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UMBS FORSTÅELSE AV KDS VIRKSOMHETSMÅL

In document Årsplan 2009 (sider 50-54)

A BE constitui-se em um recurso importante para a formação do educando e, por isso, precisa ser

valorizada de forma adequada, como um espaço de expressão e construção do conhecimento, além de

propiciar e desenvolver o hábito e o gosto pela leitura, bem como fomentar o interesse pela pesquisa.

Além disso, a biblioteca, deve ser compreendida como ambiente cultural que integra o processo

formativo. Corroborando essa ideia, Vaz (2010, p. 25) afirma que: "a biblioteca escolar enquadra-se [...]

como um meio privilegiado de formação e aprendizagem, bem como de promoção da qualidade do acto

pedagógico que, mediado pela cultura, se orienta e desenvolve tendo em vista o sucesso educativo".

Escolas que acreditam e investem na BE, como recurso pedagógico, contam com evidências concretas

de sucesso acadêmico, de acordo com Andrade (2003), uma investigação desenvolvida pela universidade

de Denver, em várias escolas de diversos estados, nos Estados Unidos,

"mostrou que estudantes de escolas que mantêm bons programas de bibliotecas aprendem mais e obtêm melhores resultados em testes padronizados do que alunos de escolas com bibliotecas deficientes. [...] a influência da biblioteca apresentou-se de forma clara e consistente: um bom programa de biblioteca, conta com profissionais especializados, equipe de apoio treinada, acervo atualizado e constituído por diversos tipos de materiais informacionais, computadores conectados em rede e interligando os recursos da biblioteca às salas de aula e aos laboratórios resultou melhor aproveitamento escolar dos estudantes, independentemente das características sociais e econômicas da comunidade onde a escola estivesse localizada" (p.14).

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Além dessa pesquisa, estudos realizados no Alaska, na Pennsylvania e no Colorado indicaram que

estudantes que obtiveram sucesso nos resultados eram provenientes de escola nas quais a biblioteca

dispunha de bibliotecários em tempo integral, com a participação ativa deste profissional nas reuniões

pedagógicas, valorizando a biblioteca e sua determinante participação na ação educativa dentro e fora

da escola (Andrade, 2003).

Nessa perspectiva, Vaz (2010, p. 38) afirma que: "a biblioteca escolar pode fazer a diferença na acção

da escola, nas aprendizagens e no sucesso educativo dos alunos. Tal implica a percepção de que essa

diferença acontece através de práticas centradas em resultados significativos".

No Brasil, tratando-se de resultados avaliativos, a importância da biblioteca não é focalizada. Nas

avalições nacionais, coordenadas pelo INEP/MEC (2018), no contexto da educação básica, aplicadas às

instituições públicas e privadas em todos os estados brasileiros, a BE não é destacada em profundidade,

todavia, figura no relatório como um dos fatores que colabora para a construção da excelência escolar.

(Brasil, 2019).

No entanto, estudo realizado pelo MEC, especificamente pela Secretaria de Educação Básica, com a

proposição de fomentar melhorias e desenvolvimento das BE, esclarece que:

"Bibliotecas escolares, com qualquer nome que tenham, são uma realidade nas escolas brasileiras, ainda que estejam longe de cumprir o papel que lhes caberia para emancipar, autonomizar e encantar os leitores em formação, que a escola acolhe a cada dia mais. Conhecê-las é parte indispensável para propor políticas de acesso a suportes e materiais que guardam a memória e a vida de todos os homens e mulheres, um tempo, sua história, a ciência e o mundo. Os passos para esse conhecimento vêm sendo dados com mais firmeza, a cada dia, e essa pesquisa se orgulha de se integrar a esse percurso traçado/trançado pelo governo brasileiro como política de qualidade para a educação". (Brasil/MEC, 2019, p.7).

Isso demonstra que ações estão sendo tomadas para que a legislação, referente às políticas relacionadas

ao livro, à leitura e à biblioteca, sejam efetivadas. Para Correia (2012)certificar a importância da BE

"consisti em assumi-la coletivamente como um espaço de mediação e construção partilhada de conhecimentos, de prazer pelo conhecimento e pela leitura, de experiências significativas em interação

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educativa, de confronto de ideias, de articulação curricular, de abertura ao exterior em projetos de parceria e de investigação, num esforço conjunto para que a comunidade educativa alcance níveis mais elevados de literacia e aprendizagem" (p. 26).

