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7 Oppsummerende diskusjon

7.1 Jobbmestrende oppfølging som metode

7.2.6 Veien videre

Neste âmbito, foi perguntado aos Técnicos se estas crianças e jovens são incentivadas, de acordo com as suas idades, capacidades e disponibilidade escolar, a participar nas tarefas domésticas inerentes a qualquer casa, como arrumar e limpar os quartos, ajudar a colocar e a levantar a louça da mesa, colocar a roupa para lavar. Em geral os entrevistados, responderam afirmativamente, inclusive em ambos os LIJ existe um mapa de tarefas, para que as crianças e jovens não tentem fugir às suas obrigações, conforme podemos compreender através dos excertos apresentados:

Nós dizemos sempre, isto aqui não é um hotel é uma casa, e nas casas há divisões de tarefas […] por norma temos uma mapa de tarefas, em que os jovens estão escalados, porque se não eles empurram as tarefas para outros, eles são responsáveis pela organização do quarto […] eles têm que manter o espaço arrumado, quer seja os armários, a cama, tudo […] são eles que fazem as camas todos os dias, antes de irem para a escola, ou seja a regra é eles fazer antes de irem para a escola, mas às vezes vão atrasados e já não fazem […] quem não fez, faz quando chega da escola, depois eles tem que manter o quarto arrumado […] e depois as tarefas no refeitório, colocar a mesa, levantar a mesa, levar a roupa à lavandaria, isto são eles que fazem, no período de aulas as vezes é mais difícil […]. (B-e2)

Sim nós temos mesmo tabelas feitas daquilo que são as responsabilidades de cada um, conforme a idade de cada um, e conforme os horários de cada um, desde arrumar a casa, passar o chão, fazer a cama, até arrumar a loiça e cozinhar […]. (A- e6)

Eles fazem a arrumação do quarto […] eles são responsáveis pela arrumação dos armários, pela ajuda no refeitório, pôr a mesa, levantar a mesa, atividades gerais, limpam os claustros, para as senhoras da limpeza é muito desgastante e os nossos

75 miúdos gostam de ajudar6, eles colaboram nas tarefas do dia-a-dia, fazem muitas

tarefas de culinária, ajudam muito as cozinheiras porque eles gostam muito de cozinhar […]. (B-e1)

Elas têm as tarefas delas definidas, as tarefas diárias […] as funções deles são aquelas normais que nós todos temos em nossas casas com os nossos filhos, é de manhã deixar a cama feita […] arrumar as coisas porque há sempre tralha das atividades, um livro ou outro, é deixar a mochila feita para o dia seguinte. Depois consoante uma escala, há dias definidos para cada um fazer uma refeição, as questões para trabalhar a autonomia. Há sempre um dia em que um deles faz uma refeição, há sempre um dia em que arrumam a cozinha, depois há uma escala para passar a ferro, normalmente está definido 10 peças por cada um, preferencialmente 10 peças do próprio, há assim uma pequena escala para fazer estas tarefas domésticas, depois ao sábado de manhã está instituída a questão de ter de se dar uma limpeza mais a fundo […]. (A-e5)

Contudo um dos entrevistados transmitiu uma perspetiva oposta aos restantes entrevistados sobre esta questão ao dizer:

Antigamente tínhamos uma lista com as tarefas estipuladas para cada dia, isso foi-se deixando de por, a segurança social foi-se impondo, que não concordava com algumas das tarefas que os miúdos não podem trabalhar, que é exploração, e agora cada vez sabem menos, antigamente eles sabiam fazer de tudo, mesmo sendo homens iam para casa a sabiam fazer tudo […] Não é permitido ir para uma cozinha, não podem estar na cozinha, saem daqui não sabem fritar um ovo, antigamente havia uma escala, os mais novo podiam ajudar na cozinha, não podiam era lavar a loiça porque é uma coisa mais pesada, os mais novos era mais na parte do refeitório, por as mesas, limpar o chão, os mais velhos lavar os tachos, lavar loiça. Depois passavam para as outras tarefas iam vendo como os outros faziam e isso, hoje em dia não é permitido estar na cozinha, dizem que tinham de ter farda, é assim, eu minha casa a minha filha já arruma a casa e vai para a cozinha e não anda de farda e chapéu, eu sei que isto não é a minha casa, mas no fundo isto é a casa deles, é aqui que eles vão aprender a ter um futuro […] dizem que não se pode, que é exploração, eles próprios nos dizem, nós não viemos para aqui para trabalhar, você é que é pago para trabalhar, eu sou pago para te ensinar, não é para te fazer a papinha toda, eu aos meus filhos não lhes faço a papinha, eu não lhes levo o leitinho eu estou aqui para te ensinar, não para te fazer as coisas é diferente, é isso que eles têm de perceber, eles vêm de casa assim habituados, estão mal ensinados […]. (B-e3)

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Numa das primeiras visitas presenciei um jovem a trazer a mangueira para o meio dos claustros, indicando que os ia lavar.

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Todos os entrevistados salientaram a importância de incutir a realização destas tarefas, para que se tornem adultos autónomos e capazes de organizarem o seu próprio Lar. A este respeito os entrevistados verbalizaram:

Nós temos planos de tarefas semanais, se eles são cumpridos à risca? Não, estaria a mentir se dissesse outra coisa […] agora nós temos grupos para desenvolver competências pessoais e sociais, aonde se trabalham estas competências de autonomia, nós temos 2 processos, inicialmente nós fazíamos sessões mais formativas, mas se os miúdos não gostam de estar na escola, estar dentro de 4 paredes a ouvir, ainda pior, percebemos isso rapidamente, então agora temos workshops de desenvolvimento de competências, vamos aprender a cozinhar, vamos desenvolver competências de cozinha, vamos todos para a cozinha, para aprender, é precisar limpar, é preciso por uma máquina a lavar, vamos todos ver como é que se faz, todos como quem diz, vamos em pequenos grupos, mas organizamos isto como pequenos workshops para não ser uma coisa tão massuda e tão chata, e aprendem muito mais assim porque é no terreno, in loco, e tem sortido mais efeito […]. (B- e1)

Até porque consideramos que faz parte do processo deles de crescimento, desenvolvimento e autonomia, é bom que eles tenham condições para um dia que forem viver sozinhos saberem o que é que tem de fazer, tem que tratar da própria casa. (A-e6)

O importante é que eles estejam lá e percebam como é que as coisas se fazem, como é que as coisas se organizam numa cozinha, para um dia mais tarde poderem fazê-lo, eles tem que tratar as coisas da autonomia com alguma seriedade e com algum tempo porque estas coisas começam a fazer algum sentido a partir do momento em que passam para o apartamento de autonomia […]. (A-e5)