• No results found

2 Teoretisk og empirisk grunnlag

2.1 Utvikling av matematikkferdigheter

Stoner e Freeman (1995, p.55) explicam que o ambiente indireto afeta a organização de duas maneiras.

Primeiro: algumas forças podem ditar a formação de um grupo que eventualmente se torne um stakeholder. Segundo: os elementos de ação indireta criam um clima – uma tecnologia que muda rapidamente, crescimento ou declínio econômico, mudanças nas atitudes com relação ao trabalho – no qual a organização existe e ao qual precisa, em última instância, reagir.

Fatores demográficos

Segundo Pereira (2013, p.3), estes fatores são aqueles que refletem as mudanças demográficas, tais como o tamanho, a densidade e a distribuição geográfica populacional, a mobilidade da população e o processo migratório, as taxas de crescimento e envelhecimento da

população, entre outros indicadores. Estas mudanças, para Stoner e Freeman (1995), são importantes para os administradores por dois principais motivos: afetam o tamanho da oferta de mão de obra e criam questões sociais que impactam nos administradores.

As mudanças nestes indicadores “quando bem monitoradas podem revelar grandes oportunidades ou problemas para uma organização” (PEREIRA, 2013, p.3), porém estes são fatores que normalmente mudam de forma lenta, e, portanto, quando bem observados não causam grandes surpresas. Andrade e Amboni (2010, p.31), complementam esta ideia ao afirmar que “esses componentes podem ser úteis na implementação de estratégias empresariais, visando à maior participação da empresa junto ao meio”.

Fatores econômicos

Para Certo e Peter (1993), os fatores econômicos indicam a forma como os recursos são distribuídos e usados dentro do ambiente. Pereira (2013) declara que estes fatores refletem a situação econômica: o estado geral da economia em termos de inflação, níveis de receita, produto interno bruto, desemprego e outros indicadores responsáveis por grande parte das mudanças no ambiente externo.

Todos os fatores econômicos variam ao longo dos anos, e os administradores devem devotar boa parte do tempo e dos recursos de suas organizações na elaboração de previsões para a economia e para as mudanças. Há dois tipos de mudança econômica: as mudanças estruturais – grandes alterações, permanentes ou temporárias, nas relações de diferentes setores da economia e variáveis econômicas significativas – ou mudanças cíclicas – oscilações no nível geral da atividade econômica, como o aumento e a

queda das taxas de juros e da inflação. Para as estratégias organizacionais, as mudanças cíclicas têm implicações muito diversas das impostas pelas mudanças estruturais, porque são uma função da volatilidade normal da economia. O problema verdadeiro está em distinguir as mudanças cíclicas das mudanças estruturais (STONER; FREEMAN, 1995).

As mudanças na economia trazem oportunidades e problemas às organizações e cabe aos seus gestores saber aproveitá-las ou contorná-las, além de continuamente monitorar as mudanças dos indicadores- mestres da economia, buscando minimizar fraquezas e capitalizar oportunidades (PEREIRA, 2013, p.4).

Fatores socioculturais

O componente social descreve as “características da sociedade na qual a organização existe” (CERTO; PETER, 1993, p.42). Os fatores sócio-culturais são mudanças no sistema cultural e social, que afetam as ações de uma organização e a demanda por seus produtos ou serviços, os quais podem ser os mais diversos, tais como: direitos humanos, hábitos das pessoas em relação a atitudes e suposições, crenças e aspirações pessoais, relacionamentos interpessoais, estrutura social e estrutura educacional (PEREIRA, 2013).

Stoner e Freeman (1995) afirmam que os valores e costumes de uma sociedade estabelecem diretrizes que definem a atuação das organizações. Eles variam de um país para outro, pois cada nação possui um sistema cultural e social que compreendem certas crenças e valores (HITT; HOSKISSON; IRELAND, 2007). Um exemplo da importância das diferenças culturais são as experiências das multinacionais, que podem fracassar caso os valores e costumes da população local não

forem levados em conta (HALL, 1984). Certo e Peter (1993, p.42) declaram que “é importante que os administradores se lembrem de que, embora as mudanças nos atributos de uma sociedade possam ocorrer lenta ou rapidamente, inevitavelmente elas ocorrerão”.

Fatores político-legais

Os fatores político-legais caracterizam-se por numerosas leis e inúmeras autoridades que exercem indireta e forte influência sobre as organizações. A legislação de um País, seja na esfera federal ou estadual, afeta salários e impostos pagos por empresas, afeta os direitos dos empregados e as responsabilidades da organização por seus produtos, serviços e clientes (PEREIRA, 2013, p.4).

