4 DISKUSJON
4.1.7 Urinprøver
Desde os primeiros encontros, pude notar que a parceria do Canal comigo e com os outros pesquisadores se configurava como uma possibilidade de atitudes táticas para alguns membros do grupo, que reconheciam em nós a possibilidade de composição de forças. Ou seja, eles sabiam fazer com (CERTEAU, 1994) a nossa presença uma oportunidade de se tornarem mais fortes, no ordinário combate assimétrico das relações de forças entre eles e a metrópole paulistana. Em suas práticas cotidianas, sabiam
utilizar o poder da instituição que pendia sobre eles através de nós: a universidade, entre outras coisas, representante da ciência e da razão técnica, que tenta organizar os espaços em que as práticas desse grupo se espacializam: a cidade.
Eu havia buscado, no contato com o grupo, uma possibilidade de me inserir em seu cotidiano, de conversar (SPINK, 2008) sobre as inquietações que moviam minha pesquisa: a produção de táticas e estratégias, em suas práticas cotidianas. Mas, para o grupo, isso se deu desde o início como uma parceria. Se não para todos, logo no começo, sobretudo para Neka, que enxergava a minha presença como um fator muito positivo para o momento que estavam enfrentando. Antoni Abad, o artista espanhol, tinha acabado de viajar e o grupo estava sem seu mentor. Ao fim da primeira reunião de que participei, todos se despediram e foram embora, menos Neka, Keila – a quem eles também chamavam de pesquisadora – e eu. Fomos tomar café e, na opinião desses dois, essa era a hora de eu falar, pois, segundo eles, eu parecia uma figura caída do céu e que poderia ajudar –e muito – o grupo:
Velho, você chegou na hora certa, a gente tá fazendo uns contatos aí e ... a coisa tá bombando. A gente precisa de ajuda... nem todos do grupo têm consciência do que é isso daqui. (Diário de Campo – dia 30/06/2007)
Para Neka, minha presença, em um momento onde as chances se apresentavam ao grupo, era muito importante. O fato de um pesquisador chegar até o grupo como reflexo das atividades promovidas, e não por um convite direto, significava que eles estavam conseguindo atingir um campo social muito relevante para ele, a universidade.
Ex-motoboy e, naquela época, estudante de filosofia da USP, ele enxergava no meio acadêmico muitas possibilidades de parcerias e visibilidade interessantes para o Canal: eventos, publicações, congressos, estagiários e pesquisadores. Além disso, pelo fato de eu ser um psicólogo, imaginava que poderia funcionar como um auxílio à função da Keila: como um gestor de pessoas, da mesma forma que um psicólogo organizacional, para fortalecer o grupo e motivá-lo rumo aos seus objetivos. Ele acreditava na potência do grupo e tinha muitos objetivos traçados para ele, porém, não conseguia ver em todos os outros membros uma congruência com as suas ideias. Para ele, o grupo era muito mais do que uma oportunidade de mudar algumas coisas, em sua vida, era a oportunidade de transformar a vida de muitas pessoas que estivessem ligadas direta ou indiretamente ao projeto: por isso, me disse que estar com eles era ficar por dentro da história:
Estamos fazendo a história, meu amigo; o que você está vendo e vivendo aqui é histórico. (Diário de Campo dia
Aqui, Neka demonstra mais do que sua fé no Canal: evidencia-se sua astúcia para influenciar o pesquisador a aceitar aliar-se ao grupo e, principalmente, àquilo que ele queria que o grupo fosse. Estar do lado de quem está produzindo a história pode não ser um compromisso ético da maioria dos pesquisadores sociais, ou então um fetiche, mas, de qualquer forma, se constitui como algo extremamente sedutor para o que ele julga ser um intelectual ligado às questões sociais. Ele se utiliza do campo do discurso e das práticas acadêmicas, para conquistar uma aliança que lhe parecia importante. Tenta tocar em minha vaidade, para que eu possa dar o máximo de mim ao grupo, ou ao que ele queria para este.
