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Optimalisering av dekkesystemer

3.1.3 Utføre analyse

Acerca dos aspectos comportamentais dos custos de transação, destacaremos “risco e incerteza”, “comportamento oportunista” e “racionalidade limitada”.

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3.4.3.1. Risco e incerteza

Existe a opinião de que a razão para a existência de uma firma encontra-se na divisão do trabalho. A empresa torna-se o resultado de uma crescente complexidade dessa divisão. Esse fator cria a necessidade de alguma força integradora que, em uma economia de mercado, já existe na forma do mecanismo de preços. O que tem de ser explicado é por que uma força integradora (o mecanismo do preço) deve ser substituída por outra força integradora (o empreendedor).

As razões mais interessantes e provavelmente mais amplamente aceitas que foram dadas para explicar esse fato são aquelas encontradas na definição de Risco e Incerteza, exploradas por Demsetz (1995). Segundo este autor, o risco pode ser mensurado, e, portanto, inserido no custo de produção, porém a incerteza não, pois não há regularidades que dêem margem a uma previsão e inserção no custo produtivo. Esse autor começa a pressupor um sistema em que não há incerteza. Com a incerteza ausente, se cada indivíduo tivesse conhecimento perfeito sobre todas as situações, não haveria ocasião para casos que afetassem o mecanismo de produção. O fluxo de matérias-primas e serviços produtivos para o consumidor seria inteiramente automático. Com a presença da incerteza, o problema ou função primária é decidir o que fazer e como fazer.

O objetivo das organizações é explorar o fato de que as decisões requerem a participação de muitas pessoas para a sua eficácia. Em particular, as organizações são um meio de alcançar os benefícios da ação coletiva, como será visto no item 3.4, em situações em que o sistema de preços falha. Há uma falha particular do

89 sistema de preços que Arrow (1974) salienta ser central para a compreensão das organizações, e que é exatamente a tal presença da incerteza.

A incerteza significa, dentre outras variáveis, que deve ser dado outro tipo de tratamento aos contratos. Ao invés de contratos de compra e venda com quantidades fixas de mercadorias, seria melhor ter contratos condicionais, que pudessem ser flexíveis na medida em que um estado especificado ocorrer, de acordo com as contingências que o ambiente impuser. Uma apólice de seguros, por exemplo, teria de especificar uma quantidade enorme de contingências e, em geral, pagamentos diferentes para cada possibilidade.

Não é somente a incerteza que impulsiona a defesa de contratos contingenciais. A racionalidade limitada e o comportamento oportunista, ambos vistos nos aspectos comportamentais, além da especificidade dos ativos, que será estudada nos aspectos dimensionais, são outros fatores que corroboram com essa tese.

3.4.3.2. Comportamento Oportunista

A Teoria Neoclássica distingue-se da Economia dos Custos de Transação por diversos motivos, dentre os quais o comportamento dos indivíduos. Zylbersztajn (2010) afirma que na análise de um mercado onde a alocação de recursos seja rígida pelo sistema de preços, assume-se o pressuposto de que os agentes que operam no mercado são benignos, ou seja, não agem com oportunismo. Entretanto, a realidade das firmas mostra o contrário.

Zylbersztajn (2010) cita que Williamson define oportunismo como sendo “a busca do auto interesse com avidez” (p. 31). Reconhece que os agentes não

90 buscam apenas o auto-interesse, mas podem fazê-lo por meio de informações privilegiadas, rompendo contratos ex post com a intenção de apropriar-se de quase- rendas 47 associadas a uma transação, ferindo códigos de ética sociais. Significa

que os agentes podem romper os contratos para se apropriarem do valor dos ativos específicos. Resulta que as formas de governança devem considerar diversos os riscos e definir maior ou menor controle.

Para Williamson (1995) o oportunismo parte do pressuposto de que os atores econômicos se guiam por interesses próprios e não por um comportamento altruístico. Isto implica ações contínuas em busca do auto-interesse, e tem profundo significado na escolha entre as relações contratuais alternativas.

Para Coase (1937), a melhor forma de se considerar o que constitui a firma na prática é considerar o relacionamento legal que geralmente inclui as figuras do empregador e do empregado. Os pontos essenciais são os seguintes: o empregado deve ter o dever de render serviços ao empregador ou a outros que esse designar, enquanto que o empregador deve ter o direito de controlar o trabalho do empregado, seja pessoalmente ou por intermédio de outro empregado ou agente. A isso o autor chama de direito de controle ou interferência. Ou seja, dá o direito de ditar ao empregado quando trabalhar ou não trabalhar e qual trabalho fazer e como fazê-lo.

O comportamento oportunista se distingue do gerencial e do instrumental, nos seguintes aspectos: no comportamento gerencial busca-se uma relação de confiança, na medida em que a palavra de uma das partes pode ser considerada

47“Quase-rendas" surgem quando ativos específicos caracterizam determinadas transações. Estas "quase rendas" poderão mudar de mãos, no caso de ruptura dos contratos. Fonte: http://www.projetoe.org.br/vteams/teles/tele_01/leitura_01.html (acesso em 27/02/2013).

91 como um contrato. No comportamento instrumental, que é um método mais neutro, há uma autoconsciência necessária de que os interesses de uma das partes podem favorecer uma parte por meio de estratagemas previamente calculados. O comportamento oportunista se distingue dos demais porque implica em causar ameaças, promessas falsas e vazias, na expectativa de se obter uma vantagem individual.

3.4.3.3. Racionalidade Limitada

A racionalidade limitada pode ser definida como:

“[...] a capacidade da mente humana para formular e resolver problemas complexos é muito pequena em comparação com o tamanho dos problemas cuja solução é necessária para um comportamento objetivamente racional em um mundo real” (WILLIAMSON, 1995, p.25).

Williamson (1995) considera que os agentes desejam ser racionais, mas só conseguem sê-lo parcialmente. O ambiente não permite que o agente atinja a racionalidade plena. A isso chama de racionalidade limitada, enfatizando que, se tais agentes pudessem formalizar contratos completos, não surgiria necessidade de se estruturar formas sofisticadas de governança. A racionalidade limitada e informações incompletas tornam impossível a elaboração de contratos que contenham todas as possibilidades futuras.

A economia neoclássica trata da relação entre as necessidades ilimitadas do ser humano diante da escassez de recursos. Azevedo (1996) explica que a escassez pode estar relacionada à falta de capacidade dos atores econômicos em se comunicar: obter, absorver e processar informações. Este pressuposto ainda é

92 embrionário na teoria econômica, em função da dificuldade de aplicação em modelos formais.

Os indivíduos também possuem limitações de linguagem. Tais limites referem-se à incapacidade que os indivíduos têm para expressar seus conhecimentos e sentimentos através das palavras, dos números e dos gráficos, de maneira que os outros possam entender. Por isso existe a necessidade de utilização de outros meios de comunicação.

O aspecto comportamental de racionalidade limitada é mais intenso em condições de incerteza e complexidade do ambiente, ocasionando sérios problemas econômicos para os custos de transações. Quando as transações acontecem sob condições de incertezas e complexidade, resultarão em um processo com alto custo, devido à impossibilidade de se entender por completo as melhores opções de decisões. Assim, torna-se necessário relacionar a racionalidade limitada aos aspectos de eficiência e os métodos alternativos de organização.