3 METODE
3.7 Validitet og reliabilitet
Na análise de rastreio ocular, foi analisado o percentual de duração em que o indivíduo não olhou para qualquer estímulo social nos testes Ekman e Derntl. Para o teste Ekman, foram selecionadas nas áreas sociais dos rostos estáticos os olhos, o nariz e a boca bem como as demais áreas olhadas pelos sujeitos (áreas não sociais).
Se compararmos a porcentagem de duração em que o indivíduo não olhou para qualquer estímulo social entre grupos, observa-se que, em todas as emoções, o grupo de TEA é o que possui a menor porcentagem tempo de fixação de áreas sociais, enquanto os demais grupos apresentam uma oscilação de porcentagens, mostrando- se relativamente próximos.
Os três grupos apresentaram diferenças significativas entre si, F (2,47) = 6.56,
p=.003. O grupo controle diferiu significativamente em relação ao grupo de TEA
quanto ao rastreio ocular de figuras não sociais nas pranchas (p=.003). Foi ainda observada uma tendência de diferença entre o grupo Esquizofrenia e controle (p=0,57). Aqui os grupos clínicos também não diferiram quanto aos resultados (p=.863).
Figura 9. Gráfico da porcentagem de duração em que os grupos olharam para
estímulos áreas não-sociais (teste Ekman)
Para o teste Derntl, também foi calculado o percentual de duração em que os indivíduos fixaram o olhar em áreas não sociais. O grupo Controle foi o que teve a menor porcentagem de fixação em áreas não sociais das pranchas em todas as emoções demonstradas. Os grupos clínicos mostraram oscilação de acordo com determinadas emoções. Enquanto ambos tiveram a mesma porcentagem de fixação em estímulos não sociais nas pranchas de felicidade, surpresa e tristeza; o grupo de TEA teve menor porcentagem nas emoções e medo, neutralidade em comparação com o grupo de pacientes com Esquizofrenia. Já nas emoções de nojo quem apresentou o menor tempo de fixação foi o grupo de Esquizofrenia em comparação com o grupo dos TEA.
Porém, a análise revelou que as diferenças entre os três grupos, quanto ao rastreio ocular de áreas não sociais das pranchas, não alcançaram significância estatística ( F (2,47) = 1.35, p = .270). 17% 15% 21% 17% 17% 16% 19% 30% 23% 30% 26% 23% 21% 25% 15% 17% 21% 20% 20% 20% 21% F E L I Z M E D O N E U T R O N O J O R A I V A S U R P R E S A T R I S T E
PORCENTAGEM DE DURAÇÃO DO OLHAR PARA
ESTÍMULOS NÃO SOCIAIS
8 DISCUSSÃO
Este estudo teve como objetivo comparar o desempenho de indivíduos com TEA, esquizofrenia e clinicamente saudáveis em três tarefas de cognição social. O estudo dividiu-se em duas partes, onde a primeira buscou traçar um perfil sócio demográfico, nível de funcionalidade e habilidade intelectual dos participantes e a segunda englobou as avaliações de cognição social. Nesta foram avaliadas: 1) capacidades de processamento e manejo da emoção com uma tarefa de percepção de face estática, e uma tarefa de percepção corporal dinâmica; 2) Teoria da Mente por meio de uma tarefa de atribuição de estados mentais com base em informação contextual estática.
Na primeira fase de análise dados, referentes aos grupos clínicos (TEA e Esquizofrenia), os resultados indicaram que os mesmos diferiam quanto ao nível sócio econômico e ocupação. No entanto, foram equivalentes quanto a escolarização, funcionalidade e QI. Neste âmbito, vale ressaltar que a escolha de duas provas (QI verbal e Execução) para o QI estimado não parece ter prejudicado o grupo de TEA, apesar da literatura apontar que possuem melhor rendimento em provas de QI de execução do que nas de QI verbal. Observa-se isso no item 7.3 (Habilidade Intelectual), tabela 16, de acordo com o resultado desempenhado pelo subteste verbal (Vocabulário). Nele, o grupo autismo marcou uma média de 11.07, e de 10.07 no subteste execução. Outro estudo, conduzido por Nascimento e Junior (2011), com 21 crianças e adolescentes do sexo masculino, entre 6 anos e 3 meses e 16 anos e 3 meses, os quocientes Intelectuais avaliados com WISC III também apresentaram discrepância entre o QI verbal (QIV) e QI de execução (QIE): onze indivíduos
demonstraram QIV maior que QIE; nove, QIE maior que e QIV e somente uma criança apresentou QIV igual a QIE.
