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6 Analyse av struktur

6.2 Struktur – Universitetet for miljø- og biovitenskap

6.2.1 UMBs universitetsrolle og utviklingstrekk

O bem estar social no equil´ıbrio invariante no tempo ´e computado para diferentes combinac¸ ˜oes de composic¸˜ao de d´ıvida. O bem-estar social ´e definido por:

Va= E0 ∞

t=0 βtU(ca t, hat)

ondecta ´e o consumo ehtas ˜ao as horas trabalhadas sob a pol´ıtica fiscala. A pol´ıtica fiscal seria uma escolha deφN, a parcela de d´ıvida nominal, que pertence ao intervalo(0, 1).

A Figura 2.3 mostra o n´ıvel de bem estar atingido para cada valor de φN. Existe uma relac¸ ˜ao negativa entre a parcela de d´ıvida nominal e a utilidade, indicando que quanto maior a indexac¸ ˜ao maior ser ´a o bem-estar. Por ´em, a forma dessa curva ´e c ˆoncava, o que significa que os ganhos de se indexar a d´ıvida s ˜ao decrescentes em func¸ ˜ao do grau de indexac¸ ˜ao. O ganho de utilidade de migrar de uma d´ıvida nominal para uma d´ıvida indexada ´e de 9,8%, por ´em o ganho de uma d´ıvida 90% nominal para uma d´ıvida indexada ´e de apenas 2,5%. De uma d´ıvida 80% nominal ´e de 1,1%, e de uma d´ıvida 70% nominal ´e de somente 0,5%. Ou seja, ´e importante ter indexac¸ ˜ao na d´ıvida para aumentar o bem-estar social at ´e o limite de 30%, pois a partir desse n´ıvel o benef´ıcio ´e m´ınimo.

Figura 2.3: Utilidade e Composic¸ ˜ao de D´ıvida

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 −19.8 −19.6 −19.4 −19.2 −19 −18.8 −18.6 −18.4 −18.2 −18 −17.8

Parcela de Dívida Nominal

Utilidade

As interac¸ ˜oes entre a pol´ıtica fiscal e monet ´aria tamb ´em foram analisadas. A pol´ıtica monet ´aria nesse caso seria a escolha deαπ, a resposta da taxa de juros `a inflac¸ ˜ao, eαy, a resposta da taxa de juros `a demanda agregada. N ´os permitimosαπ variar entre 1 e 3 eαyvariar entre 0 e 5.

A Figura 2.4 apresenta a utilidade para cada combinac¸ ˜ao deαyN. Perceba que a medida em que a resposta da Autoridade Monet ´aria ao produto ´e maior at ´e o valor de αy de 0.5, o bem-estar ´e

menor. O mesmo resultado foi encontrado em Schmitt-Grohe e Uribe (2007), sugerindo que a taxa de juros n ˜ao deve reagir a flutuac¸ ˜oes no produto. Existe, contudo, diferenc¸as entre o modelo de Schmitt- Grohe e Uribe (2007) e o presente modelo para valores superiores de αy. O formato do custo de

bem-estar ao responder ao produto ´e uma reta no modelo base, enquanto na Figura 2.4 apresenta um formato de curva convexa. No presente modelo a utilidade ´e crescente a partir do valor de 0.5 para

αy. Entretanto, para igualar a utilidade atingida ao n ˜ao responder ao produto o coeficienteαy deve

ter valor 2.7. O incremento na utilidade, tamb ´em, ´e ´ınfimo para valores superiores a 4.5. Existem, portanto, ganhos de bem-estar apenas no intervalo de valores deαyentre 2.7 e 4.5.

Figura 2.4: Utilidade, Composic¸ ˜ao de D´ıvida e Resposta ao Produto

0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 −30 −25 −20 −15 −10 −5 0 Resposta ao Produto Parcela de Dívida Nominal

Utilidade

Os efeitos das combinac¸˜oes deαπN no bem-estar s ˜ao reportados na Figura 2.5. Os ganhos de utilidade de se ter parcela da d´ıvida indexada continuam e respeitam a forma de curva da Figura 2.3. A magnitude da resposta da taxa de juros `a inflac¸ ˜ao n ˜ao afeta o bem-estar. Novamente, resultado similar ao de Schmitt-Grohe e Uribe (2007). Isto significa que t´ıtulos indexados `a inflac¸ ˜ao n ˜ao prejudicam a efic ´acia da reac¸ ˜ao do Banco Central `a aumentos da inflac¸ ˜ao.

