5. Styrets plandokument
5.1 Utviklingstrender og rammebetingelser
1.ª Atividade:
• Como aprendeste sobre as profissões desconhecidas?
A segunda questão de todas as fichas de autoavaliação tinha por objetivo conduzir os alunos a refletir e avaliar os processos/estratégias utilizados para a construção dos vários conhecimentos construídos, no âmbito de cada uma das três atividades. Tal como para a primeira questão, existia uma tabela com várias opções, algumas verdadeiras, agora destacadas a cinzento (Tabela 15), e outras de despiste.
Figura 35 – Exemplo da resposta à segunda questão da ficha de autoavaliação da primeira atividade
estruturadora
É possível verificar (Tabela 15) que, na primeira atividade, nenhum dos alunos selecionou todas as opções corretas (17 alunos nesta autoavaliação), e que existiram sempre alunos que indicaram opções de despiste:
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A ouvir histórias 6 alunos A ler textos informativos 13 alunos A ouvir as professoras 14 alunos A escrever textos 6 alunos A trabalhar em grupo 15 alunos A dramatizar 5 alunos A realizar a ficha de trabalho 13 alunos A ouvir as apresentações dos colegas 14 alunos A pesquisar imagens na internet 11 alunos A procurar no dicionário 5 alunos
Tabela 15 – Respostas dadas à segunda questão da primeira atividade estruturadora
A opção “a ler textos informativos” foi selecionada por 13 alunos, o que é um dado revelador de que os alunos compreenderam a leitura como um instrumento que lhes permitiu aprender mais sobre a temática. Por outro lado, o facto de os alunos terem selecionado as hipóteses “ouvir histórias”, “dramatizar” e “procurar no dicionário”, leva-me a concluir que estes não conseguiram canalizar a sua reflexão para a atividade realizada, identificando tarefas que foram, de facto, realizadas neste período mas fora do âmbito do projeto. Esta situação levou a que, na autoavaliações seguintes, eu tivesse relembrado, mais do que uma vez, que a ficha de autoavaliação incidia sobre as atividades do projeto, e não sobre todas as atividades realizadas durante esse período. De referir também que, sendo esta questão da primeira atividade – ou seja, o primeiro contacto dos alunos com uma ficha deste tipo – tal como já havia acontecido com a primeira questão, os alunos revelaram algumas dificuldades no preenchimento da tabela, e bastante insegurança na seleção dos processos vividos, sendo que se verificaram várias situações de alunos que após terem marcado várias hipóteses, riscaram algumas.
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• O que gostaste mais de fazer para aprender sobre as profissões desconhecidas?
Figura 36 – Exemplo da resposta à quarta sub-questão da ficha de autoavaliação da primeira atividade
estruturadora
Observando os dados presentes na tabela de resposta da primeira atividade (Tabela 16), nesta sub-questão existiu alguma variedade que respostas, sendo que apenas uma parte delas evidenciou a apropriação do objetivo da tarefa por parte dos alunos:
Ouvir os colegas. 1 aluno
Ouvir as professoras. 3 alunos Pesquisar no computador. 1 aluno Apresentar o trabalho aos colegas. 1 aluno Trabalhar em grupo. 1 aluno
Gostei de tudo. 3 alunos
Aprender as profissões. 4 alunos “Aprendi as profissões, os materiais que eles usam.” 1 aluno “Eu gostei menos de aprender o estivador.” 1 aluno “O que gostei mais de aprender foi o nome das profissões.” 1 aluno
Tabela 16 – Respostas dadas à quarta sub-questão da primeira atividade estruturadora
Com efeito, 7 dos 17 alunos (4 últimas respostas) aproveitaram este espaço para fazer referência a assuntos referentes às sub-questões anteriores, não refletindo sobre o que realmente estava a ser pedido, mas sobre conteúdos aprendidos. As restantes questões já permitem afirmar que os alunos conseguiram refletir sobre os procedimentos levados a cabo nesta tarefa e, em certos casos, eleger um que tenha sido da sua preferência. Uma das opções
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mais selecionadas foi “ouvir as professoras”, o que me deixou de certo modo surpreendida pois foram desenvolvidas muitas outras tarefas/estratégias inovadoras e motivadoras que poderiam ter sido alvo das escolhas dos alunos. Mesmo assim, encaro esta escolha como algo que reflete como a minha postura e a postura da minha colega, numa perspetiva de mediadoras, motivadoras e inovadoras conseguiram cativar estes alunos. Pelos dados obtidos nesta sub- questão é, também, visível que nenhum aluno escolheu especificamente a leitura de textos como a tarefa que mais gostaram de desenvolver, apesar de esta poder estar subentendida nas opções referentes ao trabalho de grupo e ao “gostar de tudo”. Acredito que estas respostas não sejam o reflexo da desvalorização do papel da leitura e das suas potencialidades como ferramenta na construção do saber, mas que, perante outras tarefas mais inovadoras na sala de aula, os alunos não a consideraram como a estratégia predileta.