Para Certo e Peter (1993), a parte política compreende os elementos que estão relacionados à obrigação governamental, tais como o tipo de governo, a atitude do governo face às várias indústrias, os esforços para tentar obter aprovação de projetos por grupos interessados, progressos na aprovação de leis, plataformas de partidos políticos e, algumas vezes, a predisposição dos candidatos para se empenhar no cargo. “As variáveis políticas incluem o clima político e ideológico geral que o governo pode criar e a estabilidade ou instabilidade política e institucional do país em geral” (ANDRADE; AMBONI, 2010, p.31). Estes fatores, segundo Andrade e Amboni (2010, p.31), irão repercutir, em algum grau, no comportamento das organizações. Exemplos desta repercussão são as políticas de incentivos para a constituição de novos empreendimentos e a taxa de impostos relativos à circulação de mercadorias de um município para outro.

legislação aprovada. Este componente descreve as regras ou leis que todos os membros da sociedade devem seguir” (CERTO; PETER, 1993, p.43). Para Andrade e Amboni (2010, p.31), todas as organizações são afetadas pelo sistema legal, de forma direta ou indireta, observando ainda o aspecto dinâmico do sistema legal, quando uma nova lei é aprovada ou uma interpretação é modificada, ou, ainda, quando ocorrem mudanças fundamentais, principalmente na legislação fiscal.

Fatores tecnológicos

O componente tecnológico inclui novas abordagens para a produção de mercadorias e serviços, tais como novos procedimentos e equipamentos (CERTO; PETER, 1993). Os fatores de ordem tecnológica podem influenciar o uso do conhecimento e de técnicas da organização na produção de seus produtos e serviços, bem como afetar suas características. Devido às constantes mudanças na tecnologia, a administração deve-se manter a frente dos mais recentes desenvolvimentos, a fim de manter a competitividade da organização. A tecnologia é um fator com grande velocidade de mudança, e, portanto, seu grau de influência em uma organização depende do grau de dependência da organização em relação a ela (PEREIRA, 2013). “O nível da tecnologia em uma sociedade ou numa indústria específica determina em grande parte quais produtos e serviços serão produzidos, qual equipamento será usado e como serão administradas as operações” (STONER; FREEMAN, 1995, p.58).

Fatores ecológicos

geral que cerca a organização (HALL, 1984). O nível de desenvolvimento ecológico, o índice de poluição (sonora, atmosférica, hidrológica, visual) e a legislação sobre uso do solo e meio ambiente são alguns dos fatores ecológicos, porém, dependendo do âmbito de atuação da organização há outros componentes a serem considerados (VASCONCELOS FILHO, 1979).

Para Andrade e Amboni (2010, p.31), as políticas ecológicas definidas nos vários âmbitos do governo podem atuar como oportunidades e também como ameaças para as organizações. A legislação sobre o meio ambiente em prol do desenvolvimento sustentável pode ser citada como exemplo.

Segundo Andrade e Amboni (2010, p.32):

As normas da série ISO 14000, por exemplo, estão sendo desenvolvidas desde 1993 pelo Comitê Técnico (TC) 207 da Internacional Standardization Organization (ISO) com o objetivo de

fornecer às organizações de todo o mundo uma abordagem comum da gestão ambiental. Em seu conjunto a série aborda o estabelecimento de sistemas de gestão ambiental (SGA), auditoria ambiental, avaliação de desempenho ambiental, rotulagem ambiental, avaliação do ciclo de vida e aspectos ambientais em normas e produtos, além da terminologia utilizada para a compreensão do conjunto das próprias normas. A adoção de normas da série ISO 14000 vem se tornando cada vez mais importante como instrumento de competitividade das empresas, sobretudo no comércio internacional.

As organizações que adotam práticas sustentáveis tentam assegurar que seus produtos sejam bons para o ambiente ou, pelo menos, causem pouco ou

nenhum dano a ele. Para tanto, podem produzir bens recicláveis ou utilizar materiais reciclados em seus produtos (CHURCHILL; PETER, 2010). Atualmente, o uso adequado e de forma sustentável dos recursos naturais exercem grande impacto sobre a organização que não os administra de forma adequada, em função do crescente nível de consciência ambiental e de desenvolvimento ecológico da população (PEREIRA, 2013).