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VITENSKAPELIGE PRODUKSJON 2017

In document Årsrapport – forskning 2017 (sider 22-25)

O projeto de intervenção desenvolvido com as crianças da sala dos “Passarinhos” reveste-se com uma grande riqueza pedagógica, pois a criança foi o centro deste projeto e o meu papel foi apenas de um mediador ou de “recurso [qu]e orienta as crianças no sentido de encontrarem outros recursos de que necessitam para a prossecução dos seus projectos” (Vasconcelos (Coord.), et al., 2012, p. 13). Foi graças às crianças que o projeto foi ganhando forma e consistência através das suas contribuições sobre o que gostavam de aprender,o que gostavam de fazer e pelas sugestões de atividades que

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fizeram parte do projeto. Assim sendo, com este tipo de projeto, pretendeu-se dar voz à criança e dar a oportunidade de esta ser um participante ativo da sua própria aprendizagem.

Na seguinte imagem está representado quais as atividades práticas que fazem parte deste projeto, tendo em atenção que estas atividades surgiram em seguimento de outras, mas estão somente estas representadas no esquema visto que foram estas atividades que surgiram por sugestão das crianças. Uma Vez que as características do PCI também estiveram subjacentes na construção do projeto de intervenção, neste esquema também é possível observar as áreas de conteúdo que cada atividade contemplou à medida que estas iam sendo desenvolvidas (Fig.5).

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Através das estratégias diversificadas foi possível compreender como surgiu e como avaliamos as atividades, além da reflexão sobre as aprendizagens que as crianças tiveram ao longo das mesmas.

a. Pesquisas e atividades de descoberta de vários tipos de ilustração

Através da observação da teia elaborada percebemos que uma das curiosidades das crianças era conhecer outros livros em que figuravam outro tipo de ilustrações e que apresentassem diferentes funções.

Segundo as OCEP é importante disponibilizar “além de literatura infantil em prosa e poesia … outro tipo de livros, como dicionários, enciclopédias, e também jornais, revistas, etc” (Ministério da Educação, 1997, p. 70), isto porque o contato com diversos livros contribui para que a criança tenha contacto com vários tipos e funções da escrita e de leitura. Através deste contato a criança compreende que a forma como se escreve uma receita é diferente de como se escreve uma história e, por consequência, as suas ilustrações (“Imagens”) também são diferentes.

Como forma de continuar a envolver as crianças na construção da sua aprendizagem disponibilizei espontaneamente dois livros, um livro de Receitas de Culinária para crianças e uma Enciclopédia sobre animais.

Notas de Campo nº I- Exploração do livro de receitas

A C.U e o G. como eram os únicos que não estavam acabar trabalhos foram dois dos meninos que exploraram em conjunto estes dois livros, tendo focado a sua atenção para o livro de receitas. G. – Olha que bom C.U, este livro mostra como se faz bolos e comida.

C.U – Olha G. para a pizza o livro mostra que precisamos de… G. – Farinha, ovos.

C.U – Agora eu, precisamos de 3 copos (Contando os ovos que aparecem na lista dos ingredientes).

G. Olha esta pizza leva queijo, azeitonas….que bom! C.U – Esta leva também esta coisa verde, que é isto? G. – Não sei. Isabel que é isto?

E. – É pimento verde. (…)

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Podemos constatar que livro de receitas despontou uma enorme curiosidade nas crianças. Ainda sobre a exploração da receita sobre como se faz pizza, esta tornou-se num momento mais significativo pois, sem sabermos, as crianças do ATL estavam com as estagiárias italianas a fazerem pizzas para o almoço. Esta situação deixou ainda mais as crianças entusiasmadas com o assunto do dia e esse entusiasmo foi também demonstrado nas conversas de algumas crianças sobre os ingredientes que as suas pizzas levaram tal como tinham aprendido.

A partir destas situações em que mostrei dois livros diferentes algumas crianças levaram para o JI outro tipo de livros. Um destes exemplos foi o F. que um dia trouxe um livro de músicas e a mãe informou-me que a razão por ele levar o livro é porque queria que eu lê-se e mostra-se aos colegas as ilustrações pois era relacionado com músicas de vários países.

