Mer miljøvennlig transport
11 Analyse av konsepter
11.2 PRISSATTE VIRKNINGER
11.2.2 USIKKERHETSANALYSE AV INVESTERINGSKOSTNADER
Trataremos agora de uma decomposição das imagens, propondo uma interpretação das mesmas. Logo após a folha rosto (imagem 1), a imagem a seguir (imagem 5) abre o primeiro tratado alquímico da obra, dedicado ao estudo da Virtus e da Potentia da natureza, ao que tudo indica seja oriundo do século XVIII e que tenha sido escrito por um membro da Gold-und Rosenkreuzer. Nosso interesse, evidentemente, volta-se para a imagem que vem no início deste tratado, a qual não possui um título indicado no Geheime Figuren, mas através da pesquisa descobrimos a que serviu de modelo para ela, imagem 6, na qual o ilustrador do Geheime Figuren inspirou-se: trata-se da imagem utilizando a balança, presente na obra compilada por Elias Ashmole e atribuída a Thomas Vaughan112 (1621-
1665), pois na base da imagem podemos ver a assinatura deste último.
112 Thomas Vaughan utilizou vários pseudôminos; o mais famoso deles era Eugenius Philalethes, sobre o
qual publica uma edição em inglês da Fama e do Confessio, no ano de 1693. Seus escritos influenciarão a maçonaria inglesa.
Imagem 8 - O sábio e a Balança
Fonte: Os símbolos secretos dos rosacruzes dos séculos XVI e XVII. ECKHARDT, J.D.A. (ed.). Curitiba: Diffusion Rosicrucienne, 2014. p. 12.
“O fundamento metafisico e místico da ciência das correspondências recebe na gnosis islâmica113 o nome de ciência da Balança” (CORBIN, 2003, p. 63). É a metafisica
islâmica que estará diretamente ligada à alquimia, sua influência vem desde a Idade Média, quando tratados islâmicos adentraram na Europa. A simbólica da balança evoca a ideia de medida, mede o desejo da alma na sua descida na matéria, sua referência na teosofia especulativa, onde o princípio da balança assemelha-se a ideia de equidade divina, um equilíbrio entre Luz e Trevas. Não podemos deixar de lembrar que partindo da analogia, de que as hierarquias terrenas são um speculum das hierarquias divinas; assim como é em
cima é em baixo, evoca o adágio hermético medieval.
113 A gnosis islâmica pauta-se pela ampla produção simbólica vinculada ao Corão e aos pensadores de sua
mística; estrutura-se através de uma percepção da criação, assim como a gnose judaica imputa ao cosmo uma vinculação intrínseca para com a divindade, e a mediação entre o mundo criado e os planos divinos dá-se pelos mensageiros, anjos, existindo uma analogia entre o plano material e o plano divino.
Imagem 9 - Utilizando a Balança
Fonte: ASHMOLE, Elias. Treatrum Chemicum Britanicum. Londres: F. Grinfmon, 1652. p. 51.
Seguindo a ideia de equilíbrio, Corbin (2003) enfatiza que a parte visível do mundo deve estar em harmonia com a parte invisível, que o lado exotérico deve estar equilibrado com o lado oculto, esotérico; para ele, o princípio da analogia possui antes de tudo uma punção anagógica, numa certa medida, indicando uma escatologia, cujo fim é uma ascensão pautada em graus (degraus); este é um dos elementos presentes na imagem do sábio a utilizar a balança.
Na imagem 8, assim como sua versão anterior, a imagem 9, existe uma cúpula sobre a qual o sábio está sentado; Corbin nos traz uma ideia muito interessante desta imagética,
que vincula a balança e a cúpula; ao comentar seu formato, liga um termo ao outro e contrapõe a reta ao círculo:
Sua forma circular não é convidativa, especialmente quando se trata da hierohistória, para apreender as coisas por uma imagem muito diferente de uma progressão retilínea e indefinida do tempo, ligada à ideia evolutiva e à explicação pela causualidade histórica.