• O que gostaste menos de fazer para aprender sobre as profissões desconhecidas?
A presença desta última sub-questão de resposta aberta tinha por objetivo a obtenção de dados para o prosseguimento do projeto, nomeadamente a perceção de quais eram as estratégias e as tarefas que os alunos menos gostavam de fazer para aprender.
Figura 37 – Exemplo da resposta à quinta sub-questão da ficha de autoavaliação da primeira atividade
estruturadora
Relativamente a esta sub-questão, na primeira atividade estruturadora, é visível na Tabela 17 que a maioria dos alunos compreendeu o objetivo da tarefa, sendo que a variedade de respostas não foi muito grande, quando comparada com outras sub-questões:
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Pesquisar na internet. 1 aluno Ouvir as apresentações dos colegas. 3 alunos
Trabalhar em grupo 2 alunos
Nada. 9 alunos
“Eu não gostei.” 1 aluno
“O que eu gostei menos foi de escrever a notícia para o jornal da escola.”
1 aluno
Tabela 17 – Respostas dadas à quinta sub-questão da primeira atividade estruturadora
Analisando os resultados, a opção mais elegida foi “Nada”, por mais de metade dos alunos, revelando que os que fizeram esta opção não conseguiram refletir sobre tudo o que foi vivenciado nesta fase do projeto, e selecionar uma tarefa que tivessem gostado menos. Concluí que nas autoavaliações seguintes seria importante ajudar os alunos a desconstruir o seu pensamento, para que refletissem sobre cada tarefa individualmente e, de modo crítico, selecionarem apenas uma como a sua menos preferida. Existiram ainda dois alunos cujas respostas demonstraram a sua incompreensão da tarefa, uma vez que as suas respostas foram desadequadas: a primeira não reflete nenhum aspeto de que o aluno tenha gostado menos, e a segunda incide sobre uma tarefa provavelmente desenvolvida com a professora titular, sendo que não estive presente aquando da sua realização.
2.ª Atividade:
• Como aprendeste sobre as profissões dos pais?
Na autoavaliação da segunda atividade, as respostas dadas à segunda questão (Tabela 18) evidenciam que um maior número de alunos foi capaz de selecionar as opções corretas de processos desenvolvidos:
A fazer um questionário aos pais 18 alunos A ler textos informativos 10 alunos A ouvir as professoras 18 alunos
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A ouvir os pais 20 alunos A trabalhar em grupo 17 alunos A procurar palavras no dicionário 6 alunos A ler uma história 6 alunos A fazer uma entrevista 19 alunos A ouvir as apresentações dos colegas 14 alunos A pesquisar informação em livros 5 alunos A pesquisar informação na internet 9 alunos A fazer um pictograma 17 alunos
Tabela 18 – Respostas dadas à segunda questão da segunda atividade estruturadora
A opção que reuniu a totalidades das escolhas foi “ouvir os pais”, revelando que este momento foi, de facto, marcante para os alunos e que estes compreenderam que foi um meio para que pudessem construir mais conhecimentos sobre as profissões. Mesmo assim, é importante também referir que muitos alunos selecionaram as opções de despiste como sendo estratégias utilizadas nesta atividade. Ora, tal como na tabela anterior, verifica-se que os alunos não foram capazes de refletir apenas sobre a segunda atividade, referindo também tarefas que foram realizadas no âmbito da atividade anterior, como foi o caso da leitura de textos informativos. Como eu já tinha compreendido esta situação no momento de autoavaliação anterior, na leitura que fiz de todas estas opções, tive o cuidado de ir dizendo aos alunos para selecionarem apenas hipóteses respeitantes a esta atividade, e fiz um maior acompanhamento dos alunos que revelaram maiores dificuldades. Contudo, mesmo assim, tal não se revelou suficiente.
