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As encenações dos grupos de Teatro de Vizinhos por princìpio implica na presença dominante de atores que não são profissionais. As consequências desta opção podem ser identificadas: primeiro torna-se necessário verificar que os grupos não buscam tornar-se um conservatório do teatro, tampouco buscam profissionalizar os vizinhos na arte do ator. São vizinhos que fazem teatro, e é a partir desta

214 No original: Nosotros planteamos que muchas veces, desde una

buena intención ideológica se hace mucho arte pobre para los pobres, y se perdona la vida porque bueno, es del barrio, está bien, […]Se logra la cualidad, principalmente con trabajo y no le perdonando la vida, no lo debemos perdonar la vida a la gente que trabajamos dentro del arte comunitario con la gente, por no ser profesionales o porque no tengamos el dinero que tiene los grandes productores de espectáculos, no lo tenemos que perdonar la vida con respecto a la cualidad, e en la general la energía y la verdad que tiene los productos salidos de la gente son de una cualidad mejores do que esta pseudo cualidad técnica y fria que muchas veces tienen los espectáculos profesionales (ARTE Y TRANSFORMACIÓN SOCIAL) – Material audio visual, transcrição do autor.

caracterìstica que os grupos desenvolvem suas experiências. Ricardo Talento comenta sobre este aspecto:

Nós não pretendemos de nenhuma maneira disputar com o mundo profissional, tampouco confundir nenhum vizinho que acredite ser um profissional, porque não está preparado para essa função. Mas, quando alguma pessoa descobre que sua profissão são asartes, o criativo, então se insiste para que busque as escolas de formação, porque o caminho vai ser outro e as necessidades de formação também (TALENTO, 2012).215

Não tendo como objetivo profissionalizar os integrantes, algumas caracterìsticas desenvolvidas pelos grupos se tornaram ferramentas funcionais do trabalho com os vizinhos-atores. Este é o caso da adoção do canto comunitário e do coro como elementos essenciais das encenações.

A participação de vizinhos atores nos espetáculos também influencia a própria composição das cenas, pois na maioria das vezes, elas são criadas tendo em vista as caracterìsticas que os participantes já trazem consigo, para aproveitar “la gracia de cada individuo” (Bidegain, 2008, p. 35). Desta forma, não é apenas o vizinho que se adapta à personagem, que a representa, também a personagem é adaptada ao vizinho, por isto la gracia acaba por fazer parte da própria encenação.

La gracia, na opinião de Adhemar Bianchi, residi no interessante que cada vizinho traz consigo para potencia-lo criativamente e que, muitas vezes, a pessoa mesmo desconhece até que descobre dentro dos processos de trabalho e a partir de aì

215No orininalo: Nosotros no pretendemos para nada disputar el mundo

profesional ni confundir a ningún vecino que se crea profesional, porque no está preparado para esa tarea. Más, cuando hay alguna persona que dice que descubre que su carrera son las artes, lo creativo, uno ahí ya insiste para que vayan a los institutos de formación, porque el camino va a ser otro y las necesidades formativas también (TALENTO, 2012).

desenvolve sua confiança (BIDEGAIN, 2008, p.35).216

Os grupos assumem o fato dos espetáculos serem realizados por vizinhos, que fazem teatro, mas não estão sendo preparados para serem atores profissionais, e por isto não acumulam técnicas de atuação, como ocorre nas escolas de formação de atores (BIDEGAIN, 2008), desta forma, potenciar as aptidões e talentos que as pessoas já trazem consigo se torna parte constitutiva da experiência teatral desenvolvida. Para Adhemar Bianchi (2013), Ricardo Talento é um grande especialista em utilizar ―la gracia” dos vizinhos e traze-la a cena, e depois o diretor questiona “se un vecino tiene la espalda rota, lo que hago a no ser pone- la en cena” (BIANCHI, 2013).

Conhecer as especificidades do trabalho com vizinhos se tornou uma importante ferramenta dos grupos para a criação de seus espetáculos, fazendo parte da própria encenação que é criada, pois todos possuem o direito de criar, de atores profissionais a vizinhos, crianças à idosos, baixos, altos, gordos e magros e ao final, fugindo de todos os estereótipos e hierarquias que nos fazem ser algo, não podeirámos assumir a função de vizinhos?

