Com o presente estudo foi possível traçar um perfil das parturientes atendidas na MEAC, caracterizando a assistência oferecida às gestantes de risco habitual, fazendo um desenho de como se encontra a assistência ao TP e parto, sendo possível perceber que mesmo com alguns avanços ainda necessários, muito da prática já está de acordo com o que preconizam os órgãos de saúde.
Baseado nos dados encontrados foi possível perceber que as “Boas práticas”, foram mais prevalentes nas mulheres da via de parto vaginal, as cesarianas acabam por ficar mais propensas a cursarem com intervenções obstétricas da categoria B, que por mais que não tenham respaldo científico, ainda são executadas em uma proporção elevada, incluindo quando comparada com estudos nacionais e internacionais.
Protocolos de assistência neonatal têm sido desenvolvidos em sua totalidade na referida maternidade, como a prevenção da oftalmia gonocócica e da hemorragia neonatal, práticas que trazem maior conforto à parturiente no processo de parturição tem atingiram níveis elevados, acontecendo em mais da metade da população estudada.
Práticas ineficazes que devem ser eliminadas aconteceram em proporção bastante inferior às práticas úteis e que devem ser estimuladas, aproximando-se de valores encontrados na literatura nacional e internacional.
Entre os grupos de parto normal e cesariana, os resultados maternos apresentam pouca diferença significante, exceto pela infecção puerperal que foi mais prevalente no grupo de parto abdominal. Já em relação aos dados perinatais foi evidente que os recém-nascidos com piores desfechos (reanimação na SP, oxigênio, UTI e Apgar inferior a 7 no primeiro minuto) estavam no grupo que nasceu por cesárea.
É importante que haja uma sensibilização da equipe para que ela perceba que mesmo a via de parto sendo abdominal e tendo tantas questões envolvidas, é possível que haja a facilitação e encorajamento da formação do vínculo mãe-bebê. As crianças do estudo que nasceram pela via abdominal, na sua grande maioria foram privadas desse primeiro contato. É papel da equipe, humanizar esse momento e é o que preconiza o Ministério da Saúde.
Enfim, ainda há muito que se avançar no cuidado obstétrico pré, intra e pós-parto, embora tenha sido possível identificar que as “Boas práticas de assistência ao trabalho de parto e parto” tem sido desenvolvidas em uma proporção considerada boa, quando comparada a estudos desenvolvidos em outros centros, mas que ainda se encontram aquém do que se
preconiza o ministério da Saúde. Ainda foi possível concluir que muitas intervenções desnecessárias se perpetuam mesmo em centro de referência com unidades de ensino, sendo necessário então o direcionamento das ações para esses detalhes para que o objetivo maior, que é promover uma saúde de qualidade à população, seja atingido.
Fazem-se necessários novos estudos que associem as características sociodemográficas e obstétricas das pacientes, bem como as características da própria instituição à realização das práticas da categoria A e B, com o intúito de identificar o que determina que as “Boas práticas” aconteçam e o que possibilita que as intervenções obstétricas sejam reduzidas. Além de estudos que mostrem a associação das variáveis apresentadas nesse estudo com seus desfechos, incluindo via de parto, a fim de se encontrar um nexo causal entre eles; e possibilitem quantificar o atendimento tornando a avaliação e posteriores comparações mais objetivas, por exemplo, na forma de escores de pontuação.
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APÊNDICE B – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS: QUESTIONÁRIO
QUESTIONÁRIO MATERNO
Iniciais Paciente: Nº do prontuário: Caso Nº:
Bloco A: SÓCIODEMOGRÁFICAS
1. Raça/ cor
1. Amarela 2. Branca 3. Indígena 4. Negra 5. Pardo 6. Outro 7. Morena 999. ignorado
5. Nacionalidade
1. Brasileira 2. Estrangeira 999. Ignorado
2. Idade ______ 999. Ignorado 6. Escolaridade
3. Estado civil
1. Solteira 2. Casada 3.União estável 4. separada 5. Divorciada 6. Viúva 7. outro 999. Ignorado 1. Lê e escreve pelo menos um bilhete 2. Doutorado 3. Especialização/ Residência 4. Mestrado