Na segunda parte de análise de dados referente aos testes de Cognição Social, quando realizadas as ANOVA, observa-se que os grupos clínicos não se distinguiram entre si; no entanto, os mesmos se diferem do grupo Controle. Os mesmos resultados foram obtidos por Pinkham et. al (2009), que não encontrou diferença entre os grupos clínicos com ANOVA, mas revelou significativas discrepâncias entre eles e o grupo saudável. No entanto, no presente estudo, estes resultados foram parcialmente alterados quando as variáveis QI e nível socioeconômico foram controladas pela regressão logística.
As diferenças encontradas no teste Ekman entre os grupos Controle e TEA foram mantidas quando variáveis de QI e nível sócio econômico foram controladas pela regressão logística. Observa-se em uma análise mais aprofundada que emoções específicas distinguiram grupos. O grupo Esquizofrenia apresentou vantagens específicas em relação ao grupo TEA: emoção neutra, e uma tendência na emoção nojo.
Observa-se um padrão similar de inversão nos grupos clínicos em relação ao grupo controle. Ambos (TEA e Esquizofrenia) apresentaram uma margem de erros da emoção de nojo primordialmente confundindo-a com a emoção de raiva, o que condiz com os achados que Ekman e Friesen (1971) reportaram que indivíduos de Papua Nova Guiné apresentavam inversões quanto a expressões de raiva e nojo. O mesmo foi reportado por Widen & Russell (2003) em pré escolares norte americanos.
No entanto, de acordo com o Facial Action Coding System (Ekman & Friesen, 1978) as duas expressões não compartilham quaisquer movimentos musculares além de envolverem diferentes mensagens.
Figura 11: “Raiva” e “Nojo”
Fonte: Sherri C. Widen, James A. Russell, & Aimee Brooks in: Anger and Disgust: Discrete or Overlapping Categories? https://www2.bc.edu/sherrilea-widen/posters/anger_digust.pdf
Entre os grupos TEA e Controle, identificou-se uma diferença quanto à emoção de nojo, e uma tendência à emoção de tristeza. Já o grupo de Controle, comparado ao grupo Esquizofrenia, apresentou diferença significativa na emoção de tristeza. Em ambas as situações, o grupo Controle apresentou um desempenho superior.
As diferenças encontradas nos testes Derntl e Emobio entre os grupos Controle e Esquizofrenia através da análise ANOVA desapareceram quando as variáveis de QI e nível sócio econômico foram controladas pela regressão logística.
Deste modo, do ponto de vista de cognição social, o fato dos grupos clínicos não se distinguirem entre eles levanta a discussão se as tarefas não foram adequadas para evidenciar um perfil mais acurado dos mesmos, ou se, como a literatura contempla, os grupos clínicos não possuem realmente um padrão de diferenciação tão marcado entre si.
Sasson et al. (2007) indicaram em seu estudo que os indivíduos com TEA e esquizofrenia podem compartilhar uma anormalidade na utilização de informação facial para avaliar o conteúdo emocional em cenas sociais, mas diferem na
capacidade de procurar pistas socialmente relevantes a partir de estímulos complexos. Segundo os autores, seus resultados sugeriram que, durante o processamento de informação emocional em situações sociais, tanto os indivíduos com TEA como os com esquizofrenia fixam-se menos nas faces do que o grupo controle, embora apenas aqueles com TEA não conseguem orientar-se quanto a rostos mais rapidamente com base na presença da informação facial (o controle e o grupo com esquizofrenia orientaram-se para regiões faciais mais rapidamente quando as faces estavam presentes do que quando estavam ausentes, mas o grupo TEA orientou-se na mesma taxa em ambas as condições). Portanto, os dois casos clínicos podem demonstrar uma anormalidade na utilização de informação facial ao avaliar o conteúdo emocional em cenas sociais, mas divergem na capacidade de procurar pistas socialmente relevantes a partir de estímulos complexos.
Em relação às emoções analisadas separadamente, observou-se que os grupos clínicos apenas se diferenciaram quanto a detecção das emoções de nojo e neutralidade, indicando o grupo de TEA com desempenho inferior quando comparado com o grupo de indivíduos com esquizofrenia. Os pacientes com TEA, mais frequentemente do que os com esquizofrenia, confundiam essa expressão de sentimento com a de raiva. Estudos de Paul Ekman, como o citado anteriormente (1971), confirmam que essas expressões são confundidas entre si por alguns grupos com mais frequência do que outras. Este resultado também pode demonstrar uma maior dificuldade de reconhecimento emoções com grande representação através de expressões na região da boca, pouco rastreada por autistas. Johnels, Gillberg, Falck- Ytter e Miniscalco (2014) também analisaram esse tipo de rastreio facial em 11 crianças com TEA e 29 saudáveis, e concluíram que elas passavam, proporcionalmente, menos tempo visualizando a boca do que outras áreas do rosto.
