7. Økonometriske analyser og resultater
7.5 Vektor Autoregressive-modeller (VAR) som prognose
(2003) ao modelo da pirâmide de Carroll e é representado pelo diagrama de Venn. Uma das principais diferenças entre os modelos consistiu na eliminação das responsabilidades filantrópicas. A justificação para tal esteve ligada aos eventuais mal entendidos ou imprecisões inerentes à utilização da forma de uma pirâmide para a hierarquização das responsabilidades: visto serem atividades de natureza voluntária, tomadas de livre vontade pelas gestões das empresas, não se devem considerar “responsabilidades”. A figura seguinte ilustra o Modelo dos Três Domínios da Responsabilidade Social.
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Figura 4 – Modelo dos três domínios da Responsabilidade Social Empresarial de Schwartz & Carroll (2003)
Este modelo assenta em três grandes domínios: o económico, o legal e o ético.
O domínio económico diz respeito às atividades que a empresa tenciona desenvolver e que possam ter um impacto económico direto ou indireto na sua laboração. Os impactos económicos diretos podem ser a maximização do lucro e a maximização do valor para o acionista. Já os impactos económicos indiretos podem ser o aumento do emprego e a melhoria da imagem da empresa (Schwartz & Carroll 2003).
O domínio legal está ligado à capacidade de resposta da empresa perante a sociedade, o estado e as autoridades locais relativamente às questões legais. A legalidade, neste caso, é encarada de três pontos de vista: o compliance, o evitar a litigância civil e a antecipação das alterações na lei (Schwartz & Carroll 2003).
O domínio ético refere-se às responsabilidades éticas esperadas por parte da população e dos stakeholders mais relevantes. A resposta ética é esperada tanto ao nível interno como a nível global. As responsabilidades éticas incluem três tipos de padrões: o convencional, o consequentialista (ou teleológico) e o deontológico. O nível convencional está ligado aos princípios morais enquanto o nível consequentialista se
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foca nos fins ou nas consequências, e o deontológico se refere aos direitos e obrigações (Schwartz & Carroll 2003).
Passamos agora a explicar as sete áreas do diagrama de Venn.
O domínio estritamente económico diz respeito a: atividades de natureza puramente económica que podem constituir um benefício económico direto ou indireto, independentemente de poderem ser ilegais ou de se limitarem a cumprir a lei passivamente, podendo, pois, ser consideradas imorais ou não éticas (baseadas no egoísmo e nos interesses da empresa) (Schwartz & Carroll 2003).
O domínio puramente legal inclui a: atividades da empresa que não são consideradas éticas e têm um benefício económico direto ou indireto. Este tipo de atividades decorre do sistema legal. Quando se justifica uma decisão tomada com a resposta “é por causa da lei”, estamos no domínio puramente legal (Schwartz & Carroll 2003).
O domínio puramente ético refere-se às: atividades que não têm nenhuma implicação, direta ou indiretamente, a nível económico ou legal. Estas atividades realizam-se, porque são consideradas éticas ou moralmente bem aceites, apesar de possuírem um impacto económico moderado (Schwartz & Carroll 2003).
A interseção do económico com o ético: inclui as atividades empresariais que são motivadas pela máxima “boa ética é bom negócio”. Uma atividade, para ser ética, deve basear-se padrões convencionais, consequentialistas e deontológicos (Schwartz & Carroll 2003).
A segunda interseção é entre o económico e o legal e: agrega atividades que, sendo económicas e legais, são consideradas não éticas. É de esperar que as empresas desenvolvam atividades de acordo com a lei e eticamente aceites mas nem sempre isso acontece. Por vezes as empresas aproveitam as lacunas da lei em benefício próprio. (Schwartz & Carroll 2003).
A penúltima interseção - entre o legal e o ético – diz respeito a atividades que não trazem benefícios económicos diretos, mas que são consideradas ética e legalmente aceites. São atividades que respeitam a aplicação das leis ambientais e que, além disso, cumprem os padrões éticos e não trazem benefícios económicos diretos (Schwartz & Carroll 2003).
