2. Rapportering på krav i oppdragsdokument
2.1 Redusere unødvendig venting og variasjon i kapasitetsutnyttelsen
Como ficou registado no Quadro 1 – Plano de Intervenção, o primeiro momento deste projeto, ocorrido no dia 13 de novembro de 2013, constituiu-se na apresentação do mesmo à turma, para que os alunos se sentissem motivados a participar no mesmo e com vontade de saber mais sobre a temática. Tal como já foi referido, o tema das profissões era algo que interessava aos alunos, e estava presente em algumas das conversas que eu e a minha colega presenciámos. Mesmo assim, considerámos que era pertinente desenvolver algumas atividades que provocassem o questionamento por parte dos alunos, não só sobre as profissões, mas sobre as formas que poderiam ser usadas para descobrir mais informações. A motivação inicial dos alunos, em conjunto com o seu pouco conhecimento sobre o tema, fez-nos compreender como a implementação de um projeto desta natureza seria importante, estando claramente contextualizado e sendo pertinente para os alunos. Era nossa ambição o desenvolvimento de atividades que tornassem todo este processo significativo para a turma e que fossem promotoras de um impacto positivo no contexto.
Será importante referir que, como se procurou uma íntima relação entre os nossos projetos, este primeiro momento foi desenvolvido e implementado em conjunto, por mim e pela minha colega, Nanci Alves, constituindo-se parte integrante de ambos os projetos de intervenção. Esta primeira parte foi fundamental para o desenvolvimento de todas as fases seguintes pois, apesar de já termos observado a turma, foi importante para a recolha de dados sobre os conhecimentos prévios dos alunos, que são, como já foi discutido neste relatório, os alicerces para a construção de novos conhecimentos.
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Mesmo já tendo considerado a pertinência do projeto e o interesse dos alunos, foi crucial que este projeto tivesse um arranque motivador para a turma, que lhe permitisse a experimentação de atividades de certo modo inovadoras, mas que não se constitui-se como uma quebra face à normal rotina educativa levada a cabo pela professora titular. Assim, optamos por começar o projeto com a realização de algumas atividades no manual de Estudo do Meio, uma vez que se estava a iniciar a “Unidade 3 – Modos de vida e funções de alguns membros da comunidade”, precisamente com as profissões. Os exercícios propostos pelo manual (Figura 1) eram de correspondência entre imagens, designações de profissões e breves definições sobre as mesmas.
Figura 1 – Exercícios do manual de Estudo do Meio
As atividades foram realizadas individualmente, contando sempre com um diálogo entre a turma quando surgia alguma profissão menos conhecida por parte de algum aluno. Com efeito, quando tal situação ocorreu procurámos que, entre si, os alunos trabalhassem colaborativamente, ajudando-se uns aos outros, como é visível no seguinte diálogo.
Prof: “Alguém não sabe o que faz a carteira? A7: Eu não.
Prof: O que faz a carteira?
A20: Entrega as cartas às pessoas, na caixa do correio (…)
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A4: Trata das plantas. A1: Trata do jardim.”
À medida que os alunos foram realizando as atividades foi notório que estes não tiveram muitas dificuldades na sua consecução e que as dezassete profissões presentes eram conhecidas por eles e/ou ficaram explicitadas durante o diálogo estabelecido. Por isso, tal como tínhamos previsto, o manual desta disciplina revelou-se insuficiente para abordar este tema, pois centrava-se em profissões já conhecidas e que não representavam grandes desafios para os alunos. Como referido no Capítulo 2, este recurso revelou-se bastante limitado e a sua falta de informações novas e desafiadoras foi também reconhecida pelos alunos, durante a conversa estabelecida após a atividade:
Prof: “O que é que nós podemos concluir das profissões que existiam no nosso manual? …
Prof: Eram fáceis? Difíceis? A14: Fáceis.
Prof: Conhecidas ou desconhecidas? Als: Conhecidas.
