2 PRODUKSJONSGRUNNLAG OG STRUKTURUTVIKLING
3.2 Økologisk jordbruk
A geração de informações ambientais, apesar de poder ser desenvolvida sobre qualquer base territorial, deve sempre considerar de forma direta ou indireta a bacia hidrográfica como área de influência. Dessa forma, as bacias hidrográficas, delimitadas em função das interligações hidrológicas entre a atmosfera, a litosfera e a biosfera, apresentam, enquanto unidade de análise e planejamento ambiental, potencialidades relacionadas ao manejo do recurso água como elemento fundamental para o desenvolvimento sustentável das sociedades. De uma forma
mais enfática, a oferta de água é um fator fundamental tanto para a manutenção dos ecossistemas naturais como para os ecossistemas produtivos (SALATI; LEMOS; SALATI, 2006).
Rodrigues e Adami (2005) destacam a bacia hidrográfica como uma das referências espaciais mais consideradas em estudos do meio físico. Tais autores definem bacia hidrográfica,
[...] como um sistema que compreende um volume de materiais, predominantemente sólidos e líquidos, próximo a superfície terrestre, delimitado interna e externamente por todos os processos que, a partir do fornecimento de água pela atmosfera, interferem no fluxo de matéria e energia de um rio ou de uma rede de canais fluviais. Inclui, portanto, todos os espaços de circulação, armazenamento, e de saídas de água e do material por ela transportado, que mantêm relações com esse s canais. (RODRIGUES; ADAMI, 2005, p. 147-148).
Cunha e Guerra (2000) ressaltam que as bacias hidrográficas estão interligadas pelos divisores topográficos, formando uma rede em que cada uma delas drena água, material sólido e dissolvido para uma saída comum, que pode ser outro rio de hierarquia igual ou superior, lago, reservatório ou oceano. Os autores supracitados também destacam que as bacias hidrográficas integram uma visão conjunta do comportamento das condições naturais e das atividades humanas nelas desenvolvidas.
A bacia hidrográfica é reconhecida como unidade espacial da Geografia Física desde o fim dos anos de 1960, mas foi na última década que ela foi incorporada pelos profissionais não só da Geografia, mas da área das chamadas Ciências Ambientais (BOTELHO; SILVA, 2004). Desse modo, compreende-se a bacia hidrográfica como célula básica da análise ambiental subsidiada pela visão sistêmica e integradora do ambiente. Também se torna possível avaliar de forma integrada os efeitos das ações antrópicas sobre o equilíbrio hidrológico. Nessa visão, qualquer modificação antrópica que interfira no recebimento ou liberação de energia da bacia pode acarretar em uma mudança compensatória que tende a minimizar o efeito da modificação e retomar o estado de equilíbrio dinâmico (TEODORO et al., 2007).
Magalhães Jr. (2007) considera que a adoção de bacias hidrográficas enquanto unidade principal de planejamento e gestão é um dos princípios mais valorizados nas abordagens atuais sobre a gestão das águas. Coloca ainda que a
gestão integrada deve se basear na visão sistêmica das interações ambientais e deve buscar respostas e soluções para os problemas que se apresentem.
O estado do Rio Grande do Norte encontra-se situado na região Nordeste do Brasil, e faz limite com os estados do Ceará a oeste, Paraíba ao sul e com o Oceano Atlântico nas porções leste e norte. Nessa orientação, ocorrem no RN bacias hidrográficas menores que deságuam no litoral oriental e duas grandes bacias que têm suas desembocaduras direcionadas para o litoral setentrional. São elas as bacias do rio Piranhas-Assu e do rio Apodi-Mossoró. Esta última situa-se na porção extremo oeste do estado, fazendo limite com o estado do Ceará.
Na avaliação da área para a preparação desta pesquisa, optou-se por estender os limites da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró (Figura 3) de forma a contemplar os municípios de Tibau, Baraúnas e Areia Branca3, excluindo uma pequena porção territorial dos municípios de Assu e Paraú, ambos situados no limite leste da bacia. Estes últimos vinculam-se, primordialmente, com a área de drenagem da bacia hidrográfica do rio Piranhas-Assu. Já a área territorial referente a uma parte do município de Serra do Mel foi mantida, tendo em vista que abrange uma área significativa no baixo curso da bacia do rio Apodi-Mossoró.
Dessa forma, a área total de aproximadamente 15.500 km2 passou a integrar territórios de 51 municípios (Figura 4). A razão para essas mudanças encontra fundamento em pelo menos dois argumentos: primeiro que o uso rigoroso da delimitação topográfica da bacia isolaria as áreas de Tibau, Baraúna e Areia Branca, dificultando o planejamento desses espaços; segundo que os limites da bacia devem servir de base para a delimitação de unidades de planejamento, todavia, concorda-se com Santos (2004), quando essa autora expressa que os limites devem ser flexibilizados em função de interações diversas das naturais/hidrológicas, como, por exemplo, as socioeconômicas.
3 Na Figura 03 pode ser observado que os municípios de Baraúna, Tibau e Areia Branca possuem
porções dos seus territórios vinculados às bacias de escoamento difuso (microbacias litorâneas) 15-1, 15-2 e 15-3, respectivamente.
Figura 3 – Bacias hidrográficas do estado do Rio Grande do Norte.
Fonte: SEMARH (2009).
Figura 4 – Localização da região da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró.
Já o município de Grossos está posicionado no norte da bacia do rio Apodi-Mossoró, mais especificamente, no lado oeste da desembocadura do rio Apodi-Mossoró. Faz limite ao norte com o oceano Atlântico, a leste com o município de Areia Branca, a oeste com o município de Tibau e ao sul com o município de Mossoró. Encontra-se separado do município de Areia Branca pelo estuário do rio Apodi-Mossoró (Figura 5).
Figura 5 – Localização do município de Grosso s na bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró.
Fonte: Elaborado por Rodrigo G. de Carvalho.