4. Metodologi
4.4 Dokumentasjon
4.4.1 Litteraturstudier
De acordo com (Borges, 2000) a alimentação saudável é aquela que fornece energia e nutrientes essenciais à saúde humana, demonstrando a importância dos constituintes nutricionais que promovam efeitos fisiológicos benéficos podendo prevenir ou retardar o aparecimento de doenças como câncer, infecções intestinais, obesidade dentre outras, logo o conjunto de alimentos que contem essas propriedades podem ser definidos como alimentos
funcionais. O termo alimentos funcionais sugerem à ideia de um alimento comum que participa da dieta normal, produzindo benefícios à saúde como, reduzir risco de doenças e manutenção do bem estar físico e mental (Moraes & Colla, 2006).
Os alimentos funcionais se enquadram na categoria de alimentos fisiologicamente ativos que defende a ideia de que a dieta possa controlar as funções orgânicas, contribuído para manutenção da saúde (Borges, 2000). Pesquisas consideram um alimento funcional aquele que permite combinar produtos comestíveis com moléculas biologicamente ativas capazes afetar de forma benéfica uma ou mais funções metabólicas do corpo, além de possuir efeitos nutricionais que sejam relevantes, tanto para o bem estar quanto para promoção de saúde (Roberfroide, 2002; Anjo, 2004; Walzem, 2004).
Existem alguns critérios estabelecidos para se caracterizar um alimento funcional como exercerem ação metabólica ou fisiológica que contribua para saúde física,reduzirem morbidades crônicas, fazerem parte da alimentação habitual, fornecerem efeitos positivos sem níveis tóxicos, ação em médio prazo mesmo com a suspensão da ingestão e não serem destinados a tratamentos e cura de doenças (Borges, 2000). O alimento ou ingrediente funcional pode ser categorizado de duas formas, quanto à fonte de origem, vegetal ou animal e os benefícios que oferecem, atuando em seis áreas do organismo como sistema gastrointestinal e cardiovascular, metabolismo de substratos, crescimento e desenvolvimento e ainda como antioxidante (Souza et al., 2003).
Já as substâncias bioativas encontradas nos alimentos funcionais dividem se em diferentes grupos como os probióticos (inulina e oligofrutose ou frutooligossarideo) e prebióticos, (lactobacilos acidófilos, casei, bulgárico e lactis), peptídeos ativos (arginina e glutamina), alimentos sulfurados, alimentos nitrogenados, pigmentos, vitaminas, compostos fenólicos, ácidos graxos poli insaturados e fibras, que trazem benefícios a saúde incluindo a prevenção e o tratamento de doenças, podem incluir desde nutrientes isolados, suplementos dietéticos até produtos projetados, herbais, e processados (Moraes & Colla (2006); Borges, (2000)).
Nos últimos anos o consumo de ovos vem declinando no mundo todo, devido a percepções negativas relacionado com alto teor de colesterol, contaminação bacteriana pela salmonela SSP dentre outros fatores, diante disso pesquisas recentes tentam libertar os ovos de informações equivocadas manipulando a dieta das aves para contornar a situação, já as indústrias de ovos canadenses optaram por desenvolver uma gama de novos produtos tidos
como alimentos funcionais, estimulando as indústrias de alimentação animal atentaram para o uso de fontes oleaginosas (Sim & Sun Woo 1998).
Diversos estudos clínicos e epidemiológicos demonstraram que a ingestão de pequenas quantidades de ácidos graxos ômega-3 diminuíram a taxa de mortalidade humana causada por doenças e que o consumo de ovos enriquecidos com ácidos graxos PUFAS podem contribuir para recuperação, diante disso é importante ressaltar que ovo fornece 600 mg de acido graxo ômega-3 e 6 mg de tocoferol e que promovem efeitos benéficos adicionais aos consumidores devido a sua proporção equilibrada de PUFAS ômega-3 e ômega-6 (Sim & Sun Woo, 1998).