Prof: E vocês acham que só existem estas profissões? Als: Não, existem mais.
Prof: Pois, existem muitas. Profissões que nós nem conhecemos muito bem. (…)
Prof: Então, existem profissões que vocês não conhecem. A13: Sim. ”
Mesmo não tendo proporcionado grandes momentos desafiadores, este início foi bastante importante pois os alunos começaram a ter uma ideia da diversidade de profissões que existem, bem como da importância de todas elas para o nosso dia-a-dia. O mais relevante foi a consciência de que existiam muitas mais profissões para além das já referidas, e que muitas delas eram ainda desconhecidas. Ficou esclarecido, também, que pelo seu trabalho as pessoas recebem um salário, e que para as diferentes profissões se utilizam diferentes instrumentos.
Estando lançado o tema, consideramos que seria pertinente criar um momento mais desafiador, potenciando a disposição da turma para a construção de conhecimentos sobre as
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profissões. Assim, organizámos uma segunda atividade que tinha como objetivo por os alunos em contacto com profissões, conhecidas e desconhecidas, do seu próprio meio envolvente.
Deste modo, dando seguimento ao trabalho já iniciado, propusemos à turma a realização de uma ficha de trabalho (ANEXO 1), ilustrada com muitas fotografias, que designamos como um “desafio”. Esta era constituída por duas partes: a primeira com profissões que existiam em redor da escola, e a segunda com profissões das quais se falava no dia-a-dia e/ou nas notícias. Com as primeiras profissões queríamos estabelecer uma ligação com o contexto real dos alunos e perceber se, na sua própria localidade, eles conheciam algumas das profissões existentes. Já com as segundas, queríamos saber qual a relação dos alunos com profissões de âmbitos mais alargados. Simultaneamente era nosso objetivo recolher dados sobre os conhecimentos prévios dos alunos, e dados que fossem orientadores para as atividades posteriores, com vista a proporcionar um ambiente significativo, e ao mesmo tempo motivador, para a turma. Por outro lado, queríamos também saber que conhecimentos detinham os alunos relativamente às formas de construírem conhecimento.
Gostaria aqui de fazer uma referência a uma profissão pertencente à segunda parte da ficha e que foi, propositadamente, escolhida por nós de modo a permitir uma ligação deste tema como o tema do jornal. Dada a possibilidade de realizarmos uma visita à redação e à gráfica do Diário do Minho, consideramos que estas visitas seriam uma mais-valia para o desenvolvimento do projeto, mas que, para que tal acontecesse, este deveria estar bem conduzido. Assim, já nesta fase, introduzimos a profissão de “tipógrafo”, para que pudéssemos ter um fio de ligação ao desenvolvimento das atividades que tínhamos em mente.
Ainda antes das fichas serem distribuídas, considerei relevante questionar os alunos sobre se achavam que iriam conhecer todas as profissões presentes nela, à semelhança do que tinha acontecido no manual, pelo que quase metade dos alunos (8 alunos) afirmaram que conheceriam todas as profissões.
Prof: “Nesta folha existem muitas profissões. Se calhar vão existir profissões que vocês conhecem e profissões que vocês não conhecem. O desafio é ver se vocês conhecem ou não. Acham que vão conhecer todas?
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Figura 2 – Preenchimento das fichas
Esta ficha foi realizada em grande grupo, mas de forma individual, ou seja, à medida que ia lendo as questões, cada aluno escrevia a sua resposta. Durante sua a realização pude aperceber-me de que muitos alunos estavam a ter dificuldades em responder às questões. Por um lado, este era um tipo de ficha novo para a turma, até porque não lhes era pedido que respondessem de uma forma fechada às questões, mas que pensassem e escrevessem os seus conhecimentos sobre as profissões, fossem eles quais fossem. Por outro lado, como muitas profissões eram desconhecidas, os alunos não se mostravam interessados em ou capazes de escrever sobre elas, sendo que foi muito frequente a resposta “Não sei”.