5. Não sabe ler/escrever 6. Nível fundamental comp. (1º.grau comp) 7. Nível fundamental incompleto (1º.grau incomp.)
8. Nível médio completo/ normal magistério
9. Nível médio completo/ normal magistério indígena 10. Nível médio comp. (2º. Grau comp.) 11. Nível médio incompleto (2º. Grau incompleto) 12. Pós-doutorado 13. superior completo 14. superior incompleto 999. Ignorado 4. Profissão 1. Não _____________________ 2. Sim _____________________ 999. Ignorado 7. Procedência 1
1. Capital 2. Interior 999. Ignorado
7.1. Nome do interior _____________________
Bloco B- CARACTERÍSTICAS CLÍNICO OBSTÉTRICAS
8. internação ____ / ____ / ____
9. Hora da internação ___:____
10. Número de gestações incluindo a atual ____ 999. Ignorado
11. N. total de partos ______ 999. Ignorado
12. abortos ______ 999. Ignorado
13. cesarianas anteriores _____ 999. Ignorado
14. Data último parto ____ / ____ / ____ 999. Ignorado
15. Diferença em meses do parto atual _______ meses
16 . IG na internação ____s_____d 999. Ignorado
17. pré-natal 1. Não 2. Sim 999. Ignorado
17.1 N° de consultas de pré- natal _______ 999. Ignorado
Bloco C: DADOS DA ASSISTÊNCIA AO TRABALHO DE PARTO
18. Início do trabalho de parto
1. Espontâneo 2. Induzido misoprostol 3. Induzido ocitocina 4.Induzido outro 5. Sem trabalho de parto 999. ignorado
19. Dilatação na admissão _____
20. Membranas íntegras 1. Não 2. Sim 999. Ignorado
21. Tempo bolsa rota _____
22. Partograma 1. Não 2. Sim 999. Ignorado
23. Contrações na admissão 1. Não 2. Sim 999. Ignorado
24. Acompanhante TP 1. Não 2. Sim – Mãe 3. Sim – Companheiro 4. Sim – Outro
999. Ignorado
25. Mét. não invasivos alívio da dor 1. Não 2. Sim 999. Ignorado
26. rotura das membranas 1.Não 2. Espontâneo 3. Amniotomia 999. Ignorado
26.1 Dilatação na amniotomia___ 999. Ignorado
27. Analgesia farmacológica no TP 1. Não 2. Sim 3.Peridural 4. Raquidiana 5. Opióide 999. Ignorado
28.1 Número de cardiotocografias realizadas: _______
29. Avaliação da dinâmica uterina 1 . Não 2. Sim 999. Ignorado 29.1. Número de vezes avaliadas qualitativamente______ 999. Ignorado 29.2. Número de vezes avaliadas quantitativamente______ 999. Ignorado
Bloco D: DADOS DA ASSISTÊNCIA AO PARTO E NASCIMENTO
30. Data do parto ___/___/___
31. Hora do parto ___:___
32. Tempo da internação ao parto ____h____min
33. Tipo de parto 1. Normal 2. Fórceps 3. cesariana 34. Acompanhante durante o parto
1. Não 2. Mãe 3. Companheiro 4. Outro 999. Ignorado 37.1 Episiotomia 1. Não 2. Sim médio-lateral 3. Sim mediana 999. Ignorado 37.2 Laceração 1. Não 2. Sim 1º. grau 3. Sim 2º. grau 4. Sim 3º. grau 5. Sim 4º. grau 999. Ignorado
35. Posição no expulsivo 38. Indicação da cesariana (diagnóstico pré-operatório) 1. Deitada 2. Semi-sentada 3. Cócoras 4. Lateral 5. Outro 999. Ignorado 1. Iteratividade 2. apresentação pélvica anômala 3. Placenta prévia 4. Infecção por HIV 5. descolamento prematuro da placenta 6. Desproporção céfalo-pélvica 7. Distócia/discinesia 8. Falha de indução 9. Sofrimento Fetal 10. Pré-eclampsia grave 11. Outros 999. Ignorado 36. Intercorrência no parto 39. Profissional que atendeu o parto 1. Hemorragia 2. Retenção placentária 3. Distócia do ombro 4. prolapso do cordão 5. sem Intercorrência 6. Eclampsia/iminência 7. Outros 999. Ignorado 1. Médico obstetra 2. Cirurgião geral 3. Médico residente 4. Enfermeira obstetra/obstetriz 5. Enfermeira
6. Médico outra especialidade 7. Médico Clínico
8. Médico da estratégia da família 9. Médico generalista
10. Outro 999. Ignorado
39.1 Profissional que atendeu o parto (outro)________ 40. Acompanhante no pós-parto: 1. Não 2. Mãe 3. Companheiro 4. Outro 999. Ignorado 41. Delivramento: 1. Espontâneo 2. Ativo 3. Com manobra 4. Curagem 999. Ignorado 42. Data da saída ___/___/___
Bloco E: MORBIDADE MATERNA
43. Hemorragia grave 1 . Não 2. Sim 999. Ignorado 44. Transfusão 1. Não 2. Sim 999. Ignorado 44.1. Transfusão No. de unidades ____
45. Infecção puerperal 1 . Não 2. Sim 999. Ignorado 46. Histerectomia 1 . Não 2. Sim 999. Ignorado 47. Ruptura uterina 1 . Não 2. Sim 999. Ignorado 48. Admissão em UTI 1 . Não 2. Sim 999. Ignorado
Bloco F: DESFECHO MATERNO
49. condição de alta: 1. Alta médica 2. Alta a pedido 3. Permanência 4. Transferência
DADOS DA INSTITUIÇÃO
Bloco G- CARACTERÍSTICAS DA ASSISTÊNCIA AO PARTO
50. Dia da semana: 1. Dom 2. Seg 3. Ter 4. Qua 5. Qui 6. Sex 7. Sáb 51. Turno do parto e número de parto por plantão: 1. Manhã/tarde 2. Noite
51.1. Número de parto por plantão: ______
Bloco H: PRÁTICAS EXECUTADAS
Categoria A - Práticas que são demonstradamente úteis e que devem ser estimuladas