A visualização de olhos, no experimento conduzido por eles, não diferiu entre os grupos, o que pode indicar o motivo pelo qual há uma dificuldade no grupo com TEA na identificação de emoções que se expressam essencialmente através de movimentos bucais. O olhar é menos direcionado para a área dos olhos, com associado em alguns casos, a uma maior exploração da boca (Guimard-Brunault, et al. 2013; Pelphrey et al. 2002).
Apesar de serem testes aparentemente complexos, o Emobio e Derntl não apresentaram diferenças significativas entre os grupos, diferentemente dos achados da literatura. Nackaerts et al. (2012) indicam performance alterada em indivíduos com TEA na leitura corporal de seres humanos comparados a controles saudáveis, reconhecendo emoções de forma diferente. Em seu estudo, nenhuma diferença foi apontada entre duas tarefas-controle. Os movimentos dos olhos foram avaliados durante a realização das tarefas e os resultados conseguidos indicaram que os participantes com TEA apresentaram mais movimentos sacádicos com fixação e duração mais curtos em relação ao grupo-controle. “No entanto, especialmente para reconhecimento de emoções, esses movimentos oculares alterados foram associadas a reduções na tarefa-performance” (Nackaerts et. al 2012).
Participantes com esquizofrenia demonstraram resultados similares, em comparação a controles saudáveis, em um estudo conduzido por Okruszek et al. (2015). A pesquisa identificou uma performance pior na esquizofrenia do que nos controles, tanto em discriminar ações comunicativas de não-comunicativas (tarefa A), como em selecionar qual de 5 respostas alternativas oferecidas melhor descrevia ações observadas durante os testes (tarefa B). A classificação errada de estímulos não-comunicativos como ações comunicativas foi a principal responsável pelo baixo desempenho dos participantes clínicos. Uma análise de correlação revelou que
habilidades visuais e espaciais previu o desempenho na tarefa A, mas não na B, enquanto habilidades de reconhecimento de emoção facial foram relacionadas tanto a performances na tarefa A quanto na B.
Sasson et al. (2010) citam discrepâncias entre resultados dos grupos clínicos. Segundo os autores, outras formas de pesquisa foram capazes de identificar maiores diferenças entre os resultados em Teoria da Mente de indivíduos com TEA em comparação com participantes com esquizofrenia. O rastreio ocular facial em cenas sociais (Sasson et al.2007) e julgamentos de confiabilidade e identificação de emoções por “point-light motion displays” (Couture et al. 2010), por exemplo, identificaram maiores déficits no autismo do que na esquizofrenia em relação ao reconhecimento de emoções faciais (Bolte and Poustka 2003; Van Lancker et al. 1989) e orientação social (Sasson et al. 2007).
Mesmo que, com os estudos prévios, fosse previsto que houvesse maiores diferenças no s resultados de Emobio e/ou no Derntl, estas podem não ter sido observadas pelas características da amostra utilizada. Uma hipótese sugere que o nível socioeconômico dos indivíduos com TEA permite o seu acesso a serviços médicos, psicológicos e educacionais de elevada qualidade, reduzindo o impacto de alguns dos déficits ocasionados pela doença, ou evitar que eles se agravassem com o desenvolvimento. Quanto ao grupo com Esquizofrenia, o número de anos de doença era menor do que o reportado nos estudos que citou, o que também pode ter contribuído para uma cognição social mais aprimorada.
Quanto ao rastreio ocular do teste de Ekman, observou-se que o grupo de indivíduos com TEA não mostrou diferenças significativas quanto ao rastreio ocular em relação ao grupo de indivíduos com esquizofrenia. Porém, de acordo com as análises extraídas, os grupos clínicos apresentaram menor ou ausência de rastreio da
região da boca comparados com controles saudáveis. No entanto, os grupos clínicos distinguiram-se do grupo controle nas mesmas tarefas. Outros estudos com eye- tracking focados em estratégias de exploração de rostos, mostraram que o rastreamento ocular dos indivíduos com TEA é menor. Outros estudos evidenciaram que tanto o autismo como a esquizofrenia apresentam anormalidades nos padrões de rastreamento facial, como Klin et al, 2002a; Klin, Jones, Schultz, Volkmar, e Cohen, 2002b, Pelphrey, et al, 2002; Phillips e David, 1997; Williams, Loughland, Gordan, e Davidson, 1999, que apontaram uma atenção aumentada a elementos específicos do rosto. Sasson (2007) também ressalta que não é claro se essa anormalidade se estende mais amplamente a outros estímulos sociais e se varia dependendo do tipo e quantidade de informação sendo processada pelo indivíduo, além de apontar a necessidade de se especificar se esse potencial mecanismo de cognição social difere entre as duas desordens. Johnels et al (2014) referiram que indivíduos com TEA rastrearam menos a região da boca e mais tempo em áreas não sociais comparados a controles saudáveis. No estudo, o tempo de rastreamento da área dos olhos entre os grupos não diferiu.
