1. Innledning
1.1. Utgangspunkt og bakgrunn for valg av tema
Foram conduzidas análises em duas etapas: quantitativa e qualitativa. Segue a descrição do conteúdo de cada uma delas.
Análise Quantitativa
As análises estatísticas foram feitas com base em médias, pois, apesar de as variáveis serem qualitativas (dicotômicas), é usual trabalhar com as médias nas pesquisas de Marketing e na Administração em geral (MALHOTRA, 2001).
Variável Resposta Y = média da pontuação global de todos os Critérios (percepção
da ONG sobre suas práticas relacionadas à Sustentabilidade).
Variáveis Formadoras X = média da pontuação em cada um dos seis Critérios:
• Governança (G) • Inovação (I) • Resultados (R)
• Gestão e Impacto Econômico Financeiro (GIEF) • Gestão Social (GS)
• Gestão, Educação e Impacto Ambiental (GEIA)
Foram utilizadas as seguintes técnicas estatísticas explicativas da relação entre as variáveis:
1. Medidas Descritivas: de posição e proporção, análise de outliers e missing
Values
2. Consistência dos Indicadores e dos Critérios
Alfa de Cronbach para todas as relações primárias (Constructo – Critérios) e
intermediárias (Critérios – Indicadores). 3. Comparação de Médias (ANOVA)
4. Análise Fatorial com estimação dos escores de cada fator.
Discussão dos Métodos e Resultados
3.1.Medidas Descritivas: Média, Desvio Padrão, Coeficiente de Variação, Moda, Mediana
No Apêndice E estão as Medidas Descritivas das 90 Questões.
Questões sensíveis e não sensíveis
Merecem destaque aquelas Questões que mostraram um coeficiente de variação baixo, pois elas poderiam até ser extraídas do instrumento e eliminadas das análises por não contribuírem para discriminar diferenças entre as observações (Tabela4).
As Questões 17,18 e 19 apresentam um coeficiente de variação baixo, o que combina com o resultado do agregado por elas ao Indicador G4-Adequação Legal. As Medidas Descritivas desse Indicador também confirmam seu baixo poder de discriminação, apontando para sua provável eliminação em futuras pesquisas do tema.
As Questões 68, 71 e 72 também se mostraram pouco sensíveis para captar diferenças; elas se relacionam diretamente ao Indicador GS1 – Responsabilidade Social
Interna e perguntam sobre o tratamento dado aos funcionários no contexto dos princípios
fundamentais do trabalho: diversidade, acolhimento e assistência. a Moda e a Mediana desses itens sugerem que todos responderam aproximadamente igual e em grau alto, ou seja, todos têm em alto grau esta responsabilidade social.
A Questão 30, sobre o quanto a organização conhece da demanda social que a cerca (I5 – Informação da Demanda Social), também não ajuda muito a diferenciar as ONGs, pois todas praticamente percebem-se bem informadas a esse respeito. E ainda o mesmo acontece com a Questão 47 (R1 – Acesso a Direitos), que versa sobre o quanto o beneficiário ampliou seu acesso aos serviços públicos de educação. Interessante também analisar as Questões 10 e 11, que perguntam sobre o desempenho do responsável pela função executiva
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na ONG (G1 – Desempenho do Conselho e da Diretoria Executiva): quase todos responderam com a nota máxima.
Tabela 4. Medidas Descritivas das Questões menos contributivas (elaboração própria)
Questão/Indicador Média Desvio Coef. Variação Mediana Moda n Non Missing n
Q17 / G4 6,5 0,9 13,2 7 7 85 2 87 Q30 / I5 6,2 0,9 14,6 6 7 82 5 87 Q18 / G4 6,5 1,0 15,5 7 7 85 2 87 Q19 / G4 6,4 1,0 16,0 7 7 85 2 87 Q71 / GS1 6,2 1,0 16,7 6 6 82 5 87 Q11 / G1 6,0 1,1 18,1 6 6 85 2 87 Q47 / R1 5,9 1,1 18,9 6 6 82 5 87 Q10 / G1 6,1 1,2 19,0 6,5 7 86 1 87 Q72 / GS1 6,0 1,2 19,2 6 6 81 6 87 Q68 / GS1 6,2 1,2 19,6 7 7 82 5 87
Na Tabela 5 estão as Questões que melhor se comportaram para medir diferenças. A Questão 80, relacionada aos cuidados com o Ambiente Físico da organização é a que mais consegue discriminar a percepção dos respondentes, seguida das Questões 58, sobre a inclusão do valor gerado na comunidade nos demonstrativos financeiros, Q5, sobre a iniciativa em avaliar os resultados e duas questões sobre o movimento de recursos recebido do Governo e de pessoas físicas (Q62 e Q51). Como se pode ver, as questões de menor
pontuação média são as que melhor discriminam as diferenças entre as ONGs e por isso são mais fortes para a análise.
