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3.1 - 1ª fase - Descrição do processo

A proposta para a implementação do projecto de intervenção ―Auto-avaliação da Escola‖ foi apresentada no Conselho da Comunidade Educativa a 13 de Novembro de 2007. Esta iniciativa visava aprofundar as competências deste órgão e valorizar a participação dos actores-chave da Comunidade Educativa.

Aquando da sua apresentação, foi entregue a cada um dos membros presentes um documento onde se explicitava a tipologia de trabalho. No essencial é um trabalho que envolve pesquisa na escola, tempos de problematização e de planificação, e tem como finalidade responder a problemas encontrados, de interesse e com incidência sobre um colectivo.

Esta apresentação pretendia iniciar uma sensibilização para a auto-avaliação da escola, numa perspectiva diferente da que habitualmente se concretiza na escola, através da elaboração de um relatório trimestral que reúne, essencialmente, dados quantitativos para avaliação no Conselho Pedagógico e Conselho da Comunidade Educativa. A recolha desses dados é da competência dos coordenadores, delegados e directores de turma.

Apesar de se estar a iniciar o segundo ano do mandato deste Conselho Executivo, eleito em Julho de 2006, e um novo Projecto Educativo, os membros do Conselho da Comunidade aprovaram esta iniciativa. A esta oportunidade foi dado destaque pela possibilidade de formação através do acompanhamento da Universidade e o conhecimento que iria proporcionar à escola. No entanto, um membro docente referiu

que, sendo um trabalho de mestrado, esta proposta deveria de ser apenas apresentada em Conselho Pedagógico.

A 15 Janeiro de 2008 é apresentada ao Conselho Pedagógico a proposta para a implementação do projecto de intervenção, tendo sido ―aprovada‖ neste órgão.

No dia de 1 de Fevereiro, realizou-se a 1.ª reunião com os Presidentes dos diferentes órgãos de Gestão, Presidente do Conselho Executivo, Pedagógico e Conselho da Comunidade, com a finalidade de descrever as etapas do projecto, explicitando a bibliografia de suporte e a proposta para a formação da equipa de coordenação. Foram abordados durante a reunião os seguintes temas: o conceito de escolas eficazes; a importância da participação dos actores-chave da comunidade educativa; a importância da melhoria da Escola, com destaque para a necessidade de melhoria dos resultados. Foi ,ainda, colocada a hipótese da escolha da escola pelos pais o que nos levou, em conjunto, a ponderar os possíveis cenários e a procurar identificar o que é que os pais mais valorizavam na escola.

O Presidente do Conselho Executivo deu a sua perspectiva do conceito de escolas eficazes e referiu-se a estudos desenvolvidos nos EUA. Quando foi feita alusão à participação dos pais neste projecto, o Presidente do Conselho Pedagógico argumentou que ―os pais não conhecem suficientemente a Escola para poderem avaliar; as suas opiniões baseiam-se num conhecimento limitado‖. Reforçada a importância da participação dos pais por mim, no papel de proponente do projecto, gerou-se uma troca de argumentos sobre o papel dos pais na avaliação da Escola. Os Presidentes do Conselho Executivo e da Comunidade intervieram de modo a valorizar e a considerarem importantes as percepções que os pais têm da Escola. Neste sentido, esta reunião foi marcada pela reflexão.

Quanto à formação da Equipa Coordenadora, coloquei a hipótese da sua designação pelos órgãos de gestão da escola, no entanto o Presidente do Conselho Executivo deixou à minha consideração a formação da mesma. Apresentei a proposta de quatro professores, os quais foram seleccionados de modo a representarem os diferentes departamentos da Escola. Esta opção tinha como finalidade, sempre que necessário, informar os restantes professores do departamento sobre o desenvolvimento do projecto e possibilitar a formação de um elemento por departamento na área de avaliação interna de escola. Uma outra condição foi a de estes professores da equipa (três) não terem pertencido a órgãos de gestão onde, anteriormente, se definia a política da escola, para que não estivessem, assim, vinculados a um projecto. Estes professores caracterizam-se,

também, por participarem na vida da escola sem estarem vinculados ao ―politicamente correcto‖.