À inclusão de linhaça a dieta reduz o teor de ácidos graxos monoinsaturados da gema e promove a substituição de diferentes fontes de ácidos graxos da dieta, alterando as concentrações dos ácidos graxos PUFAS ômega-3 (9,60%) na gema (Pita et al, (2006); Móri, (2001)). Em pesquisas realizadas com inclusão de linhaça e canola observou-se, deposição do acido graxo ecosapentanoico (EPA) E docosaexaenoico (DHA) na gema, o acido araquidônico também esta presente e foi sintetizado no organismo da ave a partir do acido linoleico mediante o mecanismo de alongamento e dessaturação, sendo assim, a inclusão de fontes oleaginosas na ração proporcionam maiores teores de ácidos graxos poli-insaturados na gema (Pita et al., 2006).
Pesquisas anteriores têm demonstrado efeitos da adição de varias fontes de óleos vegetais e sementes oleaginosas como linhaça na dieta de poedeiras comerciais com intuito de manipular o perfil de acido graxos das gemas dos ovos, ao utilizar óleo de canola e semente de linhaça em conjunto e separado e suplementado com vitamina E, pesquisas indicaram que os teores de ácidos graxos saturados da gema não sofreram qualquer alteração (Pita et al., 2006). O mesmo efeito foi observado por (Mori, 2001) quando suplementou5% a 15 % de linhaça na dietas de poedeiras.
O consumo de alimentos enriquecidos com vitamina E inibe a ação de processos biológicos gerados por fontes endógenas que normalmente ocorrem no organismo como oxidases cicloxigenases, lipoxigenases, desidrogenases e peroxidades que liberam flavinas e tióis na presença de metais de transição no interior da célula e de sistema de transporte de elétrons (Moraes & Colla, 2006). Além disso, existem outras fontes exógenas geradoras de radicais livres que contribuem com os processos de oxidação nos sistemas biológicos como tabaco, solventes orgânicos,anestésicos, pesticidas, radiações e poluição do ar (Soares, 2002).
O estresse térmico pode ocasionar sérios transtornos na produção das aves, pois essas ao serem expostas ao excesso de temperatura acima de 18 a 22 ºC reduzem o consumo alimentar, a digestibilidade dos nutrientes, e consequentemente a produção e peso dos ovos e ainda a porcentagem de gema, além de induzir a liberação de corticosterona e catecolaminas e ainda, aceleram o processo de peroxidação lipídica das membranas celulares (N-Sahin & Kucuk, 2001).
A vitamina E é utilizada na dieta de aves em postura por promover benefícios minimizando os efeitos do estresse por calor (Bollengier-Lee, 1998). Os benefícios da inclusão na dieta animal esta associado à melhora no desempenho e fortalecimento do estado imunológico do animal, além de melhorar a qualidade dos produtos de origem animal e consequentemente, aumentar ingestão de vitamina E pelos seres humanos ao ingerirem esses ovos (Flachowsky, 2000).
Pesquisas realizadas com poedeiras comerciais demonstraram que a suplementação de 60 UI de vitamina E na dieta proporcionou efeitos positivos sobre a ingestão de alimento pelas aves, produção de ovos, a espessura da membrana vitelina, sólidos da gema e albúmen, bem como a capacidade espumante dos ovos (Kirunda et al., 2001). Entretanto, a adição de vitamina E e licopeno na dieta De codornas submetidas ao estresse térmico por 34 ºC não afetaram significativamente (P0,05) ganho de peso, o consumo alimentar e o peso dos ovos das aves (N-Sahin et al., 2006).
A redução dos efeitos do estresse pelo calor, podem ser alcançados ao suplementar de 250 a 500 mg/kg de vitamina E na ração das aves promovendo aumentos no consumo alimentar, melhorando o ganho de peso, a produção de ovos e a qualidade do ovo como peso dos ovo e a espessura da casca, já em ovos armazenados os níveis de vitamina E reduzem os níveis de substancias reativas ao acido tiobarbitúrico na gema (N-Sahin et al., 2006 & K-Sahin et al., 2002).