Por essa sua capacidade de motivar as pessoas, associada a sua disposição para trabalhar e se dedicar às atividades suscitadas por um empreendimento como o Canal, ele se manteve, ao lado de Ronaldo e às vezes de Luiz, por muito tempo como coordenador e líder. Começava quase todas as reuniões noticiando as novas possibilidades de parcerias e, quando estas lhes faltavam, ressuscitava e requentava as velhas. Nada, nunca, era monótono. Por várias vezes em que nos encontramos fora do grupo, ou um pouco antes de começar, me confidenciava a maneira com que pretendia anunciar as coisas que estavam acontecendo, para alcançar o impacto desejado: tudo era pensado e repensado, estrategicamente. Acreditava no projeto coletivo e atuava politicamente dentro dele, tentando colocar seu modo de pensar e atuar, buscando interferir nas decisões que afetavam as vidas de todos, inclusive a dele.
Minha presença no grupo foi também ela construída como algo importante e aceita como tal, pelos outros membros, pelo menos no começo, pela sua influência. Ele me apresentou a todos como mais uma pessoa que viria somar forças e que poderia ser muito útil para o futuro do grupo.
Ao longo de nossa convivência, pude notar a aceitação dos motoqueiros à minha adesão, com os relatos que me foram feitos, bem como por convites para participar de reuniões de trabalho e até mesmo de reuniões de cunho familiar ou de lazer. Em alguns dos eventos com a mídia, eles faziam questão de que eu, ou outro pesquisador, estivéssemos presentes, pois acreditavam ser importante a divulgação de que eles estavam sendo pesquisados e assistidos por intelectuais e outros profissionais que se interessavam por suas atividades. Funcionávamos, algumas vezes, como uma espécie de troféu e, em outras circunstâncias, como selos de qualidade: éramos apresentados a possíveis parceiros de trabalho como assessores e, no pensamento do grupo, isso significaria, para os possíveis aliados, que o Canal tinha um quadro de profissionais altamente qualificados ou como um sinal de que o que estavam fazendo era tão bom e
tão importante, que nos levava a não podermos prescindir de acompanhá-los e estudá- los.
Assim como minha presença, as de Augusto, de Roberto e de Keila funcionavam para o grupo – e eles imaginavam que também para seus possíveis parceiros – como fundadoras de credibilidade dos projetos que o grupo construía junto a outros agentes sociais. Nossos nomes eram frequentemente associados aos projetos, éramos usados, consumidos (CERTEAU, 1994) de maneira astuciosa pelo grupo, que se valia do poder conferido à ciência e aos cientistas como produtores de conhecimentos, como competentes, especialistas, entre outras coisas. Valiam-se dos argumentos que a própria academia criou, para dar credibilidade às suas práticas e estudos, a fim de conquistarem vantagens para si.
Em acréscimo, eles nos pediam para analisarmos seus trabalhos e darmos contribuições para estabelecer condições de exequibilidade e relevância àquilo a que pretendiam se dedicar. Em muitos momentos, tentamos dar nossa contribuição ao grupo, dispondo-nos a discutir e buscar ideias e soluções. Lemos e criticamos os projetos produzidos pelo grupo e participamos de reuniões e eventos ao lado deles: fazíamos pesquisa. Acreditavam que tudo que pudéssemos lhes oferecer era uma espécie de contrapartida pelo que eles nos estavam propiciando.
No projeto para se transformarem em uma ONG ou associação, fomos parceiros na busca de informações e pessoas que pudessem esclarecer os trâmites legais para a sua consolidação. Augusto conseguiu trazer para uma reunião um amigo seu, que era presidente da ABONG (Associação Brasileira de ONGs). Este, por sua vez, se mostrou solícito aos desejos do grupo e forneceu todas as informações de que precisavam, pessoalmente, ou através de cursos que conseguiu para eles, com o intuito de facilitar o processo de construção de uma ONG ou uma associação. Nesse momento, forma-se uma parceria fundamental para o Canal motoboy: a incubação pela Ação Educativa.