Após a recepção do convite, endereçado a 1 de Fevereiro, os professores convidados aceitaram o desafio e a equipa ficou constituída por: uma professora do Quadro de Nomeação Definitiva, Coordenadora do Departamento de Ciências Exactas, que por inerência do cargo é membro do Conselho Pedagógico; uma professora do Quadro do Departamento de Línguas, um professor do Quadro de Nomeação Definitiva do Departamento de Expressões e Presidente do Conselho da Conselho da Comunidade Educativa e finalmente uma professora do Quadro de Zona Pedagógica pertencente ao Departamento de Ciências Sociais e Humanas. Para integrar esta equipa, foi feito um convite ao Presidente da Associação de Estudantes, a uma aluna do 9.º ano de escolaridade e ao Presidente da Associação de Pais/Encarregados de Educação.

A primeira reunião da equipa, à qual não pôde comparecer o Presidente da Associação de Estudantes, realizou-se no dia 11 de Fevereiro. Nessa reunião, (a anteceder a presença dos Encarregados de Educação e dos alunos), com os professores da equipa já presentes, uma das professoras expressou o sua apreensão, considerando que este trabalho implicava ‖julgar‖ o trabalho dos colegas. Foi necessário enquadrar o trabalho nas suas finalidades de modo a tranquilizar os professores da equipa, destacando que o projecto pretende ser um contributo para a melhoria da Escola e não fazer ―julgamentos‖ ao trabalho que é desenvolvido individualmente.

Após a chegada dos representantes de pais e alunos, foi apresentada a metodologia de trabalho: as várias fases do projecto de intervenção; as suas finalidades; o seu enquadramento nas políticas educativas actuais e as funções da equipa nas diferentes fases do projecto.

Cada um dos elementos da equipa recebeu documentação que pretendia fundamentar a metodologia para este trabalho.

Na segunda parte da reunião, procedemos à análise da proposta de PAVE – Perfil de Auto-avaliação da Escola – utilizada no Estudo Europeu de Avaliação da Qualidade na Educação Escolar.

Realizámos uma análise a cada um dos domínios e áreas constantes do PAVE e ainda ao conjunto de questões essenciais para compreender e avaliar cada área. Foi apresentada a proposta de que as questões poderiam ser expostas em cada sessão de preenchimento do PAVE aos actores presentes e, com base nessas questões, cada actor atribuía a sua avaliação a cada área. Considerámos que poderia haver ritmos de

compreensão diferentes durante a exposição dessas questões – o que poderia dar origem a alguma confusão na atribuição da avaliação, e com a necessidade de ter que voltar atrás sempre que surgissem dúvidas. Esta situação implicaria mais tempo durante o preenchimento. A equipa, por consenso, decidiu incluir as questões no próprio PAVE, para facilitar a avaliação que cada participante, individualmente, iria realizar a cada domínio e área ao, seu ritmo, e com a possibilidade de rever as questões, se assim pretendesse.

A simbologia para avaliação manteve-se. Quanto à evolução de cada domínio e área, a referência utilizada no Estudo Europeu da Avaliação da Qualidade na Educação Escolar eram os últimos três anos. Decidimos modificar, atendendo à nova fase de gestão, pois não queríamos criar nos participantes a sensação que poderiam estar a contribuir para uma avaliação precoce do trabalho da actual equipa executiva comparativamente à gestão anterior. Decidimos que a evolução seria ponderada por cada um dos participantes, dependendo do tempo que conheciam, directamente, a escola, colocamos no Perfil de Auto-avaliação da escola ―desde que tem contacto com a escola‖. Esta decisão tem também como pressuposto o facto de que alguns dos pais, alunos e professores que iriam participar poderiam não conhecer a escola há três anos e aí iriam levantar-se questões quanto à sua evolução.

O PAVE foi, assim, adaptado pela equipa coordenadora, que desdobrou muitas das questões propostas no Estudo Europeu para maior compreensão dos participantes.