Há muitas ocorrências na literatura que apontam essa discrepância dos dois grupos clínicos estudados com os grupos controle, mas sem grandes diferenças entre si, demonstrando essa disparidade entre o rastreio saudável e o clínico, que foca em pontos diferenciados do rosto (Couture et. al (2010), Craig (2004) e Murphy (2006). Apesar disso, um estudo recente não conseguiu replicar o resultado de pontuações mais baixas em pessoas com TEA, comparativamente a grupos controle (Spek et al., 2010).
É importante ressaltar que houve uma disparidade considerável entre o grupo controle e os grupos clínicos em relação a QI, o que pode ter influenciado os
resultados comparativos da cognição social entre os grupos (mas foi controlado entre grupos), pois é um fator capaz de influenciar as interpretações sociais e cognitivas. Considerar os resultados obtidos sem levar em conta esses contextos pode ser limitador, e seria possível observar semelhanças e diferenças mais acuradas se fossem inclusos indivíduos clínicos com maiores níveis nesses quesitos, ou um grupo- controle mais semelhante a eles nesses pontos.
Uma análise de correlação conduzida por Mohn, Sundet e Rund (2014) teve como objetivo revelar como o QI refere-se à performance em baterias de testes neuropsicológicos como um todo e em um mesmo indivíduo em diferentes domínios da cognição. Nestes estudos, o QI foi significativamente relacionado com todas as pontuações do MCCB (MATRICS Consensus Cognitive Battery), exceto as que tinham relação com a Cognição Social. Análises com regressão hierárquica que incluíram sexo, idade e escolaridade confirmaram essa associação. Para a função cognitiva global, 50% da variação foi explicada pelo QI e características demográficas.
Outros estudos associam a variação de QI aos resultados em cognição social, como é o caso do trabalho publicado por Park e Kim (2014), que notaram que a performance do grupo de estudos no quesito de falsas-crenças era relacionada ao QI em indivíduos com esquizofrenia. Happé (1994), que conduziu um estudo em adultos de alto funcionamento com TEA a respeito de conceitos relativos à Teoria da Mente e estados mentais (Strange Stories), avaliou em sua pesquisa que existe uma relação entre o QI verbal e a Teoria da Mente, que levaram o autor a concluir que essas duas métricas seriam interdependentes. Outros estudos posteriores obtiveram resultados semelhantes, como Kaland et. al. (2002), que encontrou uma correlação significativa entre o QI verbal e a performance de mentalização entre indivíduos com Síndrome de Asperger.
Em uma pesquisa sobre cognição social e competência em crianças de sétima série saudáveis, Pellegrini (1985) notou que os componentes social-cognitivos de seu estudo estavam significativamente correlacionados ao QI dos participantes, enquanto o entendimento interpessoal era intimamente ligado à idade e à classe social dos indivíduos analisados.
Portanto, futuramente, far-se-ão necessários outros estudos com maior correção da pareação dos grupos clínicos e de controle. Outro fator importante, que pode ter influenciado nos resultados, foi que, para este estudo, foram incluídos estudantes de psicologia, os quais possuem treinamento quanto a estímulos cognitivos e uma formação voltada para a capacitação de elementos da cognição social. Esses conhecimentos podem ter atuado como variáveis que alteraram parte dos resultados da amostra.
Nota-se que o presente estudo fez uso de estímulos basicamente visuais, que abrangiam níveis de complexidade mais basais. Como visto em estudos como o descrito por Sasson et al (2007) a utilização de estímulos mais complexos pode diferenciar os grupos.
Em estudos posteriores, mostra-se necessária a exploração mais diversificada de estímulos utilizando contextos áudio-verbais e informações mais textuais com níveis de maior complexidade a fim de verificar se ocorrem diferenças entre os grupos clínicos. A utilização de tarefas de reconhecimento de emoções ou a compreensão de situações sócio-emocionais mais complexas, como empatia, gafe e duplo sentido, utilizadas em testes como Faux Pas ou Hint Test, por exemplo, poderiam ser mais úteis na exploração de eventuais diferenças entre os grupos clínicos.
A comparação direta dos indivíduos com TEA e esquizofrenia oferece potencial para expor possíveis mecanismos independentes da disfunção cognitiva social. Os
resultados deste estudo, realizados com provas visuais de relativa baixa dificuldade, mostraram perfis semelhantes de alteração sócio-cognitiva em grupos com TEA e Esquizofrenia, Desta forma, são sugeridos novos estudos onde sejam administradas tarefas de cognição social de níveis de complexidade superior, recorrendo a estímulos apresentados em diversas modalidades (não apenas visual) que possam explorar com maior detalhe a eventual presença de padrões distintos de cognição social entre estes grupos.
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho propôs-se a definir padrões diferenciados de cognição social para os diferentes grupos. No entanto, através das tarefas ministradas não foi possível distinguir os grupos clínicos entre si.
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