Figura 2.5: Utilidade, Composic¸ ˜ao de D´ıvida e Resposta `a Inflac¸ ˜ao

1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 2.2 2.4 2.6 2.8 3 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 −19.8 −19.6 −19.4 −19.2 −19 −18.8 −18.6 −18.4 −18.2 −18 −17.8 Resposta à Inflação Parcela de Dívida Nominal

2.5

CONSIDERAC¸ ˜OES FINAIS

A economia Brasileira passou por epis ´odios de inflac¸ ˜ao descontrolada na d ´ecada de 80 e teve um plano de estabilizac¸ ˜ao na d ´ecada de 90. Uma das medidas para melhorar a efic ´acia das pol´ıticas fiscal e monet ´aria foi criar outros instrumentos financeiros para financiar a d´ıvida p ´ublica. Um dos ins- trumentos usados foram os t´ıtulos indexados `a inflac¸ ˜ao que protegiam o investidor contra oscilac¸ ˜oes inesperadas na inflac¸ ˜ao.

Nesse cap´ıtulo, portanto, foi analisado quais seriam as implicac¸ ˜oes do uso de t´ıtulos indexados `a inflac¸ ˜ao ou nominais para financiar a d´ıvida. A an ´alise foi conduzida em uma vers ˜ao modificada do modelo proposto por Schmitt-Grohe e Uribe (2007) e calibrado para a economia brasileira. A contribuic¸ ˜ao foi incluir t´ıtulos indexados `a inflac¸ ˜ao no modelo e avaliar as implicac¸ ˜oes para a d´ıvida, impostos, produto, consumo, investimento e outras vari ´aveis macroecon ˆomicas.

As func¸ ˜oes de impulso-resposta para um choque nos gastos do governo indicaram que o grau de indexac¸ ˜ao da d´ıvida p ´ublica afeta as reac¸ ˜oes do Banco Central e do Tesouro Nacional na conduc¸ ˜ao das pol´ıticas monet ´arias e fiscais. D´ıvida indexada revelou ser menos custosa para a autoridade fiscal e mais custosa para a autoridade monet ´aria em termos de estabilizac¸ ˜ao da economia ap ´os um choque fiscal. D´ıvida Nominal teve resultado oposto, onerando as vari ´aveis fiscais e aliviando o setor monet ´ario. Indexac¸ ˜ao parcial se mostrou ser a alternativa adequada para conciliar as pol´ıticas fiscal e monet ´aria, e apresentou ganhos significantes com n´ıvel de indexac¸ ˜ao de 33% em relac¸ ˜ao a d´ıvida nominal.

Uma an ´alise de bem-estar foi feita considerando a utilidade das fam´ılias, que depende do consumo e das horas trabalhadas. A utilidade sob diferentes composic¸˜oes de d´ıvida (indexada ou nominal) foi computada. Os resultados indicam que a indexac¸ ˜ao afeta o bem-estar das fam´ılias de forma representativa. Os ganhos de utilidade s ˜ao relevantes at ´e 30% de indexac¸ ˜ao quando comec¸am a serem negligenci ´aveis. Os resultados das func¸ ˜oes de impulso-resposta e do c ´alculo de bem-estar justificam a indexac¸ ˜ao da d´ıvida p ´ublica ao ´ındice de prec¸os na proporc¸ ˜ao de um terc¸o.

Sugest ˜oes para pesquisas futuras envolvem incorporar mais aspectos intr´ınsecos da economia brasileira. Um deles seria criar um modelo de economia aberta com d´ıvida que depende da taxa c ˆambio. Outra abordagem seria explorar como a maturidade , isto ´e, a composic¸ ˜ao da d´ıvida em termos de prazo de vencimento afeta as pol´ıticas governamentais. Por fim, poder-se-ia envolver a interac¸ ˜ao do mercado financeiro com o mercado de t´ıtulos e produzir um modelo com fricc¸ ˜oes financeiras e indexac¸ ˜ao de d´ıvida.

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