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Videre arbeid med overvåking av hule eiker og deres artsinventar

As experiências informais de aprendizagem estão presentes no ambiente fabril a partir de conversas, de trocas realizadas durante determinadas atividades nas quais os operadores enfrentam dificuldades para por em prática as instruções recebidas durante treinamentos ou instruções recebidas anteriormente.

O participante AJ-3 fala da troca de informação e de possíveis aprendizagens a partir das conversas, por exemplo, no vestiário:

É, um exemplo é assim, quando você, principalmente na hora de ir embora, sempre acontece isso quando você tá fazendo alguma coisa errada e aí você entra no vestiário pra trocar de roupa e entra o outro falando: “-Ah, como você é burro. Você

não sabe fazer aquilo lá. É tão fácil.”. Sempre acontece isso, sempre que você tá

saindo assim que, que você fez alguma coisa de errado, sempre os cara entra e fala:

“-Ah, se fosse eu dava conta e tal.” Muitas das vezes eles tão tirando sarro, mas

acabam também falando o que era pra você fazer e que depois você acaba fazendo também.

Para o participante OP-3 as conversas no “cafezinho” e nos intervalos se constituem como uma importante fonte de informação e aprendizagem:

Assim o pessoal sempre comenta, igual, quando chegou essas máquinas novas, que são diferentes das que a gente já tem aqui, que são máquina a ar. Eu mesmo não sei trabalhar naquela máquina. Aí, eu tipo assim, hoje eu sei fazer alguma coisa, mas eu nunca cheguei perto dela. Mas aí, a gente sentado no banquinho lá fora ou então no cafezinho mesmo, aí eu comecei a perguntar: “-Como é que aquela máquina

funciona?” Aí o cara falou assim: “-Não, é normal.” Começa a explicar pra você: “-É como se fosse as outras, só que ela é a ar, totalmente diferente assim e tal.” E

tipo assim, só do cara me falar, a primeira vez que eu fui lá, já comecei a mexer nela, já comecei a pegar, a tipo, a mexer nas estação, a como puxar a fita ali, como que é o... Aí só do cara me falar pra mim algumas coisinhas, eu já cheguei mexendo e já fui aprendendo já. Você aprende muita coisa.

O participante OP-3 também fala sobre as trocas de experiências que acontecem no departamento:

Tem troca de experiência, tem muito aqui, aqui troca muito, hein. Tipo assim, as pessoas mais velha aqui na empresa são as que mais troca experiência com a gente. Igual no caso assim, eu nunca trabalhei no perfil. O perfil já é outra totalmente diferente do que a gente faz, da fita. Aí você vê, as pessoas mais velhas chegam pra gente, eu pergunto. Que nem eu vejo, sempre vejo o “Beltrano” xingando, bravo, nervoso, jogando as peças no chão, nervoso. Aí eu sou curioso, vou ver o que tá acontecendo, vou perguntar pra ele. Aí ele sempre explica pra gente, fala: “-Não tá

saindo assim, assim, por isso, por isso e tal.” Ele tava tão nervoso porque só faz

borea não consegue produzir. Aí você acaba aprendendo com essas pessoas assim. Aí, num ato assim de brutalidade que você vê o cara fazendo, você chega perto, você acaba aprendendo alguma coisa também. É interessante.

A mesma importância apontada por OP-3 também pode ser constatada na fala de OPT1-3:

Importante sim, que nem no caso, foi tomar um café ali, de repente você encontra um rapaz... Hoje mesmo eu tava tirando dúvida com o “Beltrano”, que ele foi pro Chile e tal: “-Ô, como que é o processo lá? Muda alguma coisa?”, “-Não. O

processo é o mesmo e tal.” Então é aquele argumento, você tem o interesse da área e

tal... É, muita dúvida você tira assim, com companheiro de serviço mesmo. Às vezes no ambiente se serviço mesmo e tal você tem aquela dúvida e tal no macete, documento e tal e ter aquele ambiente de chegar e conversar, procurar se entender.

