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Verneombudsrollen og ansattes representanter

A inovação, como processo, também implica na utilização de recur- sos para gerar conhecimentos. Embora algumas inovações nasçam da geniali- dade, a maioria é resultado de uma busca consciente e deliberada de oportuni- dades. Acima de tudo, a inovação é mais trabalho que inspiração e requer, so- bretudo, atitudes e compromissos para realizar um projeto.

Conforme a análise de Carneiro (2005), existem inovações que sur- gem de uma inspiração; contudo, a maioria das inovações e as inovações que obtêm êxito – especialmente – são o resultado de uma busca consciente e in-

tencional de oportunidades para inovar. Na inovação se encontram presentes fatores como o talento, o engenho e o conhecimento, mas, quando se chega a uma decisão, o que a inovação requer é fundamentalmente o trabalho orienta- do e com sentido, perseverança, entrega (CARNEIRO, 2005).

Carneiro (2005) afirma que a inovação intencional e sistemática se inicia pela análise das fontes de novas oportunidades, já que essas fontes têm importância variável no tempo, segundo o contexto. Dado que a inovação é, ao mesmo tempo, conceito e percepção, aqueles que inovam devem observar, investigar, estar atentos para desenvolver e analisar que comportamentos le- vam a inovar, aproveitando cada oportunidade.

Reforçando, o autor assinala que a inovação e a criatividade são dois conceitos com muitos elementos em comum, de tal forma que a compre- ensão da criatividade ajuda a compreender melhor a inovação e vice-versa. Isso se justifica pelo fato de que tanto uma como a outra supõem a introdução de algo novo e valioso na realidade existente: são processos de transformação que somente alcançam êxito quando se fundamentam na ideia de crescimento pessoal e social, já que toda inovação tem sua origem em comportamentos criativos (CARNEIRO, 2005).

Essas considerações remetem à afirmativa de Peters (2008), de que o comportamento inovador pode ser definido como “todas as ações individuais dirigidas à geração, introdução e aplicação de uma novidade benéfica a qual- quer nível da organização” (PETERS, 2008, p. 19). Esse conceito consiste de várias práticas, como a exploração de oportunidades, geração de ideias e apli- cação destas. A exploração de oportunidades se refere à identificação de no- vas oportunidades que, geralmente, se encontram em fatos que não respon- dem aos padrões esperados. A geração de ideias se dirige à geração de pro- posições, com a finalidade de gerar alguma coisa. A aplicação se refere ao de- senvolvimento, comprovação e comercialização de uma ideia inovadora (PE- TERS, 2008).

A exploração de oportunidades e a geração de ideias são quase sempre mencionadas como comportamentos que adquirem maior relevância na etapa de iniciação do processo de inovação, enquanto as outras práticas são necessárias e de maior relevância no momento da implementação dessas ino- vações (PETERS, 2008).

Quando se enfatiza o comportamento inovador dos trabalhadores, observa-se que o comportamento inovador é amplamente reconhecido como um fator chave para a inovação ser incrementada, constituindo uma parte es- sencial para que se torne possível enriquecer o rendimento da empresa, com melhorias em pequena escala, como gestão total da qualidade, esquemas e kaizen de melhorias contínuas (PETERS, 2008).

Em relação às organizações, Dagnino et al. (2002) consideram que os comportamentos estratégicos, que conduzem a um entorno propício à ino- vação, são aqueles relacionados com atitudes flexíveis, de aceitação de novas ideias, que favoreçam a criatividade, a abertura para o novo e as mudanças ocorridas no entorno, bem como a disposição para assumir riscos.

Além disso, uma estrutura mais descentralizada para a tomada de decisões, recursos organizacionais postos a favor da inovação e a crença na importância da inovação são determinantes e, quando estimulados, impulsio- nam a empresa para a inovação (DAGNINO et al., 2002).

Dessa forma, constata-se uma relação direta entre a inovação e o pensamento estratégico, visto que, quando este é estimulado e praticado, é gerado um ambiente de maior flexibilidade e, consequentemente, de maior cria- tividade, capaz de concretizar-se em novos produtos ou processos.

Jonash e Sommerlatte (2001) afirmam que os estudos mais signifi- cativos são congruentes entre si quando corroboram que a missão, a estratégia da empresa comunicada a todos os seus membros e o envolvimento das pes- soas nos objetivos da empresa contribuem para a construção de uma organi- zação mais inovadora, capaz de competir no mercado atual e futuro.

O pensamento inovador, portanto, se manifesta por meio de compor- tamentos, de atitudes, ou seja, da capacidade e da habilidade para criar um espaço adequado à recepção de novas ideias. Contudo, essa atitude, consoan- te já assinalado, exige trabalho, esforço e decisão, porque é ela, precisamente, a força dinâmica da inovação.

A essa constatação se acrescenta a perspectiva da análise de Chris- tensen (2003), para quem o pensamento inovador se manifesta por meio dos seguintes comportamentos:

a) Flexibilidade, que é a velocidade de reação, a capacidade para se adaptar rapidamente às situações novas, retirando vantagens dos obstáculos

imprevistos. É também a habilidade para compor, espontaneamente, os diver- sos tipos de informação;

b) Critério, sabedoria e conhecimento, ou seja, saber perguntar-se se o que se tem por válido em um determinado momento continua a ser válido. Isso implica em capacidade reflexiva, critérios para converter o risco de decidir na sabedoria de encontrar respostas, soluções, bem como novos caminhos, aberturas, inovações criadoras.

Com base nesses comportamentos, Christensen (2003) conclui que ser inovador é ser explorador, dominar ao menos cinco saberes:

1) Saber perguntar, que implica em saber ouvir e em saber analisar o que se ouve;

2) Saber sintetizar;

3) Saber comunicar, ou seja, saber pensar, saber descodificar;

4) Saber comprometer-se, saber até onde se pode chegar, saber negociar;

5) Saber adaptar-se, ser flexível, saber redefinir, reacomodar ideias, conceitos, pessoas e objetos, transpondo suas funções se utili- zando-os ou interpretando-os de maneiras diferentes.