• No results found

Grounded theory

3. Metodiske momenter

3.2 Grounded theory

De acordo com JONES (2005), LUPATINI (2004), ARMANDO (2003) a cadeia têxtil-vestuário é composta de vários elos produtivos inter-relacionados que são produção de insumos, fiação, tecelagem, acabamentos, confecção, distribuição e atividades periféricas. A figura 4.1 representa os elos da cadeia têxtil e suas ligações.

FIGURA 4.1 – Elos da cadeia têxtil

FONTE: Adaptado de ARMANDO 2002

4.2.1 Produção de insumos

Produção agropecuária, química e petroquímica para o fornecimento das fibras naturais e sintéticas para a produção dos fios, assim como pigmentos para sua coloração.

4.2.2 Fiação

A primeira fase industrial da cadeia têxtil-vestuário diz respeito às fibras que serão preparadas para a etapa da fiação. A fiação é a produção de fios, que podem ser naturais, artificiais ou sintéticos. As fibras naturais são obtidas pelo beneficiamento de produtos de origem animal (seda e lã), mineral (amianto) e vegetal (algodão, linho, juta, rami). As fibras artificiais originam-se da celulose natural e as sintéticas de subprodutos do petróleo. Entre as sintéticas pode-se mencionar: poliéster, poliamida (náilon), acrílico, elastano (lycra) e propileno; entre as artificiais inclui-se acetato e viscose. Recentemente, novas tecnologias incluem reciclagem de materiais plásticos como o PET (Polietileno Tereftalato) na produção de fibras sintéticas. As composições dos fios podem ser feitas por mesclas de materiais sintéticos e naturais.

O tingimento das fibras é feito por esta indústria que será responsável pela produção dos fios coloridos e consequentemente pelos tecidos coloridos.

As fiações vêm sofrendo intensas automatizações em seus processos e a mão- de-obra vem se tornando cada vez menos intensa neste segmento. Por trabalhar com elevado volume de matéria-prima, esta indústria normalmente está instalada próxima aos fornecedores de matéria-prima, sendo mais interessante do ponto de vista econômico transportar o produto acabado que é menos volumoso.

4.2.3 Tecelagem

A tecelagem dos tecidos planos consiste no processo técnico mais empregado para a produção de tecidos. Além desta técnica, também se utilizam da malharia (malhas) e das chamadas tecnologias dos não-tecidos (feltros).

A tecelagem de tecidos planos representa o maior volume de produção e o setor vem sendo cada vez mais dominado por poucas e grandes empresas de atuação mundial, normalmente com processos cada vez mais automatizados, reduzindo de forma significativa a participação da mão-de-obra neste elo da cadeia.

Diferentemente do setor de fiação, a localização desta indústria pode ocorrer tanto próximo aos fornecedores quanto dos consumidores, visto que os volumes de matérias primas e de produtos acabados são semelhantes.

4.2.4 Acabamentos

A etapa do acabamento dos produtos têxteis consiste em uma gama de operações que confere ao produto, conforto, durabilidade e propriedades específicas (resistência ao fogo, impermeabilidade), muitas vezes fabricantes de tecidos patenteiam estes processos oferecendo-os como vantagens a seus produtos, gerando marcas comerciais destes processos. A estampagem dos tecidos também é caracterizada como fase de acabamento. Este elo da cadeia normalmente ocorre nas mesmas unidades industriais que produzem os tecidos.

4.2.5 Confecção

De acordo com MONTEIRO & ALENCAR (2007), as indústrias de confecção caracterizam-se pela transformação do tecido plano em peças de vestuário. Estas podem ser calças, camisas, camisetas, entre outros artigos confeccionados. Esta última é a principal etapa da confecção, concentrando a maioria das operações. A confecção é dividida em vestuário & acessórios e lar & técnicos.

No segmento de confecções de vestuário e acessórios existem empresas atuando em vários segmentos (moda masculina, moda feminina, moda infantil e acessórios). Estas empresas dividem-se ainda em fabricantes com marca própria (empresas que desenvolvem seus modelos e os fabricam) e faccionistas (empresas que produzem roupas de acordo com modelos encomendados por outras empresas, e as marcas colocadas nas peças são das empresas que encomendam).

De acordo com OLIVEIRA & RIBEIRO (1996) e GORINI & SIQUEIRA (2002), a indústria de confecção é um dos setores que mais geram empregos no Brasil e no mundo, isto ocorre porque o processo de fabricação depende da máquina de costura, e ela deve ser manipulada individualmente, necessitando de um empregado para cada máquina. O processo de fabricação não consegue ser automatizado devido à dificuldade de manipulação de certos tecidos. É certo que algumas partes do processo produtivo foram automatizados, como a costura de bolsos e a confecção de golas, mas, segundo OLIVEIRA & RIBEIRO (1996), por serem muito específicos não são tão relevantes, de forma que esta fase apresenta uma estabilidade tecnológica. No processo de desenho e corte houve avanços com a utilização do sistema CAD/CAM (Computer Aided Design/Computer Aided Manufacturing) que possibilitou, segundo OLIVEIRA & RIBEIRO (1996) e LUPATINI (2004), a redução no

tempo do processo produtivo e no desperdício de tecido, além de flexibilidade para alteração dos modelos.

4.2.6 Distribuição

O elo da distribuição vem cada vez mais se tornando determinante na definição das características de produção de toda a cadeia. Este elo é composto pelos atacadistas e varejistas (lojas de departamentos, hipermercados, lojas especializadas e varejistas em geral (formais ou não)).

Muitos distribuidores e grandes varejistas vêm influenciando a produção das peças, chegando ao caso de algumas lojas de departamentos contratarem estilistas para criação de marcas próprias, além de indústrias como faccionistas para suas roupas.

4.2.7 Atividades periféricas

Paralelamente a estas atividades, outras indústrias fornecem insumos para estes vários elos da produção, tais como indústrias químicas, indústria de embalagens, indústria de bens de capitais (maquinários), além dos setores de serviços (como marketing, finanças, marcas, canais de distribuição e comercialização, entre outras)

Cada etapa apresenta especificidades e contribui para o desenvolvimento do próximo elo da produção.