• O que gostaste mais de fazer para aprender sobre as profissões dos pais? Relativamente às respostas dadas a esta sub-questão, na segunda atividade (Tabela 19), os dados obtidos mostram uma diminuição dos alunos que não compreenderam o que era pedido nesta tarefa, evidenciando um progresso na sua reflexão sobre os procedimentos vivenciados:
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Construir os pictogramas. 4 alunos Questionário para os pais. 1 aluno Entrevistar/ouvir os pais. 6 alunos
Ouvir os colegas. 2 aluno
Ouvir as professoras. 1 aluno Ler os textos informativos. 1 aluno
Trabalhar em grupo. 1 aluno
“Gostei de aprender a profissão ladrilhador.” 1 aluno “Eu gostei de mais aprender as profissões dos pais.” 1 aluno “O que eu gostei para aprender foi de ouvir os textos.” 1 aluno “Eu gostei mais de não falar para aprender.” 1 aluno
Tabela 19 – Respostas dadas à quarta sub-questão da segunda atividade estruturadora
De entre as respostas “adequadas”, foi notório que existiram duas que se destacaram como sendo as tarefas que os alunos mais gostaram de realizar: a construção dos pictogramas e as visitas dos pais à sala. De facto, a preferência por estas duas estratégias para aprenderem, as duas principais nesta atividade, revela que os alunos possuem consciência do processo vivenciado, e atribuem significado às tarefas que foram mais relevantes, quer para a recolha de informações, quer para a construção de conhecimentos. Quanto à leitura, esta continuou com pouco destaque nas preferências dos alunos. Contudo, compreendo estes resultados porque a sua presença, nesta fase do projeto, esteve implícita na análise dos questionários e dos pictogramas, e por ser de uma natureza diferente pode não ter sido tão percetível para os alunos. Não posso deixar de referir, também, que 4 alunos não foram ainda capazes de refletir sobre tudo o que foi vivenciado e eleger qual a tarefa que preferiram, respondendo, nos últimos dois casos, com frases que não me permitiram compreender qual foi o seu pensamento no momento de autoavaliação.
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• O que gostaste menos de fazer para aprender sobre as profissões dos pais? Ao contrário do observado na primeira atividade, como é possível verificar na Tabela 20 a diversidade de respostas a esta sub-questão, sobre a segunda atividade, foi bastante grande. Contudo, infelizmente, isso não se manifestou numa melhor compreensão e reflexão sobre a tarefa:
Ouvir os pais. 1 aluno
Fazer as entrevistas. 2 alunos
Trabalhar em grupo. 2 alunos
Fazer os pictogramas. 2 aluno Procurar palavras no dicionário. 1 aluno Pesquisar informações na internet. 4 alunos
Não sei. 1 aluno
Nada. 1 aluno
“Eu não gostei de aprender o realizador.” 1 aluno “Algumas profissões.” 1 aluno "Eu gostei menos de aprender foi a profissão da mãe do A13.” 1 aluno “Eu gostei mais de aprender.” 1 aluno
“Eu gostei muito.” 1 aluno
“Eu gostei menos de fazer foi estar sempre a levantar sempre o dedo para não aprender.”
1 aluno
Tabela 20 – Respostas dadas à quinta sub-questão da segunda atividade estruturadora
Sendo que na fase anterior tinha verificado que muitos alunos não foram capazes de selecionar apenas uma tarefa como aquela que menos tinham gostado de realizar para aprender, nesta sessão de autoavaliação achei por bem reforçar o pedido às crianças de que especificassem apenas um tópico como o menos preferido, fazendo uma reflexão sobre todas as estratégias utilizadas nesta atividade. Contudo, apenas 7 dos 20 alunos que responderam a esta ficha de autoavaliação conseguiram refletir sobre os processos realizados nesta atividade e selecionar um como o que menos haviam gostado. Destas respostas destacam-se “fazer entrevistas”, “trabalhar em grupo” e “fazer os pictogramas. As quatro respostas seguintes,
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marcadas a cinzento-claro, demonstram que esses alunos não conseguiram focalizar a sua atenção na atividade em avaliação: as duas primeiras respostas dizem respeito a tarefas que não foram desenvolvidas no âmbito desta atividade, sendo que provavelmente estes alunos se referiram a tarefas externas ao projeto; a terceira resposta evidencia que o aluno não foi capaz de pensar sobre o que havia feito, dizendo apenas que não sabia; e a terceira resposta demonstra que este aluno não foi capaz de ser crítico sobre o que desenvolveu e selecionar apenas uma tarefa. Quanto às restantes respostas, estes 6 alunos não conseguiram compreender o que estava a ser pedido, sendo que encaminharam a sua resposta para conteúdos que não haviam gostado ou deram respostas bastante descentralizadas da tarefa.