Podemos observar que as explorações destes dois livros tornaram-se não só em momentos significativos para as crianças, uma vez que estes eram temas que as cativaram, mas também foi possível criar momentos de grande partilha de informações, ideias e experiências entre crianças e adultos, sendo assim fomentado o trabalho colaborativo.

Notas de Campo nº I- Exploração do livro de receitas (continuação)

Mostrei então a receita e perguntei ao grupo se aquelas ilustrações são como os livros de histórias que temos visto, de forma geral responderam que não, mas a C.U respondeu que aquelas ilustrações eram cópias. Não entendendo eu o porquê de ela dizer isso, quando lhe questionei o porquê de dizer aquilo, o L. respondeu que eram fotos e que eram aquelas fotos que mostravam como fazíamos a pizza. Aproveitando a deixa do L., e visto que estava respondida a questão, perguntei o que seria aquilo para que estava apontar, uma das meninas respondeu “são os alimentos que se precisa”; perante esta resposta o L. voltou a reagir de imediato, “Não são alimentos que se chamam, são os ingredientes.”

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b. Exploração de várias ilustrações de livros infantis de alguns ilustradores portugueses e internacionais através da leitura de livros infantis

Esta exploração de várias ilustrações aconteceu através da afixação de trabalhos elaborados pelos ilustradores que fomos abordando através da leitura de obras infantis como: “Os animais estavam zangados”, de William Wondriska; “Eu só, Só Eu”, de Ana Saldanha e ilustrações de Yara Kono; “A Manta. Uma história aos quadradinhos”, de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Yara Kono; e, por ultimo, “O elefante diferente (que espantava toda gente) ”, de Manuela Castro Neves e ilustrações de Madalena Matoso.

A afixação dos trabalhos dos ilustradores acontecia de uma forma natural sendo que estes eram afixados na parede da sala de forma: a despontar a curiosidade das crianças sobre quem teria elaborado aquelas “imagens” e depois, só através da leitura das respetivas obras literárias a que as “imagens” correspondiam, é que as crianças percebiam que as “imagens” afixadas eram dos ilustradores dos livros de história que eu ia contando; e também de forma a criar momentos de apreciação de outros trabalhos dos mesmos ilustradores e perceberem que tipos de técnicas utilizavam nas suas obras.

Fig. 6Afixação de ilustrações dos ilustradores abordados

A afixação de várias ilustrações dos ilustradores numa das paredes da sala à medida que se ia desenvolvendo o projeto criou momentos em que os próprios pais e outros profissionais se tornaram curiosos sobre o que era feito no JI com os seus filhos. Tornava-se assim num “espelho” de trabalho do que as crianças iam desenvolvendo e aprendendo.

Outro fator que demonstra a importância da afixação destes trabalhos é que à medida que o projeto ia avançando e à medida que se exploravam mais obras literárias, a capacidade de observação, de análise e de crítica das crianças também ia sendo mais consolidada como é exemplo da A.S que um dia se aproximou de mim e pediu que observasse algo que havia descoberto: “Olha Isabel, as guardas deste livro são diferentes, olha esta da parte da frente e as da parte de trás”. Outro dos exemplos que

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demonstra que estas capacidades iam sendo desenvolvidas naturalmente é verificado na seguinte nota de campo.

c. Visita de Estudo à Biblioteca Lucio Craveiro da Silva (BLCS)

Esta atividade surgiu após uma questão de uma criança, consequentemente depois da leitura de um livro que levei para o grupo, “Gosto de ti” de Bénédicte Carboneill e ilustrações de Elen Lescoot. Após a leitura do livro, e de analisarmos as convenções gráficas (capa, contracapa, guardas, ilustrações), o grupo mencionou que este teria sido o livro mais bonito que eu teria levado para lhes ler, pois, além do enredo da história, tinham gostado das ilustrações. Perante o entusiasmo das crianças, questionei qual a ilustração que mais teriam gostado e foi nesta troca de opiniões que surgiu uma questão bastante pertinente que deu início a esta atividade, Visita de Estudo à BLCS.

