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Utviklingen i noen produksjoner

5   DISTRIKTSPOLITIKK OG SYSSELSETTING

5.2   Utviklingen i noen produksjoner

As condições climáticas e hidrológicas têm grande importância na dinâmica ambiental e socioeconômica. Na dinâmica ambiental, a cobertura vegetal responde às variações pluviométricas de curto período por meio de mecanismos biológicos de proteção e adaptação. A hidrologia superficial e subterrânea está correlacionada às condições pluviométricas regionais, associado às estruturas geológicas de suporte. Nesse sentido, os ecossistemas, de um modo geral, mantêm estreitos vínculos funcionais com o regime climático, de modo que, alterações de pequena magnitude nos parâmetros gerais do conjunto de elementos climáticos podem provocar alterações importantes na estrutura e funcionamento dos ecossistemas e das paisagens.

A exploração socioeconômica, especialmente àquela vinculada às atividades rurais, depende, entre outros fatores, das condições climáticas para se desenvolverem, sendo o componente ambiental água um elemento central no planejamento de uso agrícola do solo.

Assim sendo, a gestão ambientalmente sustentável dos recursos hídricos é fundamental para o bem estar do desenvolvimento social e econômico de uma região, e a precipitação é a primeira variável a ser considerada, sendo sua distribuição no tempo e no espaço o principal fator para o planejamento dos recursos hídricos de uma bacia (MEDEIROS et al., 2002).

O tipo climático predominante da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró é o BSw´h´, na classificação climática de Köppen. Este se caracteriza por um clima muito quente e semiárido (Figura 22), com a estação chuvosa se atrasando para o outono. No extremo sudoeste da bacia, na região dos maciços residuais onde estão dispostas às nascentes, ocorre o tipo Aw´, caracterizado por um clima tropical chuvoso com verão seco e estação chuvosa se adiantando para o outono (SEMARH, 1998).

Figura 19 – Temperatura anual média do estado do Rio Grande do Norte.

Fonte: EMPARN [200-?a].

Na maior parte da bacia, as chuvas anuais médias de longo período situam-se em torno de 700 mm, havendo pequena área nas proximidades da foz e na região a leste do trecho médio do rio do Carmo, onde descem a 600 mm (Figura 23). Na parte alta, a montante da localidade de Tabuleiro Grande, há um aumento até cerca de 900 mm, com pequena área, na região alta de Martins, aonde chega a 1.100 mm (SEMARH, 1998).

Figura 20 – Precipitação anual média do estado do Rio Grande do Norte.

Dados de 2006, referentes à pluviometria total anual de 16 municípios distribuídos na área da bacia (Figura 24), corroboram com os dados apresentados anteriormente e indicam a existência de variações no quantitativo médio de precipitações. Destaque para o município de Martins na região serrana, onde a precipitação chegou a 1.484,1 mm. O município de Upanema, no setor centro-leste, teve 568,1 mm de precipitação total anual, a menor entre os municípios apresentados, representando um déficit de 916 mm em relação a Martins.

No que se refere à rede de drenagem superficial, a área em estudo apresenta dois grandes padrões de drenagem referenciais, vinculados às condições do substrato geológico. No setor superior da bacia hidrográfica, se estendendo até os limites inferiores do embasamento cristalino, predomina o padrão de drenagem dendrítico (Figura 25), conforme descrito em Christofoletti (1980). Ocorre uma elevada densidade de cursos d’água por área. Estima-se uma Densidade de Rios da ordem de 0,73 r/km2, de acordo com os critérios de ordenação da drenagem superficial estabelecidos por Horton (1945 apud CRISTOFOLETTI, 1980).

Na depressão periférica, entre o embasamento cristalino e a chapada do Apodi, próximo a linha de cuesta, o rio Apodi-Mossoró se mostra superimposto e demonstra uma drenagem consequente, concordante com a direção principal de declive das camadas da Bacia Potiguar. Ainda na depressão periférica, formam-se drenagens subsequentes, obsequentes e ressequentes. Quando adentra a chapada do Apodi ocorre o predomínio do padrão de drenagem paralelo. Com isso, a quantidade de cursos d’água por área diminui drasticamente, estimando-se uma densidade de rios nesse setor da ordem de 0,06 r/km2.

Segundo o Relatório Síntese do Plano Estadual de Recursos Hídricos do RN, realizou-se o cadastro de 618 açudes na BHRAM. Os dez açudes com capacidade de acumulação igual ou acima de 10 milhões de metros cúbicos estão dispostos do Quadro 7, com sua localização e volume de acumulação.

Figura 21 – Normal pluviométrica e distribuição da pluviometria total em milímetros do ano de 2006 em 16 municípios da bacia do rio Apodi-Mossoró.

Quadro 7 – Açudes com capacidade de acumulação a partir de dez milhões de metros cúbicos na BHRAM.

AÇUDE MUNICÍPIO VOLUME (m3)

Apanha-Peixe Caraúbas 10.000.000 Bonito II São Miguel 10.865.000 Do Brej o Olho d’água dos

Borges

17.000.000

Lucrécia Lucrécia 27.270.000

Marcelino Vieira Marcelino Vieira 11.200.000 Pau dos Ferros Pau dos Ferros 54.846.000

Rodeador Umarizal 17.000.000

Santa Cruz do Apodi Apodi 560.000.000 Santo Antonio das

Caraúbas

Caraúbas 11.110.000

Umari Upanema 184.594.000

Fonte: SEMARH (1998).

Malgrado disporem de grande quantidade de cursos d’água superficiais, os terrenos cristalinos apresentam escassez de águas subterrâneas. Estas só vão ocorrer com maior vigor em zonas de fraturas ou próximo as várzeas dos rios mais importantes. Já na chapada do Apodi existe um bom potencial de águas subterrâneas, situadas especialmente na Formação Açu. A exploração deste recurso pode necessitar de perfurações que variam entre 150 m (próximo ao contato com os terrenos cristalinos) até mais de 1.200 metros (próximo ao litoral).

Em razão da grande importância para a manutenção do abastecimento humano e desenvolvimento de atividades econômicas, tanto no estado do Rio Grande do Norte, quanto no estado do Ceará, vêm sendo promovidos seminários visando discutir a criação de um marco regulatório para melhorar a sustentabilidade na exploração das águas subterrâneas da chapada do Apodi. Os municípios de Mossoró, Areia Branca, Grossos, Tibau e Governador Dix-Sept Rosado, utilizam para o abastecimento humano as águas do aquífero Açu. Já o aquífero Jandaíra é utilizado na irrigação de plantas frutíferas, especialmente em Baraúna, e também na fruticultura do Ceará nos municípios de Limoeiro do Norte, Russas e Alto Santo.