5.1.1.2 – A AÇÃO EDUCATIVA: UMA NOVA CASA E A
BUSCA PELA CONSTRUÇÃO DE UM PRÓPRIO
115Com o fim da exposição do projeto artístico no Centro Cultural São Paulo, o convite feito pelo Eleilson, presidente da ABONG, para que o grupo passasse a se reunir no prédio da Ação Educativa, foi aceito. A Ação Educativa é uma ONG criada
em 1994, com a finalidade de promover os direitos educativos e da juventude. Tem como princípio de suas ações a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento sustentável no Brasil, promovendo ações de formação e a assessoria a grupos nos bairros, escolas e comunidades. Por suas características, incuba diversas iniciativas de grupos que pretendem construir um projeto coletivo, como ONGs ou associações, por exemplo. Dessa forma, constitui-se como uma excelente parceria para a ambição de alguns membros do Canal que buscavam a construção de um próprio (CERTEAU, 1995), ou seja, um lugar circunscrito, isolado, constituído de regras próprias, que subentende um espaço interno e externo, mesmo que estes se comuniquem. Esse lugar permite o acúmulo das vantagens conseguidas nas relações sociais de poder e uma certa proteção das circunstâncias adversas que podem vir de outros lugares, outros próprios, como, por exemplo, a cidade. Tudo isso faz com que esse próprio possibilite o planejamento de ações futuras. Nesse momento, para os motoboys do Canal, a ideia da construção desse lugar, desse próprio, encarnava-se na criação de uma ONG e, com o tempo, tomou a forma de uma associação, sendo que, hoje em dia, cogitam a possibilidade de se tornar uma rede social: o Coletivo Canal Motoboy. É importante ressaltar que a Ação Educativa é apenas uma parceira para essa construção, não sendo, portanto, um próprio para os motoboys.
No dia 18 de agosto de 2007, foi realizada a primeira reunião do grupo, no que eles chamaram de sua nova “casa”. Eu não estive presente. Na semana seguinte, no dia 25 de agosto, pude comparecer e ver que o espaço era bem diferente do anterior, pois, a partir daquele momento, passávamos a nos reunir em uma sala onde não mais se encontravam as marcas físicas do projeto artístico. Na antiga “casa” do grupo, eles se reuniam em um grande saguão, onde havia duas grandes instalações com televisores de plasma, que exibiam os materiais coletados pelos motoboys e que eram expostos no site. Havia, ainda, uma grande mesa circular com o emblema do grupo: um capacete com o escrito zexe.net sobre ele.
O novo lugar era composto por duas salas e uma antessala. Nesta última, havia três computadores que ficavam à disposição do grupo, para que seus membros pudessem atualizar seus conteúdos na internet e gerenciar o site. Por uma divisória, metade vidro, metade madeira, formava-se, dessa antessala, uma outra sala com uma grande mesa de reunião e um armário. O terceiro espaço era acessado por uma porta no final da antessala; era grande como uma sala de aula e tinha os recursos de uma sala de eventos, como flip chart, carteiras etc. Tudo lembrava um ambiente de trabalho e em nada se assemelhava ao espaço anterior, por onde circulavam muitas pessoas, mesmo durante a reunião, já que se tratava de um espaço aberto, construído para gerar
visibilidade para as obras de arte. Foi nesse novo lugar que o grupo amadureceu suas ideias e seus objetivos e onde se encontra alocado até hoje. Foi lá, também, que o grupo passou pela elaboração de uma de suas maiores questões: a definição de seus objetivos; era o momento em que as opiniões divergentes se afinariam ou romperiam totalmente.
