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In document ÅRSRAPPORT 2018 (sider 6-9)

Del II. Introduksjon til virksomheten og hovedtall

2.2 Resultatkjeden

Dervin e Nilan (1986) orientaram sua abrangente revisão bibliográfica aos artigos sobre necessidades e usos de informação que enfatizam a conceitualização que guia a pesquisa. O ponto central do trabalho desses autores é a percepção da transição de um paradigma orientado ao sistema para um orientado ao usuário. Nos artigos revisados, isso se manifesta em um “clamor” por servir os clientes dos sistemas de informação de modo mais adequado, na centralização no usuário das definições de necessidade e uso, no reconhecimento das necessidades de reconfigurar os sistemas de informação e capitalizar os ganhos da tecnologia, e na admissão do distanciamento entre a pesquisa e a prática. Os estudos orientados aos sistemas abordam as necessidades e usos de informação a partir dos sistemas. Por exemplo, perguntando quais documentos, registros ou canais de informação são os mais utilizados, indagando quais os aspectos dos sistemas que satisfazem mais ou menos aos usuários, ou, ainda, requerendo indicações dos usuários sobre a maneira pela qual a informação seria melhor estruturada ou sobre os pontos do sistema que deveriam ser aprimorados ou desenvolvidos. No entanto, outras perspectivas centram-se no usuário, como a caracterização das suas comunidades (usando dados demográficos, por exemplo), ou a determinação dos interesses, atividades e abordagens de grupos dos usuários para permitir o melhoramento dos sistemas. Algumas categorias são utilizadas para descrever os pressupostos e premissas dos trabalhos orientados ao novo paradigma do usuário: a informação subjetiva (em contraste com a informação objetiva da ênfase no sistema); a postura ativa e construtivista dos usuários (em contraste com uma abordagem mecânica ou passiva em função da organização do sistema); a valorização da situação vivida pelo usuário

(e não de uma trans-situação estática no tempo e espaço); uma visão holística da experiência (em oposição a uma visão atomística de interação com o sistema); e a cognição interna (centrada no sujeito, e não em seus comportamentos externos). Nessa perspectiva, a individualidade é vista de forma mais sistemática, não mais como introdutora de certo “caos” nos sistemas, e começa a preponderar a pesquisa qualitativa. Alguns estudos são referenciados como exemplos da nova orientação: o processo de valor agregado de Taylor (1986), a criação de sentido de Dervin (1992), e os estados anômalos de conhecimento de Belkin (BELKIN; ODDY; BROOKS, 1982).

Desde a revisão anterior de Dervin e Nilan (1986), Hewins (1990) revisou várias centenas de trabalho sobre necessidades e usos de informação no período de 1986 a 1989. A autora identificou a pesquisa com ênfase nos sistemas como tendo dois focos: o estudo do usuário como pertencendo a um grupo sociológico e o planejamento de sistemas. A transição de paradigma notada por Dervin e Nilan é confirmada nessa revisão, discernindo-se algumas de suas conseqüências. Uma delas é que a pesquisa tem constantemente procurado determinar e integrar as diferenças individuais e as cognições comuns para o planejamento de interfaces dinâmicas de sistemas (havendo, ao ver da autora, a passagem de um enfoque sociológico para um cognitivo). Outra é uma tendência crescente para a transdisciplinaridade, já que se reconhece que uma abordagem única não pode abarcar o usuário em suas várias dimensões. Ainda são destacadas as metodologias que passam a ser empregadas, como a linha do tempo de Dervin ou a técnica do incidente crítico de Flanagan (1954), que apresentam a grande vantagem de unir os estudos de necessidades com os de uso de informação, o que é imprescindível em teorias que admitem estados de conhecimento deficientes do usuário, como o gap informacional de Dervin ou o estado anômalo de conhecimento de Belkin.

A revisão de Case (2006) abrangeu artigos sobre o comportamento informacional preponderantemente no período de 2001 a 2004. O autor esclareceu que sua revisão é a primeira sobre um tópico geral desde o trabalho de Hewins (1990) sobre necessidades e uso de informação, citando várias revisões sobre temas mais específicos, entre elas a de Auster e Choo (1993) sobre MA, anteriormente

mencionada. Case (2002), uma obra mais extensa, enfatiza as pesquisas das duas décadas anteriores à sua publicação. A organização dos dois trabalhos já sinaliza uma reorientação, ou melhor, uma atenuação em relação às conclusões de Dervin e Nilan (1986) e Hewins (1990): o esquema de exposição dos artigos revisados segue um modelo baseado na ocupação das pessoas que empreendem a busca de informação (como cientistas ou gerentes), dos papéis desempenhados (como pacientes ou estudantes), de seus dados demográficos (idade, grupo étnico, entre outros), e das teorias, modelos ou métodos utilizados para o estudo da busca de informação. A tensão entre teoria e estudos empíricos permanece forte: uma grande ênfase recai em metateorias e novos métodos nos estudos revisados. A comunidade de pesquisa tornou-se cada vez mais internacional (extrapolando as fronteiras do Reino Unido e da América do Norte) (CASE, 2006). A influência de teorias cognitivas, construtivistas e construcionistas é grande, como no caso do SenseMaking de Dervin. CASE (2002, 2006) concluiu seus trabalhos com várias considerações. No geral, o estado de publicações da área revela certa situação de “confusão” que pode vir a se mostrar produtiva. A mudança para um paradigma centralizado no usuário da informação trouxe à tona novas teorias, modelos e metodologias. No entanto, convivem em grande quantidade estudos de diferentes matizes, com a utilização de métodos qualitativos, quantitativos ou uma combinação dos dois. O autor argumenta que a busca de informação não envolve sempre uma situação problemática ou a criação de sentido, já que os processos informacionais são intrinsecamente dinâmicos, situacionais e criativos. Para muitos problemas, a melhor abordagem pode ser pensar nos “velhos termos”, como a preferência por fontes ou a segmentação de audiência. Por fim, o surgimento de inúmeros trabalhos sobre a Web, antes categorizados em algum subtópico, questiona a generalidade de termos como busca de informação e comportamento informacional, evidenciando uma necessidade de especificação e especialização crescente.

3.2 Avaliação das fontes de informação: percepções de acessibilidade e

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