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Universitetsmuseene

In document Tilstandsrapport for UH-sektoren 2008 (sider 184-188)

4 Institusjonene og omverdenen

4.5 Universitetsmuseene

As evidências arqueológicas encontrados na bacia de Lagos demonstram que a ocupação humana nesta área data do século IV a.C.. Estes vestígios de um aglomerado urbano, datados da Idade do Ferro, comprovam uma ocupação pré-romana na zona do Monte Molião, colina a Norte da atual cidade de Lagos. Os estudos arqueológicos comprovam que os habitantes deste aglomerado consumiam produtos alimentares produzidos na bacia do Mediterrâneo, nomeadamente na Península Itálica e no Norte de África. Estas descobertas demonstram que, mesmo no período anterior ao da ocupação romana, o povoado do Monte Molião estava integrado nas correntes comerciais do Mar Mediterrâneo, revelando- se nas escavações como um local importante nesta época. (Arruda, 2007, pp. 20 - 24)

Na maioria do território algarvio podem encontrar-se vestígios da ocupação romana, sendo grande parte dos vestígios encontrados no concelho de Lagos pertencentes a este período. Julga-se que a cidade de Lacóbriga se situava num lugar periférico, relativamente à posição atual da cidade de Lagos. Acredita-se que esta se tenha situado no Monte Molião, na margem Este da ribeira de Bensafrim, onde foram descobertas diversas estruturas arqueológicas da Idade do Ferro e da época romana. (Pereira, 2017, p.7)

Após a conquista romana, por volta do século I d.C., este núcleo expande-se para a área da Ribeira de Bensafrim e para a zona costeira, atual localização da cidade de Lagos, com a construção de diversos edifícios do tipo villa. (Arruda, 2007, p. 26) Os indícios mais antigos de ocupação romana encontrados na cidade de Lagos datam da primeira metade do século I d.C., sendo estes vestígios associados a atividades de transformação de pescado, tais como as estruturas

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fabris descobertas na Rua Silva Lopes e na Rua 25 de Abril. (Arruda, 2007, p. 39)

Desde ocupação romana, até à invasão árabe existe pouca informação, sabendo-se apenas que esta foi destruída e edificada diversas vezes. Foi conquistada aos visigodos por volta do ano 712, passando a chamar-se Zawiya. No século X as muralhas são reconstruídas, sendo constituídas por um conjunto de cerca dupla, com torreões semelhantes ao ainda existente no extremo SE, denominado “Torreão da Ribeira”.

Em 1241 a aldeia de Lagos é conquistada aos mouros por D. Paio Peres Correia, sendo doada em 1253 a Frei Roberto, bispo de Silves com o intuito de retirar a exploração económica dos Mouros neste território e de o reorganizar administrativamente. Esta doação surge anteriormente à integração do território algarvio no Reino de Portugal, sendo só reconhecido oficialmente como parte deste Reino em 1267, com a assinatura do Tratado de Badajoz pelas coroas castelhana e portuguesa. (Pereira, 2017, pp. 25-26) Na carta de doação é feita uma descrição vaga do território, referindo variados núcleos populacionais em que a fonte de sustento era a atividade piscatória.

A localização da atual cidade de Lagos provém da necessidade da população se posicionar na margem do estuário da ribeira de Bensafrim, por razões militares e de sustento. Esta mesma localização viria a tornar-se uma das mais valias deste núcleo pois, devido à sua posição estratégica possuía as características necessárias para ser um ponto de confluência de rotas comerciais e de abrigo e abastecimento de navios.

Apesar de existirem testemunhos da passagem de diversas civilizações por este território, é no século XIV que se considera a génese de Lagos na envolvente à igreja de Santa Maria da Graça, na encosta nascente de uma das colinas da cidade, sendo que a primeira cerca muralhada do núcleo medieval de Lagos é concluída também

59 neste século. (Gonçalves, Móran e Silva, 2017, p. 1) Julga-se que esta cerca, de forma quadrangular, encerrasse um recinto de 200 por 300 m, contando com cinco portas. (Gonçalves, Móran e Silva, 2017, p. 4)

Desenvolve-se o núcleo de São Sebastião, como aldeia extramuros, envolvente à igreja de São Sebastião, vindo a unir-se este ao núcleo intramuros por um percurso para trocas comerciais em meados do século XV. Em meados do século XVI é constituída a segunda cerca, motivada pelo desenvolvimento urbano extramuros. O plano desta segunda cerca, designada de Cerca Renascentista, foi traçado entre 1553 e 1555, delimitando o núcleo medieval, a zona ribeirinha e a zona alta da vila, compreendendo uma área de 30 hectares. (Câmara Municipal de Lagos; Futurlagos em SA, [s.d.], p. 7; Gonçalves, Móran e Silva, 2017, p. 4)