3.ª Atividade:
• Como aprendeste sobre o jornal e as suas profissões?
Os dados recolhidos na terceira atividade (Tabela 21), demonstram que os alunos, nesta sessão, já possuíam uma maior apropriação da dinâmica da tarefa, o que se manifestou nas respostas dadas:
A visitar a redação de um jornal 19 alunos A ler textos informativos 17 alunos A ouvir as professoras 18 alunos A visitar a gráfica de um jornal 18 alunos A trabalhar em grupo 15 alunos A procurar palavras no dicionário 4 alunos A ler uma história 4 alunos A fazer uma entrevista 18 alunos A ouvir as apresentações dos colegas 16 alunos A pesquisar informação em livros 3 alunos A pesquisar informação na internet 10 alunos A ouvir pessoas especializadas 18 alunos
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Na verdade, as tarefas realizadas foram selecionadas pela maioria dos alunos, com uma menor incidência na opção “pesquisar informação na internet”, uma estratégia utilizada logo no início desta atividade e, talvez por já estar um pouco distante temporalmente, os alunos não a recordaram tão facilmente. Contudo, existiram ainda alunos que afirmaram ter seguido procedimentos que não foram realizados no âmbito desta tarefa, sendo, no entanto, este valor inferior aos registados na autoavaliação anterior, o que é mais um fator que revelou um progresso no entendimento desta tarefa e no sucesso da reflexão feita sobre o trabalho realizado. Gostaria, ainda, de fazer referência à opção sinalizada a laranja, constante desta tabela de autoavaliação e que foi selecionada apenas por 4 alunos. De facto, esta estratégia não foi realizada por todos os alunos, apenas por aqueles que, autonomamente, no momento de realização da ficha de trabalho em grupo, sentiram a necessidade de utilizar o dicionário para esclarecer o significado de algumas palavras, sendo que ocorreram apenas um ou dois casos em cada grupo. Por este motivo, após a realização desta ficha, compreendi que esta hipótese não deveria ter sido colocada na tabela, pois não tinha sido uma tarefa que todos os alunos desenvolveram, e os dados resultantes da sinalização desta tarefa não devem ter sidos em conta.
• O que gostaste mais de fazer para aprender sobre o jornal e as suas profissões? Os dados recolhidos no preenchimento desta sub-questão, na última atividade estruturadora (Tabela 22), evidenciam uma grande melhoria na compreensão do objetivo da tarefa, uma vez que nenhum aluno revelou não ter compreendido a tarefa:
Ouvir pessoas especializadas. 2 alunos Visitar a redação/gráfica. 13 alunos Pesquisar na internet. 1 aluno Ouvir as professoras. 1 aluno Gostei de tudo. 2 alunos
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Nesta autoavaliação, a minha mediação foi ainda mais direta, para que todos os alunos, principalmente os que tinham vindo a revelar mais dificuldades, refletissem sobre o que tinha sido desenvolvimento nesta fase, e indicassem uma estratégia utilizada que tinha sido a sua preferida. Observando as respostas dadas, facilmente se compreende que foram as visitas de estudo que arrecadaram a maioria das preferências, pelo seu caráter inovador e significativo, demonstrando a implicação ativa que os alunos manifestaram nesta tarefa, e o seu grande envolvimento e entusiasmo desde a sua preparação. Fica aqui o registo de que estes alunos, muito habituados à rotina educativa dentro da sala de aula, se sentiram parte integrante de um projeto que extravasou a passividade comum do dia-a-dia. Será importante referir que, mais uma vez, a leitura não esteve presente no leque das tarefas preferidas dos alunos, o que é de certo modo compreensível face às restantes estratégias desenvolvidas nesta fase. Contudo, não posso deixar de sinalizar que a leitura de textos informativos foi um dos alicerces da motivação para a realização das visitas, desempenhando um papel essencial nesta atividade.
• O que gostaste menos de fazer para aprender sobre o jornal e as suas profissões?
