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5. ANALYSIS AND RESULTS

5.1. Analysis of the research model

5.1.2. Fashion blogger characteristics

5.1.3.2. Users’ self image

Nesse ano de 2004, as atividades com os professores (propriamente ditas) tiveram início a partir do mês de agosto124. Na segunda quinzena desse mês, entrevistamos aproximadamente dezoito professores que haviam deixado seus nomes em uma lista ‘de espera125, no caso da implementação126 desse projeto de formação continuada (FC).

Não houve uma seleção dos participantes, pois não era esta a nossa intenção. Uma vez que o agendamento de nossos encontros se deu com base na disponibilidade dos participantes (formandos e formadores), quase todos os professores entrevistados participaram – de uma forma ou outra – das atividades de FC.

As entrevistas foram realizadas com o intuito de obtermos informações sobre o perfil do professor com quem estaríamos trabalhando e também para colocar o professor a par de nossa proposta.

Nessa ocasião, a partir de um contato que tínhamos com a coordenadora127 de um Grupo de Interesse sobre Informática Educativa (GIIE) ligado ao Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE128) de um município da grande BH, cerca de dez professores – integrantes desse grupo – participaram das entrevistas e também das atividades de FC. Entretanto, este era um grupo formado por professores129 de diversas áreas (matemática, inclusive). Se por um lado, nossa proposta não incluía trabalhar com professores de outras áreas do conhecimento, por outro, pareceu-nos interessante a idéia de trabalhar com aquele grupo multidisciplinar que tinha interesse na utilização do computador em sala de aula.

124 Nesse ano, as atividades da FC tiveram início somente em agosto por algumas razões. Todas as atividades

acadêmicas seguiam naquele ano um calendário extraordinário imposto pela greve de funcionários e professores no ano de 2001. Tal calendário só veio a se regularizar no segundo semestre de 2004. No primeiro semestre trabalhamos com a bolsista no sentido de prepará-la para trabalhar (ela como licencianda) com os professores de matemática em serviço.

125 No Capítulo 1, seção 1.4, exponho a dinâmica de funcionamento do GEPEMNT, como grupo de estudos

e pesquisa. Participamos de encontros, oferecemos oficinas, apresentamos trabalhos em mostras, etc. São nessas ocasiões que professores que, porventura, identificam-se com o nosso trabalho, deixam-nos seus nomes para a eventual participação em um projeto de Formação Continuada.

126 Desde o início de 2004, especulava-se sobre o início deste projeto.

127 A referida coordenadora foi aluna de um curso de especialização (noturno) para professores de

matemática oferecido pelo DMat/ICEx/UFMG

128 Mais informações sobre NTEs, no capítulo 1, página 11.

129 O número de professores variava de um encontro para outro, uma vez que os professores-participantes

deste grupo nem sempre eram os mesmos. Apesar de o grupo de professores entrevistados ter sido um, alguns novos professores do GIIE uniam-se e/ou outros deixavam de comparecer em nossas reuniões.

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Diante deste cenário, decidimos pela formação de dois130 subgrupos de trabalho: (1) subgrupo 1 – constituído pelos professores deste GIIE (a equipe multidisciplinar) ligado ao NTE131 de um município da grande BH; (2) subgrupo 2 – constituído por professores de matemática domiciliados em BH que nos procuraram individualmente (por iniciativa própria).

A partir desta divisão, conduzi estudos exploratórios nas reuniões dos dois subgrupos, participando como formadora-pesquisadora.

Para esta pesquisa, no entanto, levo em conta somente as informações sobre a participação dos professores do subgrupo 2, formado por professores de matemática (somente) domiciliados em BH. Justifico a escolha partindo da idéia de que a mim interessavam as possíveis relações estabelecidas entre o professor de matemática, a matemática (concepção sobre o conhecimento, concepção sobre ensino e aprendizagem) e a utilização do computador em uma sala de aula de matemática.

Nesse sentido, apesar de o subgrupo 1 contar com professores de matemática, por ser uma equipe multidisciplinar, muitas vezes, o debate a respeito de essa área de conhecimento acabava em uma discussão que opunha aqueles que ‘aprenderam’ matemática àqueles que diziam ‘jamais terem aprendido’ matemática, em geral polarizando os grupos de professores de matemática e professores de outras disciplinas. Assim, observações nesse subgrupo, sobre as relações estabelecidas entre professores e suas concepções sobre a matemática, ensino e aprendizagem, tornaram-se bastante dispersas.

Já no subgrupo 2, houve participação sistemática de 6-7 professores em nossas reuniões e, na medida do possível, tentávamos seguir um calendário pré-estabelecido de um encontro a cada duas semanas (excluindo feriados e possíveis datas de reuniões pedagógicas previamente agendadas). O grupo de formandos era constituído por duas professoras de um escola da rede privada de BH, Cida e Maína; por Bia e Letícia, professoras da rede escolar municipal de BH; por Bruna e José I, professores da rede escolar estadual de Minas; e Marco, um professor que lecionava em uma escola privada pela manhã e uma municipal à

130 Apesar de considerarmos a possibilidade de integrar todos os professores em um único grupo, foi uma

missão quase impossível combinar um horário compatível com a disponibilidade para participar nas atividades da FC de todos os interessados.

131 Este subgrupo reuniu-se conosco uma vez por mês até o final daquele ano, intercalando com suas reuniões

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noite, e que era técnico de informática (à tarde) no NTE que abriga os professores do subgrupo 1.

Por ser já o segundo semestre letivo, não foram muitos os nossos encontros. Estes aconteceram entre setembro e o final do mês de novembro de 2004, a cada duas semanas, aos sábados, das 8h30 as 12h00.