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V EIEN VIDERE

Franco (op. Cit) dá como exemplo de inovação em Comércio Eletrônico o segmento musical que está reconfigurando o setor quando permite que o cliente monte sua seleção de músicas. Este modelo de negócios consiste na possibilidade do cliente visitar sites e fazer o download de suas músicas preferidas, no mesmo dia em que as mesmas começam a tocar nas rádios e, assim, não precise esperar pelo lançamento do CD. Esta mudança é tão expressiva que novos modelos de canais de distribuição estão se formando mesmo nas organizações que já participam do mercado fonográfico, como as gravadoras Sony, EMI etc. As grandes gravadoras com tecnologia Intertrust estão criando um novo modelo de negócio em que o cliente pode customizar a sua digibox, ou seja, sua seleção de músicas digitais, pagando uma taxa para ter a sua coleção de músicas. O modelo é inovador à medida que amplia o acesso a grandes artistas ou a obras completas e assim abre um novo espaço para o universo musical, cobrando por este serviço e criando maior fidelização do cliente, por meio de um canal direto de Comércio Eletrônico. Este modelo deverá proporcionar preços e custos muito menores que o mercado físico de CDs.

Nesse exemplo o fator de mudança foi a criação de uma nova forma de distribuição e consumo de música exclusivamente em função de um novo modelo de Comércio Eletrônico, criado em decorrência da tecnologia MP3. O modelo tradicional não deixa de existir e o prognóstico é o aumento do mercado, que poderá atingir um maior número de usuários a um preço mais acessível e com enorme encurtamento do ciclo de vida dos novos lançamentos.

Esse mesmo modelo já está atingindo o mercado de livros, com o e-book, que permite a compra on-line de livros em versão eletrônica (no formato pdf, por exemplo) ou a

possibilidade de compra de apenas alguns capítulos de determinado livro. A distribuição é feita por quiosques físicos, mas com parte da operação realizada no formato eletrônico (seleção e download dos capítulos).

acabou por estimular inúmeras outras iniciativas similares, conforme informado pela Câmara Brasileira de Livros ao Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, em 2005. A matéria dizia também que a Yahoo e a Microsoft, os principais concorrentes do Google, também tinham em seu planejamento a aplicação de busca por palavras-chave para rastreamento de conteúdo de livros e que a Amazon.com, nesse mesmo ano, anunciou o projeto Amazon Pages – venda por meio eletrônico de obras em formato digital, que poderiam ser adquiridas por página ou capítulo. Nos Estados Unidos outros sites similares, como www.ebooks.com, já oferecem aos usuários a opção de baixar livros em seu computador.

A própria Amazon não pode ser entendida apenas como um negócio de varejo on-line e tem mostrado que sua verdadeira vocação é a inovação. Segundo o Portal Exame (2007), foi a Amazon que criou o sistema de avaliações realizado pelos próprios clientes e a lista de sugestões e recomendações automáticas, só para mencionar algumas das novidades hoje copiadas pela imensa maioria das lojas eletrônicas. Sistema semelhante de avaliação é aplicado pela E-Bit, já apresentada anteriormente, e que auxiliou na seleção das livrarias on- line para este estudo. Além disso, pesados investimentos em tecnologia – cerca de 200 milhões de dólares entre o período de 2006 e 2007 – permitiram a venda de 2,5 milhões de exemplares do último livro da série Harry Potter e ainda a formatação de um novo negócio na companhia, chamado de “aluguel da Amazon”, com base nessa infra-estrutura e no

conhecimento acumulado ao longo de sua existência. A empresa, que nasceu em 1995 como uma loja eletrônica de livros, está se posicionando também como uma grande provedora de serviços tecnológicos; seus concorrentes, que no início eram somente livrarias, como a rede Barnes and Noble, passam a ser também organizações como a HP e a IBM, duas das maiores prestadoras de serviços de tecnologia. O novo negócio da Amazon está estabelecido sobre o S3, sigla para Simple Storage Service, por meio do qual a Amazon vende espaço de

