acadêmica em sociologia: ”Diante do cenário buscava um referencial das Teorias da Comunicação para um cotejamento às teorias das Ciências Sociais. O curso do SEPAC apresentou a congruência desejada para formação acadêmica e profissional”. A formação continuada não acontece apenas no aperfeiçoamento da área de atuação, mas é procurada por profissionais liberais, conforme depoimento dessa advogada:

Sempre procurei um curso que trabalhasse de modo interdisciplinar, que abordasse a comunicação social em diversos aspectos: política, história e teoria, até porque não sou formada na área. Então não me interessava ser especialista num único aspecto. Além de ser o único

curso no Brasil com tal abordagem, eu teria a possibilidade de experimentar diversos laboratórios práticos.

A aproximação do campo da comunicação realiza-se de forma interdisciplinar porquanto os profissionais que participam do curso atuam em campos distintos como em programas de rádio, colunas de jornal, cursos que ministram em suas áreas, conforme relato dessa profissional de odontologia: “Além disso, as redes sociais, relacionadas às minhas áreas de atuação têm grande importância na atualidade e tento usá-las como divulgação de nosso trabalho, além de tentar colaborar com a sociedade. Hoje em dia sou apaixonada por comunicação”.

O lugar e a importância dos meios de comunicação requerem atualização para responder, de forma adequada, às exigências da sociedade e de presença para não ficar à margem do processo, conforme depoimento desta religiosa, responsável pelo campo da comunicação.

A necessidade de atualizar-se diante das mudanças rápidas do mundo da comunicação, e para responder às novas exigências da sociedade, pois, aqueles que não sabem usar adequadamente os MCS estão correndo o risco de ficar marginalizados pois, podem ser considerados que não existem para o mundo, ao não estar bem posicionados neste campo.

O lugar e a importância de conhecer para melhor posicionar-se e marcar presença nos meios de comunicação, evidenciado nesse depoimento, revela o quanto pessoas e instituições sentem a necessidade de se aprimorarem como condição de inclusão e de continuar dialogando com a sociedade: “A própria sociedade, seus indivíduos e instituições passam a tomar as mídias, suas práticas e lógicas como referência no estabelecimento de seus processo internos” (CNBB, 2014, p. 19).

6.2.2 Conhecimento no campo da comunicação na pastoral

Na resposta à questão do porquê procuram o curso do SEPAC, um número significativo afirma que é por motivos pastorais e para associar aos seus conhecimentos a comunicação, conforme um seminarista66 do Mato Grosso do Sul: “o objetivo primordial foi para ter um aperfeiçoamento na área comunicacional e implantar a PASCOM na Diocese por meio de informativos diocesanos, sites, blogs, programas de

rádio e outros recursos comunicacionais”. A mesma razão é de um religioso do Paraná que buscou o curso “a partir da necessidade de organizar e atuar na PASCOM”. Há também a descoberta da aptidão pessoal e a necessidade da Igreja local, conforme relata um seminarista do Nordeste: “tendo em vista uma aptidão à comunicação, e por contribuir com a Pastoral da Comunicação local [...] a fim de me especializar e melhor contribuir com a PASCOM”.

Observa-se que muitos buscam o curso para resolver questões práticas e responder a desafios de produção e organização do trabalho pastoral nas comunidades e que, muitas vezes, é uma prática sem reflexão. No curso o contato com os conteúdos teóricos os ajudam a realizar suas práticas com mais reflexão, conforme Puntel: “na maioria das vezes eles repensam suas práticas e dizem ‘não sabia que era assim’” (PUNTEL, Entrevista, 06/06/2014). A procura pelo curso, tendo em vista a formação pastoral com foco na evangelização, é descrita por um seminarista, responsável pela programação religiosa da emissora diocesana:

Porque é o melhor curso teórico-prático oferecido por uma instituição religiosa e que nos capacita com espiritualidade, profissionalismo, pastoralidade, para assim evangelizarmos na cultura da comunicação, fazendo bom uso dos meios de comunicação em favor da evangelização.

Por não ter formação específica na área da comunicação, os cursistas buscam agregar conhecimento, conforme um padre diretor de emissora de Rádio: “aperfeiçoar os conhecimentos na área de comunicação social, na Igreja” ou “para ajudar na pastoral e por causa da proposta do SEPAC”, conforme este padre que também é professor. A metodologia teórico-prática revela-se como uma necessidade, sobretudo para pessoas de outras áreas, como um educador com formação filosófica e teológica: “Ao ver a grade do curso percebi que era essencial para meu trabalho pastoral. Tendo a junção de teoria e prática foi perfeito para o meu trabalho”. A prática pastoral também requer reflexão teórica mais aprofundada, conforme depoimento de um padre responsável pela programação religiosa na emissora de sua diocese.