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Por último a interseção entre o económico, o legal e o ético inclui atividades motivadas: simultaneamente pelas questões legais e pelos princípios éticos, sendo atividades das quais a empresa tira benefício económico direto (Schwartz & Carroll 2003).
As limitações do modelo da pirâmide de Carroll e das três dimensões (económica, legal e ética) definidas por Schwartz & Carroll (2003), levaram outros autores a desenvolver outros modelos. Meehan et al. (2006), nomeadamente, desenvolveu o modelo dos três domínios da responsabilidade social empresarial 3C-SR, que analisaremos na secção seguinte.
1.2.3.4. Modelo 3C-SR
O modelo 3C-SR surge na sequência das limitações apontadas à evolução do modelo da pirâmide de Carroll, proposta por Schwartz & Carroll (2003). Esta evolução consistiu na definição de um diagrama de Venn, onde surgem representadas as responsabilidades económicas, legais e éticas, deixando cair as responsabilidades filantrópicas. A alteração efetuada funcionou como uma atualização ao modelo original de acordo com as noções contemporâneas de responsabilidade social. Grande parte dos modelos existentes resulta da aplicação de três perspetivas, a de responsabilidade social empresarial, a do desempenho social empresarial e a de cidadania corporativa. A existência de diferentes perspetivas em paralelo cria problemas de integração, ou seja, individualmente estes conceitos não chegam para resolver os problemas de pressão da sociedade sobre as empresas no âmbito da responsabilidade social (Meehan et al. 2006). Meehan et al. (2006) entendem que a responsabilidade social empresarial é um recurso do negócio e deve fazer parte da estratégia e dos processos desenvolvidos pela empresa. Para a obtenção de sucesso nos negócios, os autores propuseram os chamados “recursos sociais” e integraram-nos num modelo dos três círculos. Estes recursos contribuem para a credibilidade dos produtos ou serviços oferecidos e para a existência de ética nos negócios. As componentes do modelo são:
Compromisso ético e social;
Ligações com a rede de parceiros de negócio; e
Consistência no comportamento ao longo do tempo para desse modo ganhar a confiança do mercado (Meehan et al. 2006).
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De seguida apresentamos a figura 3 representativa do modelo:
Figura 5 – Modelo 3C-SR de Meehan et al. (2006)
Passamos a descrever, sucintamente, cada uma das componentes. Começamos pelo compromisso ético e social, que representa os valores dos recursos sociais. As empresas devem ter normas éticas e objetivos sociais que representem a missão, os objetivos estratégicos, as políticas e cultura da empresa. No que respeita às ligações com a rede de parceiros de negócio, estas devem ser usadas para a criação de valor para todos os envolvidos. Deve existir um compromisso partilhado, por todos os que pertencem à rede, para a criação de valor usando todas as parcerias criadas a montante e jusante em detrimento unicamente do foco na parte operacional da empresa, pois só assim se atingirá a eficiência e a obtenção de lucros a curto prazo. Por último, a consistência no comportamento refere-se à contínua aplicação no tempo de todos os valores declarados e aos compromissos assumidos perante os stakeholders da empresa, pois só assim será possível obter a credibilidade da organização.
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O modelo 3C-SR evidência três áreas onde podem resultar problemas, que se situam nas intersecções dos círculos. Os autores sugerem a utilização em simultâneo das três componentes (Compromisso, Ligações e Consistência) para eliminar os problemas e dessa forma obter uma correta abordagem da responsabilidade corporativa.
Com esta abordagem os autores esperam ajudar as organizações a colmatar as falhas apontadas aos outros modelos, nomeadamente no modelo da pirâmide de Carroll.
Como podemos constatar em todos os modelos apresentados, um dos pontos comuns aos mesmos é a relação das empresas com os seus stakeholders, pelo que se torna pertinente apresentar o modelo dos stakeholders.