armazenamento de arquivos em seus data centers para consumidores que desejem ter uma cópia de segurança de sua coleção de fotos, ou até de todos os dados de uma empresa de médio porte, pagando apenas pelo espaço em disco que for utilizado. Em novembro de 2007, o montante gerado pelos arquivos guardados pelo S3 já passava de 10 bilhões de dólares. A Amazon também passou a oferecer outra linha de negócios que é o processamento de dados sob demanda, o EC2, sigla em inglês para Nuvem Computacional Elástica. O EC2 é dirigido a empresas que não podem fazer grandes investimentos em máquinas e optam por alugar os computadores do maior varejista on-line do mundo, também pagando apenas pelo consumo. Até mesmo o centro de distribuição e os sistemas de gerenciamento podem ser alugados. O

alerta para a preocupação dos especialistas que se refere aos altos investimentos para manter uma infra-estrutura com essa qualidade e que podem corroer as apertadas margens de lucro, que hoje são de aproximadamente 4%. Tanto que logo após o salto da ação para o patamar dos 100 dólares, houve uma correção imediata e o preço se estabilizou perto dos 80 dólares. Outro temor é de que as atenções para o comércio eletrônico se dispersem devido a

importância crescente dos serviços em um mercado disputado por especialistas em tecnologia e que exige constantes e custosas atualizações do parque tecnológico.

Outro exemplo de inovação em Comércio Eletrônico noticiado pelo PublishNews (2007) é a versão brasileira do Google Book Search,uma funcionalidade do site de buscas Google que ajuda nas buscas em livrarias do mundo físico por livros não encontrados na Internet. A ferramenta localiza também a loja mais próxima do cliente por meio da informação do CEP e permite ao livreiro incluir a sua livraria e acrescentar ou atualizar informações de sua empresa. Para maior segurança tanto de internautas, como de varejistas, o sistema possui um processo de validação das informações que procura evitar o cadastramento de empresas fantasmas.

6.3. Inovação em Comércio Eletrônico

Franco(op. Cit) dá como exemplo de inovação em Comércio Eletrônico o segmento musical que está reconfigurando o setor quando permite que o cliente monte sua seleção de músicas. Este modelo de negócios consiste na possibilidade do cliente visitar sites e fazer o download de suas músicas preferidas, no mesmo dia em que as mesmas começam a tocar nas rádios e, assim, não precise esperar pelo lançamento do CD. Esta mudança é tão expressiva que novos modelos de canais de distribuição estão se formando mesmo nas organizações que já participam do mercado fonográfico, como as gravadoras Sony, EMI etc. As grandes gravadoras com tecnologia Intertrust estão criando um novo modelo de negócio em que o cliente pode customizar a sua digibox, ou seja, sua seleção de músicas digitais, pagando uma taxa para ter a sua coleção de músicas. O modelo é inovador à medida que amplia o acesso a grandes artistas ou a obras completas e assim abre um novo espaço para o universo musical, cobrando por este serviço e criando maior fidelização do cliente, por meio de um canal direto de Comércio Eletrônico. Este modelo deverá proporcionar preços e custos muito menores que o mercado físico de CDs.

consumo de música exclusivamente em função de um novo modelo de Comércio Eletrônico, criado em decorrência da tecnologia MP3. O modelo tradicional não deixa de existir e o prognóstico é o aumento do mercado, que poderá atingir um maior número de usuários a um preço mais acessível e com enorme encurtamento do ciclo de vida dos novos lançamentos.

Esse mesmo modelo já está atingindo o mercado de livros, com o e-book, que permite a compra on-line de livros em versão eletrônica (no formato pdf, por exemplo) ou a

possibilidade de compra de apenas alguns capítulos de determinado livro. A distribuição é feita por quiosques físicos, mas com parte da operação realizada no formato eletrônico (seleção e download dos capítulos).

Em 2004 o site de buscas Google já tinha um plano de digitalização de livros e que acabou por estimular inúmeras outras iniciativas similares, conforme informado pela Câmara Brasileira de Livros ao Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro, em 2005. A matéria dizia também que a Yahoo e a Microsoft, os principais concorrentes do Google, também tinham em seu planejamento a aplicação de busca por palavras-chave para rastreamento de conteúdo de livros e que a Amazon.com, nesse mesmo ano, anunciou o projeto Amazon Pages – venda por meio eletrônico de obras em formato digital, que poderiam ser adquiridas por página ou capítulo. Nos Estados Unidos outros sites similares, como www.ebooks.com, já oferecem aos usuários a opção de baixar livros em seu computador.