Esta imagem é representada por ciclos ou círculos, ou "cúpulas" [...] que só tienem a virtude de introduzir a sucessão temporal finalmente estabilizadas numa ordem simultânea do espaço, onde também tudo é possível e que pode ilustrar a aplicação da ciência da Balança e da hierohistória114. (CORBIN, 2003, p. 66-67) O emblema que analisamos aqui é uma propositura tridimensional; apesar de estar desenhado em dois planos, temos a indicação geográfica dos quatro pontos cardeais:
Oriens Ver, Meridies Aeftas, Occidens Autumnus e Septrentio Hgems, a imagem circunda
por quatro cabeças de anjos115, com a indicação dos ventos dispostos nas diagonais do
mesmo – A-quilo, Eúrus, Aufter e Zephirus, esta diposição situa nossa imagem no centro do mundo manifesto.
A imagem indica uma sala de estudo, studium, sanctum; a porta que dá acesso à sala possui uma abóboda (cúpula); na mística islâmica, os diferentes níveis de realidade apresentam-se em representações copulares, sustentadas por duas colunas, uma a oriente e outra a ocidente. A do oriente traz a figura de um homem a segurar um triângulo com o vértice pra cima, símbolo do fogo. Na coluna do ocidente, uma figura feminina sustenta outro triângulo, representando o símbolo alquímico do ar. Duas colunas, a oriente e a ocidente, suscitam uma linha imaginária entre ambas, um indicativo do trajeto do sol em sua elíptica, o que aproxima a imagem do estruturalismo figurativo; temos aqui, explícito, o trajeto simbólico do Regime Diurno ao Regime Noturno da imagem.
Esta figura antropomórfica também figura na imagem de Thomas Vaughan, sendo que nesta eles ocupam lugares contrários – mulher do lado esquerdo (oriente) e o homem
114
Su forma circular no invita, especialmente cuando se trata de la hierohistória, a apreender las cosas por una imagem muy distinta a la de una progresión rectilínea e indefinida del tempo, vinculada a la idea evolucionista y a la explicación por la causualidad histórica.
Esta imagen es la representada por ciclos o círculos, o “cúpulas” [...], que solamente tienem la virtude de presentarnos la sucesión temporal por fin estabilizada em el orden de una simultaneidade espacial, sino que además es lo único hace posible y que puede ilustrar una aplicación de la ciência de la Balanza a la
hierohistória. (CORBIN, 2003, p. 66-67)
115 Quatro arcanjos figuram enquanto suportes do Trono do Templo Cósmico: Serafiel, Michael, Gabriel e
Azrael, representando a quaternidade dos elementos primordiais, água, ar, terra e fogo, os quatro ângulos da Ka’ab, além de outros simbolismos.
do lado direito (ocidente), não temos triângulos nesta imagem mas temos ramos de flores, rosa para o lado feminino e lírios para o masculino, e uma abelha e três pássaros.
Três degraus conduzem ao âmbito onde o personagem está sentado: Timor Domini,
Cognitio Ipfius e Amor Proximi, disposto ao lado do primeiro degrau podemos ler a
expressão – Gradusad Sapientiam, curiosamente estes três estágio podem ser percebidos na maçonaria simbólica nos graus de aprendiz, companheiro e mestre. No estudo da simbólica da balança um avanço gradativo indicativo de que quanto mais avança-se na busca, no domínio dos processos mais luz lança-se sobre o buscador, uma anabasis que se contrapõem a uma catabasi, no Regime diurno da imagem símbolos ascensionais que irão opor-se ao símbolos catamórficos.
Na abordada temos escrito: Separa Terram ab igne subtili alpifso. Compone
Lapidem absque repugnantia. Mane propes vas, et nota Colores116. O sábio que se retira
para o seu laboratório, semelhante temas Khunrath nos trará no seu Amphitheatrum. O
Geheime Figuren der Rosenkreuzer insere-se no limiar da transformação da alquimia
experimental da transmutação dos metais para a alquimia que possuirá conotações espirituais, o VITRIOL, que a partir do século XVIII irá figura na câmara de reflexão do rituais maçônicos é um reflexo do VITRIOL alquímico que será revisitado no Geheime; voltaremos ao mesmo nas páginas seguintes.
116 Separa a terra do fogo, o sutil do denso. Compõem a Pedra sem resistência. Permaneça perto do Vaso, e
3.2.2 Imagem figurativa de três mundos que habitam num só mundo – o Globo