Face ao exposto, percebe-se que a biblioteca tem sua competência reconhecida como participante

elementar no processo educativo. Uma vez que, é capaz de colaborar efetivamente com a formação de

crianças e jovens, preparando-os para lidar com o mundo contemporâneo, em que a informação e

conhecimento assumem um papel relevante.

Tratando-se de informação, se admite a importância das BE no fomento das literacias. Quando trata

dessa temática, Correia (2012) expõe que:

"A biblioteca escolar deve constituir-se como um espaço onde a comunidade educativa encontra recursos e serviços (que se devem estruturar em torno da produção, gestão e comunicação da informação, afinal, o sentido da razão de ser da sua existência), possa experimentar novos processos de trabalho, possa trabalhar “novas alfabetizações”[..] e, assim, formar adequadamente os alunos num molde cultural próprio e adequado à sociedade digital, uma vez que a Internet, os telemóveis, os videojogos ou os demais equipamentos estão a mudar a experiência de vida civilizacional em múltiplos aspetos: na sua relação com a comunicação, com a família, com o trabalho, com a informação e mesmo com o ócio". (p. 19-20).

Portanto, para estimular os utentes, se faz necessário ter uma biblioteca viva e dinâmica, que procure

formar leitores e cidadãos participativos na sociedade, que seja atuante no processo de ensino-

aprendizagem dos educandos, na interação da comunidade com as atividades pedagógicas e na

divulgação da cultura. Para que esses objetivos sejam atendidos, todas as atividades precisam estar em

consonância com o PPP da escola, como mencionado anteriormente. Cabe também, instruir a

comunidade sobre a importância da biblioteca na formação de todos que a frequentam, conscientizando

sobre o valor educativo, social e cultural desse espaço dentro da escola. Com esta concepção, Silva

(1999) ratifica que a BE:

[...] deve se colocar como o cérebro da escola, ou seja, o local de onde partem os movimentos básicos em direção a recriação ou criação do conhecimento, servindo a professores, alunos e comunidade. Caso seja definida desta maneira, a biblioteca deixa de ser um complemento ou apêndice secundário de trabalho, transformando-se num recurso básico para as decisões curriculares,

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permitindo a atualização pedagógica dos professores, a aprendizagem significativa dos estudantes e a participação da comunidade em termos de indagações várias.

Isso autoriza a concluir que a BE possui um papel primordial por oportunizar e fortalecer o ensino, por

meio da busca e uso da informação, bem como, através da leitura. Ademais, com um acervo de livros

adequado e espaços físicos confortáveis, que possibilitem a interação entre os utilizadores, a biblioteca

incentiva o hábito da leitura e, consequentemente, a excelência escolar.

Convém ressaltar que, a biblioteca pode colaborar com o fazer docente, por isso, os professores precisam

ser atualizados constantemente do que a biblioteca tem para ofertar. Essa parceria é imprescindível para

que a BE se destaque no âmbito da educação: "O uso das bibliotecas escolares, enquanto espaços ricos

em informação e tecnologia, desenvolve a competência de leitura, as competências em literacia e

promove experiências de aprendizagem mediadas pela parceria entre os professores-bibliotecários e os

professores de sala de aula". (Carvalho, 2007, p. 58).

Considerando os argumentos exposto sobre a importância da BE na composição da excelência escolar,

cabe enfatizar que as bibliotecas devem apoiar a implantação de uma política que assuma o

funcionamento cooperativo, compartilhando produtos e serviços com acessos a portais de referência,

otimizando e ampliando os recursos existentes, tais como fontes eletrônicas, interativas e rápidas,

visando atender os interesses dos estudantes de forma eficiente e eficaz. Parece claro afirmar que, para

concretização dessas ações, as bibliotecas (e bibliotecários) têm como desafio mobilizar recursos

tecnológicos para o acesso aos portais de informação, criar espaços de leitura, integrar e interagir com

a comunidade, objetivando oferecer suporte ao desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão.

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