Como se pode observar na Figura 2, esta ficha não incidia apenas nos nomes das profissões, mas era mais ampla, focando também no que as pessoas fazem, onde trabalham e que instrumentos utilizam. Alguns alunos, pelos conhecimentos prévios que detinham, conseguiram responder às questões com alguma assertividade, enquanto outros responderam utilizando as informações presentes na ficha, evidenciando um grande desconhecimento face às profissões ilustradas.
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Figura 3 – Excerto da ficha “As profissões” (A11)
No exemplo da Figura 3, nas primeiras três questões, a A11 evidencia ter alguns conhecimentos sobre as profissões retratadas. Na questão sobre as profissões presentes num restaurante, denota-se uma confusão existente entre profissões e instrumentos de trabalho, possivelmente, por a resposta anterior remeter para a segunda dimensão. Na questão referente à farmácia, nota-se que existe uma ideia do que faz um “farmacêutico”, apesar de a aluna referir que a profissão é “médico”. Já na segunda parte, na questão referente ao “apicultor”, a resposta da aluna foi “abelheiro”. Isto deveu-se ao facto de, como as respostas eram dadas ao mesmo tempo, ter existido uma conversa entre os alunos sobre as respostas, sendo que foram dadas algumas hipóteses, em conjunto, para as denominações das profissões. No caso da profissão de “apicultor”, que era desconhecida para os alunos, o nome apontado pela maioria deles para esta profissão foi “abelheiro”, uma vez que, pela imagem apresentada, a turma
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concluiu que se tratava de um trabalho com abelhas. Os dados revelam alguma falta de conhecimento sobre o ‘conceito’/definição e sobre a designação de profissões mais próximas.
Figura 4 – Excerto da ficha “As Profissões”
Na continuação da segunda parte da ficha, as profissões presentes eram um pouco mais exigentes. No entanto, considerei que era importante para os alunos o contacto com profissões que fossem totalmente desconhecidas, caso contrário, podiam cair no erro de achar todas as profissões acessíveis. Mesmo assim, como é possível ver na Figura 4, as profissões “tipógrafo”, “meteorologista” e “estivador” são profissões que, de um modo geral, contribuem ou interferem no nosso dia-a-dia (sendo que “estivador” era uma profissão que passava muito nas notícias, nesta época). Sobre as duas primeiras profissões, o A10 mostra um desconhecimento total sobre as mesmas. Quanto à última profissão, o A10 também demonstra não saber a que se refere, apesar de demonstrar um conhecimento do nome pelo aparecimento nas notícias da televisão.
Os dados recolhidos na realização desta ficha permitiram-nos perceber como a mobilização dos conhecimentos prévios é fundamental numa fase inicial e uma intervenção pedagógica. Afinal, esta mobilização “é inerente à própria conceção de aprendizagem” (Weisz,
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2002, p. 3) que aqui é defendida. Para além disso, foi possível ver como o grupo não estava habituado a este tipo de trabalho, em que tinha de refletir sobre os seus conhecimentos e tentar chegar a algumas conclusões. Acreditando que era necessário existir uma quebra com a posição passiva a que os alunos pareciam estar habituados, concluímos que as atividades seguintes deveriam ser o mais motivadoras e significativas possíveis, e que exigissem uma participação ativa dos alunos.
Para finalizar a realização da ficha, achámos por bem estabelecer um diálogo com e entre os alunos, para que todos pudessem partilhar o que achavam sobre as profissões lá presentes. Verificou-se então que, ao contrário do que os alunos tinham previsto inicialmente, existiam muitas profissões desconhecidas, pelo que se procedeu ao seu registo no quadro, juntamente com algumas das considerações feitas sobre as mesmas.