Também para o participante CHEFT1 as trocas de informações se constituem em importantes elementos para a aprendizagem e o desenvolvimento dos operários:

Tem. Mesmo, mesmo comigo, às vezes tem perfil aí que, tem fita que... A gente não consegue ajustar, tem um problema na textura, aí quando eu passo pro [CHEFT2], eu falo: “-Ó, [CHEFT2], aconteceu isso assim, eu não consegui ajustar.” Aí ele fala, às vezes ele passa pra mim: “-Ó, tem que fazer assim, dá mais um aperto,

aperta mais a textura, dá um pouco mais de velocidade na textura.” Então é

algumas coisinhas que às vezes não acontece, eu não consegui resolver e às vezes o [CHEFT2], me ajuda, às vezes eu, eu falo, eu passo pro [CHEFT2]. Às vezes acontece alguma coisa que a gente não consegue, outro encarregado consegui, ou um outro operador não conseguiu, passa pra outro operador.

E assim, são troca de informações que todo dia acontece, que são transmitidos os problemas que aconteceu durante o dia, porque não conseguiu. Aí no outro dia: “-

Ah, você não conseguiu, você não conseguiu fazer aquele perfil, mas a gente fez assim, assim e assado, aí deu certo.” Foi, isso são troca de informações que são

úteis aí e que a gente passa um pro outro quando é possível.

No caso do participante MESTRE as trocas de informações estão principalmente voltados para aquelas realizadas entre os profissionais mais experientes com aqueles mais novos:

Várias vezes que tem troca de informações, o pessoal mais experiente com as pessoas mais novas, tem. Mas agora assim, falar assim, no refeitório ou no banheiro, eu... No ambiente de trabalho tem sim. Mas acho que no refeitório e no vestiário, eu mesmo não lembro de ter visto essa troca de informação.

Conforme já mencionado, as aprendizagens formais, neste trabalho são entendidas como aquelas vinculadas às experiências de treinamentos oferecidas pela organização. As informais compreendem aquelas que estão fundamentalmente baseadas na troca de informação a partir da interação com os demais operários, da observação, das constantes trocas de experiências vividas e compartilhadas com o objetivo de instrumentalizar o companheiro de informações que lhe serão úteis em situações futuras.

Estas experiências vividas e compartilhadas constituem de matéria-prima fundamental para as aprendizagens. Elas servem para que os operários façam associações retrospectivas e prospectivas entre as atividades que estão sendo realizadas e as possíveis atividades que estarão sob sua responsabilidade no futuro. Suas ações transformam-se em tentativas, em experimentação das aprendizagens acumuladas ao longo dos processos de observação e de instrumentalização para o exercício profissional. Para Dewey (1936) estas experiências são ações ativo-passivas, as quais ao longo de sua prática vão se transformando em cognição, vão adquirindo significados e se incorporando na ação diária de trabalho. Elas passam a gerir a relação que os indivíduos estabelecem com a natureza e com o contexto social.

As experiências vividas vão se transformando, ao longo do tempo, em reflexão. A reflexão surge a partir da relação entres as ações dos indivíduos e suas conseqüências. A tomada de consciência por parte do operário de que suas ações provocam reações imediatas que modificam tanto o meio quanto si próprios faz com que eles passem a refletir sobre suas ações e a compartilhar com seus companheiros os momentos significativos de sua prática.

As trocas e o compartilhamento de informações estão profundamente ligados a perspectiva de aprendizagem social postulada por Elkjaer (2004), pois os conhecimentos e os conteúdos das aprendizagens passam a ser compartilhados entre os membros do grupo, a aprendizagem acontece também a partir do contato e das trocas estabelecidas no e pelo ambiente. Os sujeitos da aprendizagem se transformam a cada novo conceito incorporado fazendo com que sua prática se transforme e conseqüentemente suas relações com o ambiente seja permeada por novas visões e novas formas de aproximação com os companheiros e com as aprendizagens.

As experiências tanto formais quanto informais se tornam possíveis graças à presença de elementos que contribuem para que as vivências compartilhadas no ambiente se transformem em desenvolvimentos. Na seqüência serão apresentados os propulsores de novos conhecimentos e de crescimento profissional.