O espaço oferecido pela Ação Educativa era no centro da cidade e parecia, aos olhos dos membros, um campo mais neutro e vantajoso, com grande infraestrutura, além de estarem “dentro da barriga” de uma experiente incubadora116, o que trazia uma série de vantagens. Muitos membros de outras ONGs circulavam por ali e muitas outras pessoas, envolvidas em projetos também gestados nesse lugar, perambulavam pelo local, o que poderia significar a possibilidade de novas parcerias. Os membros do grupo que visitaram a Ação Educativa, antes de se efetivar a mudança, ficaram impressionados com o que haviam visto e ajudaram ou influenciaram os outros a decidir pela nova casa do Canal Motoboy.
Sem o glamour conferido pela antiga residência e com a inspiração para o trabalho advinda da infraestrutura da nova moradia, esse novo período foi marcado pela necessidade de emancipação do grupo quanto ao projeto artístico. Não para abandoná- lo, mas para encampá-lo como mais uma das atividades do grupo e como instrumento de suas práticas cotidianas na sua relação com a cidade. Era preciso fundar um terreno de referências próprio, capaz de articular os interesses do grupo em algo que pudesse ser crível (CERTEAU, 1995), ou seja, algo que pudesse manter o grupo unido, com adesão de todos os seus membros aos projetos do Canal.
Nesse momento, era necessário que o grupo consolidasse sua autonomia, já que o projeto artístico tinha sido um começo, um “empurrão” para o que eles estavam querendo fazer agora. Eles estavam se apropriando do projeto artístico para criar um campo no qual pudessem atuar estrategicamente: calculando e planejando suas atividades e, consequentemente, suas vidas (CERTEAU, 1994). Precisavam entender claramente quais eram os objetivos antigos, pertencentes ao projeto artístico, e os novos objetivos que deveriam ser construídos pelo grupo. Sair de uma atitude tática, que se apropria de um campo estruturado que não é o seu (o projeto artístico), e partir para uma atitude estratégica significaria reconhecer o poder de configurar um novo campo, que lhes permitisse uma maior liberdade do tempo e do espaço, mas que, ao mesmo tempo, requer um esforço para a construção de algo que pode ser reconhecido por muitos e que vai carregar a crença de alguns: era preciso manter o grupo unido, coeso. Fazer isso
116 A Ação Educativa é uma ONG muito antiga e experiente, que tem como um de seus objetivos
possibilitar o desenvolvimento de outras iniciativas do terceiro setor, como ONGs, OCIPs e Associações. Por isso, é conhecida como incubadora de novos projetos.
demandava uma nova organização do grupo, tanto de suas práticas, quanto do seu universo simbólico.
O grupo estava vivendo um processo de transição, visto que o mentor do projeto tinha viajado e o deixado com a função de se gerir sozinho. A figura de Antoni Abad era muito amada e funcionava como um articulador do grupo. Em uma das primeiras reuniões de que participei, ele fez contato pelo telefone e pediu para que o Neka ligasse o skype117, a fim de que ele pudesse interagir com o grupo à distância. Eles tinham se esquecido de alguns dos dispositivos que permitiriam essa operação, fazendo com que a conversa se travasse, somente, pelo telefone. O constrangimento por não haver muitas pessoas na reunião se tornou visível, no rosto dos que estavam presentes e na fala do Beiço:
Neste ínterim, o artista plástico espanhol ligou para o Neka para dizer que estava on-line e que queria dar um “oi” para o grupo, pedindo que alguns trocassem algumas palavras com ele na internet. Houve um certo constrangimento, bem frisado pelas palavras do Beiço: “Ainda bem que esquecemos o
skype... já pensou se ele vê que não veio quase ninguém na reunião?” (Diário de Campo –dia 07/07/2007).
O artista ocupava um papel importante no universo simbólico do grupo, sendo muitas vezes lembrado como um herói ou um pai fundador (FLEURY, 1986), aquele que detém uma autoridade conferida pelo grupo e exerce seu poder através de uma adesão voluntária às suas ideias e propostas e não por meio da coerção e que, por isso, é capaz de unir as pessoas em torno de um projeto comum. Em muitas ocasiões, eles diziam que, quando Abad estava no Brasil, o grupo era mais unido e as coisas aconteciam mais facilmente. A falta de um líder, ou melhor, o processo de consolidação de um novo líder demandaria muito tempo e comprometimento. Encontrar alguém que pudesse ocupar esse lugar não seria nada fácil, porém vital para que se instaurasse uma nova possibilidade de grupo, com base no que os membros pretendiam para ele. Continuariam a empregar os recursos disponibilizados pelo projeto artístico, bem como as parcerias que surgiram com ele, mas estabeleceriam objetivos próprios: próprios dos interesses do grupo para seu presente e seu futuro.