A própria Amazon não pode ser entendida apenas como um negócio de varejo on-line e tem mostrado que sua verdadeira vocação é a inovação. Segundo o Portal Exame (2007), foi a Amazon que criou o sistema de avaliações realizado pelos próprios clientes e a lista de sugestões e recomendações automáticas, só para mencionar algumas das novidades hoje copiadas pela imensa maioria das lojas eletrônicas. Sistema semelhante de avaliação é aplicado pela E-Bit, já apresentada anteriormente, e que auxiliou na seleção das livrarias on- line para este estudo. Além disso, pesados investimentos em tecnologia – cerca de 200 milhões de dólares entre o período de 2006 e 2007 – permitiram a venda de 2,5 milhões de exemplares do último livro da série Harry Potter e ainda a formatação de um novo negócio na companhia, chamado de “aluguel da Amazon”, com base nessa infra-estrutura e no

conhecimento acumulado ao longo de sua existência. A empresa, que nasceu em 1995 como uma loja eletrônica de livros, está se posicionando também como uma grande provedora de serviços tecnológicos; seus concorrentes, que no início eram somente livrarias, como a rede Barnes and Noble, passam a ser também organizações como a HP e a IBM, duas das maiores prestadoras de serviços de tecnologia. O novo negócio da Amazon está estabelecido sobre o

armazenamento de arquivos em seus data centers para consumidores que desejem ter uma cópia de segurança de sua coleção de fotos, ou até de todos os dados de uma empresa de médio porte, pagando apenas pelo espaço em disco que for utilizado. Em novembro de 2007, o montante gerado pelos arquivos guardados pelo S3 já passava de 10 bilhões de dólares. A Amazon também passou a oferecer outra linha de negócios que é o processamento de dados sob demanda, o EC2, sigla em inglês para Nuvem Computacional Elástica. O EC2 é dirigido a empresas que não podem fazer grandes investimentos em máquinas e optam por alugar os computadores do maior varejista on-line do mundo, também pagando apenas pelo consumo. Até mesmo o centro de distribuição e os sistemas de gerenciamento podem ser alugados. O objetivo da Amazon é ter a sua qualidade de serviços reconhecida. Porém a mesma matéria alerta para a preocupação dos especialistas que se refere aos altos investimentos para manter uma infra-estrutura com essa qualidade e que podem corroer as apertadas margens de lucro, que hoje são de aproximadamente 4%. Tanto que logo após o salto da ação para o patamar dos 100 dólares, houve uma correção imediata e o preço se estabilizou perto dos 80 dólares. Outro temor é de que as atenções para o comércio eletrônico se dispersem devido a

importância crescente dos serviços em um mercado disputado por especialistas em tecnologia e que exige constantes e custosas atualizações do parque tecnológico.

Outro exemplo de inovação em Comércio Eletrônico noticiado pelo PublishNews (2007) é a versão brasileira do Google Book Search,uma funcionalidade do site de buscas Google que ajuda nas buscas em livrarias do mundo físico por livros não encontrados na Internet. A ferramenta localiza também a loja mais próxima do cliente por meio da informação do CEP e permite ao livreiro incluir a sua livraria e acrescentar ou atualizar informações de sua empresa. Para maior segurança tanto de internautas, como de varejistas, o sistema possui um processo de validação das informações que procura evitar o cadastramento de empresas fantasmas.

6.3.1. Mobile Marketing

No mercado varejista, as aplicações de negócios móveis resultarão em um aumento significativo na conveniência de se fazer compras eletrônicas. A proliferação do uso de

equipamentos móveis pelos consumidores, como PDAs (personal digital assistants), telefones celulares digitais e pagers de mão dupla vão gerar demanda para o Comércio Eletrônico. Hoje

de informações, como acessar notícias e trocar de e-mails e já se percebe uma utilização um pouco mais intensiva nas operações de compra e venda de ações e algumas compras de produtos. A vantagem deste modelo é a oportunidade de se fazer compras enquanto estão em trânsito, o que sugere que já seja importante pensar em negócios acessíveis por aparelhos móveis.