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Utvalgte hovedtall

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Del II. Introduksjon til virksomheten og hovedtall

2.4 Utvalgte hovedtall

A qualidade da informação, apesar de bastante discutida no campo da ciência da informação, é um conceito problemático. Paim; Nehmy e Guimarães (1996) afirmaram que a literatura tem analisado o conceito enfatizando os aspectos filosóficos ou metafísicos da informação (transcendentes), os aspectos intrínsecos

ou os contingenciais. Os aspectos transcendentes aproximam-se de uma idéia de excelência “pura”, considerada intangível por muitos pesquisadores, pois sempre muito dependente do ponto de vista do usuário. É o enfoque no usuário e em seu contexto que caracterizam a abordagem, na literatura, dos aspectos contingenciais ou práticos da qualidade da informação. Os aspectos intrínsecos, por sua vez, procuram considerar o lado objetivo da avaliação da informação, os atributos do produto-informação (documentos, textos, dados). Os autores, com base na literatura pesquisada, associam vários atributos aos três aspectos de avaliação da informação. A dimensão intrínseca comporta os seguintes atributos: validade, confiabilidade, precisão, completeza, novidade, atualidade, significado através do tempo, e abrangência. A dimensão contingencial comporta atributos relativos ao usuário, como o valor percebido, a eficácia, a relevância e a redundância, e também atributos relativos ao formato do produto, tais como eletrônico ou impresso, integral ou sintético, formal ou informal, dentre outros. Concluiu-se que, no momento da prática, os atributos contingenciais, notadamente os relativos aos usuários, adquirem força e diluem os atributos intrínsecos. Nehmy e Paim (1998) retomaram esse argumento, criticando a pouca densidade das definições quando retirados os conceitos de usuário e de excelência (presentes com maior ou menor densidade), assim como o comprometimento empirista dessas definições.

Em um artigo denso e ainda atual sobre o conceito de relevância, Saracevic (1975) considerou-o como uma medida de efetividade do contato entre a fonte e o destinatário em um processo de comunicação. A relevância só é compreensível se vista de diferentes modos. A visão de conhecimento subjetivo (subject knowledge view) considera a relação entre determinado assunto e uma questão sobre o assunto. A perspectiva sistêmica baseia-se na relação de conteúdos ou processos de um sistema de informação com questões ou usuários. A própria obtenção de resultados considerados irrelevantes em buscas no sistema de informação motivaram a necessidade da definição da relevância, assim como colocaram em pauta o problema da seleção efetuada nos sistemas. Essa concepção unificada logo foi fragmentada. Uma visão que privilegia o destinatário conceitua relevância como uma relação ou medida da correspondência entre informação em alguma forma (documentos, fato) e uma requisição de informação segundo um julgamento, de um especialista ou do próprio usuário. Por sua vez, o surgimento do conceito de

pertinência (relação entre o resultado da busca e uma necessidade de informação) ensejou uma outra visão que destaca a ligação entre um “estoque de conhecimento” e um conteúdo de conhecimento. Já uma visão pragmática está comprometida com a conexão entre o problema imediato do usuário e a informação provida, envolvendo utilidade e preferência como determinantes da relação. As diferentes visões não existem de forma independente. Não se pode considerar a visão pragmática sem levar em conta as visões do destinatário e da pertinência. Nenhuma dessas visões subsiste sem a visão de conteúdo. A utilização de qualquer conceito de relevância passa então pela especificação dos elementos considerados e da natureza da relação, e os avanços na utilização do conceito envolvem a elaboração dos inter- relacionamentos entre as diversas visões.

Um dos muitos exemplos encontrados na literatura que procuram determinar empiricamente dimensões para avaliação da informação é Zmud (1978). A partir de um referencial teórico que agregava atributos a quatro dimensões da informação, o autor requisitou a 35 respondentes que avaliassem um conjunto de dados apresentado em três formatos diferentes. Por meio de uma análise fatorial, obtiveram-se dimensões derivadas que foram comparadas com as identificadas na revisão da literatura. Algumas diferenças foram relatadas. A relevância não aparece como uma dimensão isolada, mas como um fator da dimensão qualidade da informação. Uma segunda dimensão encontrada foi denominada de componentes de relevância e era formada por quatro fatores, descritos por termos comumente encontrados na literatura. A confiabilidade, um desses fatores, mostrou-se um conceito complexo, relacionado à oportunidade da informação (momento adequado de obtenção), à ausência de erros e à sua factualidade. Duas outras dimensões surgiram, também descritas por adjetivos freqüentemente empregados em trabalhos anteriores: uma relacionada à maneira de apresentar a informação (envolvendo o ordenamento dos dados e a facilidade de leitura) e outra referente à qualidade do sentido (razoável, lógico).

Utilizando uma versão modificada do método da linha do tempo de Brenda Dervin, Halpern e Nilan (1988) investigaram empiricamente o comportamento de avaliação de fontes utilizadas na busca e uso de informação. O método de Dervin envolve a determinação de eventos seqüenciais (tendo com base a tríade situação-gap-uso) e

das questões realizadas pelo entrevistado em cada um desses momentos. Determinadas essas questões, os autores, por meio de perguntas abertas, inquiriram os entrevistados sobre as fontes de informação utilizadas enquanto se moviam pela situação e a explicação para o seu uso. A premissa era que a avaliação das fontes podia afetar a formação do gap (representativo de uma necessidade de informação), influenciando os meios pelos quais uma pessoa conceitualiza o problema. As entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo e foram determinados critérios de avaliação de fontes que satisfizessem certas condições (pelo menos uma fonte envolvida, resposta a uma questão específica, ao menos um critério de avaliação explicitado e comportamento prospectivo, isto é, anterior ao uso da fonte). Listaram-se os critérios com os quais houve alta concordância dos avaliadores. Os critérios resultantes foram conceitualmente ricos. O mais freqüente foi “autoridade ou competência baseadas em credenciais”. Considerações de tempo foram percebidas como relativamente secundárias. Nilan; Peek e Snyder (1988) empregaram basicamente a mesma variação do método da linha do tempo para estudar o comportamento de avaliação de fontes, a informação utilizada e as estratégias adotadas pelos usuários. Concluíram que os critérios de aceitação ou rejeição elencados eram especialmente adequados para a avaliação de fontes de informação. Os critérios incluíam: facilidade de uso, facilidade de acesso, autoridade, confidencialidade, pressão social, única fonte, melhor fonte, considerações financeiras, considerações de tempo, concordância/confirmação, autopercepção, e outros.

Culnan (1985) realizou um estudo de campo para pesquisar a acessibilidade percebida das fontes de informação. Mediram-se as percepções de acessibilidade de três categorias de fontes: bibliotecas, pessoas e fontes baseadas em computadores. Os entrevistados eram estudantes de graduação, de pós-graduação e profissionais de uma firma nacional de consultoria empresarial. Os resultados sinalizaram que a acessibilidade é um conceito que engloba pelo menos três dimensões. A primeira dimensão é a física e refere-se ao acesso inicial à fonte, isto é, chegar até ela. A segunda dimensão é a interface, e procura retratar o esforço de converter a requisição de informação em uma linguagem “não humana” (o número do catálogo de um item na biblioteca ou uma consulta no computador). A terceira dimensão, chamada informacional, diz respeito à obtenção de informação da fonte

após o contato inicial e antes de qualquer julgamento de relevância da informação. A autora ainda sugeriu que essas percepções de acessibilidade são moderadas pela experiência anterior com a fonte e por fatores contextuais.

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