• No results found

Quadro 16 – Escala dos níveis de infiltração de corantes.

iii – Análise da presença/ausência e espessura do esmalte na micro- infiltração

A observação das lâminas permitiu o registo da presença ou ausência de esmalte na margem gengival da parede gengival das restaurações, para efeitos da influência desta estrutura no selamento marginal das restaurações. A observação das lâminas permitiu medir a espessura de esmalte nas paredes gengival e axial das restaurações, para efeitos da influência da espessura desta estrutura no grau de infiltração ou selamento marginal das restaurações. Para efeitos de análise estatística, foi necessário discretizar as medidas e criar níveis de espessura de esmalte (Quadro 17)

Quadro 17 – Nível de espessura de esmalte, discretizado, para as paredes gengival e

Nível de espessura do esmalte Espessura do esmalte (μm)

1 0-500

2 501-1000

3 1001-1500

4 1501-2000

No estudo in vitro, a definição de eficácia na prevenção da microinfiltração esteve associada à experiência (frequência relativa de casos com índice de infiltração) e à gravidade (grau de estrutura dentária afectada por infiltração) de infiltração marginal registada nas restaurações de classes II observadas. Assim, quanto menor a experiência (maior a frequência de casos com índice de infiltração discretizado um e/ou nível de infiltração zero) e/ou a gravidade (menor frequência relativa de casos com índice de infiltração maior que um e/ou nível de infiltração maior que zero) de infiltração marginal nas restaurações, maior a eficácia na prevenção da microinfiltração marginal das restaurações.

2.7 –Registo de dados

As medidas obtidas pela observação das paredes gengival e axial de cada restauração, foram efectuadas por régua calibrada pelo mesmo observador, por três vezes (calibragem intra-examinador), em 3 diferentes momentos e arquivadas como fotografias digitais. Assim, as medições consideradas neste estudo resultaram da média dos três registos realizados. Os dados registados foram transferidos para uma folha de cálculo do programa informático Microsoft Office Excel (2003).

3 – A análise estatística dos estudos in vivo e in vitro

Todos os procedimentos de análise e tratamento estatístico de dados foram realizados com recurso ao aplicativo informático Statistic Package for Social Sciences (SPSS) versão 15.0 (2006) para Windows.

A descrição dos dados foi feita mediante técnicas estatísticas adequadas (frequências absolutas e relativas, média e desvio padrão, mediana, primeiro e terceiro quartis, valores mínimos e máximos) e recorrendo a tabelas de contingência (cruzamento de variáveis) e diagramas de extremos e quartis (Boxplots). Aquando da aplicação dos testes de independência entre variáveis, de verificação de normalidade e de homogeneidade de variância, registou-se o valor de prova (p) anexando-o às respectivas tabelas, que se assumiu como significativo, quando o valor de p foi inferior a 0,05.

Os resultados das avaliações do estudo in vivo foram apresentados em tabelas de contingência, com a descrição das frequências absolutas (n) e relativas (%). A descrição dos dados acerca da idade e género dos pacientes e da localização intra-oral das restaurações foi efectuada mediante estatística descritiva. Para verificação da existência de associação entre as variáveis idade com o género e com as técnicas de restauração, foi aplicado o teste não paramétrico U de Mann-Whiney e entre a idade e os grupos de estudo foi possível recorrer à ANOVA a um factor (One-Way ANOVA). Para efeitos da avaliação do comportamento e comparação entre os três grupos de estudo e entre as duas técnicas de restauração (análise transversal) no início, aos 12 meses e aos 24 meses, foram aplicados os testes de independência, nomeadamente o teste de Qui-quadrado de Pearson e o teste exacto de Fisher, dado que as variáveis em estudo eram na maioria qualitativas nominais ou ordinais. Estes testes foram igualmente aplicados para efeitos da verificação da existência de associação entre as variáveis inerentes ao paciente e os resultados da avaliação clínica das restaurações de classes II obtidos aos 24 meses de estudo, por grupos e por técnicas de restauração. Para avaliar se houve alteração no comportamento clínico das restaurações ao fim de 24 meses (análise longitudinal), em cada grupo de estudo e em cada técnica de restauração foi aplicado o teste de McNemar, afim de verificar a existência de diferenças significativas entre os níveis de classificação nas restaurações em dois momentos de tempo. Para avaliar o grau de associação entre exposição (utilização de uma técnica em detrimento de outra) e desfecho (pigmentação da margem cavo-superficial) relativamente a variáveis que possam causar um efeito adicional (fumar), foi calculada a razão de Odds ou a razão das hipóteses (OR).

No estudo in vitro foi analisado o índice de infiltração (variável nominal quantitativa), o índice de infiltração discretizado e o nível de infiltração (variáveis ordinais qualitativas) em cada grupo de estudo e em cada técnica de restauração mediante estatística descritiva. Para variáveis quantitativas foram utilizadas medidas de localização e de dispersão e diagrama de extremos e quartis (Boxplot). Para variáveis qualitativas, foram contabilizadas as frequências, absoluta e relativa (%). A relação entre variáveis qualitativas foi apresentada na forma de tabelas de contingência (frequências absolutas e relativas). A análise dos dados através de teste de Kolmogorov-Smirnov indicou ausência de distribuição normal do índice de infiltração na amostra. Para concluir sobre

a existência de diferenças significativas de infiltração nos três grupos de estudo foi aplicado o teste de independência não paramétrico de Kruskal-Wallis. A efectiva identificação de diferenças detectadas pelo teste de Kruskal-Wallis foi realizada mediante a aplicação do teste U de Mann-Whitney, que permitiu identificar em que grupo(s) de estudo a infiltração foi significativamente diferente. A verificação da independência entre as técnicas de restauração e as variáveis de medição de infiltração foi executada mediante a aplicação do teste de Qui-quadrado de independência.