Notas de Campo nº II- Observação e análise das ilustrações de Yara Kono e Madalena Matoso

Tal como aconteceu com as ilustrações de William Wondriska afixei na parede ilustrações deYara Kono e de Madalena Matoso. Após esta afixação, a P. e mais algumas crianças começaram a observar atentamente cada uma das ilustrações comentando entre si o que viam “Olha esta senhora está a cozinhar”, “Olha esta parece gira” (apontando para as ilustrações do livro do “Eu Só, Só Eu)”; “Olha esta parece ser feito de rolinhos de papel ” (disse uma menina apontando para uma ilustração de Madalena Matoso).

Através desta interacção é interessante observar para a capacidade de observação que as crianças têm vindo adquirir desde que iniciamos este projecto, pois olham para ilustrações e tentam tirar elações sobre os materiais que os ilustradores usam.

Notas de Campo nº III- Leitura do livro “Gosto de Ti”

Após a leitura da história, um menino referiu qual era a sua ilustração preferida e, perante tal, todos começaram a mencionar quais eram as suas. O S., diante destas afirmações, colocou uma questão:

S. – Isabel será que existem livros com ilustrações a preto e branco? É que estas são muito, mas muito coloridas.

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A partir desta sugestão, iniciámos os preparativos para a nossa visita de estudo, conversámos sobre qual o objetivo desta visita de estudo, como nos devíamos comportar, a que horas deveriam estar, como íamos para a biblioteca, entre outros aspetos.

Na altura em que a visita foi realizada, muitas crianças não demonstravam cuidado na arrumação dos livros quando frequentavam a biblioteca da sala; e também eram encontrados alguns livros rasgados devido ao mau uso que lhes davam (e.g abrindo-os de uma forma incorreta). Assim sendo, esta visita tornou-se num momento importante para o grupo, servindo para uma consolidação de aprendizagens e aquisição de hábitos no que concerne à sensibilização do bom uso dos livros e da biblioteca, além do objetivo que motivou esta visita.

Com isto, após a visita de estudo, duas crianças resolveram organizar a biblioteca da sala, tal como aprenderam com a bibliotecária (Fig.7). Apesar de não terem diversos tipos de livros usaram critérios bem específicos e coerentes para a sua organização. Além destes critérios de arrumação que partilharam comigo e com alguns colegas, a partir deste momento observei que sempre que alguém frequentava a biblioteca da sala, estes tinham cuidado com a arrumação dos livros e tinham também cuidado com a forma como os usavam, sendo que por vezes as crianças chamavam atenção umas das outras quando observavam que os seus colegas abriam de forma incorreta os livros.

Fig. 7– Arrumação da Biblioteca após a Visita à BLC

Notas de Campo nº III- Leitura do livro “Gosto de Ti”(continuação)

K. – Eu não sei, se calhar sim. E. – Como podemos descobrir?

S. – Já sei Isabel. Lembras-te dos livros que trouxeste da biblioteca? Lá tem muitos livros, por isso pode ter lá.

L. – Se calhar podemos ir lá.

E. – Não sei, é uma coisa que poderemos tentar. Vou falar com a Educadora F. e perguntar se dá para irmos e também ver na Biblioteca se eles podem receber assim muitos meninos.

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Os resultados positivos desta visita de estudo não só podem ser verificados através do comportamento das crianças, mas também o impacto que obteve junto das suas famílias.

Isto porque, após a visita alguns pais procuraram-me para me informar que os seus filhos tinham gostado imenso de visitar a biblioteca e que estes pediam muitas vezes para visitarem novamente a biblioteca com eles e tornarem-se utentes para assim requisitar livros tal como eu fazia. Este entusiamo foi possível de ser observado numa das crianças que resolveu levar três livros da biblioteca e mostrar aos seus colegas, especificando através da etiqueta de identificação, que aqueles livros pertenciam à BLCS.

Através deste pequeno exemplo de entusiasmo demonstrado pela B. ao levar os livros da biblioteca para a sala compreendemos o que nos diz as OCEPE quando nos informa que

O gosto e interesse pelo livro e pela palavra escrita inicia-se na educação pré-escolar. [e] O contacto e frequência de bibliotecas pode também começar nesta idade, se as crianças tiveram oportunidade de utilizar, explorar e compreender a necessidade de as consultar e de as utilizar como espaços de recreio e de cultura (Ministério da Educação, 1997, p. 72).

