5. Drøfting og analyse
5.3 Utfordringer til legelederne
A região Sudoeste do Paraná é uma região colonizada principalmente por imigrantes gaúchos e catarinenses na segunda metade do século XX. Desta forma, os municípios, em geral, apresentam população pouco numerosa, com uma taxa de urbanização de 60%, que é bastante inferior à média do Estado, porém, um elevado desenvolvimento humano, quando comparadas a outras regiões do estado.
A região Sudoeste apresenta um relevo bastante acidentado o que propicia a agricultura com baixa mecanização e conseqüentemente a manutenção das taxas de urbanização abaixo da média do estado.
A indústria de confecção teve início na década de 1970 em Francisco Beltrão e Ampère, com moda masculina e feminina. No fim da década de 1980, ocorreu a expansão das indústrias para os outros municípios e a especialização em moda masculina. Segundo o coordenador do APL, não existe identificado uma causa única que justifique esta expansão e a especialização desta indústria. Entretanto, o declínio da atividade extrativista de madeira até a década de 1980 foi apontado como um dos fatores desta expansão.
Desta forma a maioria das empresas possui 15 anos de funcionamento ou menos, sendo as mais tradicionais as que possuem tempo de funcionamento maior.
O APL de confecção do Sudoeste apresenta uma característica que o diferencia dos demais APLs do Estado do Paraná, e até mesmo do próprio conceito de Arranjo Produtivo Local. A distância entre o município de Capanema na fronteira com a Argentina e com Santa Catarina e Pato Branco é de aproximadamente 300 km, descaracterizando desta forma, a proximidade geográfica dos APLs.
Porém, segundo o coordenador executivo do APL a questão geográfica vem sendo superada com certa tranqüilidade pela governança que promove eventos e treinamentos nos diversos municípios. São considerados os municípios pólo do APL Francisco Beltrão (onde fica localizada a sede do SINVESPAR e a secretaria executiva do APL) e Pato Branco, municípios com aproximadamente 60.000 habitantes cada.
Todos os demais municípios que compõem o APL possuem população inferior a 30 mil habitantes, sendo Pranchita o menor município, com 5.000 habitantes.
A indústria de confecções está espalhada por toda esta região, mas do ponto de vista de importância para a economia dos municípios, é na região da fronteira (com Santa Catarina) que estão as cidades com maior dependência econômica da indústria de confecção. No caso de Santo Antonio do Sudoeste, 30% dos empregos do município são originados na indústria de confecção.
De forma geral, a região apresenta ainda forte influência da agricultura e das indústrias moveleiras (que formam outro APL do Sudoeste). Nos municípios de Dois Vizinhos e Pato Branco foi caracterizado um terceiro APL da região, que é o de software.
De acordo com o coordenador executivo do APL, quando foram feitos os trabalhos pelo governo do Estado para constituir o APL, existiu a possibilidade de divisão em APL da região de fronteira e/ou APL de Cascavel e região, mas como a região já vinha trabalhando em um projeto anterior denominado Pólo de desenvolvimento, houve uma unanimidade de que o APL deveria englobar a região Sudoeste do estado como um todo.
O grupo de trabalho para a consolidação do APL do Sudoeste está atuando neste projeto desde 2004, mas já estavam trabalhando com um projeto designado Pólo de desenvolvimento desde antes do ano 2000, vinculados ao sindicato local. Desta forma, o SINVESPAR e a governança do APL trabalham de forma bastante integrada, até mesmo funcionando fisicamente no mesmo prédio.
Em relação às empresas presentes no APL, estas são de diversos tamanhos, desde micro, com apenas 5 funcionários, até uma empresa com mais de 1.000 funcionários. Em relação à administração, a grande maioria é familiar, mas já contam com funcionários com formação superior para auxiliar na administração.
Os gestores destas empresas em sua maioria possuem formação superior, os demais possuem 2º grau, o que segundo o coordenador executivo do APL auxilia bastante a implementação dos projetos propostos pelo grupo.
Segundo os empresários e o coordenador do APL, existem algumas empresas que trabalham com outros itens que não moda masculina, que acabam sendo interessante para completar a linha de produtos para sua distribuição, mas estimam que mais de 90% dos produtos sejam de moda masculina.
Não existem lojas de fábrica ou atacadistas, ao menos de forma significativa nestes municípios, visto que as vendas são feitas em sua grande maioria por representação comercial, ou por lojas próprias no Paraná e São Paulo, principalmente. Um dos empresários
que também é proprietário de uma loja na região, afirma que os valores praticados em sua loja de varejo é semelhante aos valores encontrados em outras regiões onde comercializa seus produtos. Desta forma, suas margens são bastante superiores quando comercializa em sua própria loja, haja vista a não existência de intermediários envolvidos (atacadistas e distribuidores), portanto ele pretende abrir novas lojas.
Além dos mercados paranaense e paulista, as empresas comercializam seus produtos em todo o território nacional e algumas já vêm exportando parte de sua produção, principalmente para a Argentina.
De acordo com o coordenador executivo do APL, nos últimos anos surgiram na região algumas empresas que estão se especializando nas vendas de produtos de confecção masculina, trabalhando com a distribuição de produtos de várias empresas, otimizando os custos de distribuição.
Em relação à sazonalidade das vendas dos produtos, empresários afirmaram que existe mudança dos tipos de tecidos, mas as vendas são relativamente estáveis ao longo do ano, com exceção apenas nos meses de fevereiro e março, que apresenta um leve declínio. Para um dos empresários, o mês de janeiro também não era muito bom, mas acredita que com o aumento no número de formaturas, em função da expansão do ensino superior, melhorou as vendas no início do ano.
Um aspecto que os empresários ainda consideram problemático na região são as condições das estradas, que dificultam um pouco o escoamento da produção e o recebimento das matérias-primas.
Ainda na questão de infra-estrutura os empresários se sentem bem servidos com cursos superiores nas áreas de gestão, pela presença na região de duas universidades públicas (UNIOESTE e UFTPR), porém, necessitam de formação mais específica para confecção tanto de pessoas de nível superior principalmente de funcionários operacionais.
Para a qualificação de mão-de-obra, tanto SINVESPAR quanto SENAI e SEBRAE vêm promovendo treinamento intensivamente.