Tabela 5. Medidas Descritivas das Questões mais contributivas (elaboração própria)
Questão/Indicado Média Desvio Coef. Mediana Moda n Non Missing Missing n total
Q51 / R3 3,6 1,9 53,3 4 5 79 8 87
Q62 / GIEF 4 3,7 4,0 54,0 4 4 76 11 17
Q05 / G1 3,4 1,1 54,4 4 4 15 4 17
Q58 / GIEF 2 3,5 1,9 56,0 3 1 79 1 17 Q80 / GEIA 1 3,3 4,1 64,3 3 1 11 6 17
Indicadores Sensíveis e não Sensíveis.
Na Tabela 6 os números marcados em negrito indicam os menores valores de sensibilidade. Por exemplo, o Indicador G4 – Adequação Legal, que é passível de ser eliminado de um próximo Questionário e outros como o GS1 e I5, que poderiam ser melhorados na composição interna para dar maior sensibilidade a eles.
Enquadrados em destaque estão os indicadores mais sensíveis para captar diferenças. São eles: I2, R3, GEIF2 e GEIF4. Uma discussão mais aprofundada sobre esses indicadores será feita após a análise fatorial, pois ela confirma a importância dos Critérios Inovação, Resultados e Gestão e Impacto Econômico Financeiro como componentes de análise.
Critérios Sensíveis e não Sensíveis.
A Tabela 7 mostra que a Gestão Social tem menos capacidade discriminante do que os outros Critérios, talvez porque os itens ligados à Responsabilidade Social Interna já apontavam para uma similaridade entre os respondentes. Maior profundidade de análise será possível com a análise fatorial.
Chamam a atenção os valores globais da Moda (7) e da Mediana (6), indicando para um padrão de respostas de pontuação alta. E o fato de Média e Mediana serem valores próximos indica para uma distribuição Normal.
Tabela 6. Medidas Descritivas dos Indicadores (elaboração própria)
Indicador (perguntas) Média Desvio
Padrão Coef. Variação Mediana Moda n Non Missing Missing n total
Critério: GOVERNANÇA G1 (11) 5,1 1,8 35,8 6 7 927 30 957 G2 (2) 5,2 1,8 35,2 6 7 165 9 174 G3 (3) 5,9 1,6 27,7 7 7 254 7 261 G4 (3) 6,5 1,0 14,9 7 7 255 6 261 G5 (2) 5,1 1,8 34,7 5 7 167 7 174 Critério: INOVAÇÃO I1 (3) 4,7 1,9 40,3 5 6 245 16 261 I2 (2) 4,1 2,0 48,9 5 6 159 15 174 I3 (1) 4,8 1,6 33,8 5 5 82 5 87 I4 (2) 5,6 1,6 27,9 6 7 164 10 174 I5 (5) 5,7 1,4 24,2 6 7 411 24 435 I6 (8) 5,0 1,7 33,8 5 6 620 76 696 Critério: RESULTADOS R1 (4) 4,4 1,7 39,2 5 6 317 31 348 R2 (4) 5,4 1,4 26,7 6 6 327 21 348 R3 (3) 4,4 1,9 42,1 5 5 242 19 261 Critério: GESTÃO E IMPACTO ECONÔMICO FINANCEIRO GIEF1 (3) 4,7 1,7 36,1 5 6 243 18 261 GIEF2 (2) 4,5 2,1 46,7 5 6 161 13 174 GIEF3 (1) 5,8 1,9 32,4 7 7 82 5 87 GIEF4 (4) 4,2 1,8 44,0 4 4 314 34 348 GIEF5 (3) 4,8 1,8 38,3 5 7 237 24 261
Critério: GESTÃO SOCIAL
GS1 (7) 6,0 1,4 23,9 6 7 573 36 609 GS2 (4) 5,0 1,6 32,7 5 6 325 23 348 Critério: GESTÃO EDUCAÇÃO E IMPACTO AMBIENTAL GEIA1 (5) 5,0 1,9 38,4 6 7 397 38 435 GEIA2 (3) 5,8 1,5 26,5 6 7 228 33 261 GEIA3 (1) 5,0 1,6 32,6 5 5 74 13 87 GEIA4 (2) 4,2 1,8 44,2 4 5 147 27 174 GEIA5 (2) 5,3 1,6 30,9 6 7 132 42 174
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Tabela 7. Medidas Descritivas dos Critérios (elaboração própria)
Critério Média Desvio Padrão
Coef.