216No original: La gracia, en opinión de Adhemar Bianchi, radica en lo

interesante que cada vecino trae consigo para potenciarlo creativamente y que, muchas veces, la persona mismo desconoce hasta que lo descubre en estos procesos de trabajo y a partir de allí desarrolla su confianza (BIDEGAIN, 2008, p.35).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Teatro de Vizinhos é uma prática teatral, que desde a formação do primeiro grupo, Catalinas Sur, buscou integar pessoas de diversas idades, com ou sem experiência teatral, independente da classe social, raça, tipo fìsico etc. Os vizinhos dos bairros de La Boca e Catalinas foram os responsáveis pelo surgimento do grupo pioneiro e o espaço público comunitário o local de nascimento desta forma de manifestação cultural comunitária.

Por terem se inspirado, e contado com o apoio do grupo Catalinas Sur, os integrantes do grupo Los Calandracas trouxeram uma grande contribuição ao movimento teatral que se iniciava. Pois ao utilizar algumas das estratégias adotadas pelo grupo de La Boca para formar o Circuito Cultural Barracas, sem a preocupação de se diferenciarem de seu grupo irmão, pelo contrario, assumindo ser um projeto semelhante, dentro de suas diferenças, formou-se o que pode ser considerado a base que posteriormente seria disponibilizado aos grupos que surgiriam.

Os grupos que se formaram posterioremente, puderam contar com os conhecimentos que se foramaram no interior do grupo Catalinas Sur e do Circuito Cultural Barracas, já tendo consciência da diferença de se adotar como sede um espaço fechado, no qual um grupo de pessoas está apartado do restante da comunidade, ou de escolher um espaço público, estando visìvel a todos os vizinhos. Já conheciam o potencial de mobilização da gastronomia, da música e do canto. A importância de buscar dar voz aos territórios silenciados, através de suas memórias e identidades.

Se para o desenvolvimento do Teatro de Vizinhos, tornou-se importante o fato dos diretores terem conhecimento teatral prévio, também se tornou importante que estes contassem com conhecimentos especìficos da prática teatral comunitária. Este é um dos motivos da adoção do canto comunitário e da música pela maioria (provavelmente todos) os grupos de Teatro de Vizinhos, que encontraram nestas linguagens ferramentas para o trabalho com pessoas sem experiência teatral.

Ao participar da oficina ministrada por Adhemar Bianchi e Monica Lacoste em Barcelona, os ensinamentos transmitidos se

tornavam, a meus olhos, um manual para o trabalho teatral em comunidades. Ao desenvolver minha pesquisa, e constatar que muitos grupos, de formas diversas, dialogaram com as experiências do grupo Catalinas Sur, e que Adhemar Bianchi e Ricardo Talento se engajaram no objetivo de auxiliar a formação de novos grupos de Teatro Comunitário, esta impressão errônea de alguma forma se mantinha presente.

Adhemar Bianchi e Ricardo Talento não desenvolveram um manual de como criar, organizar e realizar espetáculos teatrais comunitários. O que os diretores fizeram foi disponibilizar seus conhecimentos, construìdos a partir de experiências práticas bem sucedidas, para que todos aqueles que tivessem o interesse de com elas dialogar, pudessem fazê-lo.

A partir desta pesquisa pude identificar caracterìsticas comuns no Teatro de Vizinhos. Mas não encontrei grupos engessados, que seguem modelos rìgidos. Seus trabalhos são criados desde suas próprias experiências, que são construìdas a partir de uma base comum compartlhada, por isto eles exploram uma infinidade de possibilidades, fazendo com que cada grupo seja único.

O Teatro de Vizinhos não é a única forma de realizar práticas teatrais comunitárias, existem diversas experiências bem sucedidas no campo do Teatro Comunitário que podem auxiliar a todos aqueles que tenham o interesse em fazer teatro em suas comunidades. Neste sentido, tenho a impressão que as experiências que se desenvolvem no Teatro Comunitário ainda são pouco estudadas, o que dificulta o acesso à informação e a troca de experiências.

Talvez este estudo deva responder a uma pergunta, quem são os responsáveis pela disseminação do Teatro de Vizinhos? Para mim, não são Adhemar Bianchi e Ricardo Talento, mas todos os vizinhos que participam dos grupos, que aportam suas memorias e que constroem, a cada ensaio e apresentação, uma utopia de que um mundo melhor é possìvel, ao menos, entre nossos próprios vizinhos.

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