No século XV, após a conquista de Ceuta em 1415, a povoação de Lagos tornou-se um ponto estratégico, tanto a nível militar quanto comercial. A sua localização facultava ao nível militar uma praça de guerra de apoio ao Norte de África, disponibilizando, a nível comercial, uma excelente relação com as rotas comerciais. (Câmara Municipal de Lagos, 2015b, p. 92) Neste mesmo século, com o início dos Descobrimentos, Lagos passou por um período de prosperidade económica, sendo um dos portos mais importantes desta época. Figura 39 – Planta de Lagos de 1621

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Consequentemente assiste-se a um crescimento demográfico e expansão urbana, nomeadamente ao nível de edifícios públicos e órgãos administrativos, dos quais esta vila carecia. (Pereira, 2017, p. 18)

No terramoto de 1755 a cidade é em grande parte destruída, sendo que do período anterior ao terramoto foram poucos os edifícios que resistiram, tal como evidenciado pelo edificado do centro histórico, cuja data de construção é, na sua maioria, posterior a este evento. (Câmara Municipal de Lagos; Futurlagos em SA, [s.d.], p. 11) Os trabalhos de reconstrução começaram a ser planeados por engenheiros militares em 1760, os quais colaboraram numa redefinição dos espaços públicos. As primeiras reconstruções surgem em edifícios religiosos e militares, sendo a reedificação das habitações particulares relegada para segundo plano e deixada a cargo dos seus proprietários. (Pereira, 2017, p.20)

Figura 40 – Planta de Lagos de 1650

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Clima

O concelho de Lagos, tal como todo o Sul de Portugal continental, possui um clima com as características normais do Clima Mediterrâneo (Csa, na classificação de Köppen-Geiger). Este é um clima temperado (mesotérmico), ou seja, as temperaturas dos três meses mais frios estão compreendidas entre -3ºC e 18ºC, a temperatura média do mês mais quente é superior a 10ºC e existe uma definição clara entre as estações de Verão e Inverno. (Telha et al., 2018, p. 53)

O Verão é moderado ou quente, com temperaturas médias mensais acima dos 20ºC e as médias das máximas entre os 25ºC e 28ºC, sendo que as condições de calor se reforçam de Oeste para Este, tal como nas zonas mais abrigadas dos ventos. O Inverno é tépido, com as temperaturas médias a rondarem os 12ºC e os valores médios de temperatura mínima a rondarem os 8ºC. A frequência de dias com temperaturas mínimas inferiores a 0ºC é praticamente nula. A moderação nas temperaturas tanto de Inverno como de Verão pode estar associada à influência da proximidade da costa atlântica e à

Figura 41 – Regime Térmico de Lagos (1971-2000) Fonte – Telha et al., 2018, p. 55

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posição topográfica mais destacada, com uma maior exposição ao vento. (Telha et al., 2018, pp. 53–54)

Precipitação

As características médias de precipitação na zona variam, diminuindo do interior para o litoral. No extremo Norte varia entre os 600 e 700 mm, enquanto na faixa mais a sul varia entre 400 e 500 mm.

Refere-se ainda que, o número de dias no ano com precipitação maior ou igual a 1 mm foi em média de 50 a 75 dias, o que corresponde a uma percentagem variando entre 14 e 21%.

A distribuição da precipitação ao longo do ano caracteriza-se por uma maior concentração desta nos meses mais frios, sendo que mais de 80% da precipitação anual ocorre entre os meses de outubro e março.(Telha et al., 2018, p. 54)

Figura 42 – Precipitação média estacional, em mm (1971-2000) Fonte – Telha et al., 2018, p. 57

63 Temperatura do Ar

A temperatura média anual do concelho é de 16ºC, sendo a variação diária na ordem dos 6ºC.

Insolação

Os valores médios anuais de insolação no concelho variam entre 2 900 e 3 100 horas, sendo que estes últimos se verificam junto à costa Noroeste do concelho, onde se situa a cidade de Lagos.

Radiação solar

O concelho de Lagos regista valores consideravelmente elevador a nível anual de radiação solar, alcançando uma média de 208 W/m2. No Inverno os valores ultrapassam os 100 W/m2, enquanto

no Verão estes triplicam, atingindo os 318 W/m2.