Nesse mesmo dia, foram entregues convites aos delegados de todas as turmas e aos representantes dos encarregados de educação (através dos respectivos educandos). A entrega dos convites a alunos e representantes dos encarregados de educação de cada turma foi realizada por um dos professores da turma. A divulgação do projecto de investigação foi feita em cada turma a partir de uma circular-interna que o professor leu. Colaboram neste trabalho os funcionários de cada pavilhão, com a ida a cada sala para a leitura da circular e entrega do convite ao delegado e ao educando de cada representante de turma. A circular fazia a seguinte referência: ―Se algum dos elementos convidados não puder ou não estiver motivado a participar, pode ser substituído por outro aluno ou Encarregado de Educação da turma‖. O convite implicava uma confirmação com a devolução de uma senha, com indicação para ser entregue à telefonista da Escola.

No dia 13 de Fevereiro, a equipa voltou a reunir-se para: analisar cuidadosamente as alterações sugeridas na reunião anterior. Nesta reunião, esteve

presente pela primeira vez o Presidente da Associação de Estudantes, o qual, foi esclarecido sobre o projecto e sobre a importância da sua participação.

O Presidente da Associação de Pais não pôde estar presente, pelo que nos enviou a sua proposta para o PAVE, por e-mail, conforme as alterações que tinham sido transmitidas na reunião anterior. Algumas das suas propostas para clarificação das questões foram aprovadas no documento final. Num posterior contacto, o mesmo referiu a sua dificuldade, em participar neste trabalho, por motivos laborais e também pelo facto do horário das reuniões da equipa de coordenação não lhe permitir estar presente sempre que necessário. Foi proposto que se fizesse substituir por outro Encarregado de Educação. Partindo para a concretização desta sugestão, os Encarregados de Educação contactados alegaram os mesmos motivos.

Dados os entraves, estudámos outras possibilidades de horário. Contudo, atendendo às dificuldades de compatibilização de horário entre todos os intervenientes da equipa, decidimos manter as segundas-feiras para a reunião de coordenação do projecto. Esta decisão resultou das limitações de horário dos professores e dos representantes dos alunos que são de outra freguesia do concelho e se deslocam no transporte escolar.

Prosseguia a divulgação do projecto na Escola para professores e funcionários através de um comunicado nas respectivas salas. Nesse comunicado, dávamos informação sobre os objectivos do projecto, enquadramento nas políticas públicas de regulação da Educação, as escolas eficazes e as sessões para participação do pessoal docente e não docente.

Foram organizadas duas sessões para alunos, com horários distintos, uma no turno da tarde, outra no turno da manhã, de modo a possibilitar a sua participação, sem que para isso tivessem que faltar às aulas. A primeira sessão de avaliação da escola decorreu no dia 14 de Fevereiro e contou com a presença de alunos do 5.º, 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade. A segunda sessão decorreu no dia 15 de Fevereiro e contou com alunos do 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade.

Para cada sessão foi apresentado um protocolo que se iniciou com o enquadramento do Projecto de Intervenção, com as propostas de políticas públicas de educação, as quais incentivam à participação e responsabilização dos diferentes actores da comunidade educativa na definição de políticas territoriais e avaliação. Para clarificar melhor o projecto, foi apresentado em powerpoint os principais objectivos do projecto, um exemplo comparado de eficácia de duas escolas (fictícias) com resultados diferentes,

mas com contextos socio-económicos semelhantes. A finalidade deste exemplo era a de comparar a eficácia e questionar o que leva a distinguir as duas escolas. Esta apresentação tinha o intuito de servir de ponto de partida para a reflexão sobre a escola que cada um dos actores iria fazer individualmente.

Para finalizar a apresentação, foi projectado o PAVE (com referência à sua utilização no Projecto Europeu da Avaliação da Qualidade na Educação Escolar) e analisada a sua estrutura por domínios e respectivas áreas. O enquadramento do projecto teve a duração aproximada de 15 minutos.

Após a sensibilização, foi entregue a cada participante um exemplar do PAVE para análise e preenchimento individual. Esse trabalho de análise e classificação demorou em média 30 – 35 minutos.