Variação Mediana Moda
n Non
Missing Missing n total G 5,4 1,8 32,6 6 7 1768 59 1827 I 5,1 1,7 34,1 6 6 1681 146 1827 R 4,8 1,7 36,2 5 6 886 71 957 GIEF 4,6 1,9 41,1 5 6 1037 94 1131 GS 5,6 1,6 27,9 6 7 898 59 957 GEIA 5,1 1,8 35,9 6 7 978 153 1131 Análise de Outliers
Após a análise das pontuações finais de cada ONG, os valores mais estranhos foram examinados, sem nenhum instrumento de detecção estatístico. Nos sete casos encontrados com valores muito abaixo da média foram observadas as lacunas de
preenchimento dos questionários. Em dois casos foram buscadas as pessoas e questionadas sobre a razão de suas respostas. Chegou-se à conclusão que as observações não deveriam ser eliminadas de forma generalizada, mas, apenas nas análises específicas aonde os dados faltantes não permitiam concluir (como por exemplo, nas ANOVAs). Deixar os valores estranhos nos permitiu identificar quantas ONGs não viram sentido em pelo menos um dos Critérios.
Também pelo tamanho da amostra não se poderia eliminar observações, a custo de reduzir muito o volume dos dados.
Identificação de Missing Values
Das noventa questões, setenta e cinco tiveram menos de 10% de respostas não preenchidas (Tabela 8).
Tabela 8. Proporção de Missing Values (elaboração própria)
Categorias Número de Questões
< 5% 21
6% a10% 54 75 83% das questões abaixo de 10%
>10% 15
Total 90
As três questões menos respondidas foram mostradas na Tabela 9 e uma análise das noventa questões está no Apêndice F.
Questões n Média Desvio count % Missing Categoria Q90 56 5,089286 1,575688 31 35,63218 >10% Q40 60 4,766667 1,406603 27 31,03448 >10% Q41 72 3,888889 1,858028 15 17,24138 >10%
A Q90 é sobre o Financiamento Consciente; as Q40 e Q41 são sobre Inovação – (quem replica O QUE a ONG faz).
A solução de tratar os missing values por imputação de valores foi considerada, mas, descartada, pois poderia enviesar os resultados. Então, decidiu-se por mantê-los, uma vez que menos de 10% não afetaria tanto a média e o desvio padrão (SCHEFFER, 2002).
3.2.Consistência Interna: Coeficiente Alfa de Cronbach
Para testar a consistência interna de todas as relações primárias (Constructo- Critérios) e intermediárias (Critérios – Indicadores).
Critérios. Todos os Critérios apresentaram o Alfa maior do que 0,7, indicando
para consistência que converge ao Constructo final (Tabela 10).
Tabela 10. Alfas de Cronbach para os Critérios (elaboração própria)
G I R GIEF GS GEIA Y
0,92 0,8714 0,8243 0,8050 0,8165 0,7891 0,9221
Indicadores. No cálculo do Alfa para os indicadores dentro de cada Critério, os
únicos valores abaixo de 0,7 encontrados foram três:
Indicador GIEF 4: Capacidade de mobilização de recursos: doações,
financiamentos e geração de renda própria (Alpha = 0,4340)
Indicador GEIA 1: Ambiente físico da organização (Alpha = 0,1783) IndicadorGEIA 5:Compromisso Organizacional (Alpha = 0,3481)
Todos os outros indicadores apresentaram Alfas acima de 0,7.
No caso do Critério GEIA, cujo Alfa deu maior do que 0,7 no bloco, a
interpretação é de que os indicadores talvez devessem ser agrupados de forma diferente da que foi feita na Pesquisa, mas, isto não afeta a média do Critério.
Os Alfas para todas as Questões, Indicadores e Critérios estão expostos no Apêndice G.
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3.3.Comparação de Médias: ANOVAs
Análise de Variância (ANOVA) é a técnica usada para avaliar diferenças
estatísticas entre as médias de dois ou mais grupos, onde a hipótese nula (inicial) é a igualdade, ou seja, médias iguais para os diferentes grupos de ONGs.
A ANOVA é suplementada por testes de acompanhamento que auxiliam na localização das diferenças significativas como Bonferroni (BUSSAB e MORETTIN, 2006), Fisher (COSTA, 1998), Tukey (WILD & SEBER, 2004; HAIR, 2005), Dunkan (HAIR, 2005) e testes de Homocedasticidade, que verificam a igualdade das variâncias.
Quando a ANOVA acusou diferença de médias, foi testada a homocedasticidade pelo Teste de Bartlett e determinados os Intervalos de Confiança pelo Método de Bonferroni.
As três variáveis independentes escolhidas para comparar médias foram as que, reconhecidamente são utilizadas para descrever os tipos de ONGs: a área de atuação, o porte orçamentário e a data de fundação, que, além de serem divisores de categorias nos sistemas de referência estudados, também são elementos de lugar comum na formulação dos programas de treinamento, reciclagem profissional e pesquisa quando enfocados os estudos
organizacionais em geral. A classificação das ONGs sobre sua fonte de recursos, sua titulação oficial de utilidade e seu perfil jurídico não forneceu dados límpidos para análise, pois muitas responderam com duas ou mais respostas e isto impede a delimitação da variável num só grupo.
As ANOVAS completas estão no Apêndice H.