Figura 5 – Registo de profissões desconhecidas no quadro
Foi nesta conversa que os alunos perceberam que existiam profissões que conheciam, que não conheciam e que conheciam parcialmente, e que surgiu a necessidade de se criar uma forma de registo que permitisse ir acrescentando e alterando de posição as profissões, ao longo do projeto. Surgiu, então, a ideia de se criar um cartaz para afixar na sala, que representasse a evolução do conhecimento sobre as profissões no decorrer do projeto, incluindo já as profissões
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da ficha e as mencionadas no manual. Isto porque os alunos perceberam que existiam muitas mais profissões que poderiam descobrir, e queriam fazer o seu registo.
Concluídas as tarefas pensadas para iniciar e motivar o início do projeto, desencadeando nos alunos um questionamento sobre a temática das profissões, foi estabelecido um diálogo com a intenção de saber quais os conhecimentos que os alunos detinham sobre as formas que poderiam utilizar para aprenderem mais sobre as profissões. Foi, neste momento, que fiquei mais surpreendida, pois os alunos revelavam conhecer já uma panóplia de possibilidades para construírem conhecimento. O meu espanto deveu-se ao facto da turma parecer sempre bastante passiva durante as aulas, e mesmo quando era solicitada uma pesquisa por parte da professora titular, poucos eram os alunos que a realizavam, levando para a sala muito pouca informação ou imagens. Compreendi então que, apesar dos alunos saberem onde poderiam encontrar informações, necessitavam de ser guiados nessa procura e construção de aprendizagem, bastante importante para a sua progressiva autonomia. Esta situação veio reforçar ainda mais a pertinência no investimento em atividades em que os alunos, através de diferentes estratégias e recorrendo a diferentes meios, construíssem conhecimento.
Assim, como hipóteses para se descobrir mais informações sobre as profissões os alunos apontaram:
- Notícias (jornal) - “Na nossa cabeça” - Telejornal (televisão) - Livro de Estudo do Meio - Computador
- Internet - Livros - Biblioteca - Dicionário
- “Pessoas que sabem profissões”
Quadro 3 – Formas de aprender mais sobre as profissões apontadas pelos alunos
Procurámos que os alunos compreendessem que se estava a iniciar um projeto no qual iriam estar implicados, e que exigiria a sua participação ativa, para a construção de novas aprendizagens. Estando aqui defendida uma visão sócio construtivista da aprendizagem, na qual
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são os alunos que detêm o principal papel e conduzem o processo de ensino-aprendizagem, achámos essencial que estes tomassem consciência da sua participação no projeto, e assim pudessem compreender melhor o modo como, ativa e reflexivamente, iriam construindo conhecimentos sobre a temática. Por tudo o que ocorreu nesta primeira fase, creio que ficou criado o vínculo entre a turma e o projeto, um fator importante para o seu desenvolvimento, e que o grupo, para além de motivado e interessado, ficou consciencializado para a necessidade de um trabalho ativo da sua parte, na busca e aquisição de novas aprendizagens sobre as profissões.
Considerar e analisar todos os dados obtidos nesta fase inicial foi crucial para as implementações seguintes do meu projeto de investigação-ação. O facto de constatar que os alunos possuíam poucos conhecimentos sobre o tema, e que eles próprios reconheciam essa limitação, reforçou a minha crença na pertinência deste projeto. Para além disso, o conhecimento, mas pouca relevância e mobilização dada às diferentes estratégias para construírem conhecimento, fez-me compreender que estes alunos precisavam realmente de ser mediados para uma maior prática e abertura às potencialidades dos vários recursos apontados por eles, através de situações que potenciassem a sua participação ativa, a sua aprendizagem e a sua progressiva autonomia. Foi, neste sentido que, nas atividades seguintes, procurei proporcionar à turma situações que fizesse os alunos questionarem-se, contactar e refletir sobre o meio que com contactam diariamente, no qual as profissões ocupam um lugar de destaque, por serem parte integrante e contribuírem para a nossa vida quotidiana.