Nesta que foi a última sub-questão da última atividade estruturadora (Tabela 23) existiu uma grande preocupação da minha parte em tentar que todos os alunos compreendessem a tarefa, refletissem sobre tudo o que foi desenvolvido nesta atividade (que foi a mais extensa) e que depois referissem uma tarefa que tivessem gostado menos. Muitos alunos foram dizendo que tinham gostado de tudo e que não conseguiam selecionar algo menos preferido, sendo que foi necessário consciencializá-los de que o facto de indicarem uma tarefa nesta sub-questão tal não dizia que não tinham gostado dela, mas que em comparação com as outras aquela foi a que menos tinham gostado:
Ler textos informativos. 5 alunos Ouvir os colegas a falar. 3 alunos
Trabalhar em grupo. 1 aluno
Visitar a gráfica. 1 aluno
Visitar a redação. 1 aluno
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“Ver o jornal no computador.” 1 aluno Pesquisar informações em livros. 1 aluno Procurar palavras no dicionário. 1 aluno
Nada. 4 alunos
Tabela 23 – Respostas dadas à quinta sub-questão da terceira atividade estruturadora
Deste modo, e como é visível na tabela acima, quase todos os alunos acabaram por compreender o que estava a ser pedido, à exceção de quatro que, apesar do meu esforço, não conseguiram especificar um item. Das tarefas que menos suscitaram o interesse dos alunos, as mais referidas prenderam-se com a realização das fichas de trabalho em grupo (nas quais se integrou a leitura dos textos informativos) e as suas apresentações. Compreendo que esta escolha tenha ocorrido pois estas tarefas, face a outras como as visitas de estudo, foram menos inovadoras e motivadoras do interesse dos alunos, pois não fugiram tanto à igual rotina na sala de aula. Gostaria de fazer referência às respostas “pesquisar informações em livros” e “procurar palavras no dicionário”, uma vez que não foram tarefas desenvolvidas por estes alunos nesta fase, e a sua identificação revela alguma falta de capacidade de se focarem apenas nas tarefas desenvolvidas nesta atividade.
Recuperando a análise de todas as questões e sub-questões presentes nestas fichas de autoavaliação, posso concluir que em certos momentos, esta tarefa, que é tão promotora da reflexão e da metacognição por parte dos alunos, acabou por se revelar um pouco redutora. A verdade é que esta era uma tarefa totalmente inovadora para a turma, que não estava habituada a ter um papel tão ativo na construção e na reflexão sobre a sua aprendizagem, e que colocou os alunos numa posição de grande insegurança e alguma incompreensão. Também para mim esta foi uma tarefa nova, pelo que necessitei de ir reajustando a minha intervenção ao longo das diferentes sessões, na busca de procurar mediar da melhor forma estes procedimentos. O facto de os alunos não compreenderem muito bem o que lhes estava a ser pedido teve como consequência a criação de dados que não correspondiam à realidade vivida e que, em certos casos, contrariavam as afirmações feitas pelos alunos nos vários diálogos que ocorreram ao longo do projeto. Assim, o primeiro momento de autoavaliação foi o motor para a minha
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constante adaptação à tarefa, de modo a tentar que esta produzisse os objetivos esperados. Com a experiência adquirida na primeira tarefa, pude repensar os momentos seguintes, tornando o preenchimento da ficha mais simplificado, lendo questão a questão, permitindo tempo aos alunos para que pudessem compreender e refletir sobre o que estava a ser pedido e apropriar-se dos objetivos presentes. Por conseguinte, foi possível, comparando os diferentes ciclos de investigação-ação, compreender a existência de uma evolução, quer na apropriação da tarefa por parte dos alunos, mas também no aperfeiçoamento da minha intervenção durante a mesma.
Contudo, e como foi sendo visível, em quase todas as questões dos vários momentos de autoavaliação, existiu pelo menos um aluno que não conseguiu compreender a tarefa e construir uma resposta adequada ao que era pedido. De ciclo para ciclo, fui sempre tentando prestar mais auxílio a esses alunos, lendo e relendo as questões, relembrando algumas tarefas realizadas, tentando que especificassem o que haviam gostado mais ou menos. Mesmo assim, em certos casos, essa ajuda não foi suficiente para que entendessem a dinâmica da tarefa. Talvez para estes alunos, a criação de uma outra versão da ficha, mais simplificada, tivesse sido uma boa escolha. Foram estes casos que me fizeram concluir que talvez a estrutura da ficha de autoavaliação não fosse a mais indicada para facilitar o seu preenchimento por parte dos alunos.