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5 Diskusjon

5.2 Resultatene sett i lys av tidligere forskning

5.2.2 I hvilken grad kan matematikkferdigheter forklare foreldrerapportert glede og

O futebol na Europa necessitava de uma regulamentação, pelo fato de cada país ter o seu campeonato com regulamentos próprios, ou seja, cada país tem uma legislação diferente. Nas competições continentais, a UEFA padroniza seus regulamentos sem ferir a legislação esportiva de cada país membro. Todavia, os diferentes regulamentos e legislações nacionais fazem com que alguns clubes levem vantagens financeiras sobre outros.

Os clubes ingleses, por exemplo, têm mais recursos da TV, assim como possuem proprietários multimilionários que eliminam qualquer déficit de seus clubes com recursos próprios. Os alemães arrecadam muito com patrocínio e o match-day. Na França o governo cobra muitos impostos dos clubes, alijando os recursos disponíveis para os mesmos serem competitivos e poderem investir na atividade fim.

Na Espanha o duo Barça-Real negocia, separadamente, os recursos de televisionamento do campeonato espanhol, ficando com a maior parte. Na Itália a crise afeta às empresas que controlam os clubes e, consequentemente, há uma diminuição nos investimentos do futebol3. Ainda, existem outras 49 Ligas

com suas particularidades e legislações diferentes. Como equilibrar as competições neste cenário tão

3 A equipe do Parma (Parma Calcio 1913) declarou falência e terá que recomeçar sua trajetória rumo a elite do futebol italiano a partir de campeonatos amadores da 4ª divisão (Série D) (GLOBOESPORTE.COM, 2015).

desigual? Além disso, por mais recursos que os clubes percebem, as dívidas no início de 2011 beiravam a cifra de 17 milhões de euros e as previsões anuais da consultoria Deloitte mostravam que a situação das principais ligas como da Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália eram dramáticas (PREUSS; HAUGEN; SCHUBERT, 2014).

O modelo econômico dos clubes de futebol profissionais europeu mudou nos anos 1980-1990, principalmente por duas razões: a alta dos direitos de retransmissão da televisão em virtude da privatização das emissoras e a liberalização do mercado de jogadores (DRUT; RABALLAND, 2010). A “caça” a audiência elevou de maneira considerável e rápida a entrada de recursos nas Ligas através da concorrência entre as TVs. Os preços para retransmitir os campeonatos explodiram. A TV levou as competições européias para o resto do mundo e as competições UEFA tiveram um substancial interesse do público telespectador tanto por sua competitividade como pelo fato de pagarem aos clubes somas astronômicas.

Outro fato relevante para o desequilíbrio das competições ocorreu com a entrada de investidores no futebol. Muitas empresas, grupos de investidores e fundos de investimentos expandiram sua influência sobre o negócio futebol. Enquanto estes clubes bancados por investidores podem se aventurar, operando no vermelho a cada ano, muitos outros não podem. A prática do “doping financeiro”, nomenclatura, esta vinda da medicina e usada pelo Chefe Executivo da UEFA, Lars- Christer Olsen comenta o que ocorre no futebol atualmente. Os investidores externos ao futebol fazem parcerias com os clubes e investem em jogadores para revenda no futuro. Uma injeção de jogadores num clube

com a finalidade de valorizá-los com as vitórias4. A UEFA luta contra este tipo de investimento e o advento do FPF poderia por fim ao doping financeiro no esporte (MÜLLER; LAMMERT; HOVEMANN, 2012; DERMIT- RICHARD, 2013; EVANS, 2014; PREUSS; HAUGEN; SCHUBERT, 2014).

Da mesma maneira, a expressão “vitória a crédito” (DRUT, 2011), citada pelo presidente Platini significa o endividamento entre clubes e funciona da seguinte forma: um clube adquire um atleta de outro clube e no final da temporada transfere este atleta a um terceiro clube. O jogador atua uma temporada pelo clube, após se transfere para outro e resta ao clube que o adquiriu a dívida. Muitos clubes deixam de pagar seus pares e, assim as dívidas entre clubes aumentaram de forma exponencial. O FPF combate o endividamento entre clubes, tendo efeitos sobre o nível de equilíbrio competitivo (Competitive Balance), já que este depende da distribuição da qualidade dos jogadores (KÉSENNE, 2000).

Embora existam estudos que não revelaram quaisquer mudanças significativas no equilíbrio competitivo em todas as ligas, recentes estudos como os de Pawlowski, Breuer e Hovemann (2010) detectaram declínio no equilíbrio competitivo em algumas ligas. Uma visão detalhada do fenômeno da incerteza do resultado / equilíbrio competitivo é fornecido por Késenne (2007).

A UEFA também é zelosa em ter outras opiniões e

4 A entrada de investidores no futebol é conhecida como TPO (Third party ownership) é comumente definida como o Acordo entre um clube e um terceiro, (fundos de investimento, empresas, agências esportivas, agentes e/ou investidores privados), nos termos do qual, um terceiro, externo ao clube, adquire uma participação econômica ou um crédito futuro relacionados com a eventual transferência de um certo jogador de futebol. Um estudo detalhado pode ser visto em KPMG (2013).

pontos de vistas sobre sua regulamentação. Para isso conversa com economistas, acadêmicos, pesquisadores sobre este tema a fim de atualizá-lo de possíveis desvios (COMISSÃO EUROPÉIA, 2012). Por mais discordâncias que existam entre os diversos atores que atuam no futebol, pelo menos a associação de clubes, a ECA, é a favor do FPF. Seu presidente o ex-jogador da seleção alemã Karl-Heinz Rummenigge apoiou a iniciativa da UEFA. Em um comunicado à imprensa se posicionou:

As regras de fair-play financeiro constituem um elemento muito importante para permitir aos clubes o controle da sua situação econômica. Por isso, a ECA apela aos clubes que apoiem o sistema e trabalhem no quadro das novas regras. (FUTEBOL 365.Tradução nossa).

Os argumentos citados incentivam o pesquisador a analisar e discutir a aplicação do FPF nos clubes de futebol da Europa, tomando-se por base, de acordo com o modelo de análise proposto no item 4.3, os seguintes tópicos:

racionalidade nas finanças dos clubes;

a) pressão orçamentária exercida pela inflação dos salários e transferências

b) sobrevivência dos clubes com suas próprias receitas;

c) investimentos para o setor da formação e da infraestrutura;

d) viabilidade do futebol europeu por um longo período;

e) equidade financeira nas competições; f) critérios de participação dos clubes; g) sanções e penalidades;

De posse dos argumentos apresentados, até então e com base nos critérios elencados, pode-se fazer uma análise do FPF sob a ótica dos entrevistados.

5.3.2 Análise da regulamentação do FPF sob a