A definição de um novo líder, bem como dos novos objetivos que deveriam ter o poder de integrar os membros do grupo, foi um processo longo e que, na realidade, é reativado até hoje, mas que desde o começo girou em torno de praticamente três
117 O skype é uma empresa de comunicação via internet, que possibilita gratuitamente uma conexão visual
pessoas: Neka, Ronaldo e Luiz. Apesar das diferenças entre eles – os três membros mais ativos na liderança do grupo –, Neka e Ronaldo acreditavam que Luiz poderia ser seu grande articulador do Canal. Reconheciam nele a capacidade de liderança e uma credibilidade (CERTEAU, 1995) que lhe era atribuída pelo grupo: mesmo que não concordassem com algumas de suas ideias, ele era descrito como alguém dinâmico, inteligente e perspicaz, isto é, tudo de que eles estavam precisando para fortalecer a adesão dos membros e dar continuidade aos projetos do grupo. Algumas pessoas já haviam desistido de fazer parte do grupo, porém, novos membros estavam chegando e era preciso criar um ambiente que inspirasse confiança, de sorte a unir as pessoas em um trabalho comum. O único problema era que tanto Neka como Ronaldo não concordavam com o futuro que Luiz vislumbrava para o Canal.
Em uma reunião com o grupo, realizada no dia 27 de outubro de 2007, pude compreender as posições de Neka, Luiz e Ronaldo para com o futuro do Canal e, consequentemente, os motivos que os levavam a algumas discordâncias. Luiz queria que o grupo se estruturasse como uma empresa produtora de matérias jornalísticas, informação, para as mais diversas mídias, sem se envolver com os problemas da categoria. Neka queria que o grupo fosse uma associação, que, pela representação da categoria, conseguisse se tornar uma mídia importante que os motoboys pudessem mostrar – o que ele julgava ser o fundamental e inquestionável papel da categoria, na sociedade contemporânea. Já Ronaldo vislumbrava uma mescla das duas propostas.
Após algum tempo, a visão de Ronaldo passou a ser compartilhada pelo grupo, inclusive pelo Neka. Assim, algumas vezes, presenciei conversas entre Neka, Ronaldo e Beiço, nas quais eles comentavam que era preciso trazer Luiz para o lado deles, ou seja, era preciso que Luiz passasse a compreender que o Canal era um processo coletivo e que poderia possibilitar a geração de renda para seus participantes, mas que tinha também, como missão, gerar benefícios à categoria: funcionar como um órgão produtor de informações para a sociedade sobre o que realmente era o trabalho dos motoboys; sua importância para o funcionamento da economia da cidade, do Estado e do país; ser um instrumento de luta para a categoria, informando-a sobre as questões políticas que envolvem a execução desse trabalho nas ruas da cidade, na relação com os clientes, com os donos de empresas do setor de entregas, no cotidiano da atividade, quer dizer, potencializar, a partir do Canal, todos os outros motoboys; ser uma possibilidade estratégica para toda a categoria. O grupo entendia que essa nova proposta poderia funcionar para aproximar Luiz do grupo novamente. Depois de algum tempo afastado, Luiz voltou a participar das reuniões com o entusiasmo de sempre.
Algumas semanas após sua volta para o Canal, ele e Neka participaram de uma reunião com o ISA, no meio da semana. Na reunião do sábado, com o grupo, eles narraram todos os acontecimentos: Neka, com sua empolgação habitual, e Luiz, com sua visão empresarial. O primeiro, extremamente excitado com os resultados da reunião