Figura 43 – Valor médio da radiação solar global (W/m2) (1975-2004) Fonte – Telha et al., 2018, p. 62

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Humidade do Ar

O clima do concelho é bastante húmido, devido à influência marítima que se faz sentir vinda de Sul e Oeste. Como valor médio anual, a humidade relativa do ar, é de 80 a 85% em todo o concelho.

Vento Dominante

No concelho de Lagos, os ventos moderados são os mais predominantes, registando-se, em média, em 207 dias por ano. Entre maio e agosto as velocidades médias rondam os 10,8 km/h, atingindo os valores máximos em julho, com uma velocidade média de 15,8 km/h. Por sua vez, nos meses de Inverno as velocidades decaem para valores mais baixos, sendo, normalmente inferiores a 7,2 km/h, registando-se os mínimos em janeiro, em que a velocidade média é de 5,7 km/h. Quanto à direção, os ventos predominantes são os de Noroeste, com ocorrências superiores a 40% em todos os meses do ano. (Telha et al., 2018, p. 60)

Figura 44 – Direção média mensal do vento na estação meteorológica de Lagos (2001-2008) Fonte – Telha et al., 2018, p. 60

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Projeto

A cidade de Lagos possui uma variedade de recursos e atrativos turísticos, permitindo apostar não só num turismo de sol e praia, mas também num turismo histórico e cultural. A área de intervenção encontra-se dentro do perímetro amuralhado da cidade de Lagos, inserindo-se assim no Centro Histórico de Lagos.

Figura 45 – Núcleo Histórico de Lagos

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Esta localização é altamente benéfica para um tipo de turismo mais histórico e cultural, pois é uma das áreas com maior valor histórico da cidade. Como se poderá verificar na Figura 46, a zona sul da área intramuralhas é a que tem uma maior densidade de oferta de equipamentos. Num raio de 250 metros pode encontrar-se a Biblioteca, o Museu, o Hospital e ainda monumentos nacionais, tais como a Igreja de Santo António e a Muralha e Torreões da cidade, o Mercado dos escravos, monumento de interesse público, e o Forte da Ponta da Bandeira e o Armazém do Espingardeiro, imóveis de interesse público.

Figura 46 – Atividades desenvolvidas no cento histórico de Lagos por tipologia Fonte – CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOS, 2016, p. 115

67 Esta é também uma zona que tem carência de estabelecimentos hoteleiros de qualidade, existindo apenas quatro hotéis na área intramuros, todos eles com classificação de três ou menos estrelas, localizando-se na zona central, a nascente, tal como se pode verificar na Figura 47.

A área de intervenção situa-se dentro do perímetro amuralhado medieval do núcleo urbano de Lagos, estando enquadrado, desta forma, no Centro Histórico desta cidade. Esta área confina a Noroeste com a Rua Miguel Bombarda, a Sudoeste com um edifício de habitação particular, sendo delimitada a Sudeste e a Nordeste por edifícios da Messe Militar. O edifício em estudo tem uma área de implantação de 321 m2, e um logradouro na sua envolvente que

Figura 47 – Planta de unidades hoteleiras no centro histórico de Lagos FONTE – CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOS, 2016, p. 182

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totaliza uma área de 1210 m2.

Este encontra-se num terreno de pendente acentuada, de cerca de 10%, relacionando-se com a rua a diferentes níveis, sendo a cota mais baixa de 9,10 m e a mais elevada de 14,30 m.

Situando-se em Espaço Central do Solo Urbano-Urbanizado, o índice máximo de ocupação do solo é de 0.7, o que significa que a área de implantação não poderá ser superior a 1050 m2, e o índice

máximo de utilização do solo é de 1.3, demonstrando que a área de construção não poderá exceder os 1950 m2.

No Plano de Urbanização de Lagos refere-se que as dimensões e características dos vãos existentes em edifícios a recuperar devem ser mantidas, nomeadamente nas cantarias, parapeitos, caixilhos e guardas em ferro forjado; nos edifícios existentes os vãos de portas podem ser adaptados a montra, não podendo sofrer alterações de proporções, estrutura e modelação.