Podemos, então, observar que os objetivos inerentes à visita de estudo à BLCS, na aquisição de hábitos no que respeita à sensibilização do bom uso dos livros e da biblioteca e a requisição de um livro com ilustrações a preto e branco, foram alcançados com sucesso.

Compreendemos, através destes pequenos exemplos, que este contato com as bibliotecas da comunidade através de visitas de estudos, bem como outros serviços são muito importantes para o processo de ensino-aprendizagem da criança. Este contacto torna-se, não só numa forma em que a instituição está envolvida com a comunidade, mas também numa fonte de aprendizagem para a criança, pois esta interação permite o desenvolvimento de valores e atitudes nas crianças em relação a como esta se relaciona não só consigo própria e com os outros, mas também com o mundo exterior. Tal como as OCEP nos afirmam “Se o contexto imediato de educação pré-escolar é fonte de aprendizagens relativas ao conhecimento do mundo, este supõe também uma referência ao que existe e acontece no espaço exterior” (Ministério da Educação, 1997, p. 80) e este contacto com o exterior pode ser proporcionado através de deslocações ao mesmo.

Uma vez que este projeto de intervenção desenvolveu-se em volta do objeto livro, e apesar desta visita ter partido de uma sugestão das crianças, esta visita torna-se numa forma de promover o gosto e o interesse pelo livro e pela palavra escrita (ME,1997, 72); e também contribui para que sejam criados

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momentos de utilização, exploração e de compreensão de que as bibliotecas são espaços de recreio e de cultura que a comunidade coloca ao dispor de cada cidadão. Faz parte, então, das instituições educativas tornarem-se como recriadores de cultura. Pois tal como como Alonso (2004) refere

A escola... deve dar lugar a uma escola recriadora de cultura, em interacção com as instâncias produtoras da mesma, salvando o fosso existente entre os contextos de produção e de reprodução cultural... [favorecendo] a coordenação da acção escolar, não apenas com a das diferentes instituições de difusão cultural (bibliotecas, museus, orquestras, rádios, jornais...), mas também com a dos diferentes agentes de produção (artesãos, artistas, escritores, investigadores...), aproximando tanto quanto possível o mundo da produção da cultura e da ciência com o da sua transmissão (Alonso, 2004, p. 16).

Compreendemos, por isso, que esta perspetiva de escola recriadora de cultura leva-nos a uma perspetiva comunitária que deve estar presente na educação. Para que tal aconteça é importante criar momentos de inter-relacionamento com a comunidade educativa e externa em geral. Esta perspetiva comunitária é uma caraterística subjacente quando trabalhamos no sentido de PCI.

d. Construção de um livro: Elaboração do Livro “Eu Posso” 11

Como o tema central do nosso projeto eram as ilustrações dos livros infantis, este tema está incidido privilegiadamente, segundo as OCEPE, na área de conteúdo de Expressão e Comunicação, inserindo-se mais especificamente no domínio da linguagem oral e escrita e no domínio da expressão plástica. Assim sendo, e como forma de dar resposta a uma das questões da nossa “teia” e de dar continuidade à exploração do livro com ilustrações a preto e branco que trouxeramos da BLCS “Os animais estavam zangados” do escritor/ilustrador William Wondriska, afixei numa das paredes da sala, outras ilustrações de outro livro do mesmo escritor/ilustrador.

O objetivo de se afixar outras ilustrações do ilustrador William Wondriska era criar momentos de apreciação de outros trabalhos do mesmo e perceberem que tipo de técnicas e cores que este ilustrador frequentemente utilizava nas suas obras.

As ilustrações que foram afixadas referem-se ao livro “All By Myself” (Fig.8) e estas são caraterizadas pelo uso por parte do escritor/ilustrador de uma paleta monocromática e o uso da técnica de desenho e colagem com a fotografia da sua filha.