Enquanto decorria o preenchimento do PAVE, os professores da equipa foram dando apoio à medida que as dúvidas iam surgindo. As dúvidas mais acentuadas foram as dos alunos do 5.º e 6.º anos. Após a classificação individual de cada domínio e área, foi proposta a formação de grupos de três a cinco elementos para reanálise e discussão do PAVE. O grupo deveria escolher um moderador que se responsabilizasse por percorrer cada domínio e área do PAVE. O grupo teria que atribuir uma avaliação, mas desta vez uma avaliação que resultasse do consenso dos elementos do grupo. Caso não houvesse consenso, deveriam registar-se as divergências. O critério para a formação de grupos foi o do ano de escolaridade e ciclo.

Os elementos da equipa coordenadora acompanharam o trabalho de cada grupo, procurando tirar notas. Verificámos, inicialmente, que a aproximação dos professores da equipa de coordenação revelava-se factor inibidor para o debate que os alunos iam tendo entre eles, apesar de se ter explicado que as divergências eram consideradas ―normais‖ e que o trabalho dos elementos da equipa era o de acompanhar cada grupo.

Nas sessões organizadas para os alunos, dado o tempo que foi necessário despender na apresentação, preenchimento e discussão do PAVE, não foi viável a apresentação do trabalho de cada um dos grupos quanto à: classificação atribuída a cada domínio e área, aos consensos e divergências. Durante a avaliação, surgiram algumas diferenças de opinião que, em algumas áreas, se explicam pelas vivências de cada aluno quanto à sua maior ou menor participação nas actividades da escola, do próprio projecto de vida e a ―classe social‖. No final da sessão, cada grupo entregou o PAVE individual e o PAVE de grupo e, por fim, os alunos foram informados do dia para sessão de continuidade do trabalho.

No dia 14 de Fevereiro, realizou-se a sessão com os pais e os funcionários. Seguimos o mesmo protocolo da sessão com os alunos. Durante duas horas, os pais realizaram a avaliação da Escola. Alguns apresentaram dúvidas, sobretudo aqueles que possuem menor escolaridade. A equipa deu apoio aos esclarecimentos que eram solicitados.

Um facto que é relevante descrever foi o de um Encarregado de Educação que não trouxe os óculos e, que por esse motivo, não conseguia ler. Foi necessário um elemento da equipa proceder à leitura de cada item do PAVE para que ele pudesse atribuir a sua avaliação. Ao analisar cada área e respectivas questões, o Encarregado de Educação hesitava e comentou ―se eu sou representante dos Encarregados de Educação de uma turma, a escola deveria dar-me mais informação, para que eu pudesse conhecer melhor a escola e informar, se necessário, os outros pais‖. Esta foi uma boa oportunidade para me aperceber do quanto há falta de informação e conhecimento sobre a organização e funcionamento da Escola.

Daqui surge uma proposta a apresentar aos órgãos de gestão: a organização de sessões de informação sobre áreas essenciais da escola que devem ser do conhecimento dos pais, de modo a que a eleição destes representantes se apresente mais útil e relevante para os mesmos e para a escola. Esta será, por consequência, uma forma de valorizar o papel dos representantes, de fomentar a sua participação e responsabilização.

À semelhança da sessão com os alunos, não foi possível concluir o protocolo previsto. No final da sessão, foi dada informação que o trabalho iria continuar com a apresentação dos consensos e divergências e a indicação das áreas para aprofundar a avaliação. Foi também referido que seriam necessários representantes para o grupo de avaliação de escola.

No dia 18 de Fevereiro, a equipa reuniu-se para proceder a uma reflexão sobre o trabalho realizado nas sessões anteriores e definir a participação de cada elemento da equipa nas sessões seguintes. Nesta reunião, cada elemento da equipa partilhou a sua perspectiva sobre as sessões de trabalho. No que respeita à sessão com os alunos, os professores que estiveram a prestar apoio aos alunos de 5.º e 6.º anos afirmam que estes revelaram dificuldades na interpretação e preenchimento do PAVE.

Os alunos do 2.º e 3.º ciclos identificavam como domínio mais problemático os processos em sala de aula; faziam ainda referência à falta de autoridade de alguns professores e ao barulho que os colegas fazem na sala de aula. Comum a todos era a

preocupação com o elevado número de trabalhos e testes com excessiva concentração em algumas épocas.