O concelho de Lagos está inserido na zona climática I1V1, o que

significa que este concelho tem um dos climas mais amenos do território continental, sendo que, devido à influência estabilizadora Figura 48 – Ortofotomapa da área de intervenção

69 marítima, as amplitudes térmicas diárias são menores. As estratégias bioclimáticas para esta zona climática passam por, no Inverno, restringir as perdas por condução, promover os ganhos solares a Sul e promover uma forte inércia e, no Verão, restringir os ganhos por condução, limitar os ganhos solares e otimizar o arrefecimento por ventilação. (Gonçalves e Graça, 2004, p. 13)

Figura 49 – Estratégias bioclimáticas para Clima I1V1 Fonte – GONÇALVES; GRAÇA, 2004, p. 14

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Descrição da proposta

O edifício sobre o qual recai esta intervenção possui uma excelente localização, com uma área considerável, no centro histórico da cidade de Lagos. Tal como mencionado anteriormente, este situa- se a escassos metros de diversos monumentos lacobrigenses e da praia, mantendo-se, contudo, numa zona tranquila e de pouco trânsito. Este conjunto de fatores associada à escassez de hotéis de qualidade no núcleo muralhado de Lagos levou a que se considerasse a reabilitação deste edifício com o intuito da conversão num hotel de charme.

O programa deste hotel divide-se então em três categorias, nomeadamente, áreas de serviço, áreas de acesso público e área de acesso de hóspedes. As áreas de serviço, tal como o nome indica, são as de uso exclusivo dos funcionários, localizando-se, na sua maioria, no nível 0 e no nível 1 deste hotel. As áreas de acesso público, ou seja, zonas acessíveis por qualquer pessoa que não funcionário ou hóspede, estarão situadas apenas no nível 1. Quanto às áreas destinadas ao usufruto de hóspedes do hotel, estas encontram-se no nível 1, no nível 2 e no nível 3.

As áreas de serviços que este hotel contém são, no nível 0, vestiários e respetivas instalações sanitárias, sala de pessoal, arcas frigoríficas, armazém, lavandaria e casa das máquinas, no nível 1, a cozinha e as copas, o depósito de bagagem e a receção, os escritórios e a sala de reuniões e nos níveis 2 e 3 zonas de arrumos. No caso das áreas de acesso público enquadram-se o lobby do hotel, as instalações sanitárias, a sala do restaurante e a sua esplanada. Por fim, as áreas exclusivas de hóspedes são a zona de estacionamento no nível 0, a área da piscina e área ajardinada no nível 1 e nos níveis 1 e 2 os quartos e as duas suítes.

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Considerações Finais

O desenvolvimento urbano e a evolução tecnológica que ocorreram no último século contribuem tanto para uma melhoria de qualidade de vida a curto prazo, quanto para danos irreversíveis ao nosso ecossistema. Presencia-se uma época de consumo desmedido e desproporcional às necessidades, sem que haja a noção de todas as consequências que isso acarreta. Considera-se por este motivo essencial a consciencialização da população para que diversos campos de estudo se possam direcionar para soluções mais sustentáveis e defensoras do ambiente.

Este trabalho centrou-se no estudo da arquitetura bioclimática e da maneira como esta temática se pode correlacionar com o turismo e a reabilitação. Tentou perceber-se de que forma se poderiam implementar os conceitos do desenho passivo tanto ao nível de edificação de hotéis, como ao de intervenções de reabilitação.

Assiste-se, cada vez mais, a um aumento de número de visitas a Portugal, sendo o Turismo um dos setores com mais importância para a economia portuguesa, especialmente no Algarve. Associada à crescente ocupação turística, surge o aumento inevitável dos consumos energéticos e das emissões de gases de estufa. Julga-se, desta forma, de extrema pertinência a busca de soluções que contribuam para a redução destes consumos.

O crescente interesse pela reabilitação que se tem desenvolvido nos últimos anos pode contribuir, em parte, para uma construção mais sustentável, no sentido que se irá reutilizar um edifício e, consequentemente, reduzir consumos de materiais e combustíveis. Julga-se que se a esta se aliassem algumas estratégias

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de desenho passivo, poderia alcançar um melhor nível de conforto térmico e, consequentemente, de desempenho energético.

Segundo dados da Direção Geral de Energia e Geologia, o setor da construção é responsável pelo consumo de 30% da energia em Portugal. Julga-se que as propostas de uma arquitetura mais conectada ao meio ambiente e pensada em função da sua implantação pode contribuir para a redução destes valores.

Tal como explorado ao longo deste trabalho, pode perceber-se que o nível de conforto térmico e visual se correlaciona com os consumos energéticos dos edifícios. Quando existe uma análise inicial do local, tanto do seu clima, como topografia e orientações, e se aplicam os métodos de desenho passivo, pode melhorar-se as condições de conforto do edificado e, consequentemente, reduzir-se a necessidade de utilização de sistemas de climatização mecânicos.

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