11 Ver Anexo VI – Fotografias da Atividade

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Fig. 8 - Ilustrações do Livro "All By Myself", de WilliamWonsdriska

Foi a partir da análise destas ilustrações com o grupo de crianças que surgiu outra atividade que fez parte deste projeto de intervenção. Sendo que esta atividade surgiu de uma sugestão do S., quando este fez uma inferência sobre as ilustrações que estava a observar: Penso que ele gosta muito de cor- de-laranja, porque usou aqui a mesma cor que usou no outro livro (referindo-se ao livro que trouxera- mos da biblioteca). Olha Isabel tenho uma ideia, podíamos fazer o desenho da ilustração que mais gostamos”. Esta ideia do S. contagiou todo o grupo, pois começaram todos a nomear qual era a ilustração que tinham gostado e a que queriam desenhar.

Assim, e perante o entusiasmo do grupo, foi acordado entre todos que cada um iria desenhar a ilustração que mais gostou, usando as suas cores preferidas para pintar e que, tal como o ilustrador tirou fotos à filha, eu tiraria também fotografias a cada um para completarem os seus desenhos. Foi ainda nesta conversa que ficou acordado entre todos, a realização do livro “Eu posso.”, vindo este título da frase que a menina do livro iniciou a sua história, dizendo “I Can”.

A questão que se colocou nos dias seguintes ao grupo foi se o nosso livro teria apenas ilustrações ou se achavam que haveria de ter alguma história. A partir desta interrogação que coloquei, surgiu a ideia de se envolver os pais na elaboração do texto.

Nota de Campo IV – Livro “Eu Posso”

Após o acolhimento, e enquanto esperávamos a professora de inglês, voltamos a analisar as ilustrações que estavam afixadas na parede e questionei o grupo se ainda sabia o que queria dizer “Yes, I Can”; quem era o ilustrador e que materiais já teríamos visto que este ilustrador/escritor usava nos seus livros: “Já vimos que ele usa fotografias da filha” (L.), “Ou a máquina para tirar fotos L.” (F.); “Utiliza muitas vezes o laranja, deve ser a cor preferida dele” (S.).

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Esta atividade correu muito bem, pois, ao longo da atividade, as crianças mostraram muito entusiasmo e agrado nos trabalhos que faziam, sendo o seu envolvimento muito ativo, algo que não era demonstrado em atividades anteriores que envolvia o desenho.

Anteriormente a esta atividade, e sempre que se pedia para as crianças desenharem algo que era sugerido (e.g. um desenho sobre a primavera), algumas crianças não mostravam interesse ou faziam as tarefas por fazer (desenhos), resultando, muitas das vezes, na pressa em acabar, seja de que forma for e alcançando ou não o objetivo, mostrando descuido com o desenho e a sua pintura. Posto isto, nesta atividade, algumas destas crianças permaneceram mais tempo do que era habitual, terminando só o desenho quando se encontravam satisfeitas com os resultados. Eles mostravam, constantemente, e com satisfação, os seus trabalhos aos colegas e a nós, adultos. Algumas questionavam quando iriam começar a fazer a atividade e demonstraram tempo de concentração na sua realização. Estas características observáveis, que mencionei, vão de encontro aos nove indicadores de envolvimento da criança apresentados por Pires (2010) baseando-se em Leavers: ”Concentração; Energia; Complexidade e Criatividade; Expressão facial e postura; Persistência; Precisão; Tempo de reacção; Linguagem; Satisfação” (p.42).

Fig. 9 - Ilustrações do L.,na Ativ. do livro "Eu Posso"

Nota de Campo IV – Livro “Eu Posso” (continuação)

Depois deste momento perguntei, visto que eles iam fazer os livros com as suas ilustrações sendo assim os ilustradores, quem seriam os escritores, ao qual me responderam:

Meninos- Não sabemos escrever.

M. - É difícil assim, mas podíamos pedir ajuda.Os adultos podem ajudar.

Perante esta questão perguntei se não seria boa ideia pedir ajuda aos pais e assim, na capa do livro estaria escrito que os escritores seriam os pais e os meninos.

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Fig. 10 - Algumas ilustrações do livro "Eu Posso"

e. Exploração e experimentação das várias técnicas usadas por ilustradores

Tal como nos informa as Metas de Aprendizagem para a Educação Pré-escolar e os textos de apoio sobre as Artes no pré-escolar, “a experiência artística pode ser vivida através de três formas distintas: através da execução (aplicando técnicas), através da criação (fazendo algo novo) e através da

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