Os pais revelam preocupação, sobretudo, com as perturbações na sala de aula e com as expectativas dos professores em relação aos alunos. Nestas sessões e pelo facto da equipa não se sentir muito à-vontade para estar permanentemente junto de cada grupo, decidimos assumir uma presença discreta mas atenta. Sentimos que era importante que as pessoas comunicassem entre si, mas que não se sentissem ―intimidadas‖ com a presença constante dos elementos da equipa.

Esta é, significativamente, uma forma diferente de participar na avaliação da escola. Consideramos que os alunos e os pais ficaram muito surpreendidos com esta oportunidade. O nosso objectivo foi proporcionar a troca de opiniões e registo das mesmas, a criação de um espaço e tempo de reflexão, para que progressivamente diminuam os receios de comunicação e que se fomente uma cultura de avaliação partilhada.

As sessões, em média, tiveram a duração de duas horas. A cada grupo foi dada a indicação de selecção de cinco áreas para avaliação, abrangendo domínios diferentes e mais uma área. Contudo, não nos foi possível na primeira sessão, dos pais e alunos, apresentar o trabalho realizado e proceder à selecção dos representantes dos alunos e dos pais que iriam participar no grupo de avaliação de Escola. Assim, a equipa de coordenação decidiu enviar um agradecimento e um novo convite aos pais e alunos para dar continuidade ao trabalho. Este foi entregue nos mesmos moldes do convite inicial.

No dia 20 de Fevereiro, decorreu a primeira sessão (de duas que foram agendadas) de avaliação da escola para os professores. Para além da informação na sala de professores e as referências ao projecto através das sínteses do Conselho Pedagógico e da Comunidade Educativa, divulguei pessoalmente o projecto a alguns docentes. Embora muitos dos professores contactados tivessem mostrado interesse em participar, deparávamo-nos com o problema do horário. Para que a maioria dos professores participassem, o melhor dia seria à quarta-feira, porque, nesse dia na escola não há aulas no turno da tarde, com a finalidade de se realizarem reuniões de coordenação pedagógica, para todos os anos de escolaridade, conforme calendário e ordem de trabalhos aprovado no inicio de cada ano escolar. Estas reuniões destinam-se à elaboração e acompanhamento do projecto curricular de cada turma, prática instituída desde a reorganização curricular, datada de 2001. Realizam-se, também, as reuniões de grupo disciplinar e de departamento. A quarta-feira surgiu também por proposta, da

Secretaria Regional de Educação, para todas as escolas do 2.º, 3.º Ciclos e Secundário da Região Autónoma da Madeira, com o propósito de desenvolver o projecto regional de Desporto Escolar. Esta proposta implicou mudanças substanciais na conciliação das reuniões de coordenação pedagógica, de grupo disciplinar e de departamento, nos horários de alunos e professores.

Por este motivo, encontrar um horário que possibilitasse uma ampla participação do corpo docente não foi tarefa fácil. Não esquecendo, ainda, que quando os professores não têm trabalho agendado na Escola, utilizam esse tempo para realização de trabalhos da escola em casa e/ou realização de tarefas de cariz pessoal.

O protocolo da sessão foi idêntico à sessão dos alunos e dos pais. Participaram nestas sessões sobretudo professores do Quadro de Zona Pedagógica e professores do Quadro de Escola a trabalhar nesta Escola, a maioria há mais de cinco anos, facto que não deixa de ser relevante, dado o perfil dos referidos professores ser de intervenção e envolvimento na organização da Escola. A participação neste projecto evidenciou-se, em alguns casos, numa vertente profissional e, noutros, numa vertente pessoal, pelo facto de terem filhos em idade escolar a frequentar o primeiro ciclo. De destacar que muitos dos professores que participaram nestas sessões são, essencialmente, antigos alunos da Escola. Participaram, em menor número, os professores contratados.

Nas sessões com os professores, as dúvidas foram substancialmente menores. A perspectiva da equipa relativamente ao acompanhamento do trabalho de cada grupo