Buscar uma formação mais aprofundada e continuada foi algo que surgiu a partir de uma prática pastoral, o "fazer comunicação" foi aos poucos exigindo um "pensar a comunicação"; assim fui despertando, com a ajuda do meu bispo e dos meus formadores de seminário, a querer me apropriar mais da dimensão teórico-prática da comunicação.

A busca da integração do conhecimento adquirido na graduação com o conhecimento de comunicação na Igreja foi o motivo apontado por um seminarista que

também é jornalista: “integrar o conhecimento adquirido no Jornalismo com a realidade eclesial. O curso do SEPAC me pareceu uma proposta interessante dessa integração”. O mesmo que buscou uma radialista que trabalha numa instituição religiosa: “para ampliar o meu conhecimento e formação na área da comunicação a fim de atuar melhor na atividade que exerço dentro da instituição religiosa da qual faço parte”. Há uma consciência acentuada entre as lideranças da Igreja de que a comunicação é uma nova cultura que precisa ser compreendida e incorporada na linguagem e no cotidiano, conforme o Documento de Aparecida recomenda “Conhecer e valorizar esta nova da comunicação”, após constar que

A revolução tecnológica e os processos de globalização formatam o mundo atual como uma grande cultura midiática. Isso implica uma capacidade para reconhecer as novas linguagens, que podem favorecer maior humanização global. Essas novas linguagens configuram um elemento articulador das mudanças na sociedade (CELAM, 2007, p. 218).

O curso é buscado também para aprimorar a comunicação pessoal em vista da missão, conforme depoimento de um seminarista: “para aperfeiçoar a minha capacidade de comunicação, visto que eu estava prestes a ser ordenado presbítero e esta ‘habilidade’ é imprescindível para o exercício deste ministério”, o que reitera as orientações da Igreja no sentido da formação pessoal e para os meios de comunicação das lideranças religiosas (CNBB, 1997, p. 14-17).

6.2.3 Referências institucionais e busca de competência

As referências às instituições que promovem e realizam o curso são citadas pelos cursistas e, para muitos, determinam a escolha. O fato de o curso estar vinculado à PUC-SP, uma universidade conceituada no campo do ensino, os cursistas associam qualidade e boa formação pelos docentes que ministraram as aulas e sua titulação. “Sempre tive interesse neste campo e, também, porque atuo na área da comunicação social. O curso é reconhecido e sério”, diz um padre escritor. Para os intelectuais da área filosófica e teológica da Igreja a comunicação é pouco conhecida teoricamente, ficando às vezes na visão instrumental.

Certa influência pela escolha do curso revela-se devido à reputação que as instituições têm para as pessoas da Igreja e, ao mesmo tempo, o interesse acadêmico:

“Pela referência excelente que temos do SEPAC na nossa Igreja”, diz uma bancária. Um educador do Distrito Federal também expressa as razões do curso: “para qualificar minha formação com um curso oferecido por uma instituição de confiança que é o SEPAC, bem como conhecer mais e no âmbito acadêmico, outras dimensões da comunicação”. Na afirmação de uma professora de Língua Portuguesa e Literatura: “fui instigada pelo desejo de pesquisa e busca de novos conhecimentos e numa instituição de referência como o SEPAC”. A busca por cursos de entidades de referência e pela sua metodologia também define a postura de um assessor de imprensa de uma Diocese.

Porque encontrei na grade curricular, na qualidade dos professores, no renome das Paulinas e da PUC-SP, bem como na estrutura das aulas teórico-práticas e dos encontros semestrais, uma grande oportunidade de aprendizado e relacionamento com profissionais da comunicação oriundos de várias regiões do Brasil. Tudo em busca de uma melhor qualidade pastoral e profissional.

Esses depoimentos manifestam a necessidade da qualidade no ensino, bem como o respaldo para um conhecimento, hoje fundamental para o desempenho da comunicação tanto em sala de aula quanto em serviços prestados pela Igreja. Em sua entrevista Puntel confirma: “A gente percebe que o curso é intenso e extenso, mas se percebe a trajetória em que eles (os cursistas) refletem suas práticas, adquirem mais competência, mais segurança e mais qualidade” (PUNTEL, Entrevista, 06/06/2014).

Outros elementos que favorecem, sobretudo, educadores e docentes é o fato de ser intensivo e em período de férias “que facilita o acesso para quem mora distante dos centros ofertantes de cursos nesta área”, conforme um professor do Paraná. Dessa forma outros profissionais também têm como organizar o tempo e investir na própria formação. “O valor bastante acessível” e o parcelamento foram apontados, por diversos alunos, como uma das possibilidades, “por ser financeiramente acessível”.