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Utnytte handlingsrommet for innovasjonsarbeid

In document Innovasjonsarbeid i byggenæringen (sider 97-101)

6.2 Påvirkninger på beste praksis

6.2.2 Utnytte handlingsrommet for innovasjonsarbeid

A relação do intelecto agente com a materialidade e com o ser é apresentada por Rahner a respeito da captação sensível que o espírito humano faz através da matéria e da corporalidade, captação sobre a qual o intelecto agente realiza a abstração. “O entendimento agente é o lumen, a luz que penetra o objeto dado sensivelmente e lhe dá forma, quer dizer, o situa dentro da esfera do ser em geral, permitindo que desta maneira se conheça sua participação em tal ser (...)”. O sentido desta operação, assim descrita, pode encontrar uma

157 [It is not simply that life is injected at a particular level of complexity of the system; it has always been there

since matter is alive with spirit. Rather, matter in an active self-transcendence achieves a closer proximity to its inherit spirit, and thus to God, whose self-communication to the world is the telos of the entire process]. PUTZ, Evolutionary Biology in the Theology of Karl Rahner, p. 96.

158É importante notar que A. R. Luria, um dos mais importantes neuropsicólogos do século XX, e que

trabalhou na então União Soviética, ressalta a mesma continuidade evolutiva entre a passagem da matéria inerte para a matéria viva, por um lado, e da sensibilidade para a racionalidade, por outro: "Por isso, os clássicos do marxismo, com absoluto fundamento, disseram que a passagem do sensorial ao racional resulta não menos importante que a passagem da matéria inerte à vida" (LURIA. Pensamento e linguagem: as últimas conferências de Luria, p. 12).

amplificação dentro do referencial simbólico trazido por Jung, o que permitirá uma interpretação adicional às imagens dos tratados espirituais de São João da Cruz.

O processo de liberação do espírito inerente à matéria não é estranho às investigações de Jung, pois está relacionado ao tema da alquimia. A propósito, Jung justifica a importância de seus estudos alquímicos para a psicologia por considerar que a obra dos alquimistas significava uma tentativa de transformação e aperfeiçoamento do psiquismo, do homem e da matéria. E para esta finalidade, o intelecto e a mente do alquimista são de fundamental relevância, "não só porque a execução de uma obra tão difícil exige uma inteligência invulgar, mas porque segundo se presume há uma espécie de poder mágico inerente à mente humana, capaz de transformar a própria matéria"160.

A passagem da matéria ao espírito é significada pelas transformações correspondentes da matéria, por exemplo, da água para a terra, da terra para o ar e deste para o fogo. Jung traz um texto harranita do Tratado das tetralogias platônicas sobre o assunto, onde as transformações são expostas em uma tabela com correspondências entre os elementos e os processos psíquicos. "A primeira linha horizontal começa pelas coisas naturais, a 'prima materia' representada pela água. Estas coisas são compostas, isto é, misturadas. Corresponde- lhes na quarta coluna (vertical) a percepção dos sentidos"161. Aqui mostra-se a multiplicidade e a sensibilidade, de onde inicia o processo de abstração. "A segunda linha horizontal significa um grau mais elevado do processo: na primeira coluna (vertical) da mesma, as naturezas misturadas são decompostas e transformadas de novo em seus elementos originais (...)", o que corresponde, portanto, aos universais abstraídos das diferentes qualidades do objeto.

(...) na terceira [coluna vertical da terceira linha], o processo chega às coisas "simples", as quais, por não serem misturadas, são incorruptíveis, eternas e se aproximam das ideias platônicas; na quarta, finalmente, ocorre uma ascensão da "mens" (mente) à "ratio" (razão), à "anima rationalis" (alma racional), isto é, à forma suprema da alma.162

Assim, a transformação da matéria, desde a água até o fogo ("a substância mais 'fina', isto é, o pneuma ígneo, que já toca o trono dos deuses"163), corresponde paralelamente à transformação da consciência, desde a sensibilidade até a razão ou espírito. Nesta transformação se manifesta a busca pelo centro, pois a multiplicidade é reduzida ao simples e

160 JUNG. Psicologia e alquimia (OC 12), §366. 161 JUNG. Psicologia e alquimia (OC 12), §367.

162 JUNG. Psicologia e alquimia (OC 12), §368.

indiviso, como o ponto: "O que é misturado decompõe-se em seus diversos componentes que, por sua vez, são reduzidos ao 'simples'; deste, emergem finalmente as quintessências, ou seja, as ideias simples e primordiais. O éter é a quintessência"164. Jung cita, em uma nota, a ideia de Fechner da contração da sensibilidade operada pelo psiquismo, ideia à qual se chegou acima, e que também remete ao centro: "O psiquicamente homogêneo e simples liga-se a uma multiplicidade física, a multiplicidade física contrai-se psiquicamente no homogêneo, no simples ou no mais simples ainda"165. É, portanto, a contração do material e sensível(na abstração) que produz, de alguma forma, a consciência, e desta maneira a espiral que, contraindo-se, conduz ao centro da personalidade é o mecanismo da autoconsciência e da ampliação da consciência.

Mostra-se bastante claro que a ideia de Rahner de que na matéria está inerente a vida e o espírito é a mesma intuição que habitava os alquimistas. Os escritos destes indicavam a correspondência entre a obra alquímica e

os processos paralelos filosóficos e psicológicos. Por aí podemos perceber facilmente até que ponto os processos químicos materiais coincidiam com os fatores espirituais, ou melhor, psíquicos, para aqueles pensadores. A correspondência chegava tão longe que se designava por "cogitatio" ou pensar aquilo que devia ser extraído da matéria.166

Se estiver correta a explicação da idolatria antiga do ponto de vista do processo de identificação, também se revela coerente perceber que a abstração, neste sentido que está sendo explicitado agora, é um processo que, ao liberar a forma e o ser, precede a transformação do organismo material, transformação esta que se dá através da identificação. Pois o que se buscava com o ídolo era abstrair dele sua virtude, sua forma, conforme a citação que Jung faz de um alquimista: "'[...] extrahis Deum a cordibus statuarum' [extrais Deus do coração das estátuas]"167.

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