• No results found

Utfordringer studentene møter

In document Fra informatikkstudent til utvikler (sider 66-72)

5.2 Observasjoner

5.2.4 Utfordringer studentene møter

A observação é um método muito utilizado nas pesquisas educacionais, porém alguns procedimentos são necessários para que ela se torne um instrumento válido e fidedigno de investigação científica. O pesquisador precisa planejar a observação, determinando o que vai observar e como vai fazê-lo. Para isso precisa focar o objeto de estudo, pois isso auxiliará a centrar-se nos aspectos relevantes

para a pesquisa em questão. Além disso, o pesquisador precisa ter preparo material, físico, intelectual e psicológico, definir a duração das observações e o seu grau de participação (LÜDKE e ANDRÉ, 1986).

Dependendo do nível de sistematização prévia, a observação pode ser altamente estruturada, semi-estruturada ou não-estruturada. A primeira visa confirmar ou refutar hipóteses determinadas antes do início da observação, enquanto as outras duas permitem a geração de hipóteses a partir do que foi observado, ou seja, os dados observados são revisados antes de ser dada uma explicação para o fenômeno observado (COHEN, MANION; MORRISON, 2005). No caso deste estudo, a observação semi-estruturada foi a mais adequada, uma vez que havia aspectos pré-determinados para observação, como as estratégias de EA utilizadas na escola e a maneira de utilização de cada estratégia, mas também abertura para perceber aspectos não pensados previamente, que auxiliassem na compreensão do processo de ensino-aprendizagem de Ciências na EJA.

Quanto ao grau de participação do pesquisador na observação, Cohen, Manion e Morrison (2005) descrevem quatro possibilidades: o participante completo, o participante-como-observador; o observador-como-participante e o observador completo. O participante completo possui um papel no grupo observado, às vezes sem identificar-se como pesquisador; o participante-como-observador faz parte da vida social dos participantes, que têm consciência de que sua presença no grupo deve-se à pesquisa que ele está realizando. Nestes casos, há envolvimento do pesquisador e a simpatia e a subjetividade são características de destaque. O observador-como-participante também é identificado como pesquisador pelos participantes da pesquisa, mas tem contato menor com o grupo se comparado com o participante-como-observador e o observador completo busca realizar seu trabalho sem que os participantes percebam que estão sendo observados, ou seja, sem contato direto com o grupo. Nos dois últimos, o pesquisador busca ser imparcial, tornando a objetividade e a simpatia características importantes.

Neste estudo, a pesquisadora se inseriu na escola, inicialmente apenas para acompanhar as aulas de Ciências Naturais/Biologia, em várias turmas, e conhecer a realidade vivenciada na instituição. Posteriormente, a pesquisadora participou do planejamento e da execução das aulas de Biologia, em uma das turmas da escola, para introduzir a abordagem histórica e filosófica de alguns

conteúdos. Os participantes tinham consciência não só de que estavam contribuindo para uma pesquisa, mas também dos propósitos da pesquisa e dos procedimentos utilizados para atingi-los. Desse modo, o papel da pesquisadora assemelha-se ao do participante-como-observador, descrito acima.

A observação permite contato pessoal e estreito do pesquisador com o fenômeno investigado; proximidade com os sujeitos pesquisados, auxiliando na apreensão de suas visões de mundo; pode ajudar na detecção de aspectos novos de um problema, principalmente quando não há dados teóricos suficientes para orientar a pesquisa (LÜDKE E ANDRÉ, 1986), além de permitir a obtenção de dados das situações “vivas”, que podem não ser obtidos com o uso de outros instrumentos como entrevistas ou questionários (COHEN, MANION; MORRISON, 2005).

No caso desta pesquisa, o contato direto e prolongado com a realidade vivenciada pelos alunos e professores foi bastante útil para entender como se dava o uso de cada estratégia de EA por diferentes professores de Ciências Naturais/Biologia e as reações dos alunos a estas estratégias, bem como aos conteúdos ministrados. Além disso, por estar na escola em diversos momentos, além dos horários de aulas de Ciências Naturais/Biologia, pude dialogar com alunos e professores e investigar se as minhas interpretações do que havia observado na escola condiziam com o ponto de vista dos sujeitos observados. Isso é importante para evitar uma visão distorcida ou parcial da realidade, crítica feita à técnica de observação, segundo Lüdke e André (1986). Esses autores também mencionam, como um dos problemas da observação, possíveis alterações no ambiente ou no comportamento das pessoas provocadas pela presença do pesquisador, o que acredito que foi minimizado ao longo do tempo que passei na escola, devido à relação de proximidade que estabeleci com os alunos e professores. Cohen, Manion e Morrison (2005) consideram que a permanência do pesquisador em campo por longo período de tempo reduz esses efeitos da presença do pesquisador sobre os participantes da pesquisa.

As informações obtidas por meio do uso da observação foram registradas em um diário reflexivo, conforme descrito por Lincoln e Guba (1985). Esse consiste em anotações feitas pelo pesquisador que englobam informações sobre o andamento do estudo, as decisões metodológicas, os raciocínios e as reflexões do pesquisador, os possíveis insights e mudanças de interesses, enfim, informações

sobre o desenvolvimento da pesquisa e sobre a atuação do pesquisador no decorrer do estudo. Lincoln e Guba (1985) sugerem que o uso dessa técnica aumenta a confiabilidade dos resultados. A triangulação10 dos dados obtidos por meio da observação também é recomendada para aumentar a confiabilidade (COHEN; MANION; MORRISON, 2005; LINCOLN; GUBA, 1985) e foi realizada neste estudo. Os dados obtidos pela observação das aulas, pelas respostas dos alunos aos questionários, às entrevistas e aos grupos focais foram confrontados.

Cohen, Manion e Morrison (2005) chamam a atenção para aspectos éticos relacionados ao uso da observação: eles consideram inadequado considerá-la uma técnica não-intervencionista e neutra e entendem que os pesquisadores têm obrigações morais perante os participantes da pesquisa e à comunidade de pesquisadores. As questões éticas da pesquisa são tratadas mais detalhadamente na seção 3.5 deste trabalho.

In document Fra informatikkstudent til utvikler (sider 66-72)