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A terceira categoria, conforme já explanado, e suas subdimensões foram analisadas como indicadores e como unidade de registro.

Sendo assim, foram estabelecidas as seguintes conforme Quadro a seguir: Quadro 4 - Categoria III – Criador de situações de aprendizagem

C omp etê nc ia ap re se ntad a p or P er re nou d (2002)

Categorias Indicadores Unidades de Registro

Criador de situações de aprendizagem  Envolvente;  Ensina e aprende;  Objetivo.  Problemática  Inovação  Métodos  Rotina  Envolvente  Preocupado  Tempo

A seguir as unidades de registros, das falas propriamente ditas dos discentes acerca da aprendizagem.

No tocante ao indicador se o professor é evolvente, intensifica a aprendizagem, se o discente aprende o conteúdo ensinado, se é objetivo em suas aulas. Tem-se a clareza de um entendimento de que essas tomadas decisões pelo docente apresentam de forma coletiva uma questão a ser verificada e melhorada. Observada nos discursos dos discentes.

Assim, seguem algumas falas:

Primeiramente, acredito que haja uma problemática exatamente no curso, e não no professor em si [...] (F1)

Aqui nós nos deparamos com duas realidades e a minoria é a que vai atrás do aprendizado do aluno, da percepção do aluno e se ele esta mesmo fixando o conteúdo [...] (F2)

Na maioria das vezes, praticamente, todos os professores não utilizam muito de inovação, são pouquíssimos os que buscam outros métodos, outras maneiras de aprender, de ensinar e esses professores que sempre utilizam o tradicional é difícil de prender a atenção do aluno. (F4)

[...] o que vai fazer com que o aluno seja fisgado por alguma disciplina, por algum conteúdo, ou até mesmo por algum professor será o método de ensino e também a capacidade de saber conduzir a aula. (F5)

Sobre o papel de criadores de situações inovadoras, são poucos os professores que têm esse poder de envolver os alunos [...] (F7

Eu não vejo os professores daqui se preocupando com isso [...] (F1)

Até hoje não vi nem um professor assim intensificar individualmente com cada aluno, acompanhar a dificuldade [...] (F2)

Um professor durante todo o curso, somente um, que eu já vi acompanhamento pessoal, em ele se preocupar, em ele realmente aceitar críticas desses alunos e ta preocupado se o aluno tem uma possibilidade ou não de reprovar, ele realmente chega junto e faz isso. (F3)

Eu acho assim, a maioria dos professores não se preocupam com a aprendizagem individual do aluno, se preocupam com o índice de alunos que vão passar na disciplina dele no final. (F5)

Bom, o que eu vejo é mais que os professores realmente não se interessam realmente pelo aluno, eu acho que por tempo mesmo. Eu acho que eles não têm tempo disponível aqui na faculdade, outros têm esse tempo e não disponibilizam e nem disponibilizam outros meios de aprendizagem. (F7)

Com relação à aprendizagem, observa-se um entendimento dos discentes e interesse pela aprendizagem, também da sua importância para sua formação profissional, e que está condicionada ao conteúdo ensinado pelos docentes, eles têm essa consciência, sabem de suas dificuldades e reconhecem. No entanto, por outro lado percebe o desinteresse por parte do docente em incentivar e buscar novos recursos, alguns apontam que o docente não disponibiliza tempo para orientar e buscar novos caminhos. Conforme lembra Perrenoud (2002), criar e organizar situações de aprendizagem tem sido um grande desafio na formação do docente. O mesmo autor ainda nos aponta a importância de despender energia tempo e dispor das competências profissionais necessárias para imaginar e criar outros tipos de situações de aprendizagem.

Sabe-se que o professor perfeito é ilusório. Como aponta Therrirn (2006), ensinar e aprender estar condicionado ao desenvolvimento contínuo de sua formação, construção e transformação. Aceitar as dificuldades e transformá-la em desafios tem sido visto como uma problemática no âmbito do ensino. Em algumas vezes, o discente querendo aprender, e ao mesmo tempo está motivado, como transformar esse desinteresse em desafio tem sido um desânimo para muitos docentes, assim como um ponto negativo para o docente que não consegue transformar essa problemática em aprendizado.

Assim como aponta Ayres (2008), o docente preocupado com suas atividades acadêmicas com as quais colabora com sua prática em sala de aula podem adotar uma construção crítica ou assumir o compromisso em defender um espaço de formação, em que as identidades atuam fora e dentro do espaço de sala de aula.

Considerando a importância da aprendizagem, observa-se que é norteador na construção do conhecimento do discente. Nessa perspectiva, Anastásio (2004) diz que o docente deve propor ações que desafiem ou possibilitem o desenvolvimento das operações mentais. Para isso, organizam-se os processos de apreensão de tal maneira que as operações de pensamento sejam despertadas, exercitadas, construídas. Nisso, o professor deverá ser um verdadeiro estrategista, o que justifica a adoção do termo, no sentido de estudar, selecionar, organizar e propor as melhores ferramentas para que os estudantes se apropriem do conhecimento.

Assim como Cunha (2004) que fala sobre a busca por formação, precisamente no campo da didática, que permite ao professor construir uma aprendizagem significativa. O contrário pode ser visto no método formal proposto pela pedagogia tradicional, tal qual lembra Nunes (2009), em que as estratégias ocorrem por memorização, assimilação descontextualizada e a reprodução de modelos. Enquanto que o método científico, característico da pedagogia renovada progressista, as ações da didática se destacam na formulação de problemas, na construção de hipóteses, coleta de dados, experimentação e aplicação das descobertas, havendo uma relação entre estratégia de ensino, método e fins educativos.

Perrenoud (2002) diz que é importante criar dispositivos múltiplos de negociação, conhecer a dinâmica dos discentes e o ambiente em sala de aula. Maximizar tempo, recursos, forças, imaginação que recuperem a atenção dos discentes, com foco para a aprendizagem,

Os dados relatados acima dos indicadores apontam que há um conhecimento dos discentes relativo ao conceito de aprendizagem. Visto que diversos entrevistados explicam-na com clareza. Porém sugerem uma nova possibilidade de se construir estratégia para um melhoramento na aprendizagem.