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Vitenskapelig publisering

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5.2 Indikatorer for kvalitet

5.2.1 Vitenskapelig publisering

A igreja baseia-se no conceito de nave única, apresentando um teto abaulado em casca de concreto. O mesmo apoia-se em paredes estruturais em zigue-zague, alternando empenas cegas e vazadas, sendo que as aberturas estão voltadas para o lado que oferece uma maior insolação. Dessa forma, essas aberturas projetam diretamente a luz natural dentro da nave, no sentido do altar. A fachada ostenta um crucifixo vazado na parede, à guisa de rosácea e a porta de ingresso está inserida em uma abertura trapezoidal da parede fechada ulteriormente com caixilhos e vidro. Logo na entrada, aparece em uma atitude dinâmica a estátua em estilo moderno de São Domingos, obra do artista italiano GiulianoVangi 667. Outro elemento

característico, e que tanto chamou a atenção da CAAS, é a torre de 34 m e que apresenta uma forma quadrada com cantos arredondados, sendo que a inteira superfície das paredes é vazada por elementos em forma de losangos. Na sua extremidade, apresenta incorporada à parede frontal está presente uma grande cruz, seguida de outras duas menores.

Internamente, o piso tem uma leve inclinação em direção ao altar, facilitando ainda mais a visão do presbitério. Este último apresenta uma balaustrada muito leve em pedra, que tem a função - mais do que separar a assembleia do clero -, de sublinhar a importância da área do altar, que apresenta uma parede reta com uma grande cruz vazada ao centro. A nave, sem colunas, é intensamente iluminada pelas grandes janelas dos nichos laterais, que jogam toda a luz natural, sobre o presbitério, enfatizando a presença do altar.

Próximo à entrada estão duas pias de água benta. São dois blocos cilíndricos de pedra apicoada com a sumidade escavada para poder acondicionar a água. Do lado da epístola, próximo ao acesso para a torre, está o batistério. Este também é grande monólito de granito

667

Giuliano Vangi, (Barberino di Mugello, Firenze, 1931). Formado pelo Instituto de Arte de Florença, viveu por alguns anos no Brasil (1959-1962). São características da sua plástica, a solidez dos volumes e a figuração tradicional, ambas ricas de conotações existenciais e expressionísticas. Nos anos oitenta e noventa realizou uma série de esculturas destinadas às catedrais de Pisa, Pádua além de obras expostas no Museu do Vaticano. Disponível em: http://www.scultura-italiana.com/Galleria/Vangi%20Giuliano/index.html, acesso em 12.09.2011.

com duas cavidades arredondadas para acondicionar a água batismal, uma maior668 e outra

menor onde é efetuado o batismo. Rodeando o espaço destinado ao batistério, estão os vitrais de Yolanda Mohalyi669 com temas batismais.

Ainda na nave, ao longo das paredes laterais, estão dispostos os seis confessionários, três de cada lado e incorporados à estrutura das paredes, com as portas voltadas para o altar; está presente também na nave, a única estátua interna da igreja, a Virgem Maria, escultura de Lluba Wolff670, que se inspirou no tema de Maria como a mulher que conservava

cuidadosamente todos os acontecimentos referentes ao seu Filho e os meditava em seu coração671.

O altar, localizado em uma área mais alta no presbitério, é uma grande laje de pedra, apoiada por dois suportes, com forma de tripé invertido. A sua simplicidade sublinha o seu aspecto de mesa do Senhor. Na linha de vanguarda do ML, esse altar está desapegado da parede do fundo, com a intenção explícita desde o início do projeto em proporcionar a missa

versus populum para os fiéis.

Do lado esquerdo de quem entra, separado do altar maior, está o tabernáculo, montado em um altar lateral e que atualmente apresenta em suas portas trabalhos do artista Cláudio

668 “A cavidade grande deveria receber, posteriormente, um globo cuja parte inferior, em metal inoxidável, seria

o depósito de água batismal e a parte superior em vidro transparente”. LUSTOSA, Oscar de Figueiredo. São Domingos: História, São Paulo: Conselho Paroquial da Paróquia de São Domingos, 2001

669

“Yolanda Lederer Mohalyi (Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria [atual Cluj Napoca, Romênia] 1909 - São Paulo SP 1978). Pintora, desenhista. Na Hungria estuda pintura na Escola Livre de Nagygania e, em 1927, ingressa na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Em 1931, vem para o Brasil e fixa-se em São Paulo, onde leciona desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi (1935) e Giselda Leirner (1928). A partir de 1935, começa a freqüentar o ateliê de Lasar Segall (1891-1957), com quem identifica-se. Por volta de 1937, integra o Grupo 7, ao lado de Victor Brecheret (1894-1955), Antonio Gomide (1895-1967) e Elisabeth Nobiling (1902-1975), entre outros. Sua primeira exposição individual ocorre em 1945 no Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/SP. Em 1951 realiza suas primeiras xilogravuras, com Hansen Bahia (1915-1978). Em 1958, recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Entre as décadas de 1950 e 1960, executa em São Paulo vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado - Faap e murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, além de mosaicos para residências particulares. Mais tarde, executa também vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Entre 1960 e 1962, leciona no curso de desenho e plástica da Faap. É também nesse ano que a artista representa o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte, na Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Sir Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Em 1963, recebe o prêmio de melhor pintor nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo”. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/AplicExternas/Enciclopedia/artesvisuais2003/index.cfm?fuseaction=Detalhe&CD _Verbete=1937, acesso em 04.09.2011.

670 “Liuba Wolf nasce em 1923 - Sófia (Bulgária). Em 1943 ingressa na escola de Belas Artes de Genebra, de

1944 a 1946 estuda com Germaine Richier, em 1949 viaja para São Paulo, organizando um ateliê na cidade. Na década de 50, naturaliza-se brasileira organizando várias exposições de seus trabalhos pelo mundo”. Disponível em:

http://www.itaucultural.org.br/AplicExternas/Enciclopedia/artesvisuais2003/index.cfm?fuseaction=Detalhe&cd_ verbete=175, acesso em 04.09.2011.

671 Cf. LUSTOSA, Oscar de Figueiredo. São Domingos: História. São Paulo: Conselho Paroquial da Paróquia de

Pastro. A igreja não apresenta capelas laterais, tendo apenas duas estruturas em pedra, situadas em ambos os lados do altar maior e que serviriam como altares laterais. A do lado esquerdo de quem entra acolhe o tabernáculo, enquanto que a outra, atualmente acolhe uma efígie de São Domingos672.

Não foi pensado como lugar da Palavra nenhuma estrutura fixa, há apenas uma estante móvel, consequência do pensamento dos padres, que na época, queriam sublinhar a idéia de que o verdadeiro lugar da proclamação da Palavra “é o próprio corpo” 673.

A sede da presidência, um móvel em madeira, está localizada abaixo do altar e próxima à nave. Ainda, na região do presbitério, em um nível mais baixo, há um espaço destinado a plantas como um a referência ao jardim da Ressurreição.

Como nas antigas igrejas barrocas, a sacristia localiza-se atrás do altar maior e apresenta móveis de linhas retas e muito simples. Outro dado interessante e a presença de salas sob a sacristia para a catequese, uma das grandes preocupações dos dominicanos.